* Philip Larkin
A casa está tão triste. Permanece tal como a deixaram,
Feita ao conforto dos últimos que partiram
Como se para os reconquistar. Ao invés, privada
De alguém a quem agradar, definha assim,
Sem ânimo para esquecer o roubo
E voltar-se novamente para o que começou
Como uma jubilosa tentativa de como tudo deveria ser,
Há muito falhada. Pode-se ver como era:
Repare-se nas fotografias e nos talheres
A música no banco do piano. Aquela jarra.
Textos e Obras Daqui e Dali, mais ou menos conhecidos ------ Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
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segunda-feira, 22 de maio de 2017
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Arte e Poesia em Modus Vivendi
Modus vivendi
"Werde der du bist."
Goethe
27 de junho de 2010
Busca
Busco na eternidade
dias demarcados
aos gestos. Imobilizado
na ultrapassagem
de nuvens
encobertas: infinito
horizonte das esperas
entorno na consciência
de marginalidades. Estupor
sobreposto ao medo na metalização
do ocaso. Fogo
decompondo cinzas
em retorno.
.
Pedro Du Bois
.
dias demarcados
aos gestos. Imobilizado
na ultrapassagem
de nuvens
encobertas: infinito
horizonte das esperas
entorno na consciência
de marginalidades. Estupor
sobreposto ao medo na metalização
do ocaso. Fogo
decompondo cinzas
em retorno.
.
Pedro Du Bois
.
Por Ana Roque às 19:50 de 27 de junho de 2010 |
25 de junho de 2010
O Meu Coração
O meu coração é um lago, meu amor,
vem remar sobre ele.
Despedaçar-me-ei contra o teu barco como uma
pedra de jade contra a tua sombra branca.
O meu coração é uma vela, meu amor;
fecha a porta, por favor.
Arderei tranquilamente até ao fim
sem que uma única lágrima trema e caia
sobre a tua saia de seda.
O meu coração é um vagabundo, meu amor;
por favor, toca flauta.
Ficarei tranquilamente toda a noite
a ouvir-te tocá-la sob a lua.
O meu coração é uma folha caída, meu amor,
permite-me que fique um pouco no teu jardim.
Quando o vento soprar, deixar-te-ei,
e serei de novo um vagabundo solitário.
.
Dong-Myung Kim
.
vem remar sobre ele.
Despedaçar-me-ei contra o teu barco como uma
pedra de jade contra a tua sombra branca.
O meu coração é uma vela, meu amor;
fecha a porta, por favor.
Arderei tranquilamente até ao fim
sem que uma única lágrima trema e caia
sobre a tua saia de seda.
O meu coração é um vagabundo, meu amor;
por favor, toca flauta.
Ficarei tranquilamente toda a noite
a ouvir-te tocá-la sob a lua.
O meu coração é uma folha caída, meu amor,
permite-me que fique um pouco no teu jardim.
Quando o vento soprar, deixar-te-ei,
e serei de novo um vagabundo solitário.
.
Dong-Myung Kim
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24 de junho de 2010
Falar Na Cama
Falar na cama devia ser de resto,
o mais fácil, deitados remonta tão atrás,
como emblema de um par a ser honesto.
Mas passa mudo o tempo em seus vagares.
Lá fora, o vento, não de todo lesto,
Faz e dispersa nuvens pelos ares.
Ao longe, em seu negrume há as cidades. Não,
nada cuida de nós. Nada a mostrar
porque é que a tal distância do isolamento são
ainda mais difíceis de encontrar
palavras doces e verdadeiras prestes,
ou não inverdadeiras nem agrestes.
.
Philip Larkin
.
o mais fácil, deitados remonta tão atrás,
como emblema de um par a ser honesto.
Mas passa mudo o tempo em seus vagares.
Lá fora, o vento, não de todo lesto,
Faz e dispersa nuvens pelos ares.
Ao longe, em seu negrume há as cidades. Não,
nada cuida de nós. Nada a mostrar
porque é que a tal distância do isolamento são
ainda mais difíceis de encontrar
palavras doces e verdadeiras prestes,
ou não inverdadeiras nem agrestes.
.
Philip Larkin
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23 de junho de 2010
Alterações
O latido do cão
não altera águas
paradas.
O poço
espelha
a imagem
de nuvens
em revoada.
O barulho do cão
some no espaço
diluído.
A água empoçada
permanece.
.
Pedro Du Bois
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não altera águas
paradas.
O poço
espelha
a imagem
de nuvens
em revoada.
O barulho do cão
some no espaço
diluído.
A água empoçada
permanece.
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Pedro Du Bois
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