. Letra do Fado "A Morte
de Bocage"
Na noite escura, no quarto
calado,
Apaga-se a vela, fecha-se o
olhar,
Morre o Poeta que viveu em fado,
Que fez do verso a forma de amar.
Já não há rimas de riso e sátira,
Cumpriu-se a hora do seu destino,
Chora Setúbal, chora a sua
pátria,
A partida triste de Elmano
Sadino.
A pena caindo da mão cansada,
O livro aberto no último verso,
A alma livre, da dor libertada,
Vai procurar o seu universo.
Passam os anos, passa a memória,
Mas na calçada de noites sem fim,
Fica Bocage gravado na história,
Cantado em fado e em tom menor
assim.
~~~~~~ooo0ooo~~~~~~
Relativamente à letra do fado "A
Morte de Bocage" pertence à tradição
oral do fado vadio e de fado de coimbra/lisboa.
No fado e na música popular portuguesa, a figura de Bocage surge frequentemente humanizada, boémia e trágica. O fado "A Morte de Bocage" (revisitado por vários fadistas e gravado em registos históricos do fado de Coimbra e de Lisboa) canta os seus últimos momentos e o contraste entre a sátira e a morte.
Na história do fado, muitas destas composições de tom descritivo e memorialista sobre figuras históricas não têm um autor individual registado nas plataformas modernas. São tidas como domínio público / fado tradicional (frequentemente cantadas na estrutura do Fado Menor ou Fado Cravo). (Gemini)
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