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domingo, 31 de maio de 2026

Fabrizio De André - "Preghiera in gennaio" ("Oração em Janeiro")




O poema parcialmente transcrito no mural de Fabrizio De André, em Orsolo, na Sardenha, chama-se "Preghiera in gennaio" ("Oração em Janeiro").

Como referi, esta obra foi escrita por De André em 1967 para homenagear o seu grande amigo e cantautor Luigi Tenco. Trata-se de uma das letras mais profundas da música italiana, escrita na perspetiva de Alguém que reza a Deus para que acolha no Paraíso aqueles que o dogma religioso da época condenava (os suicidas e os marginalizados).


Aqui tem o texto completo do poema/canção na sua língua original (italiano):

Preghiera in gennaio

Lascia che sia fiorito il tuo lungo viaggio prima di accettare il grande dono l'ultimo regalo del gregge di vedere l'alba che si leva a un nuovo mattino di ascoltare il vento che sussurra tra le foglie del bosco.

Quando attraverserai l'ultimo vecchio ponte lascia che i tuoi occhi si abituino al buio e che le tue orecchie sentano la musica che la terra canta a chi ritorna a lei.

Lascia che i tuoi passi siano leggeri sulla terra bagnata e che la tua anima voli via libera come un uccello che ha ritrovato il suo nido.

Dio di misericordia il tuo bel paradiso lo hai fatto soprattutto per chi non ha sorriso per quelli che han vissuto con la coscienza pura l'inferno esiste solo per chi ne ha paura.

Traditori della vita, di voi non mi importa avete sputato sulla terra che vi ha nutrito avete venduto il vostro fratello per un pezzo di pane e ora piangete sul suo corpo che avete ucciso.

Ma per lui, per il mio amico che ha scelto il silenzio io chiedo una carezza sul suo viso stanco io chiedo un posto dove possa riposare lontano dal vostro rumore, lontano dal vostro fango.

Dio di misericordia il tuo bel paradiso lo hai fatto soprattutto per chi non ha sorriso.

Tradução para Português

Para que possa acompanhar o sentido completo do poema, aqui está a tradução integral:

Oração em Janeiro

Deixa que seja florida a tua longa viagem antes de aceitares o grande dom, a última dádiva do rebanho: ver a alvorada que desponta numa nova manhã, escutar o vento que sussurra por entre as folhas do bosque.

Quando atravessares a última e velha ponte, deixa que os teus olhos se habituem à escuridão e que os teus ouvidos sintam a música que a terra canta a quem a ela regressa.

Deixa que os teus passos sejam leves sobre a terra molhada e que a tua alma voe livre, como uma ave que reencontrou o seu ninho.

Deus de misericórdia, o teu belo paraíso fizeste-o sobretudo para quem não sorriu, para aqueles que viveram com a consciência pura; o inferno existe apenas perante quem tem medo dele.

Traidores da vida, de vós não quero saber, cuspistes sobre a terra que vos alimentou, vendestes o vosso irmão por um pedaço de pão e agora chorais sobre o corpo que matastes.

Mas para ele, para o meu amigo que escolheu o silêncio, eu peço uma carícia no seu rosto cansado, eu peço um lugar onde ele possa repousar, longe do vosso ruído, longe do vosso lamaçal.

Deus de misericórdia, o teu belo paraíso fizeste-o sobretudo para quem não sorriu. (Google Gemini)

domingo, 24 de maio de 2026

Charlie Brown Jr. - Dias de Luta, Dias de Glória



24 de maio de 2021
 ·
Foto victor nogueira - grafito em Setúbal, na Avenida José Mourinho - "Nós pintamos Dias de luta, dias de glória" (2018.01.28 Canon 151_01) A frase escrita na parede ( "Dias de luta, dias de glória" ) é a letra de uma canção famosíssima da banda Charlie Brown Jr.


