domingo, 9 de agosto de 2026

(68) 'A Morte de Bocage' (fado) (Na noite escura, no quarto calado)

 

Setúbal - estátua e Praça de Bocage (foto victor nogueira)

. Letra do Fado "A Morte de Bocage"

Na noite escura, no quarto calado,

Apaga-se a vela, fecha-se o olhar,

Morre o Poeta que viveu em fado,

Que fez do verso a forma de amar.


Já não há rimas de riso e sátira,

Cumpriu-se a hora do seu destino,

Chora Setúbal, chora a sua pátria,

A partida triste de Elmano Sadino.


A pena caindo da mão cansada,

O livro aberto no último verso,

A alma livre, da dor libertada,

Vai procurar o seu universo.


Passam os anos, passa a memória,

Mas na calçada de noites sem fim,

Fica Bocage gravado na história,

Cantado em fado e em tom menor assim.

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Relativamente à letra do fado "A Morte de Bocage"  pertence à tradição oral do fado vadio e de fado de coimbra/lisboa.

No fado e na música popular portuguesa, a figura de Bocage surge frequentemente humanizada, boémia e trágica. O fado "A Morte de Bocage" (revisitado por vários fadistas e gravado em registos históricos do fado de Coimbra e de Lisboa) canta os seus últimos momentos e o contraste entre a sátira e a morte.

Na história do fado, muitas destas composições de tom descritivo e memorialista sobre figuras históricas não têm um autor individual registado nas plataformas modernas. São tidas como domínio público / fado tradicional (frequentemente cantadas na estrutura do Fado Menor ou Fado Cravo). (Gemini)

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