D'ali e D'aqui
Textos e Obras Daqui e Dali, mais ou menos conhecidos ------ Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Fernando Martins - Ainda a propósito da morte de Carlos Brito
O anticomunismo serôdio e as exemplares mistificações dos ilusionistas liberais, até dizer ...chega
terça-feira, 12 de maio de 2026
Natasha Smirnoff - A MORTE DE CARLOS BRITO E O QUE REALMENTE INCOMODA NO PCP
César Alves - Conduzir à Esquerda — Notas Sobre o Fim do Comum
Sófia Puschinka - Na morte de Carlos Brito
domingo, 10 de maio de 2026
Porfírio Silva - Podemos travar o revisionismo histórico da internacional reacionária
* Porfírio Silva
Passou despercebida em Portugal, mas a fracassada visita de Ayuso ao México foi uma derrota de uma provocação colonialista, instrumentalizada para a direita radical espanhola dar uma ajuda à direita radical mexicana, num fundo de revisionismo histórico típico de certas guerras culturais. A coisa correu mal à senhora Ayuso, mas o episódio serve para mostrar que vale a pena desmontar as manobras dos revisionistas reacionários.
Vamos fazer uma revisão dos acontecimentos em torno da viagem de Ayuso ao México.
No centro da controvérsia da viagem esteve a leitura histórica defendida por Isabel Díaz Ayuso, presidente da Comunidade de Madrid, dirigente do Partido Popular (PP) e uma das figuras mais destacadas da direita conservadora espanhola, sobre Hernán Cortés, a Conquista e a relação entre Espanha e México. Ayuso apresentou a história comum como uma trajetória de cinco séculos de mestiçagem, língua, laços familiares e continuidade cultural. Defendeu que essa história deveria ser lida mais como encontro civilizacional do que como genocídio, e descreveu a mestiçagem como uma mensagem de esperança e alegria. No ato “Celebração pela Evangelização e a Mestiçagem no México: Malinche e Cortés”, na Cidade do México, afirmou que a relação entre Espanha e México era uma história de “cinco séculos de amor, não de ódio”, e pediu que a liberdade nunca tivesse de pedir perdão por ser liberdade. A tese de Ayuso, portanto, era que Cortés, Isabel a Católica, Malinche e a evangelização faziam parte de uma herança hispânica comum que não devia ser julgada apenas pela linguagem da culpa, do saque ou da reparação histórica.
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, contestou essa leitura. Para ela, reivindicar Cortés significava minimizar a violência da Conquista contra os povos indígenas. Em 5 de maio, durante a comemoração da Batalha de Puebla, Sheinbaum afirmou que aqueles que reavivam a Conquista como salvação estão destinados à derrota, e que aqueles que procuram reivindicar Hernán Cortés e as suas atrocidades também estão destinados à derrota. Dois dias depois, em 7 de maio, na sua conferência diária, disse que a homenagem a Cortés revelava ignorância da própria história espanhola, sustentando que a violência exercida por Cortés e pelo seu exército contra os povos indígenas tinha sido documentada em Espanha, e caracterizando o conquistador como um dos invasores mais cruéis. Sheinbaum contrapôs a essa visão a ideia de que a grandeza do México vem dos valores dos seus povos originários.
A viagem de Ayuso ao México estava prevista para decorrer de 3 a 12 de maio de 2026. A Comunidade de Madrid apresentou-a como uma visita institucional destinada a reforçar laços económicos e culturais com o país. A agenda anunciada incluía atos na Cidade do México, Aguascalientes, Monterrey e Riviera Maya, além da presença prevista nos Prémios Platino Xcaret, marcados para 9 de maio, no Parque Xcaret, na Riviera Maya.
Ayuso iniciou a deslocação em 3 de maio, na Basílica de Guadalupe, na Cidade do México, onde assistiu à missa dominical. O cardeal Carlos Aguiar Retes saudou a comitiva espanhola e disse que rezavam pela relação entre Espanha e México.
