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domingo, 12 de abril de 2026

Prabhat Patnaik - Duas fracturas provocadas pelo neoliberalismo – Competição darwiniana entre os países do Sul Global


Prabhat Patnaik [*]
 
A posição do governo indiano em relação à guerra dos EUA e dos israelenses contra o Irão revela um grau inacreditável de pusilanimidade. A Índia participou na recente reunião de cerca de cinquenta países convocada pelo Reino Unido, onde o Irão foi fortemente criticado por ter fechado o Estreito de Ormuz, mas não proferiu uma única palavra contra a agressão dos EUA e dos israelenses ao Irão. Da mesma forma, a Índia foi um dos patrocinadores de uma resolução na Assembleia Geral da ONU que criticava o Irão por atacar outros países do Golfo (embora o Irão estivesse a atacar apenas as bases militares americanas localizadas nesses países); mas, mais uma vez, não foi proferida uma única palavra nessa resolução condenando a agressão dos EUA e dos israelenses ao Irão. É também digno de nota que a Índia demorou vários dias a manifestar qualquer pesar pelo assassinato do líder supremo do Irão, o aiatolá Ali Khamenei, e várias semanas a manifestar qualquer choque pelo covarde assassinato de 175 alunas inocentes em Minab.

Tal pusilanimidade, no entanto, não se limita à Índia: nada menos que 135 países foram co-patrocinadores da resolução desonesta e hipócrita da AGNU mencionada acima, com medo de que, caso contrário, ofendessem os americanos. Na verdade, com exceção de um punhado de países em todo o mundo, nenhum teve a coragem de condenar inequivocamente a guerra flagrantemente ilegal e imoral desencadeada pela aliança EUA-israelense contra o Irão. Trata-se de um assunto de extrema preocupação, pois o ataque ao Irão revoga o conceito de soberania das nações, que fora o conceito central na luta pela descolonização e que esteve na base de toda a ordem pós-colonial; destrói, por outras palavras, a própria razão de ser da descolonização.

Esta pusilanimidade por parte dos países do Terceiro Mundo é também motivo de grande perplexidade:   afinal, trata-se de países que travaram longas e árduas lutas anticoloniais para alcançar o estatuto de Estados independentes e soberanos; como podem permanecer em silêncio quando essa mesma soberania está a ser violada, no caso de um Estado do Terceiro Mundo, pelo poderio armado do imperialismo norte-americano?

A resposta a esta questão, sem dúvida complexa, deve, no entanto, incorporar o reconhecimento de pelo menos duas fraturas que o neoliberalismo introduziu no nosso mundo. Uma delas é a fragmentação do conceito de "nação", cuja concretização havia sido alcançada pela luta anticolonial. Este conceito de "nação" diferia fundamentalmente do conceito europeu, que se desenvolvera na sequência dos Tratados de Paz de Westfália, pelo menos em três aspetos:   em primeiro lugar, era inclusivo e não identificava qualquer "inimigo interno"; segundo, ao contrário do nacionalismo europeu, rejeitava quaisquer ambições imperiais próprias, no sentido de ter pretensões sobre os recursos de terras distantes; e terceiro, não idolatrava a nação como estando acima do povo, cujo "dever" supostamente era servi-la.

O surgimento deste conceito inclusivo de "nação" foi, por sua vez, um reflexo do facto de a luta anticolonial ser uma luta multi-classista; e o regime económico dirigista que foi erigido após a independência, embora promovesse o desenvolvimento capitalista, também procurava colocar freios ao capitalismo desenfreado em nome da consecução do desenvolvimento "nacional". Isto visava preservar a sua base de apoio multiclasse, à qual nem mesmo os capitalistas monopolistas se opunham naquela altura, uma vez que desejavam uma trajetória de desenvolvimento em que o Estado exercesse relativa autonomia face ao imperialismo. A existência de um vasto setor público fazia parte dessa trajetória. Além disso, a política de não alinhamento seguida por estes regimes dirigistas complementou essa busca pelo desenvolvimento em relativa autonomia face ao imperialismo. Michal Kalecki, o conhecido economista, errou ao chamar tais regimes de "regimes intermediários" e ao sugerir que as classes médias detinham o poder decisivo nesses regimes; mas acertou ao identificar o capitalismo de Estado (setor público) e o não alinhamento como as duas características mais distintivas desses regimes.

