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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Pedro Tadeu - Ai "Notre Dame"!... o trabalho está a matar-nos?



17.4.19

«Ao longo de mais de um século um grande estaleiro juntou, seis vezes por semana, uma média diária de 300 homens. Alguns começaram, ainda crianças, a trabalhar ali. Muitos deles também morreram naquele local, sem conhecerem mais nada deste mundo.

Eles eram artífices especializados num ofício, ensinado em segredo por um mestre. Eles foram exclusivos toda a vida, dedicada, apenas, a um monumento ao segredo da conceção divina do filho de Deus.

Lentamente, penosamente, ergueram pedra a pedra, fundiram ferro a ferro, juntaram tábua a tábua, chumbaram vidro a vidro, "toc toc!", "tac tac!", "tic tic!" e construíram, penosamente, sabiamente, à mão, com ferramentas de artesão, os gigantescos corpos principais da Catedral de
Notre Dame de Paris.

Há 850 anos trabalhava-se enquanto houvesse luz, do nascer ao pôr-do-sol. Tal como a catequese cristã afirma ter sido um direito do Criador do mundo, os criadores da Catedral de Notre Dame descansaram aos domingos. E, ao longo de cada ano, aproveitaram uma quarentena de feriados para honrar santos, reverenciar Jesus ou Maria e armazenar no coração algum descanso retemperador.

Durante um dia de trabalho cada homem tinha direito a parar uma hora para almoçar e, a meio da tarde, a outros 15 minutos para beber... de preferência vinho, a bebida da falsa força.

O pagamento do salário, para quem tinha direito a ele, era diário e ninguém concebia remunerações por feriados, folgas ou férias.

A vida de um construtor de Notre Dame, no século XII ou no século XIII, era, para qualquer um de nós, cidadãos ocidentais deste mundo do século XXI, insuportável.

Mas ser trabalhador na construção de Notre Dame nos séculos XII ou XIII era, simultaneamente, uma das melhores vidas possíveis dos homens que Deus teve a graça de não fazer nascer como filhos das classes superiores da sociedade feudal e cristã.

Foram milhares os trabalhadores que ergueram a Catedral de Notre Dame de Paris. Um incêndio, talvez atiçado por um fósforo, um cigarro, uma faísca, algo milésimo, mínimo, minúsculo, arriscou esta segunda-feira destruir uma enorme obra da Humanidade.

A vitória dos bombeiros que salvaram a estrutura principal de Notre Dame salvou a memória de um enorme sacrifício de vidas, que a ignorância sobre o real número de mortos sucumbidos às falhas da construção ou a ausência de contagem de almas condenadas a uma existência confinada à pequena Île de la Cité, nos anos de 1163 a 1267, escamoteia da maior parte dos livros de História.

Todos os grandes edifícios construídos pela Humanidade, das pirâmides do Antigo Egipto aos arranha-céus de Nova Iorque, do Mosteiro dos Jerónimos ao Convento de Mafra, resultaram da imposição do sacrifício, da dedicação da vida, da inaceitável morte, do glorioso compromisso de milhões e milhões de trabalhadores.

Sempre que uma grande obra da humanidade desaparece, não morre apenas a memória da arte ou da engenharia que a germinaram. Sempre que uma grande obra da humanidade desaparece, falece também a memória do trabalho e desvanece um registo das etapas de progresso social que nos trouxeram até aqui.

E o que é o trabalho, hoje, aqui? É o trabalho com direitos, com horários, com pausas, com folgas, com salários, com férias pagas? Ou é um tempo em que as coisas parecem andar séculos para trás, até à época do trabalho quase escravo que ergueu Notre Dame?

Que tempo é este, que leva os jornais do século XXI a alertar: "O trabalho está a matar pessoas e ninguém se importa"?»

Gravura - Uma ilustração da Catedral de Notre Dame, no século XIX - litogravura de Nicolas Chapuy
Cartoon -  "Sadness", por Antonio Rodriguez 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Federico García Lorca - CASIDA DE LA MANO IMPOSIBLE



Gravura de Anne-Marie Kornachu


* Federico García Lorca

CASIDA DE LA MANO IMPOSIBLE 

Yo no quiero más que una mano,
una mano herida, si es posible.
Yo no quiero más que una mano,
aunque pase mil noches sin lecho.

Sería un pálido lirio de cal,
sería una paloma amarrada a mi corazón,
sería el guardían que en la noche de mi tránsito
prohibiera en absoluto la entrada a la luna.

