Quase de nada místico Não, não deve ser nada este pulsar de dentro: só um lento desejo de dançar. E nem deve ter grande significado este vapor dourado, e invisível a olhares alheios: só um pólen a meio, como de abelha à espera de voar. E não é com certeza relevante este brilhante aqui: poeira de diamante que encontrei pelo verso e por acaso, poema muito breve e muito raso, que (aproveitando) trago para ti. - Ana Luisa Amaral - in Às vezes o Paraíso
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Álbum:Fotos de ti em NICOLETTA TOMAS CARAVIA - finestre
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Textos e Obras Daqui e Dali, mais ou menos conhecidos ------ Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
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sábado, 19 de novembro de 2011
Quase de nada místico - Ana Luisa Amaral
sábado, 12 de novembro de 2011
Não deseje eu ansiosamente - Tagore
Não deseje eu ansiosamente ser salvo, mas ter esperança para conquistar pacientemente a minha liberdade. - Tagore
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terça-feira, 20 de setembro de 2011
Edgar Allan Poe - A Dream within a Dream - Nocturne
Time to go... Sweet dreams, friends : ) with:
Carmen Montesino também partilhou uma ligação.
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sábado, 18 de junho de 2011
Don't Give Up - Mario Benedetti -
Don't give up, you still have time
to reach up and start anew,
Accept your shadows,
Bury your fears,
Free your burdens,
Fly again.
Don't give up, that's what life is
Continue the journey,
Follow your dreams,
Unstuck time,
Move the rubble,
And uncover the sky.
Don't give up, please don't give way,
Even if the cold burns,
Even if fear bites,
Even if the sun sets,
And the wind goes silent,
There is still fire in your soul
There is still life in your dreams.
Because life is yours and yours is the desire
Because you have loved it and because I love you
Because wine exists and love is true.
Because there are no wounds that time doesn't cure.
To open the doors,
Take away the locks,
Abandon the walls that have protected you,
To live life and accept the challenge
Get back laughter,
Practice a song,
Lower the guard and extend the hands
Open the wings
And try again,
Celebrate life and take back the skies.
Don't give up, please don't give way,
Even if the cold burns,
Even if fear bites,
Even if the sun sets,
And the wind goes silent,
There is still fire in your soul
There is still life in your dreams.
Because every day is a new beginning,
Because this is the hour and the best moment.
Because you are not alone, because I love you
to reach up and start anew,
Accept your shadows,
Bury your fears,
Free your burdens,
Fly again.
Don't give up, that's what life is
Continue the journey,
Follow your dreams,
Unstuck time,
Move the rubble,
And uncover the sky.
Don't give up, please don't give way,
Even if the cold burns,
Even if fear bites,
Even if the sun sets,
And the wind goes silent,
There is still fire in your soul
There is still life in your dreams.
Because life is yours and yours is the desire
Because you have loved it and because I love you
Because wine exists and love is true.
Because there are no wounds that time doesn't cure.
To open the doors,
Take away the locks,
Abandon the walls that have protected you,
To live life and accept the challenge
Get back laughter,
Practice a song,
Lower the guard and extend the hands
Open the wings
And try again,
Celebrate life and take back the skies.
Don't give up, please don't give way,
Even if the cold burns,
Even if fear bites,
Even if the sun sets,
And the wind goes silent,
There is still fire in your soul
There is still life in your dreams.
Because every day is a new beginning,
Because this is the hour and the best moment.
Because you are not alone, because I love you
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Adicionado há cerca de 7 meses
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Victor Nogueira Grato, Carmen pela tua presença presente. Repousante o concerto, belas as imagens e o poema. Que mais pode este Kant_O deixar-te senão um suave bjo ? :-)
6 de Novembro de 2010 às 0:26 · Gosto · 1 pessoa
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Ana Simões Delicioso!!! Abraço terno, Carmen.
Assim eu vou....
Com olhos descalços
Espalhando-me ao vento.
