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quinta-feira, 23 de abril de 2020

Anabela Fino - Aos que deram tudo


  • Anabela Fino


Aos que deram tudo
«Foi a descoberta mais importante de toda a sua vida. Sabia ler. Possuía o antídoto contra a venenosa peçonha da velhice». As palavras de Luis Sepúlveda, o escritor, jornalista e activista político chileno que há dias nos deixou, vítima de Covid-19, dão-nos um vislumbre do que significava escrever – a sua forma de contar o mundo – para quem cedo descobriu que a América Latina limita ao Norte com o ódio e não tem mais pontos cardeais.Membro activo da Unidade Popular chilena nos anos 70, Sepúlveda estava no Palácio de La Moneda a fazer guarda ao Presidente Allende aquando do golpe militar fascista liderado por Pinochet, com o apoio dos EUA, a 11 de Setembro de 1973. Como escreveria 30 anos depois, no seu Memorial dos anos felizes, «Cada uma e cada um tem na sua memória um álbum particular de recordações felizes daqueles dias em que demos tudo, e parecia-nos que dávamos muito pouco, porque tínhamos gravado na pele os versos do poeta cubano Fayad Jamis: “por esta revolução haverá que dar tudo, haverá que dar tudo, e nunca será o suficiente”».

Um entre tantos que lutaram para fazer do Chile um país justo, feliz e digno, o escritor para quem seria insuportável ser imortal orgulhava-se de fazer parte dos que «não renunciaram à sua dignidade, dos que resistiram nos interrogatórios, dos que morreram no exílio, dos que regressaram para lutar contra a ditadura, dos que ainda assim sonham e se organizam, dos que não participam na farsa pseudodemocrática dos administradores do legado da ditadura».

São homens como estes que guardamos na memória, gratos por nos lembrarem que só voa quem se atreve a fazê-lo. Com eles, na despedida, «bebamos com orgulho o vinho digno das mulheres e dos homens que deram tudo, que deram tudo pensando que não era o suficiente».

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

"...tocou-nos ser a memória" - Luís Sepúlveda

Ípsilon


Luís Sepúlveda

"...tocou-nos ser a memória"

