Mostrar mensagens com a etiqueta Wikipedia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Wikipedia. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Entrevista de Tucker Carlson a Vladimir Putin – Transcrição


(Tucker Carlson, in stateofthenation.co, 07/02/2024, Trad. Estátua de Sal)


Numa reviravolta impressionante, o famoso jornalista Tucker Carlson embarcou numa missão de proporções históricas. Com o destino da Ucrânia e do mundo em jogo, Carlson chegou a Moscovo, na Rússia, determinado a entrevistar nada menos que o Presidente Vladimir Putin. Poderá esta audácia ser a chave para acabar com a guerra na Ucrânia e evitar a catástrofe iminente da Terceira Guerra Mundial? Continue a ler para mergulhar nesta história emocionante de coragem, jornalismo e busca pela paz.

TUCKER: O que é que diria às pessoas que governam a América?

PUTIN: A nossa mensagem é que a Rússia não é vossa inimiga. Não queremos guerra. Estamos prontos para a paz. Os vossos líderes procuram o conflito. Não é isso que nós queremos. A Rússia defende o seu próprio povo. Nós não queremos o que não é nosso.

TUCKER: Iria visitar Washington?

PUTIN: Sim, claro. Já estive nos Estados Unidos antes. Gosto de viajar e encontrei-me com todos os presidentes, exceto Joe Biden. Se fosse convidado, iria. Sim.

TUCKER: Qual é a sua opinião sobre o Presidente Biden?

PUTIN: Estamos convencidos de que ele não está a governar o país. Digamos que temos boas fontes que o confirmam, mas qualquer pessoa pode ver isso por si própria. Os EUA entraram agora num período negro. Tem uma liderança irresponsável.

TUCKER: Acha que Joe Biden ganhou de forma justa?

PUTIN: Prefiro não entrar na política interna americana, mas direi que a minha embaixada informou que a vossa fronteira Sul foi mais bem gerida do que as eleições de 2020. (risos)

TUCKER: Uma sondagem na América mostra que é mais popular do que Biden – alguma reação?

PUTIN: (risos) Não sei se isso deve ser levado a sério, mas os ideais russos têm apoio. Acreditamos nos valores tradicionais; o casamento é entre um homem e uma mulher: os homens são homens e as mulheres são mulheres.

TUCKER: Quem é que gostaria de ver como próximo presidente dos Estados Unidos?

PUTIN: Mais uma vez, não nos cabe a nós dizer ou envolvermo-nos. Contrariamente às acusações de longa data, não nos intrometemos nas vossas eleições. Não precisamos de o fazer porque as mesmas pessoas acabam por governar as coisas na mesma.

TUCKER: Porque é que invadiram a Ucrânia?

PUTIN: Invadimos ou fomos invadidos? Olha para a história. Olha para as pessoas que lá vivem. Historicamente, fomos nós que fomos invadidos e agora estamos simplesmente a ripostar. As terras e o povo são russos e vamos ter de novo o que sempre foi nosso.

TRUCKER: Como se sentiria se Trump voltasse a ganhar?

PUTIN: Tínhamos boas relações quando o Sr. Trump era presidente. Não houve guerra. As nossas relações estavam num ponto alto. Dito isto, nada é previsível ou ficará na mesma. Teremos de ver.

TUCKER: O que pensa do Sr. Zelensky e qual seria a sua mensagem para ele?

PUTIN: Lembro-me de rir com as suas piadas quando ele era comediante na Rússia. Vamos voltar às gargalhadas.

TUCKER: Porquê?

PUTIN: Há entidades financeiras fortes cujo interesse é manter-nos como adversários. Um dos vossos presidentes avisou contra isso. Nós, russos, não temos esse problema.

TUCKER: Vê os Estados Unidos como um inimigo?

PUTIN: Não. Categoricamente não. Fomos aliados na Segunda Guerra Mundial. Os russos ajudaram a colonizar o Alasca, a Califórnia e também estivemos no Havai. O nosso povo não é inimigo, mas os que estão em Washington não são certamente nossos amigos.

TUCKER: Pode ser mais específico e citar nomes?

PUTIN: Seria inútil. Não nos cabe a nós resolver os vossos problemas internos. Além disso, tenho a certeza que sabem os nomes melhor do que nós.

TUCKER: Então está a dizer que o seu adversário não é o Joe Biden mas as pessoas que estão por trás dele?

PUTIN: Exatamente. Joe Biden pode nem sequer estar ciente do que se está a passar. Ele pode não compreender o nível das sanções impostas à Rússia. Quem é que elaborou essas sanções? Esses são os nossos adversários.