Radar Records Oficial  Charlie Brown Jr - Dias De Luta, Dias De Glória


Canto minha vida com orgulho

Na minha vida nem tudo acontece
Mas quanto mais a gente rala, mais a gente cresce
Hoje estou feliz porque eu sonhei com você
E amanhã posso chorar por não poder te ver mais
O seu sorriso vale mais que um diamante
Se você vier comigo, aí nós vamo adiante
Com a cabeça erguida e mantendo a fé em Deus
O seu dia mais feliz vai ser o mesmo que o meu
A vida me ensinou a nunca desistir
Nem ganhar, nem perder, mas procurar evoluir
Podem me tirar tudo que tenho
Só não podem me tirar as coisas boas que eu já fiz pra quem eu amo
E eu sou feliz e canto, o Universo é uma canção
E eu vou que vou

História, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
História, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória

Ô, minha gata, morada dos meus sonhos
Todo dia, se eu pudesse, eu ia estar com você
Eu já te via muito antes nos meus sonhos
Eu procurei a vida inteira por alguém como você
Por isso eu canto minha vida com orgulho
Com melodia, alegria e barulho
Eu sou feliz e rodo pelo mundo
Sou correria, mas também sou vagabundo
Mas hoje dou valor de verdade
Pra minha saúde e pra minha liberdade
Que bom te encontrar nessa cidade
Esse brilho intenso me lembra você

História, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
História, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória

Hoje estou feliz, acordei com o pé direito
E eu vou fazer de novo, eu vou fazer muito bem feito
Sintonia, telepatia
Comunicação pelo córtex
Boom, bye, bye