15.12.2010 - Fernando Sousa
 

Dois miúdos desaparecidos de uma foto antiga, amigos mortos, a casa dos Parra, em Santiago, mandada abaixo por uma escavadora, Luís Sepúlveda, cujo dom de escrita é um poder, ressuscita-os a todos em "Histórias Daqui e Dali"; até a um cão que a polícia abandonou e a uma cadela que ladrava à ETA
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No que quer que escreva, Luís Sepúlveda põe toda uma humanidade seja na ficção seja no que mais gosta - o exercício da memória para que ela não se dilua. Tal e qual assim. E por isso os seus leitores gostam tanto da história do gato Zorbas como do "Encontro de Amor num País em Guerra", do "Velho que Lia Romances de Amor" ou de obras onde o mais azedo de si vem à tona como "O General e o Juiz", para dar só um exemplo - há mais.
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"Histórias Daqui e Dali" (Porto Editora), que veio lançar a Portugal, é um novo exemplo do que poderia ser uma obsessão se não tivesse por trás uma história trágica, a do Chile recente, e as provações de um exilado que anda pelo mundo a explicar sonhos e pesadelos. "Escrevo porque tenho memória e cultivo-a escrevendo", disse uma vez.
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Tão pouco é uma questão de idade, não; embora, nascido em 1947, a refira várias vezes neste acrescento de velhos episódios da angústia chilena - "Não, porque deixo que os anos envelheçam comigo; e até não é mau quando vou à piscina de Gijón e uma jovenzinha me diz que tenho direito a desconto". Nem de resumos de vida - "Não gosto em geral do género memorialístico. Leio poucas biografias, todas as que leio são decepcionantes, omitem muitas coisas ou contam outras que não me interessam saber". Mas talvez já seja de adeuses.
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Metido num sobretudo, a caminho de uma noite fria e de mais um encontro com alguns dos "mil amigos" e leitores portugueses, admite que escreveu sobre desaparecimentos (naturais) e despedidas.
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"Histórias Daqui e Dali" é um salto a um passado de coisas, umas vividas, outras interrompidas. Um "album" de 25 retratos como o dos garotos que a fotógrafa Anna Petereson não voltou a encontrar em La Victoria (Santiago), do jornalista Augusto Olivares, que se suicidou na mesma manhã em que Salvador Allende também se matou, de velhas máquinas Olivetti, Underwood ou Adler salvas do lixo, da luta ao lado do comandante Martín, na Nicarágua, do silêncio, agora, de Katya Olevskaia, que na Rádio Moscovo dizia "Escuta, Chile", da morte de Mario Benedetti, de Turquito, do tempo do Equador, de Edward, um cão polícia adoptado por punks, ou de La Negra, uma cadela que gostava de liberdade e de ciclistas, e que desfilava contra os crimes da ETA.
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"É de alguma maneira um livro íntimo. Foi uma forma de partilhar com os meus leitores - não sou um arrogante neste aspecto, mas sei que tenho muitos leitores, incluindo um grupo de uns mil amigos aqui em Portugal - outras amizades que tive e tenho, uma fase bastante terrível da minha vida depois dos 50, prolongando-lhes a memória através da homenagem."
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Heróis frágeis
Mas é uma forma também de espetar dardos em catástrofes como a dos confins gelados da Patagónia e da Terra do Fogo, que derretem aos olhos dos turistas que se divertem com as alterações climáticas; em episódios de puro desconcerto, como o de Edna Espinosa, que por um rabo maior morreu numa clínica de Bogotá, às mãos de Soler, um falsário que despiu a bata e fugiu da sala de operações; ou de pura nostalgia como a redução a escombros da casa dos Parra - Violeta, Isabel e Ângel - onde passou horas que lhe ficaram para sempre debaixo da pele. À trincheira intelectual, na Calle Carmen, 340, chamavam-lhe La Peña.
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"Sim, mas uma nostalgia mais como um exercício de memória. A mim e a muitos escritores da minha geração tocou-nos ser a memória, conservadores da memória dos nossos países, para que não se apague, como a história oficial tentou fazer, toda uma época. Isto é para mim importante, porque me sinto muito orgulhoso dessa memória, que foi rica. Porque tal como disse Eduardo Galleano, esta memória é uma memória de fogo, e gosto de manter vivo o seu fogo."
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"Quando, no Chile, tínhamos qualquer coisa como 17 ou 18 anos e começávamos o nosso 1968, estavam a acontecer coisas semelhantes noutros países. Estamos a falar da memória colectiva. Para mim tão importante como Victor Jara, no Chile, é um Jan Palach, na Checoslováquia, dois homens diferentes mas da mesma dimensão, ambos assassinados por terem achado que era possível viver num mundo mais decente."
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Em dois dos textos, uma espécie de declaração: "Nem esquecimento, nem perdão!" Uma frase terrível.
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"Sim, é. É uma frase de grande responsabilidade. Penso que o perdão enquanto categoria moral é uma das manifestações mais altas, pois é a generosidade em estado puro. Mas para que exista tem de existir primeiro desculpa de quem cometeu a falta."
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Tínhamos acabado de falar do golpe de Setembro de 1973, o mais recorrente dos temas do autor, que foi parte do GAP, o grupo de amigos de Allende, a sua escolta, todos mortos depois. Está contada num documentário, "Héros Frágiles", de que se considera um. "Sim, sinto-me um pouco parte desse colectivo de pessoas que tinham uma grande dureza e ao mesmo tempo uma grande fragilidade." E outra vez a lembrança de Augusto Olivares, cuja arma era: uma Olivetti.
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O mais português dos escritores latino-americanos, como uma editora lhe chamou, trabalha agora numa história, passada entre os anos de 1967 e 1989. É uma ficção, onde um personagem "tem muito" do que o autor viveu. A memória outra vez, pelo punho de quem não a quer em água como os glaciares da Terra do Fogo.
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Biografía de Luis Sepúlveda y "Un viejo que leía novelas de amor"