Yo no quiero más que esa mano
para los diarios aceites y la sábana blanca de mi agonía
Yo no quiero más que esa mano
para tener un ala de mi muerte.

Lo demás todo pasa.
Rubor sin nombre ya, astro perpetuo.
Lo demás es lo otro; viento triste,
mientras las hojas huyen en bandadas.


Carmen Rosário Montesino
28 de Janeiro de 2011 · 

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Traduzindo Jabberwocky, de Lewis Carroll

26 de fevereiro de 2016 - 15h37 

A tradução de Jabberwocky*, de Lewis Carroll, foi uma aventura de interpretação meio surrealista e absolutamente pessoal de uma das obras primas do nonsense literário.

Por Flávio Aguiar**, no Blog da Boitempo


 Adaptação do poema Jabberwocky, de Lewis Carroll, feita pelo artista gráfico Eran Cantrell para a antologia Cânone Gráfico: clássicos da literatura universal em quadrinhos, da Boitempo

Divulgação / Boitempo

Adaptação do poema Jabberwocky, de Lewis Carroll, feita pelo artista gráfico Eran Cantrell para a antologia Cânone Gráfico: clássicos da literatura universal em quadrinhos, da BoitempoAdaptação do poema Jabberwocky, de Lewis Carroll, feita pelo artista gráfico Eran Cantrell para a antologia Cânone Gráfico: clássicos da literatura universal em quadrinhos, da Boitempo Lembrei-me de uma frase do professor canadense Northrop Frye, de quem tive a honra e o prazer de ser aluno, no Victoria College, em Toronto, nos anos 80 do século passado. Ele dizia que um professor atinge sua máxima potência quando pode realizar o que chamava de “improvisação erudita”, isto é, pode improvisar na sala de aula a partir, por exemplo, de uma pergunta que introduz um tema não previsto, com a mobilização de seus conhecimentos acumulados ao longo dos anos. Neste contexto improvisação não tem nada de negativo, pelo contrário: é como no jazz, toma-se um motivo e sai-se por pautas e acordes nunca dantes navegados. É claro que isto envolve conhecimento, estudo, análise e interpretação do original e seu contexto, de sua fortuna crítica, tudo feito com bastante cuidado e atenção. Mas depois é necessário entregar-se a um fluxo de consciência, talvez até junto de alguma semiconsciência, para captar e reconstruir aquela energia poética na própria língua do tradutor. Tem que haver uma combinação de cálculo e espontaneidade. O professor Frye também costumava dizer que os poetas maduros não criam poemas; são estes que, estando latentes na linguagem, encontram os seus poetas…

Dou como exemplo minha escolha para a tradução de “vorpal sword”: usei a palavra “espada” e rebatizei-a como “Tizonum”, que deve-se pronunciar “Tizonúm”. Fui buscar ajuda no vizinho – no caso, no espanhol – me valendo de uma variação para a espada chamada de “Tizona” que, com a “Colada” eram as armas preferidas de El Cid, o Campeador. Chamei a arma de Tizonum num lance de dicção, porque me pareceu que seu ritmo se aproximava do “vorpal sword” do original, com acento e ao mesmo tempo fechamento na última sílaba da expressão. A busca também me foi inspirada pela solução do desenhista, já que a espada que ele concebeu é algo parecida com a “Tizona” do Cid, com o formato de T invertido no punho. Isto ilustra que o tradutor, no caso, de uma versão em quadrinhos de um determinado poema, pode, sim, se inspirar nas soluções do desenhista.





Já a ideia de traduzir o monstro que dá título ao poema me veio de repente, “Jabberwocky” por “Dragodonte”, que mistura “dragão” com “pteranodonte”, por exemplo, ou algo assim. Mas a solução me pareceu pertinente, porque o pteranodonte era um pássaro, e na nossa imaginação dragões costumam ter asas, mesmo que pequenas.

Uma das interpretações do poema de Lewis Carroll afirma que ele é, entre outras coisas, uma paródia do poema épico Beowulf, cuja versão escrita que temos é em anglo-saxão arcaico e data do século 11, embora provavelmente ele tenha sido criado antes. Lewis (cujo nome original era Charles Lutwidge Dodgson) começou a escrevê-lo em 1855, quando tinha 23 anos, para publicação num jornalzinho de divertimento familiar. Carroll apresentou a sua primeira estrofe como “um poema (“stanza” no original) anglo-saxão. Tinha, portanto, um ar de brincadeira, paródia e divertimento. Dez anos mais tarde, já completo, ele foi incluído no Alice no país dos espelhos.