nós pintamos dias de luta dias de glória

 ~~~~~~ooo0ooo~~~~~~

 
O Charlie Brown Jr. foi formado em 1992 na cidade de Santos, no Brasil, misturando rock, skate punk, rap e reggae. Tornou-se um enorme fenómeno de sucesso tanto no Brasil como em Portugal.  Charlie Brown Jr foi uma das maiores bandas de rock/skate punk do Brasil, entre 1992–2013. O vocalista, líder e principal letrista da banda chamava-se Alexandre Magno Abrão, mundialmente conhecido pelo seu apelido: Chorão. 
https://www.letras.mus.br/charlie-brown-jr/788211/
https://en.wikipedia.org/wiki/Charlie_Brown_Jr._(band)

sábado, 9 de maio de 2026

La Stella (Canto Partigiano)


Mural em Orsolo, Sardenha, Itália comemorando a queda do regime fascista

«Este mural é uma peça de arte política em Orgosolo, na Sardenha, que utiliza rimas populares da resistência italiana para celebrar a queda do fascismo. O texto está escrito em italiano e refere-se a Benito Mussolini.

Aqui está a transcrição do que aparece em cada balão e na lateral: Balões de Texto (da esquerda para a direita) Balão Azul: "Se vedrai la stella blu vuol dire che Benito non c'è più" (Se vires a estrela azul, significa que Benito já não existe). Balão Amarelo: "Se vedrai brillar la stella nera vuol dire che Benito è già in galera" (Se vires brilhar a estrela negra, significa que Benito já está na prisão). Balão Vermelho: "Se vedrai brillar la stella rossa vuol dire che Benito è nella fossa" (Se vires brilhar a estrela vermelha, significa que Benito está na cova/túmulo).

Coluna à Direita (Estatísticas de Guerra) O texto a vermelho sobre o fundo bege lista o custo humano da resistência dos "Partigiani" (guerrilheiros antifascistas):

Partigiani Caduti (Mortos): 69.774
Partigiani Dispersi (Desaparecidos): 62.354
Partigiani Mutilati (Mutilados): 36.610

As rimas que vêm neste Mural em Orgosolo fazem parte de uma cantiga popular da resistência italiana (os Partigiani) chamada "La Stella" (A Estrela) ou, por vezes, identificada pelos seus versos iniciais.

Este texto não pertence a uma obra literária de um autor único, mas sim à tradição oral das brigadas que combatiam o fascismo, sendo frequentemente cantada com a melodia da famosa música "Sul Cappello" (uma canção tradicional dos Alpini).


La Brigata Garibaldi - Canto Partigiano

Aqui está o texto integral mais comum dessa composição popular:

La Stella (Canto Partigiano)

Se vedrai la stella blu
Vuol dire che Benito non c’è più.
Se vires a estrela azul
Significa que Benito já não existe.

Se vedrai brillar la stella nera
Vuol dire che Benito è in galera.
Se vires brilhar a estrela negra
Significa que Benito está na prisão.

Se vedrai brillar la stella rossa
Vuol dire che Benito è nella fossa.
Se vires brilhar a estrela vermelha
Significa que Benito está na cova.

E se vedi la stella tricolore
Vuol dire che l'Italia è nel vigore.
E se vistes a estrela tricolor
Significa que a Itália está em vigor (reerguida).

Contexto e Significado Cada cor no poema original tinha um significado político. A estrela vermelha era o símbolo das Brigadas Garibaldi (comunistas), enquanto a azul era muitas vezes associada às Brigadas Autonomas (monárquicos ou badogliani). O mural em Orgosolo foca-se nas três primeiras estrofes para enfatizar o destino final do ditador.

Note que, no mural, o artista representou figuras com traços que remetem aos guerrilheiros e incluiu uma coluna com estatísticas reais das baixas dos Partigiani, ligando a rima popular ao custo histórico da libertação da Itália.

A Estrela (Canto dos Partigiani)

Se vires a estrela azul 

Quer dizer que o Benito não existe mais.

Se vires brilhar a estrela negra 

Quer dizer que o Benito já está na cadeia.

Se vires brilhar a estrela vermelha 

Quer dizer que o Benito está na cova.

E se vires a estrela tricolor 

Quer dizer que a Itália recuperou o seu vigor.


Notas sobre a tradução

  • "Benito": Refere-se a Benito Mussolini, o líder fascista italiano.

  • "Na cova" (nella fossa): Uma referência direta à morte e ao fim definitivo do regime.

  • Contexto Local: O mural em Orgosolo utiliza estas rimas para acompanhar a homenagem aos milhares de combatentes mortos, desaparecidos e mutilados durante a guerra contra o fascismo. (Google Gemini)