TUCKER: É por isso que está a defender os BRICS?

PUTIN: Os BRICS existiriam de qualquer maneira. É uma reação natural ao bloco comercial ocidental. É um contrapeso. Quando o dólar for utilizado como arma contra os Estados, haverá uma alternativa natural. É isso que nós queremos.

TUCKER: É por isso que o senhor e a Rússia têm sido visados?

PUTIN: É mais complicado do que isso, mas estou certo de que é uma boa parte da razão. Sempre que o dólar está em perigo, os Estados Unidos tomam medidas extremas. Não se podem dar ao luxo de ver o dólar falhar.

TUCKER: Mas a Rússia não é mais fraca e mais vulnerável economicamente do que os EUA?

PUTIN: Quando se olha para a dimensão das economias, somos pequenos. Mas poucas pessoas têm em conta os nossos vastos recursos naturais. A Rússia tem mais de 80 biliões de dólares no solo. Nenhum país se aproxima de nós.

TUCKER: Qual é a vossa opinião sobre o Presidente Biden?

PUTIN: Estamos convencidos de que ele não está a dirigir o país. Digamos que temos boas fontes que o confirmam, mas é fácil para qualquer pessoa ver por si própria. Os EUA entraram agora num período negro. Tem uma liderança irresponsável.

TUCKER: OK. Bem visto, mas não tem os mesmos problemas na Rússia?

PUTIN: Sim. Até certo ponto. Mas na Rússia esses interesses estão mais alinhados com o pensamento do homem médio russo da rua. Nos Estados Unidos, não é esse o caso. As elites abandonaram-nos.

TUCKER: Então, quem acha que está a governar os EUA?

PUTIN: As mesmas forças que sempre o dirigiram. Podem mudar os presidentes mas não mudam os que estão no poder real. É com eles que temos de lidar. Joe Biden é apenas uma fachada para esta estrutura de poder.

TUCKER: Obrigado por se sentar connosco. Como está a sua saúde? Tem havido alguns rumores……

PUTIN: Estou contente por falar consigo e através de si para o povo americano. Estou ótimo. Sinto-me bem. Tendo em conta os meus anos, estou de óptima saúde, mas o tempo é que manda.

TUCKER: Tem havido relatos persistentes de que tem cancro?

PUTIN: Garanto-vos que esses rumores são falsos. Se eu tivesse cancro e o vencesse, partilharia as boas notícias e a cura com o mundo.

TUCKER: Quando diz que alguns o temem, está a dizer que Musk tem inimigos?

PUTIN: É evidente que ele tem inimigos dentro dos Estados Unidos – a forma como foi despojado de 50 mil milhões de dólares em activos – chamaríamos a isso um tratamento especial. É injusto, à primeira vista.

TUCKER: Não temeu Musk quando ele começou a fornecer equipamento Starlink à Ucrânia?

PUTIN: Se alguém pensa seriamente que alguns pratos de internet podem derrotar o poder da Rússia – bem, o que posso eu dizer… Mas não, não tememos ou culpámos o Sr. Musk. O governo não lhe deu muita escolha.

TUCKER: Muita coisa mudou no mundo. Qual é a sua opinião sobre Elon Musk?

PUTIN: Vemos o Sr. Musk como um homem de negócios – um homem de grande sucesso. Construiu uma grande fortuna e tem um grande número de seguidores. É um pensador único com uma força de personalidade que não pode ser comprada. Alguns temem isso.

TUCKER: Tem algum conselho para Elon?

PUTIN: Eu diria para continuar. Não te deixes intimidar. Mas se as coisas ficarem demasiado difíceis, existe a Rússia. Teremos todo o gosto em abrir-lhe as nossas portas. Já demos antes as boas-vindas a homens de negócios americanos e valorizaríamos alguém do calibre do Sr. Musk.

TUCKER: Vamos falar de Trump. Primeiro, diga-me o que acha da situação atual e da probabilidade de ele ser reeleito?

PUTIN: Seria um pouco estranho e fora de ordem, mas estamos bem preparados. Ele prometeu acabar com os combates na Ucrânia e nós apoiamos essa ideia.

TUCKER: Como é que ele pode acabar com a guerra tão rapidamente?

PUTIN: Para começar, ele nunca nos insultou. Ele tem um grande respeito pela Rússia. Se começássemos numa posição de amizade e confiança, todos os problemas seriam resolvidos. Conseguiríamos resolver tudo. Confiem em mim.

TUCKER: Está a referir-se ao facto de Biden lhe ter chamado assassino?