Poemas del Alma



5
Ene
Publicado por Verónica Gudiña
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El nacimiento del escritor chileno Luis Sepúlveda, un autor que ha decidido afincarse en la ciudad española de Gijón, se produjo en Ovalle el 4 de octubre de 1949.
Luis Sepúlveda.
Su infancia y juventud, según reveló el propio novelista en una oportunidad, transcurrió en compañía de sus abuelos paternos, mientras que su formación se centró primero en una escuela de Santiago de Chile y, más tarde, en la Universidad Nacional, institución en la cual estudió producción teatral. 
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A su abuela, quien fuera integrante de las Juventudes Comunistas y líder del movimiento estudiantil (condición que lo llevó a ser apresado y condenado al exilio) la recuerda como a una “inventora de cuentos maravillosa” que solía leerle o narrarle historias todos los días. De ella, tal vez, Sepúlveda haya heredado la pasión y el talento para la actividad literaria. 
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La realidad de este destacado escritor comenzó a cambiar a partir de 1977, año en el cual inició una travesía que, en principio, iba directo a Suecia pero, por los cambios de planes, incluyó destinos como Argentina, Uruguay, Brasil, Paraguay y Ecuador
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Tras dirigir por un tiempo el teatro de la Alianza Francesa y unirse a la Brigada Internacional Simón Bolívar, Sepúlveda marchó hacia Alemania, donde sumó experiencia como reportero.
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Aunque fueron numerosas las labores que este hombre de origen chileno desarrolló a lo largo de su existencia, sólo la escritura le permitió sobresalir a nivel internacional. Hoy en día, Luis Sepúlveda es uno de los escritores en lengua española más leídos y traducidos del continente europeo gracias a la trascendencia obtenida por títulos como “Un viejo que leía novelas de amor”, “Mundo del fin del mundo”, “Nombre de torero”, “Historia de una gaviota y del gato que le enseñó a volar”, “Diario de un killer sentimental”, “Historias marginales” y “Hot line”, entre otros.

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Resumen de Un viejo que leía novelas de amor

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Interesante historia nos acerca el escritor chileno Luis Sepúlveda en su libro titulado “Un viejo que leía novelas de amor”, un relato que surgió como consecuencia de la propia experiencia de este autor que convivió durante siete meses con los indios shuar en la Amazonia ecuatoriana. Gracias a él, el autor no sólo recibió el Premio Tigre Juan, sino que, hasta el momento, también ha llegado a vender casi veinte millones de ejemplares.
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Si bien el nombre de esta obra permite obtener un dato importante sobre el contenido de esta propuesta literaria que ha sido traducida a más de veinte idiomas, leer cada etapa de esta narración que, finalmente, lleva a un “viejo” a disfrutar de las novelas románticas, representa un placer indescriptible para aquellos que aman los relatos de aventuras que incluyan alguans referencias históricas y geográficas. 
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El protagonista de esta historia es Antonio José Bolívar Proaño, un hombre que vive en el interior de la selva amazónica, en un pueblo conocido como “El Idilio”, donde conoce a los indios shuar y, gracias a ellos y a sus costumbres, aprende a sobrevivir en la selva. 
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Sin embargo, ese mundo que él disfruta no está libre del accionar del hombre. Producto de estas vivencias derivadas de la codicia y la injusticia de la “civilización”, es decir, de los cazadores que intentan destruir ese entorno, Bolívar Proaño decide refugiarse en la literatura, en especial, en las novelas de amor que, dos veces por año, le obsequia un dentista. 
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Así como Frances Hodgson Burnett transmite a través de “El jardín secreto” una profunda reflexión acerca de la importancia de proteger y fomentar el desarrollo de la naturaleza, Luis Sepúlveda utiliza la historia de “Un viejo que leía novelas de amor” para despertar en el lector un espíritu comprometido, respetuoso y solidario hacia el entorno selvático amazónico

Publicado por Verónica Gudiña el 22 de Mayo de 2009 a las 12:48 pm
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

AS ROSAS DE ATACAMA VOLTARAM A FLORIR por Carmen Montesino

a Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010 às 23:13

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AS ROSAS DE ATACAMA VOLTARAM A FLORIR

por Carmen Montesino a Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010 às 23:13
 
Uma Fénix pintada com as cores do Chile

"Passavam 10 minutos da meia-noite no Chile (4h10 em Lisboa) quando a porta da cápsula Fénix se abriu, com Florencio Ávalos lá dentro. Minutos antes, os olhos estavam postos na roldana amarela por onde passam os cabos que sustentam aquela estrutura pintada de vermelho, azul e branco, as cores da bandeira do Chile. O Presidente Sebastián Piñera trocava algumas palavras com os socorristas. A seu lado, Mónica Araya, a mulher de Florencio Ávalos, parecia suster a respiração durante os poucos mais de 10 minutos que a cápsula demorou a subir. O filho de ambos, Byron, de sete anos, sorria e apontava para a grua. Até que, quando a Fénix finalmente surgiu à superfície, trocou o sorriso por um choro compulsivo e correu lançando-se nos braços do pai."