terça-feira, 5 de maio de 2026

Pietro Gori - A nossa Pátria é o mundo inteiro


2026 05 05 - Mural em Orgosolo, Sardenha, Itália - 'Nuestra patria è il mondo intero' (A nossa pátria é o mundo inteiro)



Stornelli d'esilio (anonimo -- Pietro Gori) canta Margot -


Franco Trincale Nostra Patria è il mondo intero


Nostra Patria è il Mondo Intero - Canti di Rivolta


 (A nossa Pátria é o mundo inteiro) é o refrão de uma canção/poema anarquista italiana intitulada "Stornelli d'esilio" (Cantos de exílio), escrita pelo intelectual e ativista anarquista Pietro Gori em 1895.

Embora a frase seja anarquista, o mural inclui os nomes de Karl Marx e Federico Engels, unindo diferentes vertentes do pensamento revolucionário e internacionalista sob uma linguagem visual inspirada em Picasso.

Foi escrita num período de grande repressão contra anarquistas na Europa, quando muitos foram forçados ao exílio. A canção celebrava a dignidade dos exilados que viam o mundo inteiro como o seu lar. Tornou-se um hino cantado em vários idiomas por comunidades libertadas em todo o mundo, especialmente na Itália, Es

'A frase "Nostra patria è il mondo intero" (Nossapanha e América Latina.' (Google Gemini)

O profughi d'Italia a la ventura
si va senza rimpianti nè paura.

Nostra patria è il mondo intero
nostra legge è la libertà
ed un pensiero
ribelle in cor ci sta.

Dei miseri le turbe sollevando
fummo d'ogni nazione messi al bando.

Nostra patria è il mondo intero
nostra legge è la libertà
ed un pensiero
ribelle in cor ci sta.

Dovunque uno sfruttato si ribelli
noi troveremo schiere di fratelli.

Nostra patria è il mondo intero
nostra legge è la libertà
ed un pensiero
ribelle in cor ci sta.

Raminghi per le terre e per i mari
per un'Idea lasciamo i nostri cari.

Nostra patria è il mondo intero
nostra legge è la libertà
ed un pensiero
ribelle in cor ci sta.

Passiam di plebi varie tra i dolori
de la nazione umana precursori.

Nostra patria è il mondo intero
nostra legge è la libertà
ed un pensiero
ribelle in cor ci sta.

Ma torneranno Italia i tuoi proscritti
ad agitar la face dei diritti.

Nostra patria è il mondo intero
nostra legge è la libertà
ed un pensiero ribelle in cor ci sta.


Oh, refugiados da Itália aleatoriamente
Vamos sem arrependimentos nem medo.

Aumentando as multidões dos miseráveis
Fomos banidos de todas as nações.

Onde quer que uma pessoa explorada se rebele
Encontraremos multidões de irmãos.

Viajantes pelas terras e mares
Por uma ideia, deixamos nossos entes queridos.

Passamos por vários plebeus em meio às dores.
dos precursores da nação humana.

Mas seus foras da lei retornarão à Itália.
Sacudir a face dos direitos.

Cada dístico é seguido pelo refrão:

Nossa pátria é o mundo inteiro.
Nossa lei é a liberdade.
e um pensamento
Existe um rebelde em nossos corações.

A difusão popular e a forma cantada levaram ao desenvolvimento de numerosas variantes. O refrão, por exemplo, também aparece na forma:

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Nocivo Shomon » Poesia da Madrugada


2018 01 09 Foto victor nogueira - em Setúbal no Largo de Santo António - "Na madrugada, escrevendo ao lado da solidão / Em cada linha escrita, um pedaço do coração"

São os versos finais da Letra da Música » Hip Hop/Rap » Nocivo Shomon » Poesia da Madrugada que pode ser ouvida em 


(Video Clip Oficial)


Licença sangue
Deixa eu te mostrar o que é poesia
Navego num mar de almas implorando alforria
Lutador luta agora e o covarde sempre adia
Se o errado tem voz o sábio nunca silencia
Grito de agonia, meu povo sorri chorando
Os mortos resistindo e os vivos se entregando
Tamo se aproximando, do fim cê ve o começo
Fulano ali se vende sim é só aumentar o preço
Música não tem cor, nem arte ou endereço
Postura uns morre sem, outros vem com ela de berço
Só quero o que mereço, meu santo não é de gesso
Vacilação total não aprender com o tropeço
Apresso o recomeço, apresso a futilidade
Os de mentira vive gritando que é de verdade
Julgando os meus defeitos não viu minha qualidade
Antes são na loucura que louco na sanidade
Uns são nem a metade, mas acham que pode tudo