Para a minha tradução escolhi como primeiro foco manter este tom divertido entre o épico e o brejeiro, tentando preservar o ritmo e o jogo das rimas. Já em sua versão, que considero brilhante e inspiradora, Augusto de Campos dá a impressão de ter posto seu primeiro foco na erudição em torno das palavras, sobretudo, é claro, dos neologismos e do nonsense. São versões paralelas que na minha visão não entram em conflito, mas se complementam. Seguindo uma tradição musical, eu diria que, para mim, Augusto criou uma peça entre o Adagietto e o Andantino, enquanto eu criei algo entre o Andante e o Allegro Moderato… Numa outra visada (ou será risada, no sentido simpático?), o Augusto nacionalizou o poema de Carroll, com o seu “Jaguadarte”, enquanto eu, com o meu “Dragodonte”, joguei-o no meio do “Jurassic Park”… 

*A tradução de Flávio Aguiar integra a antologia Cânone Gráfico: clássicos da literatura universal em quadrinhos, que reúne adaptações gráficas de obras canônicas do século 19 

**Flávio Aguiar é pesquisador e professor de Literatura Brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, tem mais de trinta livros publicados, ganhou o prêmio Jabuti três vezes, sendo um deles com o romance Anita.

Fonte: Boitempo

http://www.vermelho.org.br/noticia/276824-11

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Álvaro de Campos - O que há em mim é sobretudo cansaço




* Álvaro de Campos  

O que há em mim é sobretudo cansaço — 
Não disto nem daquilo, 
Nem sequer de tudo ou de nada: 
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

domingo, 24 de novembro de 2013

o domingo na poesia segundo vários escritores - 18 - os bobos e truões - 03


24 de Novembro de 2013 às 22:43
* Cecília Meireles - Dia de Chuva
* Charles Baudelaire - A Tampa
* Charles Baudelaire - A Morte dos Artistas
* Paulo Henriques Britto - O funâmbulo
* Jean Genet - E a tua ferida, onde está?
* Kahlil Gibran - O Louco

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* Cecília Meireles

Dia de Chuva

As espumas desmanchadas
sobem-me pela janela,
correndo em jogos selvagens
de corça e estrela.

Pastam nuvens no ar cinzento:
bois aéreos, calmos, tristes,
que lavram esquecimento.

Velhos telhados limosos
cobrem palavras, armários,
enfermidades, heroísmos...

Quem passa é como um funâmbulo,
equilibrado na lama,
metendo os pés por abismos...

Dia tão sem claridade!
só se conhece que existes
pelo pulso dos relógios...

Se um morto agora chegasse
àquela porta, e batesse,
com um guarda-chuva escorrendo,
e, com limo pela face,
ali ficasse batendo
— ali ficasse batendo
àquela porta esquecida
sua mão de eternidade...

Tão frenético anda o mar
que não se ouviria o morto
bater à porta e chamar...

E o pobre ali ficaria
como debaixo da terra,
exposto à surdez do dia.

Pastam nuvens no ar cinzento.
Bois aéreos que trabalham
no arado do esquecimento.

(in Cecília Meireles, Antologia Poética, Relógio d'Água)
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* Charles Baudelaire


A Tampa (Le Couvercle )

Onde quer que ele vá, ou sobre mar ou terra,
Sob um clima de chama ou sol branco,
Servidor de Jesus, cortesão de Citera,
Mendigo tenebroso ou Creso rutilante.

Cidadão, camponês, vagabundo, sedentário
Que seu pequeno cérebro seja ativo ou lento,
Em todo lugar o homem sofre o terror do mistério,
E olha ao alto senão com olhar trêmulo.

Acima, o Céu! o muro da cova que sufoca,
Teto iluminado para uma ópera bufa
Onde cada histrião pisa um chão de sangue;

Terror do devasso, esperança do tolo eremita;
O Céu! Tampa escura da grande marmita
Onde se confina a sutil e vasta Humanidade.

.
Trad. livre: Leonardo de Magalhaens
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* Charles Baudelaire

A Morte dos Artistas  -  La Mort des Artistes (CXXIII)

Quantas vezes é preciso sacudir meus guizos
E beijar tua fronte baixa, morna caricatura?
Para furar o alvo, de mística natura,
Quantos, ó meu cesto, perder de dados?

Usaremos nossa alma em sutis complôs,
E destruiremos muita pesada armadura,
Antes de contemplar a grande Criatura
Cujo infernal desejo enche-nos de dor!