(Público on line)


 ***

"(...)Tinha chovido miúda e subtilmente, como em quase todos os dias 31 de Março em Atacama. Quando me pus de pé, vi que o deserto estava vermelho, intensamente vermelho, coberto de pequenas flores cor de sangue.            - Ali as tens. As rosas do deserto, as rosas de Atacama. (...) As plantas continuam ali, debaixo da terra salgada. Viram-nas os atacamenses, os incas, os conquistadores espanhóis, os soldados da guerra do Pacífico, os operários do salitre. Continuam lá e florescem uma vez por ano. Ao meio-dia já estarão calcinadas pelo sol".                                                          

 (Luís Sepúlveda, in As Rosas de Atacama)

 ***


"Todos nós temos as nossas Rosas de Atacama, histórias que merecem ser contadas, memórias que perduram além do tempo e não se deixam prender nas redes do espaço, lendas, feitos, discursos, ideias, poemas, canções, experiências, sentimentos, recordações, enfim, um livro de recortes muitas vezes perceptível apenas para quem o vai acrescentando vida fora."

(Memorial do Convento blogspot.com)

 ***


Cuándo de Chile  -  Pablo Neruda

OH Chile, largo pétalo
de mar y vino y nieve,
ay cuándo
ay cuándo y cuándo
ay cuándo
me encontraré contigo,
enrollarás tu cinta
de espuma blanca y negra en mi cintura,
desencadenaré mi poesía
sobre tu territorio

Hay hombres
mitad pez, mitad viento,
hay otros hombres hechos de agua.
Yo estoy hecho de tierra.
Voy por el mundo
cada vez más alegre:
cada ciudad me da una nueva vida.
El mundo está naciendo.
Pero si llueve en Lota
sobre mí cae la lluvia,
si en Lonquimay la nieve
resbala de las hojas
llega la nieve donde estoy.
Crece en mí el trigo oscuro de Cautín.
Yo tengo una araucaria en Villarrica,
tengo arena en el Norte Grande,
tengo una rosa rubia en la provincia,
y el viento que derriba
la última ola de Valparaiso
me golpea en el pecho
con un ruido quebrado
como si allí tuviera
mi corazón una ventana rota.

El mes de octubre ha llegado
hace tan poco tiempo del pasado octubre
que cuando éste llegó fue como si
me estuviera mirando el tiempo inmóvil.
Aquí es otoño. Cruzo
la estepa siberiana.
Día tras día todo es amarillo,
el árbol y la usina,
la tierra y lo que en ella el hombre nuevo crea:
hay oro y llama roja,
mañana inmensidad, nieve, pureza

Octubre, oh primavera,
devuélveme a mi pueblo.
Qué haré sin ver mil hombres,
mil muchachas,
qué haré sin conducir sobre mis hombros
una parte de la esperanza?
Qué haré sin caminar con la bandera
que de mano en mano en la fila
de nuestra larga lucha
llegó a las manos mías?
Ay Patria, Patria,
ay Patria, cuándo
ay cuándo y cuándo
cuándo
me encontraré contigo
(...)