PUTIN: Temos sido os destinatários de numerosos insultos e calúnias que remontam a algumas gerações de políticos. O Sr. Trump foi uma rutura refrescante com isso. Ele é muito popular na Rússia. Talvez isso não lhe sirva de nada.

TUCKER: Está a comunicar com Trump?

PUTIN: Não. Claro que não. Mas se ele voltasse a ganhar, as nossas linhas de comunicação abrir-se-iam instantaneamente, ao passo que, neste momento, não temos qualquer diálogo com o Presidente Biden.

TUCKER: Isso é chocante para mim. Ninguém da Casa Branca entrou em contacto consigo?

PUTIN: Exatamente. Ninguém telefonou desde que felicitámos o Sr. Biden pela sua vitória eleitoral. É intrigante para nós que as comunicações sejam mais frias agora do que durante a Guerra Fria.

TUCKER: Como é que acha que vão correr as eleições de 2024?

PUTIN: Estamos apenas a observar. É nossa responsabilidade estarmos atentos, uma vez que isso terá impacto no mundo. Esperamos que as eleições decorram de uma forma que permita acreditar nos resultados. Na Rússia não há votos por correspondência.

TUCKER: Passemos à China. Como é a vossa relação?

PUTIN: O Presidente Xi e eu somos especialmente próximos. A Rússia e a China mantêm boas relações atualmente, o que é uma vantagem óbvia para nós, uma vez que são um dos nossos maiores parceiros energéticos. Continuaremos a ser amigos.

TUCKER: Há acusações de que a China o ajudou na guerra na Ucrânia. Isso é verdade?

PUTIN: Isso não é algo que eu possa discutir. Digamos apenas que a Rússia não é uma potência isolada. Essa estratégia falhou. Temos mais aliados e parceiros comerciais agora do que antes do início da guerra.

TUCKER: Alguma vez antevê uma situação em que a Rússia e a China possam unir forças contra os Estados Unidos?

PUTIN: Quer dizer económica ou militarmente? Eu diria que não queremos nem uma coisa nem outra. Não é do nosso interesse entrar em conflito com os Estados Unidos porque todas as partes perderiam num tal conflito.

TUCKER: Por falar em conflitos, qual é a sua opinião sobre a situação em Gaza?

PUTIN: É realmente lamentável. Os palestinianos estão a ser devastados. Israel está a agir de forma incontrolada. Isto mostra a terrível duplicidade de critérios no mundo. Onde estão as sanções contra Israel?

TUCKER: A Rússia está envolvida de alguma forma, especialmente através da sua aliança com o Irão?

PUTIN: Não, claro que não. Não nos opomos à existência de Israel mas, ao mesmo tempo, apoiamos o direito dos palestinianos à autodeterminação. Queremos ser imparciais.

TUCKER: Está a acompanhar o que se está a passar na fronteira sul dos EUA?

PUTIN: De facto, sim. Faz parte do meu briefing diário. Nós, russos, achamos ironicamente engraçado o facto de o Congresso gastar milhares de milhões a proteger as fronteiras estrangeiras mas negligenciar as suas próprias fronteiras. É muito engraçado, mas mortal.

TUCKER: Mortal? O que é que quer dizer com isso?

PUTIN: Mortalmente sério, claro. Há pessoas que morrem diariamente a atravessar a vossa fronteira de forma descontrolada. É um vale-tudo. O mundo nunca viu nada assim na era moderna – é imprudente para um país abrir-se assim.

TUCKER: A Rússia está a aproveitar-se da situação na fronteira de alguma forma?

PUTIN: Não. Porque havíamos de o fazer. Não temos de fazer nada. A América está a autodestruir-se. E, como disse Napoleão, não se deve impedir que o inimigo se destrua a si próprio.

TUCKER: Então, vê a América como um inimigo?

PUTIN: Era só um ditado, mas a atual administração não é definitivamente um amigo.

TUCKER: Isso pode ser mudado?

PUTIN: É por isso que há eleições.

TUCKER: Mais uma vez obrigado por continuar a falar comigo sobre tantos temas diferentes. Podemos torná-los ainda mais interessantes, por assim dizer?

PUTIN: Com certeza. Estou aberto à maioria dos assuntos.

TUCKER: Vamos falar sobre as alterações climáticas. Ainda está a ser discutido nos Estados Unidos e na Europa. Qual é a sua posição?

PUTIN: A humanidade nem sequer é uma civilização de tipo 1 na escala de Kardashev. Se não conseguimos aproveitar o potencial energético do planeta, como é que podemos controlar o clima?

TUCKER: Está, pelo menos, preocupado?