Não há quem não conheça seu ídolo,
E esses escultores condenados, em afronta,
Que vão se golpeando o peito e a fronte,

Sem uma esperança, estranho e sombrio Capitólio!
É que a Morte, tal um novo sol a planar
As flores de seus cérebros fará desabrochar!

.
Trad. livre: Leonardo de Magalhaens
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* Paulo Henriques Britto

O funâmbulo

Entre a palavra e a coisa
o salto sobre o nada.

Em torno da palavra
muitas camadas de sonho.
Uma cebola. Um átomo.
Uma cebola ávida.
Entre uma e outra camada
nada.

Saltam sobre o abismo
tomam o vazio de assalto.
De píncaro a píncaro
projetam-se, impávidas,
epifânicas, esdrúxulas,
teimosas e dançarinas.

O salto é uma dança,
a teima é uma doença.
Em torno da cebola
o ar é tenso de lágrimas.

(1951)

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* Jean Genet

E a tua ferida, onde está?

Pergunto onde fica,
em que lugar se oculta a ferida secreta
para onde foge todo o homem
à procura de refúgio
se lhe tocam no orgulho, se lho ferem?

Esta ferida
— que fica assim transformada em foro íntimo —
é que ele vai dilatar, vai preencher.

Sabe encontrá-la, todo o homem,
ao ponto de ele próprio ser a ferida,
uma espécie de secreto
e doloroso coração.

Se observarmos o homem ou a mulher
que passam com olhar rápido e voraz
— e também o cão, o pássaro, uma panela —
a velocidade do olhar é que nos mostra,
ela própria e com rigor máximo,
que ambos são a ferida
onde se escondem mal sentem o perigo.

O quê?
Já lá estão, já os conquistou
— deu-lhes a sua forma —
e para ela a solidão:
lá estão inteiros no retesar de ombros
em que passam a concentrar-se,
com toda a vida a confluir na ruga maldosa da boca,
e contra a qual nada podem nem querem,
pois dela é que sabem esta solidão absoluta,
incomunicável — este castelo da alma —
para serem a própria solidão.

È visível no funâmbulo que refiro,
no olhar triste
que deve reportar-se às imagens de uma infância miserável,
inesquecível,
em que ele teve consciência
de ser abandonado.

(...)

jean genet
o funâmbulo
trad. de aníbal fernandes
hiena editora
1984

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* Kahlil Gibran

O Louco

Perguntais-me como me tornei louco.
Aconteceu assim: um dia, muito tempo antes
de muitos deuses terem nascido,
despertei de um sono profundo e notei que todas
as minhas máscaras tinham sido roubadas
- as sete máscaras que eu havia
confeccionado e usado em sete vidas  –
e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente, gritando:
"Ladrões, ladrões, malditos ladrões!"

Homens e mulheres riram de mim e alguns
correram para casa, com medo de mim.

E quando cheguei à praça do mercado,
um garoto trepado no telhado de uma casa gritou:
"É um louco!".

Olhei para cima, pra vê-lo.
O sol beijou pela primeira vez minha face nua.

Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua,
e minha alma inflamou-se de amor pelo sol,
e não desejei mais minhas máscaras.

E, como num  transe, gritei:
"Benditos, bendito os ladrões que
roubaram minhas máscaras!"

Assim me tornei louco.

E encontrei tanto liberdade
como segurança em minha loucura:
a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele desigual que nos
compreende escraviza alguma coisa em nós.

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Ensaísta, filósofo, prosador, poeta, conferencista e pintor de origem libanesa, cujos escritos, eivados de profunda e simples beleza e espiritualidade, alcançaram a admiração do público de todo o mundo. (1883-1931)


vem de o domingo na poesia segundo vários escritores - 17 - os bobos e truões - 02

Retrato do Louco olhando através de seus dedos Atribuído a 'Maître de 1537

Retrato do Louco olhando através de seus dedos Atribuído a 'Maître de 1537


Bufão ou bobo - Gravura de J.A.Beauce et Rouget

Bufão ou bobo - Gravura de J.A.Beauce et Rouget


17th-century engraving of Will Sommers, Henry VIII's jester

17th-century engraving of Will Sommers, Henry VIII's jester


Peter Brueghel - Loucos brincando - 1642

Peter Brueghel - Loucos brincando - 1642


Um casal de bufões.[bobos] Desenho de Hans Sebald Beham

Um casal de bufões.[bobos] Desenho de Hans Sebald Beham