Se a justiça tem voz , pra nóis sistema tá mudo
Humildade não é escudo, nem nosso sofro é orgulho
Se espantou pois esqueceu que vaia também e faz barulho
Maloca... vários monstro ao meu redor
Quanto mais gente conheço, mano, me sinto mais só
E o pastor que ontem se sentia entre nóis o melhor
Fez como o diz na Biblía, e retornou ao pó
Quem é você? Bota as cartas na mesa
Em cada coração a coleção de incerteza
Tristeza , na selva , que rouba a impureza
Vermes em demasia com mania de grandeza
Contra a correnteza suportei temporais
Bolando mais um Blunt com rimas transcedentais
Um monte chega na frente passando vários pra trás
Esquece teu passado que esse aí não volta mais

Na madrugada, escrevendo ao lado da solidão
Em cada linha escrita, um pedaço do coração


foto em 2017.03.17

https://kantophotomatico.blogspot.com/2018/01/nocivo-shomon-poesia-da-madrugada.html

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Pietro Gori - Nostra patria è il mondo intero


 Mural sobre internacionalismo proletário, em Orgosolo, Sardenha (Itália)

O que está escrito
  • Texto principal: "Nostra patria è il mondo intero..." (Nossa pátria é o mundo inteiro).

  • Contexto: Como mencionei, é um verso de Pietro Gori, um advogado e pensador anarquista que escreveu a canção "Nostra patria è il mondo intero" em 1894.

  • Nomes: No canto inferior direito da imagem, aparecem os nomes de Karl Marx e Friedrich Engels, os fundadores do socialismo científico.

 Essa canção é um dos hinos mais bonitos e emocionantes do movimento anarquista italiano. Escrita por Pietro Gori em 1894, enquanto ele estava no exílio, a letra reflete o espírito de resistência e a rejeição às fronteiras nacionais.

Originalmente, os versos faziam parte de um poema intitulado "Sante Caserio", dedicado ao anarquista que assassinou o presidente francês Sadi Carnot, mas a música tornou-se um hino de fraternidade universal.


Letra: Nostra patria è il mondo intero

Italiano (Original)Português (Tradução)
Nostra patria è il mondo interoNossa pátria é o mundo inteiro
Nostra legge è la libertàNossa lei é a liberdade
Ed un pensiero ribelle in corE um pensamento rebelde no coração
Ci destò la volontà.Despertou-nos a vontade.
Scacciati di terra in terraExpulsos de terra em terra
Costretti a errare andiamForçados a vagar vamos
Per la giustizia e per l'amorPela justiça e pelo amor
In esilio noi moriam.No exílio nós morremos.
Ma il dì dell'umana riscossaMas o dia do resgate humano
Fra poco splenderàEm breve brilhará
Il sol dell'avvenireO sol do porvir (futuro)
Di giustizia e libertà.De justiça e liberdade.
E allora i poveri oppressiE então os pobres oprimidos
Si stringeranno la manDarão uns aos outros a mão
E spunterà la paceE despontará a paz
Per l'umana famigli'Para a família humana.


Nostra Patria è il mondo intero - Pietro Gori (versione di Franco Trincale)

Notas sobre a Canção

  • O "Sol dell'avvenire": Esta expressão (O sol do porvir) tornou-se uma das imagens mais poderosas da iconografia socialista e anarquista italiana, simbolizando a esperança num novo mundo.

  • Contexto de Orgosolo: Ao veres este mural na Sardenha, percebes que a letra não é apenas música; é o fundamento da identidade política daquela vila, que sempre se viu como uma comunidade de resistência contra a autoridade central imposta.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

" You're in the Army Now "



Status Quo - In The Army Now 



Em 1986, em uma década que podemos considerar hoje como a era ideal de paz e liberdade, a banda de rock britânica Status Quo quase alcançou o topo das paradas pop com seu cover de „In the Army Now“. O original foi da dupla sul-africana Bolland & Bolland em 1981, e a única mudança no texto foi que a referência específica à Guerra do Vietname foi removida.

Férias em um país estrangeiro,
O tio Sam está a dar o seu melhor
Estás no exército agora,
Ah, ah, você está no exército agora

Agora você se lembra do que o recruta disse,
Nada a fazer o dia todo, exceto deitar na cama
Estás no exército agora,
Ah, ah, você está no exército agora

Vais ser o herói do bairro,
Ninguém sabe que você se foi para sempre
