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quinta-feira, 11 de julho de 2024

META vai limitar a utilização da palavra «sionismo» para esconder os crimes

 


11 DE JULHO DE 2024

A empresa de Zuckerberg não vai limitar, no entanto, a palavra «sionismo» se esta for elogiosa e faz uma premeditada confusão conceptual dizendo que esta está a ser usada para discriminar judeus e israelitas. Além do símbolo azul, a META adopta o lápis azul. 

A partir de terça-feira, a META passou a limitar nas suas plataformas a palavra utilizada para caracterizar a doutrina racista e de limpeza étnica, o sionismo. A suposta justificação da empresa prende-se com o facto da palavra em questão perpetuar «estereótipos anti-semitas».

Segundo o comunicado do grupo de Mark Zuckerberg, a questão foi analisada no seu «Fórum Político», depois terem sido ouvidas «opiniões» e terem sido analisadas investigações «de diferentes perspectivas». Face a tal, diz o comunicado: «iremos agora remover o discurso que utiliza o termo “sionistas” em várias áreas onde o nosso processo mostrou que o discurso tende a ser utilizado para se referir a judeus e israelitas com comparações desumanizantes».

A empresa diz que a questão que surgiu durante o Fórum Político foi «como tratar as comparações entre termos de substituição para nacionalidade (incluindo sionistas) e criminosos (por exemplo, "os sionistas são criminosos de guerra")». Deste modo, consegue-se apreender que o foco da META é apagar os crimes promovidos pela Governo israelita movido pela doutrina sionista e branquea-los. 

A justificação da dona do Facebook e Instagram visa, premeditadamente, criar uma confusão conceptual, já que é dito que «sionismo» é um ataque a outras pessoas «com base nas suas características protegidas, como a sua nacionalidade, raça ou religião».

De acordo com a mesma, foram supostamente consultadas «145 partes interessadas em representação da sociedade civil e do meio académico do Médio Oriente e de África, de Israel, da América do Norte, da Europa, da América Latina e da Ásia», sendo que os nomes não são revelados. As tais partes interessadas incluíram, alegadamente, «cientistas políticos, historiadores, juristas, grupos de direitos digitais e civis, defensores da liberdade de expressão e peritos em direitos humanos».

«Reconhecemos que não há nada que se aproxime de um consenso global sobre o que as pessoas querem dizer quando utilizam o termo "sionista". No entanto, com base na nossa pesquisa, envolvimento e investigação na plataforma sobre a sua utilização como termo de substituição para o povo judeu e israelita em relação a determinados tipos de ataques odiosos, iremos agora remover conteúdos que visem os "sionistas" com comparações desumanas», reitera a empresa.

Esta posição da META é um claro posicionamento num contexto de perpetuação do massacre que ocorre na Palestina. Importa relembrar que vários activistas pró-Palestina têm acusado a plataforma de censura por via do denominado «shadow ban», uma forma de limitar parcialmente um usuário ou o conteúdo de um usuário de forma a que não seja aparente a quem faz publicações. Face às acusações, a META em comunicado reconheceu que existiu limitações, mas que tal foi resultado de um «bug», ou seja, um erro involuntário e não premeditado das plataformas.  

https://www.abrilabril.pt/internacional/meta-vai-limitar-utilizacao-da-palavra-sionismo-para-esconder-os-crimes 

sábado, 3 de fevereiro de 2024

Isabel do Carmo - Não há povos escolhidos por Deus




Este texto foi-me enviado para divulgação pela autora, depois de um jornal diário ter recusado a sua publicação. (Joana Lopes)

* Isabel do Carmo

«Os conceitos de raça, de tradição real ou inventada, de cultura real ou imaginada, de nação com valores essencialistas, de heróis do passado caracterizados por matanças, acaba sempre mal, como se viu no passado, está-se a ver na Palestina e começa a aparecer assustadoramente na Europa. E acaba sempre mal porque uns são “os escolhidos” os outros os inimigos. A abater, portanto.

Não há raças humanas. Declarou-o a UNESCO em 1950 e foi provado no ano 2000 pela descoberta do genoma humano. Portanto não há caucasianos e não-caucasianos, como também não havia arianos e não-arianos. Estes conceitos pseudo-científicos já tiveram consequências trágicas em África e na Europa, no caso de Portugal até 1974.O conceito e a palavra etnia vieram substituir a palavra raça, o que deu jeito aos antropólogos para classificar grupos com a mesma língua, regras e códigos de conduta. Mas aquilo que é uma leitura ocasional e fortuita transformou-se em essencial. De tal modo que há pessoas que vivem na Europa, com língua e hábitos europeus, que continuam a ser classificados em nome da etnia x.

