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sábado, 7 de novembro de 2015

Urariano Mota: Dom Quixote, o aniversário do maior clássico

6 de novembro de 2015 - 12h25 


O mundo culto celebra neste 2015 os 400 anos da publicação da segunda parte do Dom Quixote. A primeira edição foi publicada em 1605, a segunda em 1615. Na wikipédia o resumo das simplificações na internet se escreve:


Arquivo
 




O Dom Quixote é considerado a grande criação de Cervantes. O livro é um dos primeiros das línguas européias modernas e é considerado por muitos o expoente máximo da literatura espanhola.” 

É muita modéstia para um dos maiores gênios que já houve. Ele é o expoente de toda literatura moderna. 

Como lembra a jornalista Sylvia Colombo:

“Esta segunda parte, que se celebra agora, traz a particularidade de levantar questões em torno do conceito de ‘autor’ e ‘personagem’, assim como sobre o significado a autoria naqueles tempos em que releituras e apropriações eram tão comuns. É preciso lembrar que Cervantes não tinha intenção de escrever esse segundo volume do Quixote até que o sucesso do primeiro provocasse uma enxurrada de obras apócrifas protagonizadas por seu herói. Quando veio à tona a de um Alonso Fernández de Avellaneda, publicada em 1614, fazendo imenso sucesso, Cervantes se incomodou e contra-atacou com a sua versão da continuação das aventuras do cavaleiro. Nela, denunciava de maneira irônica a versão apócrifa dentro da própria narrativa. A Espanha que surge nessa segunda parte também já é uma Espanha diferente, menos rural e migrando para as cidades.”

E aqui eu cito o maior criador da literatura que já houve, quando faz o seu personagem criticar a falsificação do Dom Quixote

“... seu dia de São Martinho há de chegar, como o chega a todo porco, pois as histórias inventadas tanto têm de boas e deleitosas quanto mais se aproximam da verdade ou de sua semelhança; e as verídicas, quanto mais verdadeiras, melhores são.” Que belo pensamento e lição literária, que alcança todas as falsificações literárias até hoje, em escritores vazios de experiência mas cheios da pretensão de possuírem uma fantasia imensa. As histórias inventadas são boas quanto mais próximas forem da verdade. 

Mas espero que por favor se evitem, no grande aniversário da segunda parte do Dom Quixote, as linhas de Cervantes recontadas, um crime não faz muito cometido por Ferreira Gullar. Como declarou Gullar ao Estadão: “Os diálogos longos e as descrições foram enxugadas”. Isso lembra mais um copidesque na velha redação do jornal. Brincadeira. A pretexto de um didatismo que pressupõe incapacidades, penso que não se deve adaptar um clássico para versões em quadrinhos ou a leituras mais simplificadas. Será o mesmo que furtar uma riqueza, na vã presunção de que um adolescente não entenda a imensa diversão que é ler Cervantes. E teremos um crime de falsificação, enfim. Todo jovem que ler essa adaptação pensará que conhece o Dom Quixote. 

No original de Cervantes, por exemplo, está escrito: 

“y más cuando llegaba a leer aquellos requiebros y cartas de desafíos, 
donde en muchas partes hablaba escrito: La razón de la sinrazón que a mi razón se hace, de tal manera mi razón enflaquece, con que con razón me quejo de la vuestra fermosura. Y también cuando leía: los altos cielos que de vuestra divindad divinamente con las estrellas os fortifican y os hacen merecedora del merecimiento que merece la vuestra grandeza. Con estas razones perdía el pobre caballero el juicio. .”

Mas em Ferreira Gullar para o mesmo trecho:

“Encantado com a clareza da prosa e os volteios do estilo, o pobre cavaleiro foi perdendo o juízo”. 

Viram? Perderam-se a graça e a ironia magnífica de Cervantes. 

E aqui lembro o que observei uma vez sobre as adaptações de Machado de Assis para jovens: 

“Adaptar um clássico é o mesmo que esconder dos jovens o melhor do escritor, porque não se acredita que um adolescente seja tão inteligente quanto o indivíduo que adapta. Imaginem, é exatamente o contrário. Note-se que o problema não é só de forma, de linguagem, dos dribles, firulas e recursos de linguagem, é da visão de mundo enformada nessa prosa, inseparável.”

Quem assim age é semelhante ao personagem da anedota em que Einstein foi solicitado por um repórter, que insistente pedia A Teoria da Relatividade mais palatável. O paciente cientista se pôs então a explicar a sua teoria em palavras mais simples, recorrendo a imagens do cotidiano. E perguntava:

– Entendeu?

E o repórter respondia:

– Doutor Einstein, eu, sim. Mas os leitores… não haverá um modo mais simples na Relatividade? 

