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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Mario Beneditti - Poesia


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Gravura retirada de

Marca-Dor

* Mario Benedetti

TE QUIERO

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Tus manos son mi caricia
mis acordes cotidianos
te quiero porque tus manos
trabajan por la justicia

si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos

tus ojos son mi conjuro
contra la mala jornada
te quiero por tu mirada
que mira y siembra futuro

tu boca que es tuya y mía
tu boca no se equivoca
te quiero porque tu boca
sabe gritar rebeldía

si te quiero es porque sos
mi amor mi ccómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos

y por tu rostro sincero
y tu paso vagabundo
y tu llanto por el mundo
porque sos pueblo te quiero

y porque amor no es aureola
ni cándida moraleja
y porque somos pareja
que sabe que no está sola

te quiero en mi paraíso
es decir que en mi país
la gente vive feliz
aunque no tenga permiso

si te quiero es porque sos
mi amor mi ccómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho mas que dos.

.

Rostro de vos

Tengo una soledad
tan concurrida
tan llena de nostalgias
y de rostros de vos
de adioses hace tiempo
y besos bienvenidos
de primeras de cambio
y de último vagón.

Tengo una soledad
tan concurrida
que puedo organizarla
como una procesión
por colores
tamaños
y promesas
por época
por tacto
y por sabor.

Sin temblor de más
me abrazo a tus ausencias
que asisten y me asisten
con mi rostro de vos.

Estoy lleno de sombras
de noches y deseos
de risas y de alguna
maldición.

Mis huéspedes concurren
concurren como sueños
con sus rencores nuevos
su falta de candor
yo les pongo una escoba
tras la puerta
porque quiero estar solo
con mi rostro de vos.

Pero el rostro de vos
mira a otra parte
con sus ojos de amor
que ya no aman
como víveres
que buscan su hambre
miran y miran
y apagan mi jornada.

Las paredes se van
queda la noche
las nostalgias se van
no queda nada.

Ya mi rostro de vos
cierra los ojos
y es una soledad
tan desolada.

.


Todavía


No lo creo todavía
estás llegando a mi lado
y la noche es un puñado
de estrellas y de alegría

palpo gusto escucho y veo
tu rostro tu paso largo
tus manos y sin embargo
todavía no lo creo

tu regreso tiene tanto
que ver contigo y conmigo
que por cábala lo digo
y por las dudas lo canto

nadie nunca te remplaza
y las cosas más triviales
se vuelven fundamentales
porque estás llegando a casa

sin embargo todavía
dudo de esta buena suerte
proqu el cielo de tenerte
me parece fantasía

pero venís y es seguro
y venís con tu mirada
y por eso tu llegada
hace mágico el futuro

y aunque no siempre he entendido
mis culpas y mis fracasos
en cambio se que en tus brazos
el mundo tiene sentido

y si beso la osadía
y el milagro de tus labios
no habrá dudas ni resabios
te querré más
todavía

.
.

Mario Benedetti, uruguayo, es de los más importantes poetas hispanoamericanos de este siglo y posiblemente el más popular de todos, porque habla en términos del pueblo y es entendido por él.

Poemas retirados de:

poesia de Mario Beneditti

poesia de Mario Beneditti

poesia de Mario Beneditti

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Poesia (Ao) escorrer da pena e do olhar

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Nazim Hikmet - Carta ao filho
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Ricardo da Costa (Ufes) - «A morte nos faz cair em seu alçapão,»
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Fernando Namora - Marketing
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Pablo Neruda - O menino perdido
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Manuel Alegre - Trova do vento que passa
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Alguns poemas de Eugénio de Andrade sobre o Porto
Cidade
Rua de Palmela, 111
Jardim de S. Lázaro
Canção breve
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Maria Mamede - A minha cidade
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Eugénio de Andrade - Porto (prosa)

Poesia no Kant_O XimPi

Poesia no Kant_O XimPi (7)
Poesia no Kant_O XimPi (6)
Poesia no Kant_O XimPi (5)
Poesia no Kant_O XimPi (4)
Poesia no Kant_O XimPi (3)
Poesia no Kant_O XimPi (2)
Poesia no Kant_O XimPi (1)