___________________________________________
P.S. Segunda edição, para que o poema saísse legível !
Globo Rural Online | Fotos: Martin Bernetti/AFP e Ian Salas/EFE

Raffaello Foresi gosta disto.
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o
Victor Nogueira Gosto muito do Luís Sepúlveda, todo, e do Saramago, especialmente do Levantados do Chão e do Memorial do Convento. Bjos
há 47 minutos · GostoNão gosto · 1 pessoa
o
Carmen Montesino Beijo, Victor ----- `(@
há 43 minutos · 
o
Victor Nogueira ‎`(@ Este smiley não conheço. Que significa ? :-)
há 33 minutos 
o
Carmen Montesino Rsrsrsrsrsrrsrsrsrsrs : )
há 31 minutos 
o
Carmen Montesino É uma rosa !
há 31 minutos ·
o
Carmen Montesino Ou uma tentativa de ...
há 30 minutos ·
o
Victor Nogueira Ah ! A inventiva ao poder :-)
há 25 minutos · GostoNão gosto · 1 pessoaA carregar...
o
Carmen Montesino ‎:-)
há 21 minutos · GostoNão gosto ·
o
Victor Nogueira
http://sebastiaoventura.zip.net/arch2010-05-09_2010-05-15.html
http://www.youtube.com/watch?v=CMNFqNbgrXs
 há cerca de um minuto
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Carmen Montesino Belo, Victor! La Important C'Est La Rose, pas la couleur ! Um beijinho!
há 11 horas · GostoNão gosto ·
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Carmen Montesino Errata: L`important ; - )
há cerca de uma hora 
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Victor Nogueira Já tinha emendado no blog. O erro não é meu mas sim do autor do Vídeo :-)
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http://galeriaphotomaton.blogspot.com/2010/10/l-important-cest-la-rose-amalia.html
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 há 55 minutos · GostoNão gosto · 1 pessoaA carregar...
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Victor Nogueira Mais um "bouquet" de rosas :-)
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http://www.youtube.com/watch?v=A-jr7ExNfq8&feature=related
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há 18 minutos · GostoNão gosto · 1 pessoa
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Carmen Montesino Obrigada, é bom receber flores, principalmente se forem ROSAS : )
há 5 minutos ·
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Victor Nogueira Mas as rosas precisam de ser recebidas cuidadosamente, por causa dos espinhos ao contrário dos cravos que, sendo cravos, desmentem o nome e não picam mas magoam psicologicamente certas camadas sociais :-) rssssss (respeitando os direitos da autora)
há cerca de um minuto
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Luis Sepúlveda obtiene el Premio Primavera de Novela


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Luis Sepúlveda obtiene el Premio Primavera de Novela
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Gracias a la novela titulada “La sombra de lo que fuimos”, una obra inspirada en los perdedores y ofendidos por la dictadura chilena, el escritor Luis Sepúlveda, quien nació en 1949 en Chile, fue distinguido ayer con el Premio Primavera de Novela, un galardón dotado con 200 mil euros (alrededor de 250 mil dólares) convocado por la editorial Espasa Calpe y Ámbito Cultural del grupo comercial El Corte Inglés.
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El director del Instituto Europeo de la Universidad San Pablo-Ceu, José María Beneyto, por su parte, se hizo acreedor de treinta mil euros por haber resultado finalista del Premio Primavera de Novela a través de “Los elementos del mundo”. Antonio Soler, uno de los miembros del jurado presidido por la autora española Ana María Matute, señaló que este libro reflexiona “sobre el nazismo y el sentimiento de culpa” y trata de llevar al lector hacia un entendimiento sobre “el por qué” del holocausto judío.
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Para Ángel Basanta, otra de las figuras que se encargó de evaluar las obras, Sepúlveda logró imponerse por sobre un total de 300 trabajos originales presentados por ofrecer una parodia narrada con un “humor sin acritud, que no hiere, un humor de origen cervantino propio de un maestro de la literatura castellana”, tal como reproduce la agencia AFP.
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Al recibir este reconocimiento, el también creador de “Un viejo que leía novelas de amor” y “La rosa de Atacama”, entre otras obras, no dudó en expresar su satisfacción y agradecimiento ante esta decisión de concederle un premio. Además, el autor que, en la actualidad, reside en Gijón, aseguró que, con “La sombra de lo que fuimos”, un libro que, según dijo, escribió “con mucho amor”, pudo darse “uno de los grandes lujos que puede tener un escritor, que es poder meter caña a ciertos políticos, ya que nadie se atreve a meterse con ellos”.