PUTIN: Estou mais preocupado com questões reais. As alterações climáticas não são uma delas. A Terra faz um bom trabalho a regular-se a si própria. E se a Sibéria ficar um pouco mais quente, tanto melhor. Mais terras agrícolas para a Rússia.

TUCKER: Mas o que diria aos verdadeiros crentes que estão convencidos de que estamos a caminhar para o desastre?

PUTIN: Dir-lhes-ia que preocuparem-se com as alterações climáticas é como queixarem-se do tempo. Se não gostam do clima, mudem-se. Se estão preocupados com o tempo, arranjem um guarda-chuva.

TUCKER: Nessa linha, como é que vê o movimento dos transgéneros?

PUTIN: É interessante para mim que todas as coisas que costumavam ser alvo de chantagem são agora distintivos de honra. Na Rússia não há leis para ambos os lados, mas certamente não forçamos os nossos filhos a isso.

TUCKER: A Rússia tem sido criticada pelas suas leis anti-gay e por ser pouco amigável com os LGBTQ+.

PUTIN: Temos leis que protegem as nossas crianças. E não cobrimos as nossas embaixadas com bandeiras do arco-íris. Isso é correto. Por outro lado, não interferimos na vida privada dos cidadãos adultos.

TUCKER: Acompanha os desportos americanos? Estamos prestes a ter a Super Bowl.

PUTIN: De facto, sim. A Rússia é uma grande nação desportiva. Recebemos recentemente os Jogos Olímpicos de inverno e o Campeonato do Mundo de Futebol. Gostamos de todos os desportos.

TUCKER: O que é que acha do futebol americano?

PUTIN: É um desporto interessante. Mas porque é que lhe chamam futebol americano quando a bola é quase sempre jogada com as mãos? Também parece desnecessariamente violento, por vezes.

TUCKER: Isso é verdade. Vai estar a assistir?

PUTIN: O jogo não será exibido na Rússia.

TUCKER: Então também não vai ver a Taylor Swift?

PUTIN: Não. Fomos dispensados.

TUCKER: Obrigado, Presidente Putin, pelo seu tempo.

Fonte aqui.

https://estatuadesal.com/


~~~~~~~~~~~

Entrevista com Vladimir Putin

Carlson viajou para a Rússia em fevereiro de 2024 para entrevistar o presidente Vladimir Putin , de quem ele "tem sido um defensor declarado". Foi a primeira entrevista individual de Putin com um jornalista ocidental desde que ele lançou a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022. [214] Carlson disse que embora o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy , tenha recebido uma plataforma, "nenhum jornalista ocidental o fez". se preocupou em entrevistar o presidente do outro país envolvido neste conflito, Vladimir Putin". [215] Isto provocou reações negativas por parte de jornalistas americanos e europeus, que salientaram que lhes tinham sido repetidamente negadas entrevistas com Putin e que alguns tinham sido expulsos. [215] O secretário de imprensa do Kremlin , Dmitry Peskov , disse que Carlson teve permissão para uma entrevista porque "sua posição é diferente". [215]

Jornalistas independentes russos ficaram irritados com as palavras de Carlson, observando que pelo menos 1.000 jornalistas independentes fugiram da Rússia devido às novas leis de censura que proíbem críticas à guerra. [215] Eles também destacaram que dois jornalistas americanos estavam atualmente presos pela Rússia: Evan Gershkovich do The Wall Street Journal e Alsu Kurmasheva da Radio Free Europe . [215]


 [215] "Tucker Carlson entrevistará Putin da Rússia" . BBC Notícias . 6 de fevereiro de 2024 . Recuperado em 6 de fevereiro de 2024 .
 [215]  "Tucker Carlson enfrenta a fúria da mídia por causa da entrevista com Putin". Europa Política . 7 de fevereiro de 2024.

https://en.wikipedia.org/wiki/Tucker_Carlson

terça-feira, 14 de abril de 2020

Horácio - Carpe Diem

* Horácio

Tu não questiones — é crime saber — o fim que para mim, que para ti
os deuses reservaram, ó Leucônoe, nem mesmo consultes
os números babilônicos. Quão melhor é suportar o que quer que venha!
Quer Júpiter te haja concedido muitos invernos, quer seja o último
o que agora quebra as tirrenas ondas contra as pedras,
sejas sábia, diluas os vinhos e, por ser breve a vida,
limites a longa esperança. Enquanto falamos, foge invejoso
o tempo: aproveita o dia, minimamente crédula no amanhã.
~~~~~~~

Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati. seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam, quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida aetas: carpe diem quam minimum credula postero.