Com a globalização do capital, no entanto, as coisas mudaram. A burguesia monopolista interna integrou-se ao capital globalizado e abandonou a sua agenda de seguir uma trajetória de desenvolvimento relativamente autónoma da metrópole. Segmentos das classes profissionais e burocráticas superiores da sociedade, ansiosos por enviar os seus filhos para estudar e estabelecer-se na metrópole, juntaram-se como apoiantes do regime neoliberal que surgiu sob a égide desse capital globalizado. Os ricos proprietários de terras também procuraram a sua sorte dentro desta nova ordem neoliberal, que não só promoveu um capitalismo desenfreado e sem restrições, mas também se voltou fortemente contra os trabalhadores, camponeses, trabalhadores agrícolas, pequenos produtores e a classe assalariada mais baixa. Produziu-se uma cisão na aliança de classes que tinha sido forjada no decorrer da luta anticolonial.

Já não era a "nação" contra a metrópole que estava em foco, mas o grande capital, incluindo o capital multinacional, contra os grupos sociais que se interpunham à instauração de um "desenvolvimento" rápido, definido exclusivamente em termos de taxas de crescimento do PIB. O interesse do grande capital foi, por um truque de prestidigitação, identificado como "interesse nacional", e o dever de todas as classes era promovê-lo. Esta mudança no significado do termo "nação" significou, na prática, uma fractura da "nação" cuja concretização era o desiderato da luta anticolonial. A libertação da "nação" do domínio imperialista, longe de ser o objectivo primordial, deixou de ser sequer um objectivo desejado ou relevante para o governo num contexto neoliberal.

Este é o primeiro caso de "fractura" referido acima. Devido a esta fractura, o critério com base no qual o governo de um regime neoliberal toma decisões não é se uma determinada posição defende a soberania nacional, mas se promove os interesses materiais do grande capital, que são considerados idênticos aos da "nação" no seu novo significado. Alinhar-se com a aliança EUA-israelense parece, em suma, mais vantajoso do que apoiar o Irão, vítima de agressão, do ponto de vista dos interesses do grande capital nos países do Sul global; isto ajudaria a explicar, em certa medida, os silêncios ensurdecedores, mencionados anteriormente, na AGNU e noutras resoluções.

Existe também uma segunda "fratura" provocada pelo regime neoliberal. Embora o regime neoliberal seja "vendido" ao Sul global como o portador de um crescimento impulsionado pelas exportações que traria uma taxa de crescimento do PIB mais elevada para todos os países em comparação com o regime dirigista anterior, esta afirmação é completamente falsa. Uma vez que a taxa de crescimento da procura mundial agregada não aumenta quando mais países seguem uma estratégia de crescimento impulsionado pelas exportações, o regime neoliberal que generaliza esta estratégia entre todos os países está, na prática, a forçá-los a envolver-se numa competição darwiniana entre si, ou seja, a seguir uma estratégia de "empobrecer o vizinho".

A taxa de crescimento mais elevada de alguns países do que antes, ao abrigo da estratégia de crescimento impulsionado pelas exportações, deve, por conseguinte, ser à custa de outros países que agora registam uma taxa de crescimento mais baixa do que antes. Os países envolvidos numa corrida para se superarem uns aos outros dificilmente podem ser considerados como "cooperando" entre si. O efeito da busca generalizada da estratégia neoliberal é, portanto, um abandono de facto do não-alinhamento, de uma trajetória em que os países do Sul global se mantinham unidos para enfrentar o imperialismo. Agora, os países do Sul global, cada um obcecado em alcançar um maior crescimento do PIB e, consequentemente, dentro do paradigma neoliberal, obcecado em atrair mais investimento metropolitano para esse fim, preferem bajular o imperialismo a fim de superar os seus vizinhos. Isto conduz a uma fragmentação do movimento de não alinhamento, que é a segunda fragmentação que mencionámos anteriormente.

