Mostrar mensagens com a etiqueta Portinari. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portinari. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Arte e Poesia em Modus Vivendi


30 de maio de 2010

Portinari

Candido-Portinari-Casamento-na-Roca-Oleo-Sobre-Tela.jpg
casamento

Os Pés do Ovo

No frigir dos ovos
apaga o fogo
e coloca a frigideira
sob a água
concorrente: ovos estalam
frígido em ovos nevados
sucede o corpo ao pecado
antecipado por estar quente
antes da hora. O vento ressoa
portas e janelas: ovos
colocados em pé.
(os pés do ovo)
.
.
Pedro Du Bois
.

29 de maio de 2010

flor de cinza

Estou de pé na profusão das horas murchas
e poupo uma resina para um pássaro tardio:
ele traz o floco de neve nas penas vermelho-vivo;
com o grão de gelo no bico, atravessa o verão.
.
.
Paul Celan
.

Gertrude Kaiserbier

Rose%20Cecil%20O%E2%80%99Neill1907GertrudeKaisebier.jpg
Rose Cecil O' Neill, retratada em 1907

28 de maio de 2010

Le port d'Amsterdam

(gentileza de F.L.)
.
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui chantent
Les rêves qui les hantent
Au large d'Amsterdam
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui dorment
Comme des oriflammes
Le long des berges mornes
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui meurent
Pleins de bière et de drames
Aux premières lueurs
Mais dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui naissent
Dans la chaleur épaisse
Des langueurs océanes
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui mangent
Sur des nappes trop blanches
Des poissons ruisselants
Ils vous montrent des dents
A croquer la fortune
A décroisser la lune
A bouffer des haubans
Et ça sent la morue
Jusque dans le cœur des frites
Que leurs grosses mains invitent
A revenir en plus
Puis se lèvent en riant
Dans un bruit de tempête
Referment leur braguette
Et sortent en rotant
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui dansent
En se frottant la panse
Sur la panse des femmes
Et ils tournent et ils dansent
Comme des soleils crachés
Dans le son déchiré
D'un accordéon rance
Ils se tordent le cou
Pour mieux s'entendre rire
Jusqu'à ce que tout à coup
L'accordéon expire
Alors le geste grave
Alors le regard fier
Ils ramènent leur batave
Jusqu'en pleine lumière
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui boivent
Et qui boivent et reboivent
Et qui reboivent encore
Ils boivent à la santé
Des putains d'Amsterdam
De Hambourg ou d'ailleurs
Enfin ils boivent aux dames
Qui leur donnent leur joli corps
Qui leur donnent leur vertu
Pour une pièce en or
Et quand ils ont bien bu
Se plantent le nez au ciel
Se mouchent dans les étoiles
Et ils pissent comme je pleure
Sur les femmes infidèles
Dans le port d'Amsterdam
Dans le port d'Amsterdam.
.
.
Jacques Brel
.

Robert Henri

486px-Henri_Robert_Isolina_Maldonado_Spanish_Dancer.jpg
Isolina Maldonado, bailarina espanhola, retratada nos anos 20 do século passado

Cristal

Cristal
Não busques nos meus lábios a tua boca,
nem diante do portão o forasteiro,
nem no olho a lágrima.
Sete noites mais alto muda o vermelho para vermelho,
sete corações mais fundo bate a mão à porta,
sete rosas mais tarde rumoreja a fonte.

Paul Celan
.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Humilhações - Cesário Verde


http://www.itaucultural.org.br/bcodeImagens/imagens_thumbs/004863001011.jpg

Textos

27 de Setembro de 2007 - 19h04

Cesário Verde: Humilhações

*

De todo coração – a Silva Pinto

Esta aborrece quem é pobre. Eu, quase Job,
Aceito os seus desdéns, seus ódios idolatra-os;
E espero-a nos salões dos principais teatros,
Todas as noites, ignorado e só.

Lá cansa-me o ranger da seda, a orquestra, o gás;
As damas, ao chegar, gemem nos espartilhos,
E enquanto vão passando as cortesãs e os brilhos,
Eu analiso as peças no cartaz.

Na representação dum drama de Feuillet,
Eu aguardava, junto à porta, na penumbra,
Quando a mulher nervosa e vã que me deslumbra
Saltou soberba o estribo do coupé.

