«Este mural, pintado na fachada do histórico "Bar Ziu Mesina" em Orgosolo, é uma das obras mais complexas e politicamente carregadas da vila. Ele aborda os trágicos acontecimentos do "Outono Alemão" de 1977, ligando o terrorismo de Estado, a luta armada e o perigo latente do fascismo através das palavras do dramaturgo Bertolt Brecht.
Abaixo do monumento, encontram-se os nomes dos principais membros do grupo guerrilheiro de extrema-esquerda alemão RAF (Fração do Exército Vermelho), encontrados mortos na prisão de alta segurança de Stammheim precisamente em meados de outubro de 1977: "Andreas Baader" (escrito junto à árvore seca, à esquerda) / "Gudrun Ensslin" (no centro-esquerda) / "Ulrike Meinhof" (no centro-direita, cuja morte ocorreu antes, em 1976, mas que iniciou o ciclo de mistério)
Os versos finais da peça A Resistível Ascensão de Arturo Ui (1941), de Bertolt Brecht, alertam sobre o perigo constante do fascismo, que pode ressurgir mesmo após ser derrotado . Escrita durante o exílio, a obra utiliza uma sátira sobre a máfia de Chicago para traçar um paralelo direto com a ascensão de Hitler e do nazismo, defendendo a vigilância democrática
A tradução para português dos famosos versos de Bertolt Brecht que encerram a peça A Resistível Ascensão de Arturo Ui (escrita em 1941 como uma parábola sobre a subida de Adolf Hitler ao poder) costuma ser traduzida da seguinte forma:
"E vós, aprendei a ver, em vez de olhar sem ver!
Agi, em vez de falar!
Este monstro esteve quase a governar o mundo!
Os povos conseguiram abatê-lo, mas ninguém cante vitória antes do tempo:
O ventre de onde ele nasceu ainda é fecundo."
Análise dos Termos-Chave na Tradução
"Aprendei a ver, em vez de olhar sem ver" (no original alemão: “Lernat sehn, statt glotzen” / no italiano do mural: “imparate che occorre vedere, non guardare in aria”): É um apelo à lucidez e à análise crítica. Brecht pede ao público que não seja mero espectador passivo dos acontecimentos políticos, mas que compreenda os mecanismos sociais que geram o autoritarismo.
"O ventre de onde ele nasceu ainda é fecundo": Esta é a metáfora central. O "monstro" (o fascismo/nazismo) não é um acidente histórico isolado ou a loucura de um único homem (Ui/Hitler), mas sim o produto de condições socioeconómicas específicas, de crises profundas e da cumplicidade de certas elites. Enquanto essas condições estruturais existirem na sociedade, o perigo do regresso de regimes totalitários continuará vivo. (Google Gemini)

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