E o cientista voltava com novos recursos de imagens, para perguntar depois de bom tempo:

– Entendeu?

E o repórter, finalmente satisfeito:

– Sim, agora, sim.

E o grande Einstein desalentado:

– É, mas já agora não é a Teoria da Relatividade. 

Ou seja, o Dom Quixote recontado pode ser tudo, mas já não será o Dom Quixote. Espero que a celebração entre nós se dê pelo original, que é impagável. 

sábado, 17 de maio de 2008

Carta leiloada de Einstein mostra críticas a religião



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15 DE MAIO DE 2008 - 15h59



Uma carta escrita um ano antes de sua morte pelo físico Albert Einstein ao filósofo alemão Eric Gutkind, e que veio à tona recentemente, revela que o cientista era crítico em relação à religião. A carta foi a leilão nesta quinta-feira (15), em Londres, e estima-se que alcance entre 6 mil e 8 mil libras.


A carta foi escrita em 1954, um ano antes da morte de Einstein, em resposta ao livro de Gutkind, Escolha a vida: O chamado bíblico para a revolta (em tradução livre), e passou os últimos 50 anos nas mãos de um colecionador particular.


Nesta quinta-feira (15), o documento será leiloado pela casa de leilões Bloomsbury Auctions, em Londres. A expectativa é que ela alcance entre 6 mil e 8 mil libras (de R$ 20 mil a R$ 30 mil).


"A palavra Deus para mim é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis", escreve Einstein que, apesar de judeu, freqüentou uma escola católica na infância.


O cientista, que recebia aulas particulares de judaísmo em casa, declinou o convite do então recém-formado Estado de Israel para ser o segundo presidente do país. Na carta, ele rebate a crença de que os judeus seriam o "povo escolhido".


"Para mim, a religião judaica, como todas as outras, é a encarnação de algumas das superstições mais infantis. E o povo judeu, ao qual tenho o prazer de pertencer e com cuja mentalidade tenho grande afinidade, não tem qualquer diferença de qualidade para mim em relação aos outros povos."


"Até onde vai minha experiência, eles não são melhores que nenhum outro grupo de humanos, apesar de estarem protegidos dos piores cânceres por falta de poder. Mas além disso, não consigo ver nada de 'escolhido' sobre eles".


A carta levanta nova polêmica sobre as crenças religiosas de Einstein já que, em declarações anteriores, o cientista havia dado a entender que acreditava, ou pelo menos queria acreditar, na existência de Deus.


Segundo o jornal britânico The Guardian, a carta e seu conteúdo eram desconhecidos por alguns dos principais biógrafos do cientista.


O conteúdo da carta difere de declarações anteriores de Einstein, que, segundo historiadores, nunca havia deixado muito clara a sua visão sobre a religião. Nessa seara, o físico era mais lembrado pela frase "A ciência sem religião é manca, a religião sem a ciência é cega".

Historiadores não costumam retratar Einstein como ateu, mas a imagem pode mudar com a publicação da carta. Sua visão sobre Deus era tida apenas como não-clerical ("Não creio no Deus da teologia que recompensa o bem e pune o mal").

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Albert Einstein - Wikipédia, a enciclopédia livre

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Minha responsabilidade na questão da bomba atômica se limita a uma única intervenção: escrevi uma carta ao Presidente Roosevelt. Eu sabia ser necessária e urgente a organização de experiências de grande envergadura para o estudo e a realização da bomba atômica. E o disse. Conhecia também o risco universal causado pela descoberta da bomba. Mas os sábios alemães se encarniçavam sobre o mesmo problema e tinham todas as chances de resolvê-lo. Assumi portanto minhas responsabilidades. E no entanto sou apaixonadamente um pacifista e minha maneira de ver não é diferente diante da mortandade em tempo de paz. Já que as nações não se resolvem a suprimir a guerra por uma ação conjunta, já que não superam os conflitos por uma arbitragem pacífica e não baseiam seu direito sobre a lei, elas se vêem inexoravelmente obrigadas a preparar a guerra. Participando da corrida geral dos armamentos e não querendo perder, concebem e executam os planos mais detestáveis. Precipitam-se para a guerra. Mas hoje, a guerra se chama o aniquilamento da humanidade. Protestar hoje contra os armamentos não quer dizer nada e não muda nada. Só a supressão definitiva do risco universal da guerra dá sentido e oportunidade à sobrevivência do mundo. Daqui em diante, eis nosso labor cotidiano e nossa inabalável decisão: lutar contra a raiz do mal e não contra os efeitos. O homem aceita lucidamente esta exigência. Que importa que seja acusado de anti-social ou de utópico? Gandhi encarna o maior gênio político de nossa civilização. Definiu o sentido concreto de uma política e soube encontrar em cad homem um inesgotável heroísmo quando descobre um objetivo e um valor para sua ação. A Índia, hoje livre, prova a justeza de seu testemunho. Ora, o poder material, em aparência invencível, do Império Britânico foi submergido por uma vontade inspirada por idéias simples e claras.
Albert Einstein