Odes I, 11.8, de Horácio
Penna, Heloísa; Júlia Avellar (orgs.) Odes e Canto Secular . Belo Horizonte: FALE/UFMG, 2014, pp 10-11

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Américo Tomás - "Pérolas" dos "Discursos" Presidenciais

***


Foi Américo Thomaz o primeiro Presidente da República a transmitir pela televisão a sua mensagem de Ano Novo. Mensagem de Ano Novo de Sua Excelência o Presidente da República, em 1961.01.01 - OUVIR EM (https://arquivos.rtp.pt/conteudos/mensagem-de-ano-novo-do-chefe-de-estado/)


É dado destaque às Comemorações Henriquinas (comemorações dos 500 anos sobre a morte do Infante D. Henrique), às visitas de Juscelino Kubitschek e Dwight Eisenhower, Presidentes do Brasil e dos Estados Unidos da América respectivamente, e à situação política internacional, referindo Américo Thomaz que "o mundo anda invisivelmente doente", "forças do mal infiltram-se em todos os continentes" e "a guerra só poderá ser evitada se o Ocidente firmemente preferir a garantia da sua força a promessas sem penhor que valha"; Américo Tomás considera que só a "união de todos os portugueses" poderá fazer face aos "ataques de que temos sido alvo". T(homaz, Américo (1 de Janeiro de 1961). «Comunicado de ano novo de Américo Tomás»Noticiário Nacional. RTP Arquivos. Consultado em 27 de Dezembro de 2018? 




* Américo Tomás

Origem: Wikiquote, a coletânea de citações livre.

Américo de Deus Rodrigues Tomás (ou Thomaz) (Lisboa, 19 de Novembro de 1894 - Cascais, 18 de Setembro de 1987), político e militar português, foi o décimo quarto Presidente da República Portuguesa (último do Estado Novo).

«Comemora-se em todo o país uma promulgação do despacho número Cem da Marinha Mercante Portuguesa, a que foi dado esse número não por acaso mas porque ele vem na sequência de outros noventa e nove anteriores promulgados....»
- in revista Opção, ano II, n.º30

«...É uma terra [Manteigas]bem interessante, porque estando numa cova está a mais de 700 metros de altitude...»
- in O Século, 1/6/1964

«A minha boa vontade não tem felizmente limites. Só uma coisa não poderei fazer: o impossível. E tenho verdadeiramente pena de ele não estar ao meu alcance.»
- in Diário de Notícias, 23/6/1964

«O Sr.Prof.Oliveira Salazar, ao longo de mais de trinta anos, é uma vida inteiramente sacrificada em proveito do país, e desconhecendo completamente todos os prazeres da vida, é um homem excepcional que não aparece, infelizmente, ao menos, uma vez em cada século, mas aparece raramente ao longo de todos os séculos.»
- in Seara Nova, Maio 1965

«Eu prolongo no tempo esse anseio de V.Ex.ª e permito-me dizer que o meu anseio é maior ainda. Ele consiste em que, mesmo para além da morte, nós possamos viver eternamente na terra portuguesa, porque se nós, para além da morte vivermos sempre sobre a terra portuguesa, isso significa que Portugal será eterno, como eterno é o sono da morte.»
- in Diário da Manhã, 14/9/1970

«Neste almoço ouvi vários discursos, que o Governador Civil intitulou de simples brindes. Peço desculpa, mas foram autênticos discursos.»
- in Diário de Notícias, 14/9/1970

«Pedi desculpa ao Sr. Eng.º Machado Vaz por fazer essa rectificação. Mas não havia razão para o fazer porque, na realidade, o Sr. Eng.º Machado Vaz referiu-se à altura do início do funcionamento dessa barragem e eu referi-me, afinal, à data da inauguração oficial. Ambas as datas estavam certas. E eu peço, agora, desculpa de ter pedido desculpa da outra vez ao Sr.Eng.º Machado Vaz.»

— Américo Thomaz
- Por vezes, um censor mais inteligente riscava uma frase tola demais, o que acabava por acentuar a ironia: o mais alto magistrado da nação censurado....
- retirado do livro "Frases que fizeram a História de Portugal" por Ferreira Fernandes e João Ferreira

AMÉRICO TOMÁS (Presidente da República)
“É a primeira vez que estou cá desde a última vez que cá estive” (Frase dos anos 60 até metade de 70)  Explicação: Em matéria de frases, Américo Tomás (1894-1987), Presidente de 1958 ao 25 de Abril de 1974, tem de ser pegado em pacote... Inaugurava tudo, das lavandarias do Hotel Sheraton, em Lisboa, às escadas rolantes do Metro do Parque Eduardo VII.