Poesia no Kant_O XimPi (7)





Eugénia Cunhal - 3 Poemas
«Escuta»
Refeição
«Quando vieres»

Rugénio de Andrade - Poesia
O lugar da casa
Serão palavras só
«Lisboa ...»
34. Passamos pelas coisas sem as vermos
O comum da Terra (a Vasco Gonçalves)

Fernando Pessoa (heterónimos)
Alberto Caeiro - «É talvez o último dia da minha vida »
Alberto Caeiro - «Meto-me para dentro, e fecho a janela»
Álvaro de Campos - O que há em mim é sobretudo cansaço
Alberto Caeiro - XLVIII «Da mais alta janela da minha casa»

António Reis
50 Não é nas mãos que desespero
HÁ SEMPRE UM RAPAZ TRISTE

«Mana» Kalinka - «venho de mansinho»

«Mana» Kalinka - «Hoje o dia nasceu»

Maria Ramos Silva - Como se liberta a poesia atrás das grades (reportagem)

Francisco das Chagas Farias de Queiroz - Os Direitos do Homem no Cordel

Manuel Alegre - Trova do vento que passa

José Afonso - Foi na cidade do Sado

José Afonso - Utopia

Meninos do Huambo
Manuel Rui - Os meninos do Huambo
Orlando de Castro - Os (meus) meninos do Huambo




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Gravura - Calliope Musa da poesia épica

domingo, 7 de outubro de 2007

Poesia no Kant_O XimPi (6)


João Roiz de Castelo Btanco - Partem tam tristes ...
http://kantoximpi.blogspot.com/2007/04/partem-to-tristes.html

Tistão Teixeira - Dois Poemas
http://kantoximpi.blogspot.com/2007/04/folgo-muito-de-vos-ver-pesa-me-quando.html Folgo muito de vos ver
Da pena a mais prquena

Fernando Pessoa - António de Oliveira Salazar
http://kantoximpi.blogspot.com/2007/04/este-senhor.html

O Domingo na Poesia
http://kantoximpi.blogspot.com/2007/04/o-domingo-na-poesia-poema-que-aconteceu.html
Carlos Drummond de Andrade - Poema que aconteceu
Fernando Pessoa (Àlvaro de Campos) - «Domingo irei para as hortas na pessoa dos outros,»
Gilberto Gil - Domingo no Parque
Fernando Echevarria - Domingo
Luciane Zanata - Um dia de Domingo
Natália Correia - Poema destinado a haver domingo
Jan Kostra - Dava a última camisa por um poema
António Reis - É domingo hoje
Michael Sullivan e Paulo Massadas - Um dia de Domingo

Marçal Aquino - Poema da Puta
http://kantoximpi.blogspot.com/2007/04/poema-da-puta-ontem-morreu-puta-mais.html *

José Afonso - Maio, maduro Maio
http://kantoximpi.blogspot.com/2007/05/maio-maduro-maio-composio-jos-afonso.html

José Niza - A Festa da Vida
http://kantoximpi.blogspot.com/2007/05/festa-da-vida-que-venha-o-sol-o-vinho-e.html

Dois poemas sobre o polícia sinaleiro
http://kantoximpi.blogspot.com/2007/05/fados-do-tempo-da-outra-senhora-33-olha.html
Olha o polícia (excerpto)
Sou Polícia-Sinaleiro

Francisco Radamanto - Padeiro à porta
http://kantoximpi.blogspot.com/2007/05/fados-do-tempo-da-outra-se-nhora-39.html

Quitandeira
http://kantoximpi.blogspot.com/2007/05/fados-do-tempo-da-outra-senhora-39.html **
António Cardoso - Oferta


http://kantoximpi.blogspot.com/2007/05/profisses-em-vias-de-extino-5-serrador.html
Popular (Beira Alta) - Resineiro Engraçado

XESÚS LORENZO VARELA VÁZQUEZ - Emigrante
http://kantoximpi.blogspot.com/2007/05/emigrante-qun-son-eu-qun-me-trouxo-qun.html

Carlos Drummond de Andrade - Canto ao Homem do Povo - Charles Chaplin
http://kantoximpi.blogspot.com/2007/05/canto-ao-homem-do-povo-charles-chaplin.html