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quinta-feira, 8 de novembro de 2007

SER DIFERENTE É NORMAL

GRES IMPÉRIO SERRANO - CARNAVAL 2007
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Enredo: Ser diferente é normal: o Império Serrano faz a diferença no carnaval
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Compositores: Arlindo Cruz/Maurição/Aloísio Machado/ Carlos Senna/ João Bosco
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Intérpretes: Maurição, Nilton Sereno, Geraldão e Gustavo Henrique

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EU QUERO VER
O AMOR FLORESCER
SER DIFERENTE É NORMAL
E O IMPÉRIO TAÍ
PRA LEVANTAR SEU ASTRAL
SE LIGA NO MEU CARNAVAL


SERRINHA VEM PEDIR RESPEITO
TEMOS QUE OLHAR DE OUTRO JEITO
QUEM NASCEU DIFERENTE
E VENCEU PRECONCEITO
A GENTE TEM QUE ADMIRAR
HARMONIZAR PRA SER FELIZ
DIFERENÇA SOCIAL, PRA QUÊ?
TÁ NA CARA QUE A BELEZA
ESTÁ NOS OLHOS DE QUEM VÊ
ROMANTISMO IRRADIA ENERGIA PRA VIVER
NESSE MUNDO ONDE TUDO É RELATIVO
MINHA ESCOLA É MEU MOTIVO
MEU MAIOR PRAZER!

A HISTÓRIA DO SAMBA MUDOU
BATERIA DIFERENTE, OLHA O TOQUE DO AGOGÔ
NO PRIMEIRO DESTAQUE E NA COMISSÃO
AS NOVIDADES VERDE-E-BRANCO, MEU IRMÃO

DIFÍCIL
CONVIVER NA ADVERSIDADE
COM ARTE SER EFICIENTE
FAZER DA PINTURA SUA LIBERDADE
FAZER ESCULTURAS USANDO A PAIXÃO
FEITIÇO DE POETA INVADE O CORAÇÃO
DIVINO É O PODER DA CRIAÇÃO
EU PERGUNTO A VOCÊ
SERÁ QUE EXISTE?
LIMITE ENTRE A LOUCURA E A RAZÃO



