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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Fernando Namora - Cantar D’Amigo

* Fernando Namora


Estrangeiro!
talharam-nos em redor fossos, limites
e o cerco das fronteiras.
Estrangeiro! Ninguém entendeu, e nem tu, estrangeiro,
que entre nós não existem cordilheiras.
Ficaste de mãos desastradas, indiferentes,
quando a minha vida roçou a tua vida.
De olhos parados, indiferentes,
quando passei a teu lado.

Estrangeiro! Ficou-me esse desperdício de um adeus
que as tuas mãos frias não disseram,
nem os teus olhos vidrados,
nem a tua boca selada,
mas que eu pressenti, como alguém á beira de um cais,
ao ver sair barcos com gente que nos é estranha,
agitando lenços estranhos
alguém que sofre por nada.
Iludimos a vida, amigo!
E como para ultrapassar as fronteiras
os fossos,
as ironias
bastaria um só olhar!…
Não, estrangeiro! Vamos misturar o sangue dos rios
o abismo dos mapas
fazer qualquer coisa! misturar, misturar.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Retalhos da Vida de Um Médico, de Fernando Namora

  • Domingos Lobo 


Crónicas do País da fome, do medo e da ignorância


Iniciando-se nas letras com As Sete Partidas do Mundo (1938), um romance da adolescência perpassado pelo estilo e influência da narrativa psicologista da Presença, Fernando Namora só em 1941, com o livro de poemas Terra, título que inaugurou a colecção Novo Cancioneiro, afirma a sua voz, pela mão do seu amigo e companheiro em Coimbra, João José Cochofel, no movimento neo-realista iniciando, já com alguma identidade discursiva, um estilo seguro, tematizando nesses poemas narrativos as feridas que o fascismo ia inculcando no tecido social, mormente nas comunidades rurais do Norte do País, realidade que o autor de Fogo na Noite Escura (1943) conhecia por origem e vivência. Este seu livro, o terceiro de poesia na obra do então jovem autor, será prelúdio de um processo de escrita que atingiu, dentro da estética neo-realista, embora com pontuais desvios de modo e rigor de análise, mais de 30 títulos publicados, entre romances, contos, crónicas e poesia, tornando-se Namora um escritor com raro acolhimento público, sucesso editorial que só encontra paralelo com a obra de Alves Redol.

A prosa romanesca de Fernando Namora pauta-se por uma adesão, expontânea e sem mácula, ao mundo dos outros. A sua experiência como médico rural, uma espécie de João Semana do século XX, pelas serras e aldeias raianas da Beira Baixa e, mais tarde, no Alentejo, permitiu-lhe construir uma obra banhada de atmosferas dramáticas, que o permanente optimismo do autor consegue modelar, arejar pelo pícaro, pela abordagem desconstrutiva do insólito que descreve.

Os graves problemas sociais das populações com as quais se cruza e contacta nas suas andanças de médico rural, esse estágio de quase submissão feudal que percepciona, permite-lhe reflectir nos textos um mundo fechado, imerso em brumas sebásticas, temente e conservador, que vive cercado de crenças ancestrais, de miséria, de ignorância, de obscurantismo – de medo.

O traço nítido, uma capacidade discursiva fluente e formalmente descomplexada, uma linguagem próxima do léxico comum, com uma impressiva componente poética, os comentários prosaicos que a pontuam, ilidindo o fluxo ficcional, são elementos que tornam esta escrita acessível a um vasto universo de leitores que em Namora encontram um autor próximo, sensível e preocupado com as grandes questões sociais do seu tempo.