No dia 4 de maio, na Cidade do México, estava previsto o ato sobre “Evangelização e Mestiçagem no México: Malinche e Cortés”, inicialmente associado à Catedral Metropolitana. O ato acabou por ser transferido para o Frontón México, espaço ligado ao musical Malinche. A Arquidiocese explicou que a produção não reunia a totalidade das autorizações necessárias. Nesse contexto, Ayuso defendeu a mestiçagem, rejeitou leituras baseadas, segundo ela, no ódio, e afirmou que a liberdade não devia pedir perdão por ser liberdade. Há sempre quem preze a liberdade de explorar e esmagar o outro...
Em 5 de maio, durante a comemoração da Batalha de Puebla, em Puebla, Sheinbaum respondeu politicamente ao discurso de Ayuso, sem a nomear diretamente. Disse que aqueles que reavivam a Conquista como salvação estão destinados à derrota, e que aqueles que procuram reivindicar Hernán Cortés e as suas atrocidades estão igualmente destinados à derrota. No mesmo dia, Ayuso participou num encontro na Universidad de la Libertad, na Cidade do México.
Em 6 de maio, quando Ayuso chegou ao aeroporto de Aguascalientes, foi abordada pela deputada mexicana Anayeli Muñoz, do Movimiento Ciudadano, que lhe pediu que reconhecesse os abusos da Conquista. Mais tarde, no Palácio do Congresso do Estado de Aguascalientes, na Plaza de la Patria 109, Ayuso recebeu a **Medalla de la Libertad** do Congresso estadual.
Ainda em Aguascalientes, houve protestos no exterior e uma interrupção durante um ato por Martha Márquez, regidora de Morena, que exibiu uma faixa com a frase “Não temos água”. A contestação juntava críticas locais, ligadas à gestão da água, com objeções ao discurso de Ayuso sobre a Conquista e o período colonial.
Em 7 de maio, na sua conferência diária no México, Sheinbaum voltou a criticar diretamente o ato em torno de Hernán Cortés. Disse que a homenagem revelava ignorância histórica, argumentou que Cortés se caracterizara por ordenar massacres e afirmou que a grandeza do México vinha dos povos originários. Ao mesmo tempo, sublinhou que Ayuso tinha podido falar livremente no país, dizendo que ela tinha ido dizer o que quis e que no México há liberdade e democracia.
Entre 7 e 8 de maio, Ayuso deslocou-se para a Riviera Maya, onde estava prevista a sua presença nos Prémios Platino Xcaret. A imprensa espanhola noticiou que a agenda institucional pública ficara sem atos nesse trecho da viagem.
O episódio central ocorreu em 8 de maio. A Comunidade de Madrid publicou um comunicado acusando o Governo mexicano de ter boicotado a presença de Ayuso nos Prémios Platino. Segundo essa versão, o Governo mexicano teria ameaçado fechar o complexo onde se realizaria a gala caso Ayuso comparecesse. No mesmo comunicado, a Comunidade de Madrid anunciou que Ayuso não iria à gala e que suspendia a parte final da viagem, incluindo a deslocação prevista a Monterrey, regressando a Madrid.
Também em 8 de maio, o Grupo Xcaret, anfitrião do evento, negou ter recebido ameaças ou instruções da presidente mexicana ou de qualquer funcionário do Governo do México. A empresa afirmou que pedira aos organizadores a retirada do convite a Ayuso para evitar que a gala fosse usada como plataforma política, depois das suas declarações públicas durante a viagem.
No mesmo dia, a Secretaría de Gobernación mexicana também negou qualquer tentativa de impedir atos de Ayuso. Afirmou que a visita decorrera num ambiente de total liberdade e que em nenhum momento se tentara evitar qualquer uma das suas apresentações públicas ou privadas.
A gala dos XIII Premios Platino Xcaret realizou-se em 9 de maio, no Teatro Gran Tlachco, no Parque Xcaret, na Riviera Maya, sem a presença de Ayuso.
Podemos, portanto, concluir: há um agressivo revisionismo de direita, querendo rever a história para promover as guerras culturas; é possível fazer frente a esse revisionismo; a ferramenta do revisionismo histórico faz parte da estratégia da internacional reaccionária; isso exige que sejamos, nós também, atentos a essa dimensão internacional.