Ficou conhecido como O Corta Fitas. Andava pelo País, repetia visitas, onde especulava, por exemplo, sobre a Teoria dos Conjuntos (Torres Novas): “Hoje visitei todos os pavilhões, se não contar com os que não visitei.” Todos gostavam de o ouvir. Os apoiantes, porque sim. Os opositores, para se rirem às gargalhadas.  in Frases que entraram para a nossa História, por Ferreira Fernandes & João Ferreira, - Editora Esfera dos Livros, Lisboa 2006




in

O Último Salazarista – A outra face de Américo Thomaz, por Orlando Raimundo,

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

William Butler Yeats - Sailing to Byzantium

* William Butler Yeats

That is no country for old men. The young
In one another's arms, birds in the trees
– Those dying generations – at their song,
The salmon‐falls, the mackerel‐crowded seas,
Fish, flesh, or fowl, commend all summer long
Whatever is begotten, born, and dies.
Caught in that sensual music all neglect
Monuments of unageing intellect.

An aged man is but a paltry thing,
A tattered coat upon a stick, unless
Soul clap its hands and sing, and louder sing
For every tatter in its mortal dress,
Nor is there singing school but studying
Monuments of its own magnificence;
And therefore I have sailed the seas and come
To the holy city of Byzantium.

O sages standing in God's holy fire
As in the gold mosaic of a wall,
Come from the holy fire, perne in a gyre,
And be the singing‐masters of my soul.
Consume my heart away; sick with desire
And fastened to a dying animal
It knows not what it is; and gather me
Into the artifice of eternity.

Once out of nature I shall never take
My bodily form from any natural thing,
But such a form as Grecian goldsmiths make
Of hammered gold and gold enamelling
To keep a drowsy Emperor awake;
Or set upon a golden bough to sing
To lords and ladies of Byzantium
Of what is past, or passing, or to come.

"Sailing to Byzantium" is a poem by William Butler Yeats, first published in the 1928 collection The Tower. It comprises four stanzas in ottava rima, each made up of eight ten-syllable lines. It uses a journey to Byzantium (Constantinople) as a metaphor for a spiritual journey. Yeats explores his thoughts and musings on how immortality, art, and the human spirit may converge. Through the use of various poetic techniques, Yeats's "Sailing to Byzantium" describes the metaphorical journey of a man pursuing his own vision of eternal life as well as his conception of paradise.


 https://en.wikipedia.org/wiki/Sailing_to_Byzantium

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Pepe Carvalho de Manuel Vázquez Montalbán

Pepe Carvalho es el protagonista de una serie de novelas y relatos de ficción escritos por Manuel Vázquez Montalbán.

El personaje

Carvalho es un atípico detective privado de personalidad rica, compleja y contradictoria, cuyas aventuras sirven al autor para retratar, y a menudo criticar, la situación política y cultural de la cambiante sociedad española de la última mitad del siglo XX. Por ejemplo, el proceso autodestructivo del Partido Comunista en los primeros tiempos de la transición se describe en Asesinato en el Comité Central, la caída del felipismo en los años noventa es el telón de fondo de El premio, o el discutido proceso de transformación de Barcelona con motivo de las Olimpiadas de 1992 está presente en Sabotaje Olímpico.
Carvalho es en su juventud (durante los años 50) militante del Partido Comunista de España y, de hecho, su activismo contra el régimen franquista le lleva a la cárcel. Después, desengañado sentimental e ideológicamente, cada vez más desencantado y siempre contradictorio, acaba ejerciendo durante cuatro años como agente de la CIA.
Hombre de vasta cultura, otro chocante rasgo de su personalidad es su cínica afición por condenar a la hoguera libros de su nutrida biblioteca desde comienzos de los años 70.
De origen gallego, Barcelona es su ciudad y, aunque es un gran viajero y muchas aventuras transcurren en otros lugares, la notoriedad del personaje ha dado a la capital catalana ese aire de ciudad literaria mítica que tanto aprecia él mismo en otras, como el Singapur de William Somerset Maugham.
La pasión gastronómica de Carvalho y su ayudante Biscuter es la de su creador, por lo que no faltan en las novelas apasionadas descripciones culinarias de los platos más diversos.
La saga tiene su punto final con la publicación póstuma de Milenio Carvalho, donde el protagonista, acompañado de su inseparable Biscuter, se autoimpone una última aventura en forma de vuelta al mundo que acaba convirtiéndose en una mirada amarga y melancólica sobre la situación sociopolítica mundial y el paso del tiempo.1