Em Retalhos da Vida de Um Médico, percorremos os itinerários do país salazarento, interior, doente, matreiro e desconfiado, país das homílias da conformação, das leiras da fome, das casas celtiberas, da insalubridade quase medieval, da rudeza elementar e da transcendência. O jovem médico, acantonado em Monsanto, nessa que foi, no desvario folclórico do fascismo, a aldeia mais portuguesa de Portugal, percorre veredas, socalcos, caminhos abertos nas faldas da serra por onde as mulas, os burros e os carros de bois se esgueiram entre ventos e chuva, para socorrer os pacientes que o procuram quase sempre em situação extrema, quando desenganados de charlatães, bruxedos e mezinheiros, muitas vezes para apenas confirmar o óbito. Um povo triste e desamado.

A primeira série de Retalhos, publicada em 1949, fala-nos do período inicial das vivências do médico-escritor num meio que lhe é austero, da desconfiança dos aldeões, das aldeias e casebres perdidos nas serranias e lameiros das terras beirãs, numa escrita intimista, feita de fragmentos, de memórias, de perplexidades perante a dura realidade que o cerca, levando-o a questionar-se sobre a sua condição de médico e a valia da ciência numa sociedade fechada sobre os seus próprios mitos, ignorância e cupidez. Narrativas construídas a partir de apontamentos, de referências autobiográficas, nas quais o autor expressa as suas angústias, cansaços, incredulidade.

Raras estórias em Retalhos, da 1.ª série, se estruturam como contos, mas antes como se de uma narrativa-inquérito (sobre o País interior, as condições sócio-políticas que o cercam e inibem) se tratasse; de um percurso memorialístico, de tempo e circunstâncias singulares vividos no Portugal profundo, tolhido pela miséria e pela rudeza da vida e do trabalho. Romance-inquérito, lhe chamou Óscar Lopes, mas este Retalhos, contado na primeira pessoa, em discurso claro e apodíctico, aproxima-se, pelo menos nos textos da 1.ª série, de um diário, fragmentado e não cronológico, de uma experiência profissional que marcaria profundamente o autor e percorreria indelével grande parte da sua obra ficcional posterior.

Com vinte e quatro anos medrosos e um diploma de médico, tinha começado a minha vida em Monsanto. Ali, a província bravia despede-se da campina, ergue-se nos degraus das fragas para olhar com altivez as serras de Espanha, enquanto o friso de planaltos que corre as linhas da fronteira espreita as surtidas do contrabando e a fuga dos rios. Prosa eficaz, segura, por vezes carregada de humor, picaresca, de um pícaro que não define individualmente o camponês, como em Aquilino Ribeiro, mas que em Fernando Namora adquire um sentido mais amplo e colectivo, que é quase amargo, desarmado, dorido olhar sobre a pobreza circundante.

A 2.ª série de Retalhos da Vida de Um Médico, publicada em 1963 estrutura-se de modo autónomo do 1.º volume. O médico-escritor está já no Alentejo, o sol e as planuras dos lugares do Sul permitem-lhe que o verbo se abra, se expanda em ressonâncias menos circulares, a realidade é diversa, a luta e o querer dos homens mais determinada e consciente, embora a miséria persista. A forma narrativa também muda. Entre a 1.ª série e a 2.ª há uma diferença de 14 anos e neste período o autor publica outros textos (alguns títulos serão afins de Retalhos)A Noite e a Madrugada (1950); Deuses e Demónios da Medicina (1952); O Trigo e o Joio (1954); O Homem Disfarçado (1957); Cidade Solitária (1959); As Frias Madrugadas (1959), que marca o regresso de Namora ao registo poético; Domingo à Tarde (1961).

O modo fragmentário da narrativa dos textos incertos na 1.ª série transforma-se num modo discursivo mais depurado, exigente em termos formais e orgânicos. As fímbrias brumosas que atravessam a 1.ª série dão lugar a uma intervenção mais explícita sobre o que denuncia e o autor opta pela forma do conto clássico para expressar o estupor, a procura de si mesmo e da matéria inesgotável do sofrimento humano, como refere Eduardo Lourenço. Alguns dos contos desta série serão exemplares de um modo mais evoluído de efabulação, de textura amadurecida no âmbito do discurso ficcional neo-realista: O Influente; O Homem que Queria Morrer Apenas Uma Laranja, estão nesse grupo de contos de modelar apuro e exigência estética e conceptual.