SINOPSE



Força inovadora do carnaval desde sua fundação, o Império Serrano foi a primeira escola de samba vinculada a um segmento profissional, os trabalhadores do porto do Rio de Janeiro. Nem por isso se tornou um gueto: a diferença era respeitada e havia lugar para todos.
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Jornalistas, funcionários públicos, donas de casa também opinavam e participavam. Por isso surgiu de forma tão forte e impressionante que se sagrou campeã, provocando violenta cisão na entidade representativa das escolas de samba da época, já que as co-irmãs se recusaram a aceitar a vitória da estreante.
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Em sua origem está a luta pela liberdade de opinião e de expressão, que se mantém até hoje.
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No Império Serrano todo mundo é igual, apesar das diferenças, e o orgulho verde-e-branco recebe de braços abertos todos os interessados em trabalhar unidos em prol de um objetivo comum, numa lição de harmonioso convívio. O resultado está aí: sessenta anos de paixão e glória, fazendo a diferença na história do samba.
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Foi fácil? Não. Nunca é fácil harmonizar o que não é igual. A dificuldade que o ser humano tem de conviver com a diferença (seja ela estética, social, religiosa, étnica ou cultural) é o grande mote do romance Notre-Dame de Paris, que elevou o escritor francês Victor Hugo a figura máxima do espírito literário do romantismo, movimento que valorizava o predomínio do conteúdo sobre a forma. Na torre da catedral de Notre-Dame vive isolado o sineiro Quasímodo, um homem de aparência deformada e feições distorcidas, porém sensível às manifestações de beleza, como as diversas festividades que acontecem em torno da catedral gótica. Adotado por uma autoridade religiosa que fez da rigidez seu modo de vida, apaixona-se por uma cigana e enfrenta uma série de peripécias por conta desse amor não correspondido.
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Aceitar e respeitar o outro como ele realmente é nunca foi tarefa simples, na literatura como na vida real.
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Na cidade alemã de Munique do final do século XIX um menino tímido, pouco sociável e bastante indisciplinado entrou cedo para a abominada lista de repetentes na escola. Alfabetizado somente aos nove anos de idade, apresentando raciocínio lento e aparente falta de memória, a dificuldade de aprendizado levou seus professores a crer que sofria algum tipo de retardo mental. Acabou interessando-se pelos emaranhados de números e cálculos da matemática e pela harmonia sublime da música, chegando a dominar o violino. Revelou-se uma mente brilhante e autor de numerosos trabalhos de física teórica; aplicando a teoria quântica à energia radiante, chegou ao conceito de fótons, que lhe valeu o Prêmio Nobel. Formulou a equação que seria a mais célebre do século XX, abrindo os caminhos para a era atômica e esclarecendo a origem da energia solar.
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Conhecida como teoria da relatividade, marcou profundamente a ciência moderna, mas sua importância só foi reconhecida posteriormente, transformando aquele “menino problema”, Albert Einstein, em um dos maiores cientistas de todos os tempos.
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Além de lidar com a diversidade, há de se lidar também com a adversidade...
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A infância marcada por procedimentos médicos e um terrível acidente forjaram uma mulher fisicamente debilitada e deficiente. Foi quando a mãe pendurou um espelho em cima de sua cama, na dolorosa convalescença, que Frida Kahlo começou a pintar freneticamente. Sempre pintou a si mesma alegando que “era o assunto que conhecia melhor”. Apaixonadamente passional e extremante vaidosa, cobria-se de jóias, flores e vestidos coloridos, tradicionalmente mexicanos, o que fez dela grande colecionadora de amantes (de ambos os sexos). Frida chocava porque era diferente – e orgulhosa – demais. Embora tenha usado tintas fortes para estampar suas telas e entrado no mundo da vanguarda artística dos surrealistas, dizia que nunca pintou sonhos, pois apenas pintava a própria realidade: uma vida tumultuada por sofrimentos físicos e dramas emocionais.
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Ensinou-nos a pintora mais importante do século XX:
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“ Para que preciso de pés quando tenho asas para voar?”
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O trabalho dignifica o homem, e um gênio negro mostrou seu valor em verdadeiros tesouros. Vivia do produto de suas mãos e um dia descobriu uma doença que o degenerava lentamente. Como continuaria criando sua arte? Teria que enterrar o dom dentro de si? Absolutamente não. Antônio Francisco Lisboa não abandonou seu ofício.
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Quando as mãos se danificaram por completo, amarrou nelas correias de couro para poder segurar seus instrumentos; com os pés atingidos, foi obrigado a andar de joelhos.
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O povo o apelidou de Aleijadinho. Foi difícil obter o reconhecimento de seu talento, pois também não lhe perdoavam a condição de mestiço e, mesmo celebrado como grande escultor e projetista, a cor mulata ainda mantinha erguidas as barreiras do preconceito.
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Suas imagens sacras, profetas, altares e igrejas permanecem como testemunho do desenvolvimento artístico de Minas Gerais no século do ouro. A quantidade e a maestria de suas realizações levaram o biógrafo francês, Germain Bazin, a chamá-lo de “Michelangelo tropical”.
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A sensibilidade e a competência revertem qualquer quadro que se apresente desfavorável à primeira vista.
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Lesionado no queixo pelo fórceps em seu nascimento, o violonista Noel Rosa encarou sua “diferença” com filosofia bem-humorada e irônica como um bom rapaz folgado. Ela nunca impediu seu feitiço de poeta de arrebatar corações apaixonados.
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Sua música tocou as ruas do Rio de Janeiro e ganhou notoriedade ainda muito jovem, mas combatia o constrangimento que o defeito físico lhe causava evitando grandes reuniões sociais e buscando refúgio em bares, botequins e cabarés. Captou e, acima de tudo, criticou as transformações de uma época de transição urbana carioca legitimando seu papel de cronista do samba.
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A modernidade da eletricidade, gramofones, rádios, apitos de fábricas e chaminés compunham um novo cotidiano e um modo de vida “diferente”.
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O talento é realmente soberano, invencível e aleatório: bafeja inclusive os que não se enquadram adequadamente em padrões estabelecidos. Se ele não discrimina, por que discriminar?
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Do manicômio para a liberdade criativa, o estranho mundo de Arthur Bispo de Rosário revelou um mestre das artes plásticas brasileiras com reconhecimento internacional. Seus divinos trabalhos multicoloridos consagraram seu delírio intelectual ao registrar para o Criador o universo ao seu redor. E se “de perto ninguém é normal”, no carnaval se abre o sanatório geral da sociedade, pois nos dias de folia as diferenças se diluem e se igualam como na marcha carnavalesca Exuberante da “verdadeira encarnação da alma musical brasileira”, o louco Ernesto Nazaré:
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“ (...) À folia! À folia!
Ao baile, TODOS
Neste brincar sem fim
À folia! À folia!
TODOS pulando assim (...)”
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Jack Vasconcelos
Carnavalesco
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