Setúbal Av, República Guiné Bissaus - Paibel de azulejos no antigo Cinema Bocage (Foto victro nogueira IMG_9582) AUTIORES: Louro de Almeida e Rogério Chora (1979)
Jorge Castro - Soneto a Bocage
Truculento e vivaz a pena empunha
Acutilante do nariz às
estribeiras
Zurze agreste as lusas pepineiras
Ao poltrão ferrabrás come-o à
unha
Com mão direita o vate se desunha
Prosápias vergastando e
caturreiras
Enquanto afaga cru pobres
rameiras
À esquerda do afecto a que se
impunha
Debochado ordinário e vil até
Eis Bocage todo inteiro e
contumaz
Desvairante num bordel ou num café
E veremos pelos poemas que nos
faz
Perversos ou amargos de outra fé
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