Resumen de Un viejo que leía novelas de amor, de Luís Sepúlveda



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Interesante historia nos acerca el escritor chileno Luis Sepúlveda en su libro titulado “Un viejo que leía novelas de amor”, un relato que surgió como consecuencia de la propia experiencia de este autor que convivió durante siete meses con los indios shuar en la Amazonia ecuatoriana. Gracias a él, el autor no sólo recibió el Premio Tigre Juan, sino que, hasta el momento, también ha llegado a vender casi veinte millones de ejemplares.
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Si bien el nombre de esta obra permite obtener un dato importante sobre el contenido de esta propuesta literaria que ha sido traducida a más de veinte idiomas, leer cada etapa de esta narración que, finalmente, lleva a un “viejo” a disfrutar de las novelas románticas, representa un placer indescriptible para aquellos que aman los relatos de aventuras que incluyan alguans referencias históricas y geográficas.
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El protagonista de esta historia es Antonio José Bolívar Proaño, un hombre que vive en el interior de la selva amazónica, en un pueblo conocido como “El Idilio”, donde conoce a los indios shuar y, gracias a ellos y a sus costumbres, aprende a sobrevivir en la selva.
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Sin embargo, ese mundo que él disfruta no está libre del accionar del hombre. Producto de estas vivencias derivadas de la codicia y la injusticia de la “civilización”, es decir, de los cazadores que intentan destruir ese entorno, Bolívar Proaño decide refugiarse en la literatura, en especial, en las novelas de amor que, dos veces por año, le obsequia un dentista.
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Así como Frances Hodgson Burnett transmite a través de “El jardín secreto” una profunda reflexión acerca de la importancia de proteger y fomentar el desarrollo de la naturaleza, Luis Sepúlveda utiliza la historia de “Un viejo que leía novelas de amor” para despertar en el lector un espíritu comprometido, respetuoso y solidario hacia el entorno selvático amazónico.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Luís Sepúlveda - Um velho que lia romances de amor

Resumen de Un viejo que leía novelas de amor

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Interesante historia nos acerca el escritor chileno Luis Sepúlveda en su libro titulado “Un viejo que leía novelas de amor”, un relato que surgió como consecuencia de la propia experiencia de este autor que convivió durante siete meses con los indios shuar en la Amazonia ecuatoriana. Gracias a él, el autor no sólo recibió el Premio Tigre Juan, sino que, hasta el momento, también ha llegado a vender casi veinte millones de ejemplares.

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Si bien el nombre de esta obra permite obtener un dato importante sobre el contenido de esta propuesta literaria que ha sido traducida a más de veinte idiomas, leer cada etapa de esta narración que, finalmente, lleva a un “viejo” a disfrutar de las novelas románticas, representa un placer indescriptible para aquellos que aman los relatos de aventuras que incluyan alguans referencias históricas y geográficas.

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El protagonista de esta historia es Antonio José Bolívar Proaño, un hombre que vive en el interior de la selva amazónica, en un pueblo conocido como “El Idilio”, donde conoce a los indios shuar y, gracias a ellos y a sus costumbres, aprende a sobrevivir en la selva.

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Sin embargo, ese mundo que él disfruta no está libre del accionar del hombre. Producto de estas vivencias derivadas de la codicia y la injusticia de la “civilización”, es decir, de los cazadores que intentan destruir ese entorno, Bolívar Proaño decide refugiarse en la literatura, en especial, en las novelas de amor que, dos veces por año, le obsequia un dentista.

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Así como Frances Hodgson Burnett transmite a través de “El jardín secreto” una profunda reflexión acerca de la importancia de proteger y fomentar el desarrollo de la naturaleza, Luis Sepúlveda utiliza la historia de “Un viejo que leía novelas de amor” para despertar en el lector un espíritu comprometido, respetuoso y solidario hacia el entorno selvático amazónico.