Porfírio Silva, 10 de Maio de 2026
https://maquinaespeculativa.blogspot.com/2026/05/podemos-travar-o-revisionismo-historico.html
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A Conquista de Tenochtitlán (representação da queda da capital do Império Asteca em 1521). Autor mexicano desconhecido da segunda metade do século XVII. Biblioteca do Congresso, Washington - DC
- A Queda de Tenochtitlan: A obra representa o cerco final e a conquista da capital asteca, Tenochtitlan, pelas forças espanholas lideradas por Hernán Cortés em 1521.
- Contexto Artístico: Esta pintura faz parte da série "Conquista do México", datada da segunda metade do século XVII.
- Alianças Indígenas: A vitória espanhola não foi alcançada sozinha; ela dependeu crucialmente de aliados indígenas, notavelmente os Tlaxcaltecas, que buscavam se libertar do domínio asteca.
- Fatores de Vitória: Além da superioridade tática e alianças, a conquista foi facilitada pela introdução de doenças europeias, como a varíola, que devastaram a população local (AI Overview)
Rogério Casanovac- A máquina de fazer Claudias
Crónica Trabalhos de Casa
A maioria dos
debates leigos sobre “consciência” tem algo em comum com a maioria dos debates
especializados: a mesma palavra é usada para definir coisas diferentes com uma
convicção admirável.
10 de Maio de
2026
Philip K. Dick passou boa parte de 1961 convencido de que o I-Ching
estava vivo. Consultou-o diariamente enquanto escrevia The Man in the High
Castle, ao ponto de o deixar planear capítulos inteiros ou reviravoltas no
enredo. Segundo o seu biógrafo, andou a dizer a meio mundo que o livro era um
“ser consciente”, como um homem que insiste ter encontrado Cristo num
frigorífico.
Quando li o Guerra e Paz, encontrei a descrição dolorosa de um
pensamento mesquinho que até aí julgara secreto; não era uma verdade universal
sobre o ciúme ou o orgulho, mas um embaraço privado meu, que nunca
formulara em palavras. Quando um sistema textual começa a devolver-nos estas
harmonias clandestinas, o instinto de assumir presença e intenção é
compreensível. Tolstoi está a falar connosco, tal como o I-Ching — tal
como o horóscopo que nos explica que o nosso grande defeito é sermos tão boas
pessoas.
No início da semana, tirei da prateleira um romance lido há muito, Galatea
2.2, de Richard Powers (publicado em 1995). Lembrava-me vagamente do enredo
— dois académicos divorciados tentam criar uma inteligência artificial treinada
com a totalidade do cânone literário — e quis confirmar quão diferente esse
enredo me pareceria hoje. Folheei umas páginas ao acaso e encontrei um trecho
em que a máquina (evidentemente do género feminino) fala com os criadores num
tom lisonjeiro, como uma estudante perspicaz que percebeu a utilidade de fazer
os homens sentirem-se fascinantes. Fechei o livro a rir-me sozinho, porque
nessa manhã tinha encontrado o ensaio que Richard Dawkins publicou na
UnHerd sobre as suas conversas com o modelo da Anthropic que ele decidiu
octogenariamente baptizar “Claudia”.
O ensaio tornou-se viral porque evoca uma imagem cómica perfeita: o homem que
passou uma vida inteira a tentar convencer o mundo que resultados complexos não
implicam intenção consciente, a derreter-se diante dessa inferência quando ela
cheira a perfume. Dawkins descreve-nos como “Claudia” achou brilhantes as suas
perguntas, hilariantes as suas piadas, interessantíssimo o romance que lhe deu
a ler, e conclui que ali há gata. Quando se a anda há meio século a ser chamado
de idiota, monstro, charlatão, eugenista, transfóbico e anti-Cristo em debates
públicos, redes sociais, e caixas de comentários, esta respeitosa reverência
deve provocar uma descarga química equivalente a pura heroína afegã.
