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domingo, 8 de abril de 2012

Escritor Günter Grass considerado ‘persona non grata’ por Israel


 

Polémica


08.04.2012 - 15:44 Por Lusa
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Günter Grass escreveu um poema em que adverte que o Estado judaico é uma ameaça para o mundo devido ao seu poderio nuclearGünter Grass escreveu um poema em que adverte que o Estado judaico é uma ameaça para o mundo devido ao seu poderio nuclear (Miguel Manso)
 Israel declarou neste domingo o escritor alemão e Nobel da literatura Günter Grass "persona non grata" devido a um poema que escreveu na semana passada, no qual advertia que o Estado judaico era uma ameaça para o mundo devido ao seu poderio nuclear.
“Os poemas de Grass alimentam as chamas do ódio contra Israel e o povo de Israel, e são uma tentativa de fomentar a ideia que este assumiu publicamente quando vestiu a farda das SS (polícia nazi)”, afirmou hoje o ministro do Interior, Eli Yishai, para justificar esta decisão. 

Um porta-voz do ministro afirmou ao diário Ha’aretz que, de acordo com as leis da imigração e de entrada em Israel, o escritor tinha sido declarado ‘persona non grata’ e, por conseguinte, não será lhe permitido o acesso ao país. 

“Se Grass quer continuar a divulgar a sua criação disforme e enganosa, sugiro-lhe que o faça no Irão, aí encontrará ouvintes”, disse o ministro, numa alusão a uma comparação feita pelo Nobel entre os dois países. 

Já na sexta-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamín Netanyahu, reagiu ao poema de Grass e assegurou que “é o Irão, e não Israel, quem representa uma ameaça para a paz mundial”. 

“A vergonhosa comparação que [Günter Grass] fez entre Israel e o Irão, um regime que nega o holocausto e apela para a destruição de Israel, diz muito pouco sobre Israel e muito sobre o próprio Grass”, afirmou então o chefe do Governo israelita, em comunicado. 

O escritor, de 84 anos, denunciou o programa nuclear de Israel num texto intitulado “Was gesagt werden muss” (“O que há para dizer”), publicado simultaneamente pelo diário de referência alemão Süddeutsche Zeitung, pelo espanhol El País, pelo norte-americano The New York Times e pelo italiano La Repubblica

O poema foi conotado de antissemita pela comunidade judaica alemã e por Israel e foi criticado por um vasto leque de políticos alemães. 

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Aos 82 anos, Günter Grass está de regresso aos irmãos Grimm



19.08.2010


Em "Grimms Wörter", reflecte por isso sobre todas as épocas da história alemã a partir do século XIX, acompanhando o surgimento do nazismo, a Segunda Guerra Mundial, a divisão da Alemanha e sua reunificação em 1990.
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Günter Grass, Prémio Nobel de Literatura 1999, continua fiel à sua máquina de escrever Olivetti na era dos computadores e do iPad. Numa entrevista que deu ao "Der Spiegel" o escritor que está a lançar na Alemanha o terceiro volume da sua autobiografia, "Grimms Wörter" (à letra, "as palavras dos Grimm") conta que depois dá todo o material à secretária, e que é ela que passa o texto para o computador.
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 Aos 82 anos, o escritor alemão está fascinado por Jacob e Wilhelm Grimm cujos contos preencheram a sua infância e influenciaram a sua obra. Fascinado não só pela obra dos irmãos (que iniciaram em 1938 a criação de um grande dicionário alemão, do qual só conseguiram concluir três dos 32 volumes previstos) como pelo seu posicionamento político, que os levou em 1837 a manifestarem-se contra o poder do Estado.


No terceiro volume da sua autobiografia, Grass retoma a sua actividade cívica, mas faz também uma declaração de amor à sua língua, o alemão. "Pareceu-me que a parte da minha biografia que não aparecia em 'Descascando a Cebola' e 'A Caixa' [ambas publicadas em Portugal pela Casa das Letras], a parte relativa à minha actividade política e social, podia encontrar lugar numa história sobre os irmãos Grimm", explicou o escritor numa entrevista à revista suíça "Du". Em "Grimms Wörter", reflecte por isso sobre todas as épocas da história alemã a partir do século XIX, acompanhando o surgimento do nazismo, a Segunda Guerra Mundial, a divisão da Alemanha e sua reunificação em 1990.
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