Nicolau Tolentino — A Bocage
Tolentino (1740 / 1811) , mestre da sátira e do retrato de costumes do século XVIII, manteve um diálogo poético acutilante e bem-humorado com o jovem Bocage.
Bocage, cujo engenho o mundo
admira,
Que em rimas fluídas, fáceis e
sublimadas,
Vês as musas do Tejo encantadas
Ouvir o som da tua áurea lira;
Se a inveja contra ti seu dardo
atira,
E as mentes vis, de raiva
perturbadas,
Querem ver tuas glórias
eclipsadas
Com a cega fúria com que o vulgo
gira:
Despreza o ganido dessa matilha
insana,
Que a fama, que os teus versos te
assegura,
Não se apaga com sopro de áurea
vã;
Segue o teu rumo, ó génio da
pintura,
Que a glória do teu nome,
sobre-humana,
Há-de vencer o tempo e a
sepultura.
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"O trabalho é mais importante e é independente do capital. O capital é apenas o fruto do trabalho, e não existiria sem ele. O trabalho é superior ao capital e merece a consideração mais elevada." (Lincoln, Presidente dos EUA)