O silêncio da maioria dos países do Sul global face à agressão dos EUA e dos israelenses ao Irão, que pode parecer intrigante à primeira vista, não é assim tão intrigante afinal. O neoliberalismo tem vindo a atuar há já algum tempo na subversão tanto do conceito de nação como do conceito de não-alinhamento, abandonando o núcleo anti-imperialista que caracterizava estes conceitos e substituindo-os por conceitos alternativos que dão prioridade à tarefa de angariar o favor do imperialismo acima de tudo o resto. O resultado deste processo é o que vemos hoje.

O capitalismo é invariavelmente hostil a qualquer prática coletiva contra si, mesmo que essa prática coletiva assuma a forma de uma simples ação sindical. Ele acredita na atomização dos agentes económicos. O capitalismo neoliberal, que representa um regresso ao capitalismo desenfreado e descontrolado, traz mais uma vez à tona esta tendência para a atomização dos agentes económicos, através da ruptura da aliança de classes que participara na luta anticolonial e através da subversão do movimento dos não-alinhados, que representava a oposição coletiva dos países do Sul global à hegemonia imperialista.

Cabe aos povos do Sul global, e não aos governos que atualmente promovem os interesses da grande burguesia dominante, estender a solidariedade ao povo do Irão; a luta do Irão contra a aliança EUA-Israel é de importância crucial para a recuperação da soberania do Sul global.

12/Abril/2026
[*] Economista, indiano, ver Wikipedia
O original encontra-se em peoplesdemocracy.in/2026/0412_pd/two-fractures-effected-neo-liberalism

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Carta Aberta ao Presidente da República

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A situação em Portugal está tão grave que decidi escrever uma carta aberta ao Senhor Presidente da República.

Sem embargo de lha enviar via fax, também.


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Exmº Senhor
Prof. Cavaco Silva
Presidente da República Portuguesa

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Foto de Jorge Simão in

Portugal: grandes problemas para un pequeno país (en tamaño)