Eugénio Andrade - O Comum da Terra (Vasco Gonçalves)
http://kantoximpi.blogspot.com/2007/05/de-eugnio-andrade-vasco-gonalves-14-5.html

Euclides Cavaco - Pregões de Lisboa
http://kantoximpi.blogspot.com/2007/05/preges-de-lisboa-autor-euclides-cavaco.html ***




Fernando Namora - Marketing

http://kantoximpi.blogspot.com/2007/05/marketing-aqui-meu-lado-o-bom-cidado.html

Um belo dia eles somem
http://kantoximpi.blogspot.com/2007/05/sumio-virtual-um-belo-dia-eles-somem.html

Rui Pedro Gato - Poemas
http://kantoximpi.blogspot.com/2007/05/poesia.html

30 de Maio - Greve geral
http://kantoximpi.blogspot.com/2007/05/3o-de-maio-greve-geral.html
Ary dos Santos - Soneto do Trabalho
José Afonso - Os vanpiros
Sérgio Godinho - Eh! Companheiro aqui estou

António Borges Coelho - Sou barco
http://kantoximpi.blogspot.com/2007/05/doca-da-pesca-esturio-do-sado-barco-em.html

Dia da Criança
http://kantoximpi.blogspot.com/2007/06/dia-da-criana-poemas-de-autores.html
Ary dos Santos - Os Putos
Manuel Rui Monteiro - Os meninos do Huambo
José Afonso - Menino do Bairro Negro
António Gedeão - Dia de Natal
Geraldo Bessa Victor - O Menino Negro não entrou na roda
Augusto Gil - A neve
José Afonso - Menino d'Oiro

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Gravura - Euterpe Musa da música e da poesia lírica

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Poesia no Kant_O XimPi (5)



José Afonso - Venham mais cinco
José Afonso - Grândola, Vila Morena
Luís Cila - Avante, Camarada
Ary dos Santos - Soneto do Trabalho

Memória de Adriano
Manuel Alegre - Soneto de Adriano
Ary dos Santos- (EXCERTO)

José Afonso - Menino do Bairro Negro
Eugénia Cunhal - Escuta
Miguel Torga - tudo o que voa é ave
A Poesia dos Ciganos

Poesia sobre os ciganos
Cecília Meireles - ROMANCE DO CIGANO QUE VIU CHEGAR O ALFERES
Popular - Cante Cigano
Miguel Torga - Aos Poetas
José Afonso - Chamaram-me cigano
Miguel Torga - Ciganos
Alceu Valença - Punhal de Prata
La guitarra
É talvez um excesso de tristezas...
Sopphia de Mello Breyner - O AMOR

Frederico Garcia Lorca - Romancero Gitanero
José Régio - Toada de Portalegre

Variações sobre a indiferença
Brecht - «nós nunca pedimos com insistência»
Brecht - “Primeiro levaram os negros»
Martin Niemöller - « Eles começaram perseguindo os comunistas, e eu não protestei, porque não era comunista»
Martin Niemöller - «When they came for the communists»
Maiakóvski - No caminho com Maiakóvski
Maiakóvski - Um passeio com Maiakoviski

Mário Henrique Letria - Repreensão
Fausto - Navegar, navegar
Ary dos Santos - A Bandeira Comunista
Ary dos Santos - As portas que Abril abriu
Urbano Tavares Rodrigues - Margem Sul (Canção Patuleia)
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Poesia no Kant_O XimPi (4)

Gravura - Erato Musa da poesia erótica e da mímica

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Poesia no Kant_O XimPi (4)

David Mourão-Ferreira - Fado de Peniche (Abandono)
José Afonso - Menino do Bairro Negro
Ibn 'Abdun (excerto)
João de Deus - A Vida
José Afonso - Chamaram-me cigano
Sérgio Godinho - Casa comigo, Marta
Chico Buarque - Pedro Pedreiro
Chico Buarque - Construção
José Afonso - Vai Maria, Vai
Piratini/Caco Velho - Mãe Preta
David Mourão Ferreira - Barco Negro
Max Gonzaga - Classe média
Popular - As carvoeiras
Popular - Vinho
F. Carvalho - Tudo isto é fado
Silva Tavares - A casa da Mariquinhas
Joaquim Pessoa - Poema
António Gedeão - Pedra Filosofal
Eugénia Cunhal - quando vieres
Eugénia Cunhal - Refeição
Daniel Filipe - A invenção do Amor
José Afonso - Venham mais cinco