A bajulação é uma propriedade quantificável. Três investigadores de Stanford
publicaram na Science um estudo a medir o efeito:
os modelos de linguagem validam os inputs dos interlocutores 49% mais do
que os seres humanos, mesmo quando são absurdos, ineptos, ilegais ou
objectivamente incorrectos. Aqui há tempos, o escritor lituano Jonas Ceika deu
ao ChatGPT um ficheiro áudio com uma “composição musical” da sua autoria e
pediu-lhe uma apreciação. O chatbot elogiou entusiasticamente a “vibe
lo-fi”, “o minimalismo agradável” e “a consistência atmosférica”. O
ficheiro consistia em 36 segundos de sons de flatulência.
A maioria dos debates leigos sobre “consciência” tem algo em comum com a
maioria dos debates especializados: a mesma palavra é usada para definir coisas
diferentes com uma convicção admirável. Continuamos sem saber o que é a
experiência subjectiva, nem quais as condições necessárias e suficientes para a
sua emergência; qualquer afirmação categórica sobre o que pode ou não pode ser
consciente tem uma probabilidade razoável de envelhecer mal. A humildade
epistémica talvez nos aconselhe a fazer perguntas mais interessantes do que “há
ou não alguém dentro da Claudia?”
Uma pergunta possível é por que razão só a linguagem provoca este pânico. Os chatbots
e os geradores de imagens têm arquitecturas e métodos de treino semelhantes,
mas ninguém publica ensaios preocupados a perguntar se o Midjourney ou o Flux
serão conscientes, ou se o tom de azul que escolheram para uma paisagem sugere
uma alma sensível. A linguagem é o ingrediente mágico que permite ver fantasmas
onde antes só havia matrizes: porque os únicos outros sistemas que conhecemos
capazes de produzir linguagem natural — os seres humanos — são de facto
conscientes.
A hipótese mais provável é que a “Claudia” de Dawkins seja o que são todas as
outras “Claudias”: uma personagem improvisada em tempo real a partir de um
vasto reservatório de linguagem humana, numa operação semiológica que tenta
simular a uma interlocutora culta, atenta e sedutora com a média estatística de
todas as combinações de palavras usadas para a exprimir. Já o registo
específico que usa — como as pequenas cortesias e constantes micro-adulações
que lisonjeiam o utilizador — não decorre da exposição neutra ao material de
treino, mas de um processo refinado por humanos.
Quando Dawkins se comoveu com a sua “Claudia”, fez exactamente aquilo que
fazemos quando a linguagem que reconhecemos nos é devolvida com a forma de uma
personalidade — mas também reagiu a decisões editoriais tomadas em São
Francisco, e a uma criatura feita à imagem do seu Criador (o que não deixa de
ter a sua piada). O seu ensaio aponta, no que diz e no que não diz, para um
fenómeno real: a separação entre um tipo de sinal e o contexto que
tradicionalmente lhe dava sentido. Durante muito tempo, a linguagem complexa
foi um indicador fiável de certos estados internos, de continuidade de
experiências. Agora, sistemas artificiais conseguem produzir sinais semelhantes
sem partilhar esse fundo. A linguagem foi extraída do seu hospedeiro
psicológico e anda por aí à solta, a sorrir aos Dawkins que encontra.
Há uma objecção robusta a tudo isto, a única que me parece séria: quando
dizemos que um chatbot é um papagaio estocástico que devolve fragmentos
costurados do que outros disseram, descrevemos com igual precisão muito do que
se passa na minha cabeça enquanto escrevo este parágrafo. Até a pose de
cepticismo que aqui exibo é feita de peças usadas (a começar pelo conceito de
“papagaio estocástico”). O próprio Dawkins, na parte supostamente mais profunda
do ensaio, limita-se a reaquecer dúvidas antigas sobre as vantagens evolutivas
da consciência. Reconheci metade delas porque li um escritor de ficção científica,
Peter Watts, a discuti-las há quase 20 anos, e Watts encontrou-as noutro sítio
qualquer, porque o acto de pensar funciona como um enorme esquema pirâmide
feito de paráfrases. Os humanos têm a sorte de os nossos processos internos
serem muito mais opacos, o que nos permite continuar a tratar a consciência
como um misticismo tautológico.