Como ela marcha! Lembra um magnetizador.
Roçavam no veludo as guarnições das rendas;
E, muito embora tu, burguês, me não entendas,
Fiquei batendo os dentes de terror.

Sim! Porque não podia abandona-la em paz!
Ó minha pobre bolsa, amortalhou-se a idéia
De vê-la aproximar, sentado na platéia,
De tê-la num binóculo mordaz!

Eu ocultava o fraque usado nos botões;
Cada contratador dizia em voz rouquenha:
- Quem compra algum bilhete ou vende alguma senha?
E ouviam-se cá fora as ovações.

Que desvanecimento! A pérola do Tom!
As outras ao pé dela imitam de bonecas;
Têm menos melodia as harpas e as rabecas,
Nos grandes espetáculos do Som.

Ao mesmo tempo, eu não deixava de a abranger;
Via-se subir, direita, a larga escadaria
E entrar no camarote. Antes estimaria
Que o chão se abrisse para me abater.

Saí; mas ao sair senti-me atropelar,
Era um municipal sobre um cavalo. A guarda
Espanca o povo. Irei-me; e eu, que detesto a farda,
Cresci com raiva contra o militar.

De súbito, fanhosa, infecta, rota, má,
Pôs-se na minha frente uma velhinha suja,
E disse-me, piscando os olhos de coruja:
- Meu bom senhor! Dá-me um cigarro? Dá?...

O Livro de Cesário Verde
Introdução por Maria Ema Tarracha Ferreira

.
vermelho.org.br >> Prosa @ Poesia >> Textos
.
.
Quadro de Portinari
.
..

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Pe. António Vieira - Vida e obra

The image “http://catalogos.bn.br/redememoria/images/Antonio_Vieira.jpg” cannot be displayed, because it contains errors.


Quadro - Pastel de Portinari
O Padre António Vieira a pregar
O Padre António Vieira a pregar, na reconstituição
de João da Cunha Neves e Carvalho, publicada na
Galeria pitoresca da historia portugueza, de 1842

.
.
No Kant_O_XimPi (extractos)


É a Guerra aquele monstro ....
Sermão de Santo António aos Peixes
.
.

Para saber mais ver

António Vieira - Wikipédia

padre antonio vieira - 1608-1697

Links, bibliografia e textos sobre o jesuíta luso-brasileiro,

padre antonio vieira - sermões e obras

Lista de obras - Padre António Vieira

Padre António Vieira, autor anônimo, séc. XVII. LITERATURA BRASILEIRA Textos literários em meio eletrônico
PORTUGAL - DICIONÁRIO HISTÓRICO: Padre António Vieira

O Padre Antônio Vieira e a escravidão negra no Brasil - EVA PAULINO BUENO

A RETÓRICA DO CATIVO: PADRE ANTÔNIO VIEIRA E A INQUISIÇÃO

Padre Antônio Vieira e os Judeus - Arnaldo Niskier

(...) Quando voltou a Portugal recebeu de D. João IV importantes missões diplomáticas no exterior. Depois voltou ao Brasil, para chefiar missões jesuíticas. Frequentou os cárceres do Santo Ofício (1665-1667), em virtude da sua posição claramente favorável a maiores e melhores entendimentos com a comunidade israelita. Isso não foi devidamente compreendido pelos intolerantes, mas também não serviu de pretexto para que Vieira recuasse das suas claras convicções. É o que este livro da Imago procura demonstrar.
.
Wikiquote
  • "Estamos às portas da Quaresma, que é o tempo em que principalmente se semeia a palavra de Deus na Igreja, e em que ela se arma contra os vícios. Preguemos e armemo-nos todos contra os pecados, contra as soberbas, contra os ódios, contra as ambições, contra as invejas, contra as cobiças, contra as sensualidades. Veja o Céu que ainda tem na terra quem se põe da sua parte. Saiba o Inferno que ainda há na terra quem lhe faça guerra com a palavra de Deus, e saiba a mesma terra que ainda está em estado de reverdecer e dar muito fruto: Et fecit fructum centuplum."
- Sermão da Sexagésima
  • "Uma coisa é expor, outra é pregar; uma ensinar e outra persuadir"
  • "As razões próprias nascem do entendimento, as alheias vão pegadas à memória, e os homens não se convencem pela memória, senão pelo entendimento."