Quadro - autor não identificado - Poesia Erato Musa

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Poesia no Kant_O XimPi (3)


Carlo Goldini - Carnaval em Veneza
Popular - Algumas modas de Entrudo
Vinicius de Morais - Marcha de Quarta Feira de Cinzas
José Afonso - A formiga no carreiro
José Afonso - Grândola vila morena
José Afonso - A morte saíu à rua
CATARINA EUFÉMIA
Vicente Campinas - Cantar alentejano
José Carlos Ary dos Santos - RETRATO DE CATARINA EUFÉMIA
Sophia de Mello Breyner Anderson - CATARINA EUFÉMIA
José Afonso - Os vampiros
Vinícius de Morais - O operário em construção
João Nobre - Não venhas tarde
Ricardo Galeno - Mulher deixada
Alfredo Marceneiro - Viela
Fernando Farinha -O Soldado nas trincheiras
Alexandre O'Neil - Poema pouco original do medo
Reinaldo Ferreira - Uma casa portuguesa
Júlio de Sousa - Saudade, vai-te embora
Manuel Freire - Ei-los que partem
Manuel Alegre - Pedro Soldado
Amadeu do Vale - Fado do Ciúme
Ary dos Santos - Tourada


Gravura - Erato Musa della poesia Francesco Cepparoli Napoli 1755

domingo, 30 de setembro de 2007

Poesia no Kant_O XimPi (2)



António Aleixo - Quadras
Brecht - Perguntas dum operário letrado
António Gedeão - Poema da auto-estrada
António Lopes Ribeiro - Procissão
Luís de Camões . VAI FORMOSA E NÃO SEGURA (redondilha)
Francisco Rodrigues Lobo - VAI FORMOSA E NÃO SEGURA (cantiga)
António Cabral, Antologia dos Poemas Durienses - VAI FORMOSA E NÃO SEGURA
António Cabral, Antologia dos Poemas Durienses - Leonor
Luís de Camões - Na fonte está Leonor
António Gedeão - Calçada de Carriche
Geraldo Bessa Victor - O menino negro não entrou na roda
Carlos Drummond de Andrade - Receita de Ano Novo
Popular (Brasil) - Ano Novo
Fernando Pessoa (Álvaro de Campos) - Aniversário
Egito Gonçalves - Notícias do bloqueio
Viriato da Cruz - Namoro
António Jacinto - Monangamba
Luandino Vieira - Canção para Luanda
Aires Almeida dos Santos - A mulemba secou
Chico Buarque - A banda

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Mosaico - Poesia Polyhymnia secção de mosaico Romano 240 a C

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Poesia no Kant_O XimPi (1)





Nazim Hikmet - Carta ao filho

Luís de Camões - Endechas a Bárbara Escrava

Fernando Pessoa (Alberto Caeiro) - XLVIII - Da Mais Alta Janela da Minha Casa

Brecht - Dificuldade de governar

Brecht - «sou um escritor de peças»

Brecht - «do rio que tudo arrasta

Eugénio de Andrade - O lugar da casa


Ary dos Santos -Estado Velho

Yusuf Al-Saigh - «Quando regresso a casa, cada tarde»

Alda Lara - Presença Africana

Eugénio de Andrade - 3 poemas: SERÃO PALAVRAS SÓ / Lisboa ... / «34./ Passamos pelas coisas sem as ver,»

As Mãos 4 Autores :


Victor Nogueira - «Estão roucas as palavras»

Manuel Alegre - AS MÃOS

Eugénio de Andrade - AS MÃOS

António Reis - «50. Não é nas mãos que desespero»

Eugénio de Andrade - ADEUS

António Reis - HÁ SEMPRE UM RAPAZ TRISTE

Fernando Pessoa (Álvaro de Campos) «o que há em mim é sobretudo cansaço»

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Estátua - Calíope a musa da poesia épica Estátua de mármore Data século II Musei Vaticani