Estás no exército agora,
Ah, ah, você está no exército agora

Rostos sorridentes enquanto esperas pela aterragem,
Mas uma vez lá, já ninguém se importa
Estás no exército agora,
Ah, ah, você está no exército agora

Granadas de mão voam sobre sua cabeça
Foguetes voam sobre sua cabeça
Se queres sobreviver, levanta-te
Estás no exército agora
Ah, ah, você está no exército agora

Os tiros ecoam à noite
O sargento grita: „Levante-se e lute!“
Estás no exército agora
Ah, ah, você está no exército agora

Tens a tua encomenda, é melhor disparares imediatamente,
Seu dedo está no gatilho, mas não parece certo
Estás no exército agora,
Ah, ah, você está no exército agora

A noite cai e você simplesmente não consegue ver nada
Isso é ilusão ou realidade?
Estás no exército agora,
Oh-oo-oh, você está no exército agora, no exército

https://osbarbarosnet.blogspot.com/2026/02/o-recrutamento-militar-esta-chegando.html
***
" You're in the Army Now " é uma canção da dupla holandesa de origem sul-africana Bolland & Bolland , lançada em 1981. A canção passou seis semanas consecutivas no topo da parada de singles norueguesa. Um cover da banda de rock britânica Status Quo , simplificado como " In the Army Now ", fez sucesso internacional em 1986.

Em 1986, a banda britânica de rock Status Quo fez um cover de "In the Army Now" em seu álbum homônimo . A versão deles adicionou um riff de sintetizador proeminente e mudou o verso "Smiling faces on the way to 'Nam" para "Smiling faces as you wait to land" , removendo assim a referência explícita à Guerra do Vietnã . (Wikipedia)

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Nuno Pacheco - Anónimos de Abril, a história cantada de desconhecidos que ajudaram à revolução



Rogério Charraz, José Fialho Gouveia, Joana Alegre e João Afonso são os rostos deste espectáculo que resgata da sombra figuras da resistência e do 25 de Abril. A estreia é esta segunda-feira.

Nuno Pacheco

28 de Janeiro de 2024, 20:05

 

Foto

Rogério Charraz, José Fialho Gouveia, Joana Alegre e João Afonso: os rostos não anónimos dos Anónimos de Abril LUÍS FILIPE CATARINO

Sabem quem foi Aurora Rodrigues? Belmira Gonçalves? Francisco Miguel Duarte? Albina Fernandes? Jorge Alves? Luís e Herculana Carvalho? João Arruda? As suas vidas estão ligadas à resistência contra o Estado Novo e ao 25 de Abril, mas os seus nomes permanecem desconhecidos para a quase totalidade dos portugueses. É deles, e de outros como eles, que nos fala (e canta) Anónimos de Abril, em estreia esta segunda-feira no Tivoli BBVA (21h), em Lisboa. O espectáculo, inserido nas comemorações dos 100 anos do Teatro Tivoli, vai ser gravado pela RTP, para posterior transmissão.

O projecto de Rogério Charraz e José Fialho Gouveia, com as participações de Joana Alegre e João Afonso (vozes) e dos músicos Alexandre Frazão (bateria), Carlos Garcia (piano), Marco Reis (guitarra) e Nuno Oliveira (baixo), surgiu quando o cantor e compositor viu num texto de uma rede social a história de Celeste Caeiro, recorda ao PÚBLICO. "Já conhecia o nome, sabia que começou por dar um cravo a um militar, mas a maior parte dos portugueses está convencida de que era florista, quando de facto ela trabalhava num restaurante que fazia um ano no dia 25 de Abril [de 1974].”

Ele próprio não conhecia a história e isso aguçou-lhe ainda mais a curiosidade. “Quando dei por mim a deliciar-me com ela, pensei que deve haver muitas pessoas que tiveram um papel simbólico ou até fundamental na resistência ou na revolução e que não são muito faladas de cada vez que se celebra o 25 de Abril. Foi esse o ponto de partida para este Anónimos de Abril: ir à procura de histórias enterradas ou guardadas na gaveta.”

O passo seguinte foi falar com José Fialho Gouveia, que já havia colaborado com Rogério Charraz, como letrista, nos discos O Coreto (2021) e Reunião de Condomínio (2023), para combinar uma ida aos arquivos, tarefa que começou a ser feita a dois.