Retalhos da Vida de Um Médico é um exemplo do texto clássico do neo-realismo e uma das obras fundamentais da literatura portuguesa do século XX. Um documento raro, sensível e lúcido sobre a realidade profunda do Portugal fascista; país de silêncios, de medos e de revoltas crescendo no meio dos trigais que Namora, sem contemplações, põe a nu – país de ocultas misérias denunciado pela pena de um autor que nestes textos se revela indignado com o sofrimento dos seus concidadãos, e é esse modo de dizer a revolta, de a tornar humana e lídima, que torna estes textos actuais e de uma indefectível universalidade.

A presente edição da Caminho concentra num único volume as duas séries de Retalhos, mantendo os prefácios de Eduardo Lourenço e Gregório Marañón, constantes de edições anteriores.

Retalhos da Vida de Um Médico, de Fernando Namora – Editora Caminho, 2016 – Organização de José Manuel Mendes


http://www.avante.pt/pt/2244/argumentos/143073/

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Mário Claudio - Namora ou O Encontro Adiado

* Mário Claudio

As relações inter-geracionais na literatura, sobressaltadas pela alternância dos modelos, e pela fixação dos mesmos, diferem de outros diálogos etários pela presença de um factor específico. O registo da sucessão das propostas coincide com a própria actividade criativa, o que se denuncia pela expressão scripta manent, a atestar com clareza a recorrência das mudanças de paradigma. Todas as gerações se confrontam, e mutuamente se repudiam, e se não sobrar tempo para que disso reste vestígio, eis que ficará provada a fragilidade das novas opções.

Habituámo-nos a considerar Fernando Namora, e refiro-me aos da minha idade, um exemplo acabado da novelística de massa, e assim teremos incorrido na precipitação dos recém-chegados, bem mais ansiosos da conquista do lugar ao sol do que da análise dos caminhos que a ele conduzem. Numa altura em que as discrepâncias entre oficiais das letras não resultavam tão-só, conforme ao que sucede hoje em dia, de meras questões de gosto, ou de desgosto, ou da elementar circunstância de se ser, ou de não se ser, capaz de pôr o preto no branco, o debate estabelecia-se sobre pertinências a escolas, realista e modernista, neo-realista e surrealista, existencialista e experimentalista, ou entre adeptos, ou não, do célebre retour au récit. E Namora, assumido propugnador da "mensagem", implantava-se diante da parede, e defronte de um implacável pelotão de fuzilamento.

O seu êxito comercial no país, e no estrangeiro, contribuía para a hostilidade que lhe votavam os emergentes, muitas vezes aspirantes a idêntico estatuto, mas incapazes de asseverar a sua verdadeira ambição. Também eu ingressaria em tais fileiras, isto após haver lido na adolescência, e com grande admiração, vários títulos do autor de Domingo à Tarde, constantes da biblioteca familiar. E associando-me aos que propalavam que Fernando Namora "escrevia mal", recordo-me de me entreter ao longo de diversos serões, adestrado por um representante da geração do visado, a vasculhar nos livros deste passagens que nos faziam rir a bandeiras despregadas.

Mas o ponto nevrálgico do meu perturbado convívio à distância com Namora ocorreria quando, morto uns anos antes o romancista, um júri me atribuiu o prémio que leva o seu nome por um fruto de minha safra de escritor. Que direito me assistiria, perguntava-me com algum desconforto, de empochar um galardão que evocava o ficcionista de O Trigo e o Joio? Pois não me achava eu um "trigo", a olhar com sobranceria aquele "joio" que era justamente o patrono da distinção que me conferiam? E lá fui, e lá debitei a discursata da praxe, e recolhi do presidente da República que me entregou o troféu a confidência de que, residindo à vista da casa de Fernando Namora, o vislumbrava a cada passo atrás da janela iluminada, debruçado sobre a sua banca de trabalho.