Vem isto a propósito do Estado de Israel, definido como um Estado judaico, que ressuscitou uma língua antiga, o hebraico, tornada oficial e tem uma religião própria. Embora se fale de etnia, neste caso trata-se de um Estado racial, que se dá o direito de aniquilar fisicamente o povo vizinho, em nome de espaço e de direito divino. O Deus do Antigo Testamento era belicista e racialista. Escolheu aquele povo, classificou como inimigos mortais os filisteus, os cananeus e tudo o mais que ameaçasse o espaço de Israel e Judá destinado aos judeus. E assim foi e assim é. Quando no ano 70 o Império Romano ocupou a região, depois de ter crucificado Jesus e perseguindo cristãos e judeus, deu-se a diáspora. Aconteceu que os cristãos dedicaram-se a converter e os judeus, como escolhidos, não admitiam a sua religião para outros povos. E assim como os ciganos foram expulsos da Índia pelos mongóis e se espalharam pelo mundo, também os judeus se espalharam pela Europa Oriental, pela Península Ibérica e pelo Norte de África. Felizmente que se integraram nas respectivas populações e daí a heterogeneidade do fenótipo e a adoção de um dialecto arcaico do alemão, o ydish. No entanto foram ferozmente perseguidos pelos progroms, pela Inquisição, pelo holocausto. Felizmente sobreviveram, venceram e estão espalhados pelo mundo, com honra, arte e glória, fundadores do Socialismo e da Psicanálise, sem religião e sem práticas rituais.

Até que nas estratégias do seculo XX, sobretudo com o empurrão dos EUA para criar um corredor no Médio Oriente, foi criado o Estado de Israel onde havia 83% de palestinos, mas onde os sionistas querem ir do mar até ao rio Jordâo.

Para tal criaram um espaço de caça, destinado a aniquilar um povo, a começar por mulheres e crianças, num morticínio idêntico ao que fez a Alemanha na Namíbia, com uma densidade de genocídio.

E quanto à defesa de “os nossos valores ocidentais”, nada de novo…”na frente Ocidental”.»

Isabel do Carmo
2024 02 02

https://entreasbrumasdamemoria.blogspot.com/2024/02/nao-ha-povos-escolhidos-por-deus.html? 

domingo, 8 de abril de 2012

Escritor Günter Grass considerado ‘persona non grata’ por Israel


 

Polémica


08.04.2012 - 15:44 Por Lusa
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Günter Grass escreveu um poema em que adverte que o Estado judaico é uma ameaça para o mundo devido ao seu poderio nuclearGünter Grass escreveu um poema em que adverte que o Estado judaico é uma ameaça para o mundo devido ao seu poderio nuclear (Miguel Manso)
 Israel declarou neste domingo o escritor alemão e Nobel da literatura Günter Grass "persona non grata" devido a um poema que escreveu na semana passada, no qual advertia que o Estado judaico era uma ameaça para o mundo devido ao seu poderio nuclear.
“Os poemas de Grass alimentam as chamas do ódio contra Israel e o povo de Israel, e são uma tentativa de fomentar a ideia que este assumiu publicamente quando vestiu a farda das SS (polícia nazi)”, afirmou hoje o ministro do Interior, Eli Yishai, para justificar esta decisão. 

Um porta-voz do ministro afirmou ao diário Ha’aretz que, de acordo com as leis da imigração e de entrada em Israel, o escritor tinha sido declarado ‘persona non grata’ e, por conseguinte, não será lhe permitido o acesso ao país. 

“Se Grass quer continuar a divulgar a sua criação disforme e enganosa, sugiro-lhe que o faça no Irão, aí encontrará ouvintes”, disse o ministro, numa alusão a uma comparação feita pelo Nobel entre os dois países. 

Já na sexta-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamín Netanyahu, reagiu ao poema de Grass e assegurou que “é o Irão, e não Israel, quem representa uma ameaça para a paz mundial”. 

“A vergonhosa comparação que [Günter Grass] fez entre Israel e o Irão, um regime que nega o holocausto e apela para a destruição de Israel, diz muito pouco sobre Israel e muito sobre o próprio Grass”, afirmou então o chefe do Governo israelita, em comunicado. 

O escritor, de 84 anos, denunciou o programa nuclear de Israel num texto intitulado “Was gesagt werden muss” (“O que há para dizer”), publicado simultaneamente pelo diário de referência alemão Süddeutsche Zeitung, pelo espanhol El País, pelo norte-americano The New York Times e pelo italiano La Repubblica

O poema foi conotado de antissemita pela comunidade judaica alemã e por Israel e foi criticado por um vasto leque de políticos alemães.