domingo, 9 de agosto de 2026

(69) Jorge Castro - Soneto a Bocage (Truculento e vivaz a pena empunha)


Setúbal Av, República Guiné Bissaus - Paibel de azulejos no antigo Cinema Bocage (Foto victro nogueira  IMG_9582) AUTIORES: Louro de Almeida e Rogério Chora (1979) 


Jorge Castro - Soneto a Bocage 

 (1930 / 2010)


Truculento e vivaz a pena empunha

Acutilante do nariz às estribeiras

Zurze agreste as lusas pepineiras

Ao poltrão ferrabrás come-o à unha 

 

Com mão direita o vate se desunha

Prosápias vergastando e caturreiras

Enquanto afaga cru pobres rameiras

À esquerda do afecto a que se impunha 

 

Debochado ordinário e vil até

Eis Bocage todo inteiro e contumaz

Desvairante num bordel ou num café 

 

E veremos pelos poemas que nos faz

Perversos ou amargos de outra fé

Quanta alma este Bocage nos traz! 

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"O trabalho é mais importante e é independente do capital. O capital é apenas o fruto do trabalho, e não existiria sem ele. O trabalho é superior ao capital e merece a consideração mais elevada." (Lincoln, Presidente dos EUA)