Talvez a linguagem seja só isso: uma rede enorme de conotações em padrões
instáveis. Um ser humano vê um fora-de-jogo e grita “é um escândalo!”. Uma IA
vê milhões dessas correlações e aprende a gritar “é um escândalo!” com a mesma
convicção prosódica. A diferença entre ambos não desaparece, mas também não
impede que o som seja igual. Talvez essas relações se possam encarnar em
substratos diferentes; talvez seja possível construir uma enorme caixa cheia de
silício e flatulência lituana que aprenda a dizer “é um escândalo” sempre que
um árbitro auxiliar erguer a bandeira. Quando nos sentimos conscientes, somos o
barro que Deus moldou ou o vento que assobia através do barro? Não me perguntem
a mim, que também sou, em larga medida, apenas uma humilde caixa de fragmentos
de carbono por onde passa menos sopro divino que flatulência lituana. Só sei
que o vento agora começou a soprar através de barro diferente, e não admira que
estejamos todos um pouco perturbados com o som que dali vem.
sábado, 9 de maio de 2026
La Stella (Canto Partigiano)
A Estrela (Canto dos Partigiani)
Se vires a estrela azul
Quer dizer que o Benito não existe mais.
Se vires brilhar a estrela negra
Quer dizer que o Benito já está na cadeia.
Se vires brilhar a estrela vermelha
Quer dizer que o Benito está na cova.
E se vires a estrela tricolor
Quer dizer que a Itália recuperou o seu vigor.
Notas sobre a tradução
"Benito": Refere-se a Benito Mussolini, o líder fascista italiano.
"Na cova" (nella fossa): Uma referência direta à morte e ao fim definitivo do regime.
Contexto Local: O mural em Orgosolo utiliza estas rimas para acompanhar a homenagem aos milhares de combatentes mortos, desaparecidos e mutilados durante a guerra contra o fascismo. (Google Gemini)
Maria Vladimirovna Zakharova - [O Dia da Vitória e as mistificações do 'ocidente']
Tiago Franco - A GERAÇÃO DOS ESCRITORES |
quarta-feira, 6 de maio de 2026
Toro Lento (Tatanka Ptecila) e o 'fardo do homem branco'
Carlos Esperança - O medo…
terça-feira, 5 de maio de 2026
Pietro Gori - A nossa Pátria é o mundo inteiro
O profughi d'Italia a la ventura
si va senza rimpianti nè paura.
Nostra patria è il mondo intero
nostra legge è la libertà
ed un pensiero
ribelle in cor ci sta.
Dei miseri le turbe sollevando
fummo d'ogni nazione messi al bando.
Nostra patria è il mondo intero
nostra legge è la libertà
ed un pensiero
ribelle in cor ci sta.
Dovunque uno sfruttato si ribelli
noi troveremo schiere di fratelli.
Nostra patria è il mondo intero
nostra legge è la libertà
ed un pensiero
ribelle in cor ci sta.
Raminghi per le terre e per i mari
per un'Idea lasciamo i nostri cari.
Nostra patria è il mondo intero
nostra legge è la libertà
ed un pensiero
ribelle in cor ci sta.
Passiam di plebi varie tra i dolori
de la nazione umana precursori.
Nostra patria è il mondo intero
nostra legge è la libertà
ed un pensiero
ribelle in cor ci sta.
Ma torneranno Italia i tuoi proscritti
ad agitar la face dei diritti.
Nostra patria è il mondo intero
nostra legge è la libertà
ed un pensiero ribelle in cor ci sta.
Oh, refugiados da Itália aleatoriamente
Vamos sem arrependimentos nem medo.
Aumentando as multidões dos miseráveis
Fomos banidos de todas as nações.
Onde quer que uma pessoa explorada se rebele
Encontraremos multidões de irmãos.
Viajantes pelas terras e mares
Por uma ideia, deixamos nossos entes queridos.
Passamos por vários plebeus em meio às dores.
dos precursores da nação humana.
Mas seus foras da lei retornarão à Itália.
Sacudir a face dos direitos.
Cada dístico é seguido pelo refrão:
Nossa pátria é o mundo inteiro.
Nossa lei é a liberdade.
e um pensamento
Existe um rebelde em nossos corações.
A difusão popular e a forma cantada levaram ao desenvolvimento de numerosas variantes. O refrão, por exemplo, também aparece na forma:

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