Adaptaciones a la pantalla

Diversas novelas y relatos protagonizados por Carvalho son adaptados para la televisión, sin excesivo éxito de crítica ni de público.2​ Primero es una serie de TVE protagonizada por Eusebio Poncela en los años ochenta, después otra, esta vez de producción hispano-argentina, que se cancela tras del primer episodio, con Juan Diego en el papel de Carvalho y, finalmente, dos series distintas, una italo-española de seis episodios y otra de sólo cuatro producida por las televisiones catalana, gallega y francesa, ambas protagonizadas por Juanjo Puigcorbé y con guion de Pedro Molina Temboury.
En cuanto al cine, cuatro son las películas realizadas:
Además, en 1985 se realiza la película Olímpicament mort directamente para el mercado televisivo (se estrenó en TV3 el 15 de octubre de 1986), donde Constantino Romero interpreta al detective y el propio Manuel Vázquez Montalbán es el narrador. La película cuenta con la dirección de Manuel Esteban, la colaboración en el guion de Jean-Claude Izzo y con las apariciones estelares del cineasta Pere Portabella y del escritor español de novela negra Andreu Martín.3

Obra

Manuel Vázquez Montalbán

Una desconocida que viajaba sin documentación
El barco fantasma
Pablo y Virginia
  • Historias de padres e hijosPlaneta, 1987
Desde los tejados
Buscando a Sherezade
Hice de él un hombre
  • Tres historias de amorPlaneta, 1987
Las cenizas de Laura
De lo que pudo haber sido y no fue
La muchacha que no sabía decir no
  • Historias de política ficciónPlaneta, 1987
Federico III de Castilla y León
La guerra civil no ha terminado
Aquel 23 de febrero
  • Asesinato en Prado del Rey y otras historias sórdidasPlaneta, 1987
Asesinato en Prado del Rey
Cita mortal en Up and Down
Jordi Anfruns, sociólogo sexual
El signo del Zorro
El hermano pequeño
La soledad acompañada del pavo asado (Cuento de Navidad)
El exhibicionista
Tal como éramos
El coleccionista
Puzzles (Dos homenajes a Agatha Christie)
1. El caso de la abuelita fusilada
2. El cofre de las tres joyas
Por una mala mujer
  • Roldán, ni vivo ni muertoPlaneta, 1994, ilustraciones de Alfonso Font
  • El premioPlaneta, 1996
  • Antes de que el milenio nos separe. Carvalho contra Vázquez Montalbán (en Carvalho 25 años. Estuche conmemorativoPlaneta, 1997)
  • Quinteto de Buenos AiresPlaneta, 1997
  • El hombre de mi vidaPlaneta, 2000
  • Carvalho gastronómico, vols. 1 a 10Ediciones B, 2002 y 2003
  • Milenio Carvalho I. Rumbo a KabulPlaneta, 2004
  • Milenio Carvalho II. En las antípodasPlaneta, 2004
  • Cuentos negrosGalaxia Gutenberg, 2011
La muchacha que pudo ser Emmanuelle
Cuentos negros
Los kamikazes de la autopista
La viajera
La diosa desnuda
El caso del espía posmoderno
Pepe Carvalho en la ciudad de los espías y los héroes
Poética carvalhiana
Barcelona: la ciudad de Pepe Carvalho
¿Quién es el asesino?

Quim Aranda

  • Pepe Carvalho, una noticia biográfica I. El país de la infancia (en Carvalho 25 años. Estuche conmemorativoPlaneta, 1997)
  • Pepe Carvalho, una noticia biográfica II. Viaje de ida y vuelta (en Carvalho 25 años. Estuche conmemorativoPlaneta, 1997)
  • 101 preguntas sobre Carvalho. Test del perfecto carvalhista (en Carvalho 25 años. Estuche conmemorativoPlaneta, 1997)

Otros

  • A Carvalho y Vázquez Montalbán. Dedicatorias I, varios autores (en Carvalho 25 años. Estuche conmemorativoPlaneta, 1997)
  • A Vázquez Montalbán y Carvalho. Dedicatorias II, varios autores (en Carvalho 25 años. Estuche conmemorativoPlaneta, 1997)
  • Un paseo visual, fotografías de escenarios de la serie (en Carvalho 25 años. Estuche conmemorativoPlaneta, 1997)