Lembrando-me de quanto o fustigara até ao termo da vida, e já muito doente, a maldosa crítica à portuguesa, essa que Fialho de Almeida golfara sobre o cadáver ainda quente de Eça de Queirós, ando agora a reler as páginas do homem que afinal destratei. E encontro-o muito acima de não poucos que me treinei para admirar, e a quem bafejou a sorte de não transitarem por purgatório igual.

COMENTÁRIOS

O que Escrevemos
Tão curiosa a sua crónica. Li Fernando Namora ainda em adolescente porque o meu pai tinha vários livros dele lá em casa e gostei. Claro que era nova e ainda não tinha lido o que li até hoje, mas lembro-me que gostei muito de ler Fernando Namora. Acho que da minha geração não há muitas pessoas que leram Fernando Namora. Mas, muitas vezes quando penso sobre autores portugueses, lembro-me de Namora e da impressão positiva que me deixou embora confesso que nunca publicitei muito a minha simpatia porque as vezes que o fiz olharam-me com alguma desconfiança. Acho que é um escritor que foi injustamente esquecido. Ainda bem que se lembrou dele.


Rui Duarte Amaro Ferreira
Parabéns por aquilo que escreveu. Eu li Fernando Namora e tenho pena de não ter lido mais. Mas ainda vou a tempo, porque gostei dos livros que escreveu. É pena que os grandes vultos não se mostram tanto e não é a publicidade que dá o valor. É ali no livro, que ao ser lido, o escritor fica novamenete vivo.


Suely Leite · Professora na empresa Universidade Estadual de Londrina
Fiz minha dissertação mestrado no Brasil sobre o trigo e o joio e me orgulho muito de ter tido o privilégio de estudar Fernando namora

http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/mario-claudio/interior/namora-ou-o-encontro-adiado-5025947.html

domingo, 3 de janeiro de 2016

Fernando Namora - Dia Chuvoso

* Fernando Namora

Hoje o dia é um dia chuvoso e triste 
amortalhado 
Naquela monotonia doente dos grandes dias. 

Hoje o dia... 
(a pena caiu-me das mãos) 

Acabou-se o poema no papel. 
Cá por dentro 
Continua... 

Oh! este marulhar das almas no silêncio!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

fernando namora - calafrio





Minha humilde homenagem ao belíssimo trabalho poético de Fernando Namora!

poesia de fernando namora (marketing)


27 de Fevereiro de 2014 às 2:48
* Fernando Namora (1919/1989)

CANTO TARDIO

Antes que o Inverno chegue
volto a ser cigarra. Canto.
Da laboriosa agonia me liberto e exalto.
Canto sem cessar o tempo
temendo e saboreando o tempo,
galo da aurora
que não tem tempo de acordar dormindo
De celeiro vazio, canto,
surdo aos lobos e aos ratos
que esgadanam o restolho.
Canto no Outono, que é oiro velho
e um rosto rugoso e macio.
Canto só porque é tarde para o canto
e a cantar adio o que tarde veio.
Cantando abro-me às formigas
e ofereço-lhes o indigesto banquete
para que a morrer cantando
me devorem vivo.


EPIGRAMA

Este poeta não tem unhas: tem garras
e não diz raiva: diz rage
não diz amor: diz merde
e di-lo-á até pagar a renda da casa.
Depois...talvez lhe reste
deixar de ser poeta.


 SE

Se eu pudesse
escrever só
para ti
(que é
um modo de dizer:
como a brisa passa
porque é brisa
como as águas
correm porque
são água
como a planta respira
e a fera mata)
se eu pudesse
escrever
sem endereços
sem sobrescritos
sem o medo
de ser lido
de ter escrito
seria a verdade
dos rios
seria a praia nocturna
a sós com o mar
seria o hálito
da boca desnuda
seria montanha
seria o rio
seria o mar
seria a asa.
Seria
eu.