“Fomos encontrando histórias”, diz José Fialho Gouveia. “Falámos com pessoas que nos passaram figuras que podiam encaixar neste projecto e fomos construindo uma lista que depois tivemos de ir encurtando. Quisemos diversidade: não queríamos quatro ou cinco exemplos cujo aspecto central fosse a vida na clandestinidade; quisemos equilíbrio entre homens e mulheres, porque o 25 de Abril também foi feito por muitas mulheres, embora os nomes mais conhecidos sejam de homens; e quisemos regiões diferentes do país.”

O compositor acrescenta: “No caso das mulheres, tivemos também a preocupação de não ir buscar apenas as que eram de facto apoio de homens, como a Arajarir Campos [secretária de Humberto Delgado, morta pela PIDE na mesma emboscada em que ele foi assassinado, em Fevereiro de 1965], mas mostrar os vários papéis que tiveram.”

Arajarir está entre os “anónimos” aqui cantados. Tal como, entre vários outros, Belmira Gonçalves, morta a tiro durante a “Revolta das Águas” na Madeira, em 1962; o Padre Alberto Neto, fundamental na vigília da Capela do Rato; Jorge Alves, o militar da GNR que ajudou na célebre fuga dos presos do Forte de Peniche; Francisco Sousa Mendes, neto do cônsul Aristides Sousa Mendes, que integrou a coluna de Salgueiro Maia; Aurora Rodrigues, estudante presa em 1973 e torturada durante três meses; ou o casal Luís e Herculana Carvalho. De uma família abastada do Porto, estes pais de um destacado militante do PCP, Guilherme da Costa Carvalho, conseguiram autorização para visitar o filho na colónia penal do Tarrafal. Ali tiraram fotografias às campas dos prisioneiros mortos e no regresso percorreram o país a entregar as imagens aos familiares dos detidos.

Recolhidas as histórias, foi a vez das canções. “O processo foi o mesmo que usámos nos dois discos anteriores”, conta Rogério Charraz. “Partir da história, da personagem, fazer a letra – um trabalho do Zé, depois de aprofundar a pesquisa inicial, ao ler os livros, conhecer as histórias a fundo, os pormenores –; em cima das letras, eu construí as canções e os arranjos, para depois meter as vozes, minha, do João e da Joana.”

Os cantores foram já escolha de ambos. “Na minha cabeça, há um lado colectivo no canto de intervenção”, explica o compositor. “Os cantautores cantavam muitas vezes juntos, com as suas guitarras e as suas vozes, e isso está muito presente no nosso imaginário. Fazia sentido ir buscar outras vozes, [aliás] com ligações familiares a figuras da resistência: a Joana é filha de Manuel Alegre e o João é sobrinho do José Afonso.”

Depois dos palcos, um disco

Joana Alegre aceitou o convite antes de ouvir as canções, mas o que leu e ouviu deixou-a tranquila: “Agradou-me muito a perspectiva literária, transversal, não panfletária, igualitária, de contar a história de pessoas anónimas que também construíram a liberdade”, diz.

“Esta narrativa corrige um bocadinho aquela de que as mulheres ficaram reféns, e que menorizava o seu papel na resistência e na construção da liberdade", sublinha a cantora. "Há aqui histórias muito sensíveis, porque estamos a entrar no plano dos traumas individuais, do sofrimento pessoal, mas as letras foram feitas pelo Zé Fialho com muito cuidado.”

João Afonso corrobora: “Também aceitei o desafio sem conhecer os poemas, mas a ideia em si atraiu-me logo – porque é muito interessante a abordagem. O 25 de Abril que conhecemos foi feito por oficiais, homens, mas estas histórias vão mais além, falam do trabalho de resistência escondido, de personagens que não vêm nos livros escolares.”

Após a estreia do espectáculo em Lisboa, há já mais oito datas marcadas, além de outras ainda à espera de confirmação: Portimão (16 de Março), Montijo (6 de Abril), Fafe (19 de Abril), Vila do Conde (20 de Abril), Santa Maria da Feira (24 de Abril, com a Orquestra Sinfónica de Jovens), Barcelos (27 de Abril), Grândola (21 de Setembro) e Loulé (26 de Outubro). Anónimos de Abril deverá ainda dar lugar a um CD, a lançar em 2025.

tp.ocilbup@ocehcap.onun

https://www.publico.pt/2024/01/28/culturaipsilon/noticia/anonimos-abril-historia-cantada-desconhecidos-ajudaram-revolucao-2078040

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Maria Lança entrevista Rui Mingas (2006)

  "Leio um poema, sinto a sua musicalidade e passados 10 minutos estou a musicar"- entrevista a Ruy Mingas

2006 

* Maria Lança