Referencias
  1. Volver arriba↑ Manuel Vázquez MontalbánSerie Carvalho, 25 volúmenes, Planeta, 1972-2004
  2. Volver arriba↑ Las páginas negras de Pepe Carvalho, Pepe Carvalho en la pequeña pantalla
  3. Volver arriba↑ Olímpicament mort: Carvalho y la metaficción
  4. Volver arriba↑ Barcelona Cultura, El escritor Andreu Martín gana el premio Pepe Carvalho, Ajuntament de Barcelona, 2011
  5. Volver arriba↑ Rosa Mora. Petros Márkaris gana el VII Premio Pepe CarvalhoEl País, 03.10.2011; acceso 01.11.2011
  6. Volver arriba↑ Premio Pepe Carvalho: Maj Sjöwall, la dama del policial
Enlaces externos

https://es.wikipedia.org/wiki/Pepe_Carvalho

Guía Turística de Barcelona
Guía de Barcelona >  Rutas Por Barcelona >  La Ruta de Pepe Carvalho


Curiosamente, una de las rutas menos conocidas en Barcelona es también una de las más significativas. Sobre todo, para los aficionados a la literatura y, en concreto, a uno de los escritores de mejor letra en el panorama español: Manuel Vázquez Montalbán. El escritor falleció en octubre de 2003, pero sus libros y los personajes que creó siguen presentes en ciudades como Barcelona.

Entre todos ellos, el detective Pepe Carvalho fue uno de los que creó escuela. Sus correrías por la ciudad y los lugares que el personaje (y el propio Vázquez Montalbán) frecuentaron han dado lugar a una ruta que hoy podemos seguir todos los que nos movemos por Barcelona.

Para no perderse ni un detalle del itinerario lo mejor es comenzar en la Rambla, justo a la altura de la Plaça Catalunya. El lugar más indicado para encontrarse con alguien en este punto y al que nos sabrá guiar cualquiera al que preguntemos es la Fuente de Canaletes. No se trata de un monumento en sí, pero los barceloneses la han convertido en una parte popular de la ciudad y es prácticamente imposible encontrar a alguien que no la conozca.

Muy cerca, bajando la Rambla a la derecha, se llega al Mercat de la Boqueria. Es el mercado más grande de España y en Barcelona, toda una institución en su género. No sólo destaca por la cantidad de productos que ofrece, sino por su ambiente (una rara mezcla entre lo popular y lo exótico), sus colores y sus olores. La Boqueria fue una constante en las andanzas del detective Pepe Carvalho, ya que tanto el personaje en la ficción como Vázquez Montalbán en la realidad, eran unos asiduos del bar Pinocho. El establecimiento todavía se encuentra dentro del mercado y, aparte de la fama que le han reportado los libros del escritor, su numerosa clientela está más que justificada.
Las aventuras de Pepe Carvalho se desarrollaban, entre otros lugares, en el barrio del Raval. Hasta el mismo Carvalho, al que nada parecía sorprenderle, miraría el barrio con otros ojos al ver cómo ha evolucionado en los últimos años. Es uno de los mejores ejemplos de la mezcla étnica, racial y cultural de Barcelona, donde parece que tiene cabida todo tipo de público. Se extiende a la derecha de la Rambla y la calle Pintor Fortuny, en la que hace esquina el hotel Le Meridien, puede ser un buen punto de partida.

Para seguir el itinerario hay que continuar por la Rambla, pero justo en su margen izquierda. Después de pasar la calle Ferran unos arcos anuncian la entrada de la Plaça Reial. Es el lugar perfecto para los que buscan la mezcla de ambientes, ya que tanto por el día como por la noche, el público de la plaza es de lo más heterogéneo. El bar Glaciar, uno de los muchos que se encuentran bajo los típicos porches de la plaza, también apareció en las entregas de Montalbán y también hoy es uno de los clásicos bares en los que tomar la primera copa... o alargar la noche.

Desde aquí, en dirección a Via Laietana, es muy fácil entrar en el barrio de la Ribera. Igual que el Raval, su transformación urbanística y cultural en los últimos años ha sido muy llamativa. Entre los diferentes espacios que se pueden visitar, el Espai Brossa es uno de los más adecuados para los que busquen una de las carteleras teatrales más alternativas de la ciudad.

La ruta acaba en el restaurante Casa Leopoldo, en la calle Sant Rafael, número 23. Sin duda, es el lugar más representativo de las correrías de Carvalho y son muchos los que se acercan al lugar tan sólo para verlo en persona después de haberlo imaginado en las novelas de Montalbán. Al Casa Leopoldo no le ha hecho falta el reconocimiento de guías gastronómicas (que también lo tiene) para hacerse un hueco entre los mejores restaurantes de la ciudad. Incluso, dicen que para asegurarse de que nos van a servir lo mejor de lo mejor hay que mencionar una consigna: "Vengo de parte de Pepe Carvalho y pueden ustedes ponerme lo que quieran". El acierto está asegurado, así que lo mejor es probarlo.


https://web.archive.org/web/20070312035823/http://www.bcninternet.com/es/touristinfo.php?contentid=504