SABER

Serás tu, frustração,
o vinho da poesia?
Serás tu, sofrimento,
o sémen perfeito?
Serás tu, vida,
o escuro canto
que pelo tormento
descobre a chave
de se ver por dentro?
Oh, sabê-lo.
Conhecer o preço
e pagá-lo
sem discutir a demasia.
Estontear os olhos
com o sol de frente
e queimá-los
até à cegueira que recria.
Não temer aquilo
em que a palavra
foi gerada
e gritá-la inteira,
seja um sim, seja um não,
mas de boca cheia.


SEJA

Que o mundo
seja a erva
que na insónia medra.

Seja a chuva
para a sede
que no raio
arde.

Seja seja
a serpente
que na fêmea
se deseja

Seja a onda
seja rio
e o vegetal
que o sorve.

Que o mundo
seja a mão
que noutra mão se abre

E cantando
seja o Verão
que na cigarra
se  expande.


PALAVRAS

De palavras me vesti
no agasalho do nada.
Palavras foram o vinho
de uma sede inventada.
E agora que as desfolho,
que me resta?
A memória de uma sede
que ao beber cresta.

Em palavras me enleei
numa selva gorda e quente.
E agora que as descarno,
que me fica?
A memória de uma vida
que a viver mente.

Pois deito as palavras fora,
recuso-lhes o mel e o cheiro.
É acre o tutano
mas verdadeiro.


OS VELHOS

Os velhos pegam-se à vida
só porque é vida,
fazendo dos sobejos 
um festim.
E tu, enjoado,
que a mordes
como um fruto que se deita fora
inda inteiro!


CAVALO DE BRONZE

Ao chicote do sol
relincha colérico
o cavalo de bronze
na praça do sol
no pasmo de bronze
No galope de lume
na fúria contida
de tendões vibrando
relincha o corcel
na praça do sol
da estátua de bronze
E a gente que passa
na praça do sol
sonâmbula e cega
de uniforme vestida
de bronze moldada
no pasmo do sol
da vida pasmada
na praça aturdida
de sol coalhada
no cavalo de bronze
se vê fustigada
Não precisa de espaço
a sua corrida
não precisa de água
a fúria contida
é de pedra a ira
nos olhos vazados
do corcel de bronze
que galopa ao sol
da estrada de bronze
Mas não pára o chicote
de o expulsar
da ira de bronze
no pasmo do sol
na estátua de bronze
da praça moldada
em gente aturdida
Num dia de sol
num corpo de bronze
a vida foi vida
sonhada perdida
num corpo de bronze
num dia de sol
do cavalo de bronze
Não há ira nem sol
não há gente acordada
não há gente com vida
se o cavalo é de bronze
num chicote sem ira
da praça pasmada
do cavalo de bronze
do cavalo
de bronze.


CALAFRIO

Não sei como eles ainda escutam
as cóleras de guizos,
como eles não vêm os coágulos
onde o sangue tingiu os girassóis.
De ciprestes são as áleas
que escoltam a música dos sinos
e o céu desfolha-se
em estrelas apagadas.
Pois sobre o rugido dos coveiros
que se levante a surdez.
A alva, quando nasce,
é calafrio.



  • Maria João De Sousa Obrigada, Victor Nogueira, pela excelente partilha!
  • Silvia Mendonça Penso ser poeta. Porém, quando leio poemas como os de Fernando Namora, me questiono: posso dizer que sou poeta, compondo versos toscos, diante de versos tão criativos e bem acabados? Gosto de ler o que me faz pensar, que me levam a questionamentos. Bravo! Grata por compartilhar, Victor Nogueira. Beijos de mim.
  • Deolinda Figueiredo Mesquita Muito Bom!!! Obrigada, Victor. 
  • Elsa Vicente Excelente partilha, obrigada...abraço
  • Victor Nogueira