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in Poemas del Alma

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Friday, September 15, 2006

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“O velho que lia romances de amor” de Luís Sepúlveda (ASA)

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O mais conhecido best-seller deste autor chileno Luis Sepúlveda, O velho que lia romances de amor, é dedicado a Chico Mendes, morto numa emboscada por defender a floresta e os direitos das tribos amazónicas.
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A grande floresta amazónica, um dos locais do mundo onde sobrevivem espécies raríssimas de fauna e flora é o verdadeiro protagonista do romance, cuja mensagem é transmitida pelos olhos de António José Bolívar, o velho eremita que vive na floresta e que lê romances de amor. Esta personagem, aparentemente excêntrica, funde-se com a vida na floresta, vive em perfeita simbiose com os seus habitantes, humanos, animais e vegetais.
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A história da vida de António José Bolívar, inspirada, ao que tudo indica, em Chico Mendes, tenta incutir os valores que preconizam o respeito pela natureza e pelas tribos índias, no coração da selva, através de um romance sobre “o desconhecido mundo verde” como meio de sensibilização da opinião pública.
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Para António José Bolívar, a solidão na floresta é compensada pela companhia das novelas de amor, que lhe permitem resgatar o passado e mostrar-lhe as outras dimensões da paixão, estimulando a imaginação e ao mesmo tempo desencadear uma discussão literária no meio da selva pelos homens rudes – colonos e garimpeiros – a quem o velho lê as suas novelas de amor, para os distrair nas horas de tédio e solidão.
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Personagens
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Desde o médico dentista , anárquico convicto, com o sugestivo nome de Rubicundo Loachimín, cujos métodos primitivos de tratar dentes não conseguem afugentar-lhe a clientela por falta de alternativa, todas as personagens têm algo que nos parece exótico e excêntrico aos nossos olhos. Na realidade, numa aldeia como El Idilio as coisas não podiam passar-se de outra forma.
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Por exemplo, o Doutor Loachimín, passa a vida a vituperar o governo e as instituições para distrair os doentes dos movimentos das suas terríveis pinças, insultando-os quando mostram falta de coragem para enfrentar as suas tenazes sem anestesia. El Idílio é uma terra de tal forma isolada que apenas uma pequeníssima e precária embarcação fluvial assegura o transporte de víveres, medicamentos e pessoas assim como a comunicação com o exterior. El Idílio é tão isolada como a Macondo de Gabriel Garcia Marquez.
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O vilão do romance é o administrador da circunscrição, funcionário público venal, perito na arte da extorsão, gordo e sempre suado – característica que lhe valeu a alcunha de Babosa – prepotente com os fracos, untuoso e subserviente com os poderosos e endinheirados.
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O romance trata, ainda, do conflito entre as tribos índias e o homem branco – o drama da aculturação. Dentre as tribos índias destacam-se duas castas diferentes: a dos jíbaros, semi-aculturados e dependentes do álcool, marginalizados pelos xuar; os xuar, o povo da floresta que mantém as suas tradições, isolado na selva.
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Trama
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Quando surge o cadáver de um estrangeiro – gringo - no mato, Babosa tenta incriminar os xuar que atrapalham as suas actividades pouco lícitas e prepotentes ligadas à extorsão e ao trafico ilegal de espécies exóticas. Por outro lado, ao representar o poder local não resiste a manipular as eleições usando um método ancestral: o suborno.
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É, no entanto, desmentido pelo sábio da floresta, António José Bolívar – o velho que lê romances de amor. É detentor de um conhecimento profundo da fauna, da flora, dos hábitos e tradições das tribos locais, assim como do comportamento animal – um saber empírico adquirido ao longo de muitos anos de observação da vida na selva.
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Bolívar aprende a conviver com os xuar, torna-se quase num deles e aprende os seus conhecimentos de medicina, rituais religiosos e de caça, a forma de sobreviver na floresta tropical e o amor entre os xuar, onde se verifica a ausência de sentimentos de posse ou ciúme. Além de tudo isso, o velho romântico, goza de uma liberdade e independência absolutas, sem delas ter propriamente consciência.
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Os inimigos dos xuar e da floresta são, sobretudo, os colonos e os garimpeiros que perturbam, também a paz de Bolívar: “…os colonos devastavam a floresta construindo a obra-prima do homem civilizado: o deserto.”
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O homem branco vê, em contrapartida, como inimigo os seres da floresta: a onça, a jibóia, ou a tribo dos endiabrados micos – pequenos macacos que vivem no alto das árvores. Muito observadores e curiosos, estes primatas atacam em massa os turistas de máquina fotográfica, despojando-os de todo o tipo de objectos que lhes chamem a atenção ou que lhes desperte a curiosidade.