Assim eu vou
Até descobrir a fonte
Onde nascem confessados gestos
Do coração aberto.
Piso leve os verdes campos
Onde meus Avós velhinhos
Dormem par´além do tempo.
Assim eu vou aos confins Azuis,
Do não sei onde.
Nas tuas crinas de paz
Vou contigo cavalinho.
Só, sem nome e nada mais.
Monta comigo o mundo
E a tristeza se desfaz.
ana
6 de Novembro de 2010 às 0:13 · Gosto · 2 pessoas
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Cynthia Libeth "To open the doors,
Take away the locks,
Abandon the walls that have protected you,
To live life and accept the challenge
Get back laughter,
Practice a song,
Lower the guard and extend the hands
Open the wings
And try again,
Celebrate life and take back the skies."
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6 de Novembro de 2010 às 2:37 · Gosto · 1 pessoa
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Victor Nogueira - Fico sempre contente com a tua ""presença" e lembrança de mim :-)* http://www.youtube.com/watch?v=PfOpAH2dcEY
há 15 horas
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Carregado por FoxMcCloud2009 em 7 de Ago de 2009
Famoso excerto da 9ª sinfonia de Ludwig Van Beethoven. Está legendado em alemão para quem procura ouvir a pronúncia correta da letra associando à leitura. A legenda aparece apenas onde os solistas cantam, mas o coro repete o que os solistas cantam, então o que é preciso para estudar está completo. Aproveitem! Gravado em alta resolução com compressão dinâmica de alcance, que aumentou o volume dos trechos que estavam muito baixos na gravação. Interpretado pelo grande Cláudio Abbado (brasileiro).
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sábado, 11 de junho de 2011
Maluda, Lisboa e a poesia
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Do álbum:
Fotos do Mural por Carmen Montesino
Fotos do Mural por Carmen Montesino
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AS AMORAS
"O meu país sabe a amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande, o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país,
mas quando um amigo
me traz amoras bravas,
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul."
"O meu país sabe a amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande, o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país,
mas quando um amigo
me traz amoras bravas,
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul."
::: Eugénio de Andrade :::
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- Victor Nogueira Eu publiquei aqui mas o comentário desapareceu. Mistérios do inFaceLock. Vale a pena republicá-lo? De qualquer modo, grato pela atenção e bom gosto, Carmen
há 3 horas · · 1 pessoa
Carmen Montesino Victor, vejo que não é apenas a mim que o face faz dessas : ) vale sempre a pena, como dizia o poeta!
há 2 horas ·.(...).Victor Nogueira
Tornou a desaparecer, Carmen. Assim tri-republicando republico - Reconheço o estilo e busco a assinatura: juntas assim 3 de meus “amores”: Maluda, Lisboa (“das muytas e desvairadas gentes e feiçoões elugares do mundo”, límpida, clara, luminosa, com um dos seus ícones, a Sé), e ao fundo o Mar da Palha -
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.Retribuo com dois “emaravilhamentos” meus, duas visões diferentes e aparentemente antagónicas:
António Gedeão - http://kantoximpi.blogspot.com/2006/10/calada-de-car riche-lusa-sobe-sobe.htm - Bjo :-)* há 58 minutos.
Lisboa - Eugénio de Andrade
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Alguém diz com lentidão:
"Lisboa, sabes..."
Eu sei. É uma rapariga
descalça e leve,
...um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-lhe os olhos,
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus
e degraus até ao rio.
Eu sei. E tu, sabias?
(Eugénio de Andrade)
Calçada de Carriche
Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas,
não dá por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu da sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada;
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada
António Gedeão
Lisboa
Esta névoa sobre a cidade, o rio,
as gaivotas doutros dias, barcos, gente
apressada ou com o tempo todo para perder,
esta névoa onde começa a luz de Lisboa,
rosa e limão sobre o Tejo, esta luz de água,
nada mais quero de degrau em degrau.
Eugénio de Andrade
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