Galizacig


Excelência
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José Maria de Jesus Martins, cidadão português, advogado, com domicilio profissional na Av. Defensores de Chaves, 15 , 3º A, 1000-109 Lisboa, toma a liberdade de junto de V. Exª manifestar o seguinte:
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1 - O jornal "Diário Económico" ,edição de hoje dia 29 de Abril de 2008, noticia , na primeira página, o seguinte:
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" Estónia e Eslováquiva vão ser mais ricos que Portugal". "A economia portuguesa vai crescer menos em 2008 e 2009. Mesmo assim estará melhor que a média da Zona Euro mas perde na União Europeia a vinte e sete. ".
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Como V. Exª sabe, até porque tem obrigação de saber, Portugal definha. Hoje Portugal na União Europeia vai sendo ultrapassado por todos os Estados Membros.
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Em Portugal já há fome. As políticas de emprego são ineficazes. os portugueses vivem cada vez mais nas margens dos melhores padrões de vida da UE.
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O Governo Português está a levar Portugal para a miséria, para a vergonha de sermos piores que todos os outros.
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Antes, nas décadas de 1960, 1970 e até 1985 os motivos indicados para o declíneo de Portugal eram a ditadura, o fascismo.
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Hoje, Portugal recebe todos os dias milhões de euros de ajudas da UE e milhões de euros vindos dos emigrantes.
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Portugal emagrece, os portugueses já não têm um sistema de saúde que os proteja, emprego não há, as malas de cartão voltaram em força.
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A emigração é a grande válvula de escape para o Governo afirmar que há menos desemprego, quando afinal o que se passa é que os portugueses que perderam o emprego nas fábricas emigram, os portugueses que embora possuam uma licenciatura emigram, porque não têm meios de vida.
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Onde e como foram aplicadas as ajudas da União Europeia?
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Senhor Presidente, V. Exª não pode desconhecer que na União Europeia Portugal caminha a passos largos para ser o último. E o último no que diz respeito aos indices de crescimento, à criação de emprego, aos padrões de nível de vida.
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O Interior está cada vez mais desertificado. O Interior vai ficar sem os mais velhos porque nem estes já têm estruturas de saúde para os apoiar na velhice.
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A classe política tem delapidado Portugal.
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V. Exª não pode fechar os olhos a esta realidade.
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Não temos Forças Armadas condignas. Andamos a enviar meia dúzia de homens para a "cooperação" humanitária, sem meios e poder de fogo, o que nos avilta, nos enfraquece.
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V. Exª sabe que os portugueses estão desesperados. Famintos, sem norte.
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Meia dúzia vive à tripa forra, manobram as riquezas nacionais. O resto vive à rasca passando mal e sentindo que Portugal vai a caminho do fim, sem influência no estrangeiro, sem rumo e sem norte.
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A Lei de Gresham é também para ser aplicada aos membros do Partido Socialista e não só a Santana Lopes.
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Portugal não precisa de um monarca , porque é uma República. V. Exª tem de tomar posição.
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A resposta do Governo Português à noticia que a Estónia e a Eslováquia vão ser mais ricos que Portugal, nada mais é que a materialização da anedota que se conta da atitude e comportamento português cada vez que um individuo cai de um prédio:
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"Parte o braço direito, a perna esquerda e a perna direita, fractura o crâneo e a bacia, e se diz":Coitado, ainda teve sorte que não partiu o braço esquerdo!".
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Quo Vadis Portugal?
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Qual o Político Português que tem cara para junto dos órgãos da União Europeia justificar esta miséria?
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V. Exª deve ponderar qual a intervenção que deve ter. E intervenção junto do Governo.O PR não pode calar. Ou então não tem razão de ser.
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Não tarda que Cabo Verde , o Zimbabwe, o Burundi , o Mali, O Senegal, o Equador, O Perú, inter alia, tenham melhores níveis de vida que Portugal.
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V. Exª deve ponderar bem qual o papel do Presidente da República nesta conjuntura. Algo tem der ser feito.
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Esta miséria não tem justificação. Só a corrupção, o tráfico de influências , o corporativismo, a incompetência dos políticos pode justificar esta situação inqualificável, inadmissível.
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Portugal está muito doente.
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Os portugueses não compreendem o seu silêncio sobre esta realidade. Um Presidente da República há-de servir para algo. E os portugueses não sentem que sirva para os ajudar.

Cabe lembrar que em 1979 em artigo publicado , da minha autoria, no jornal "Notícias de Évora" defendi que a Estónia , a Letónia e a Lituânia, deveriam sair do jugo soviético.
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Estes países hoje são mais desenvolvidods que Portugal!!!
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Portugal caminha para graves convulsões sociais. Vamos sem rumo, sem vergonha, dando um péssimo exemplo ao Mundo.
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Nem com "toneladas" de euros que a União Europeia nos envia Portugal cresce. Inqualificável!
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Creia, Senhor Presidente da República, que tenho para mim que o PR deveria ter tido outra posição quanto à questão da Universidade Independente e a tudo o que a envolve, e não a posição que teve.
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Digo-o, ao abrigo direito de livre opinião e expressão que a Convenção Europeia dos Direitos do Homem me consagra.
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Espero de V. Exª uma atitude, como esperam os portugueses, os jovens da geração dos "500 euros" e os outros que já sentem vergonha deste estado de coisas.

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Com os meus respeitosos cumprimentos.

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O cidadão Português José Maria de Jesus Martins

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in PortugalClub

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domingo, 9 de dezembro de 2007

Seminário - África - Desafios do desenvolvimento, do progresso social e da soberania



Seminário - África - Desafios do desenvolvimento, do progresso social e da soberania. A denúncia do neocolonialismo, outra visão para as relações com África - 01.12.2007




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