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O velho que lê romances de amor
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António José Bolívar é um homem idoso, de idade indeterminada, que gosta de poupar a dentadura postiça para a não desgastar, colocando-a apenas para comer ou falar – tal como alguém com a vista cansada faz com os óculos que usa só para ler.
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Os livros aparecem a José Bolívar como a vingança ou o bálsamo contra a opressão do meio – um “inferno verde que lhe arrebatara o amor e os sonhos”.
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É graças aos livros que ele descobre a beleza da linguagem, o sucedâneo de um amor perdido de uma bela morena que, segundo a descrição do retrato, muito se assemelha a Frida Kahlo.
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Ler era para o velho que passa quarenta anos da sua vida na floresta, a possibilidade de regressar ao mundo que abandonou, cristalizado num passado longínquo.
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António José Bolívar é ajudado pela professora da escola local, que lhe recomenda as obras e lhe faz as encomendas em troca da ajuda nas tarefas domésticas e na construção de um herbário.
Bolívar demonstra uma curiosidade inicial pela geometria e um desprezo pelos compêndios de história por considerá-los repletos de pedantismo, mas a sua paixão é a literatura, sobretudo os livros que falam de amor.
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A dada altura, lê tanto que começa a tornar-se crítico literário e a presidir a debates e tertúlias no meio da selva, junto dos garimpeiros e traficantes de espécies exóticas.
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António José Bolívar consegue tal façanha por dedicar escassas horas do dia ao sono e à sobrevivência e o resto do tempo livre aos romances, à semelhança dos intelectuais que frequentam os cafés de Paris, como Sartre, ou um escritor metódico e profissional como Gabriel Garcia Marquez – apesar da sua escassíssima instrução, Bolívar é um autodidacta. Um dos mais divertidos episódios da obra é aquele em que se gera uma acalorada discussão face à dificuldade em imaginar Veneza como uma cidade construída sobre as águas, que quase acaba numa rixa.
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O estilo
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A prosa de Sepúlveda é descritiva e, ao mesmo tempo, tão sensorial que parece que entramos pela selva dentro, juntamente com as personagens, fazendo lembrar as descrições de Herman Melville em Taipi ou Kipling em O Livro da Selva. Sobretudo na cena do ataque dos micos, que lembra os macacos no templo na obra do célebre escritor britânico.
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Em O velho que lia romances de amor o leitor quase que pode sentir, o calor húmido e opressivo da atmosfera das florestas das chuvas, cuja humidade se cola à pele, o desconforto dos pés a enterrarem-se na lama, a violência do caudal do aguaceiro na floresta tropical, o canto dos pássaros, os guinchos dos micos, o sabor exótico dos frutos da floresta.
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Ou visualizar o andar elástico da dos felinos, ouvir o miar irado da onça…ou ainda, imaginar o voo cortante dos galos das rochas, debaixo do peso da cortina de chuva dos trópicos, a neve a repousar na borda do vulcão andino, o peso das nuvens grávidas de chuva…
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O oposto do velho que lê romances ou novelas de amor é dado por Babosa que representa a boçalidade do homem branco que ao desconhecer totalmente o ambiente da floresta, comete toda a casta de imprudências e gaffes de maneira a fazer a floresta voltar-se contra si próprio revelando uma total incapacidade de adaptação.
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A arrogância de Babosa impede-o de aceitar as recomendações de Bolívar. Este finge aceitar o desafio de Babosa indo sozinho atrás da onça assassina.
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A precisão, a minúcia e o detalhe com que Bolívar estuda o comportamento do animal até ao movimento mais elementar descodificando-lhe as atenções é uma das cenas mais empolgantes da obra.
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O final é de uma dilacerante beleza, onde não há vencedores nem vencidos no confronto entre o homem dito civilizado e a selva.
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Um livro de denúncia e de protesto acerca de um homem que só nos romances de amor encontra o refúgio face à barbárie humana.
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Único e irresistível.
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Para ler de um só fôlego.
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Cláudia de Sousa Dias
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posted by Claudia Sousa Dias | 3:19 AM
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Ler AQUI a obra integral:

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Um velho que lia romances de amor

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de Luis Sepúlveda - 2005 - 137 páginas
books.google.pt