Antes da Independência de Angola já Ruy Mingas tinha corrido e cantado imenso.  Deu voz ao poema «Monangamba» de António Jacinto, um dos símbolos da luta anticolonial e seguiu musicando tantos outros poemas que entoamos como memória de alegria, às vezes difícil. Presenteou o país com um hino pacífico e poético, Angola Avante! (música sua e letra de Manuel Rui). Como atleta no Benfica ganhou vários títulos de campeão. Na Angola Independente exerceu funções de direcção no primeiro Ministério da Educação, foi embaixador em Portugal de 1989 a 1995, e vice-ministro da Cultura. 

Em 2006 regressa à música, após três décadas sem gravar. Memória é um disco que remete para um legado cultural que o autor quis recuperar para os dias que correm na vontade de dá-lo a conhecer a uma juventude com outras preocupações pela frente. Com a boa sonorização das gravações actuais, estamos gratos por poder regressar à sua voz madura e doce que reaviva os poemas de luta que tanto contam da história de Angola, numa diversidade rítmica com primazia para o semba. 

Dedicando-se quase exclusivamente à educação, criou o projecto de uma universidade privada, a Lusíada, da qual é hoje administrador. Ruy Mingas sente-se feliz entre os estudantes a consolidar a educação, pilar primordial para o desenvolvimento do país.

 

É um homem com vários interesses. Cantor, investigador e professor, desportista e diplomata, com qual destas identidades se revê mais?

Sempre fui uma pessoa com actividades muito ecléticas. Mas gosto muito do desporto e da educação. Gosto especialmente da música (a minha esposa dizia “a primeira mulher do meu marido é a música”), mas de uma maneira diferente: Ocupa um espaço na minha vida mas não do ponto de vista profissional, eu nunca seria uma profissional na música, já na educação e no desporto sim. São áreas que me estimulam muito, sinto-me bem, gosto de estar aqui com os jovens e estudantes, discutir com eles, como gosto de estar no desporto, são as relações humanas mais tocantes a que me prendo. Já a música é natural, eu cresci com a música, desde os meus avós, faz parte da minha vida como prazer e convívio.

A imagem que tenho de si é, acima de tudo, um grande músico. 

Isso é pela idade que tem. Na minha juventude era mais conhecido como campeão do Benfica, entre finais dos anos 50 e finais de 70, muito antes disso.

Em que pé está o conhecimento da música angolana?

Nós temos de consolidar os nossos estilos, os nossos ritmos. O nosso estilo melódico é importante. Os ritmos das gentes do Cunene são diferentes dos ritmos das povoações de Luanda. Portanto há um enorme trabalho a fazer de identificação de ritmos e de cientificação da música.  

Isso passa por haver escolas de música e musicólogos? 

Absolutamente. Temos necessidade de ter muitas escolas. Porque a música bonita que vemos lá fora, interpretada para muita gente, é reflexo de escola, tal como o futebol, o basquete e a arte também passam por escola.

O disco Memória pode servir de referência para os jovens em termos musicais, pois são músicas que tiveram grande importância durante o colonialismo. Como vê a importância desta retoma de composições de uma determinada época? 

A retoma foi para proporcionar a uma geração - que não existia nessa altura - o conhecimento desta poesia interventiva de grande significado, que suporta um período pré-independência num contexto histórico e político completamente distinto. Quando chamo Memória - e aqui presto homenagem à minha filha Nayma pois ela é que pensou no nome - é para essa juventude que pouco estuda e sabe da literatura angolana, para terem oportunidade de conhecer a poesia bonita que marcou uma época de luta. A última vez que gravei tinha 30 e poucos anos, passaram 32 anos. Agora a geração é outra e o contexto completamente distinto e isto é um disco produzido com uma tecnologia que dá melhor qualidade à mensagem poética, a sonoridade melhorou muito.

Neste disco musicou poemas de escritores angolanos como Manuel Rui Monteiro, Viriato da Cruz, Agostinho Neto e Ernesto Lara Filho. Tem mantido uma intensa relação entre música e literatura angolana. 

Eu gosto de musicar poesia bem elaborada que reflicta algo. Comecei com 18 anos a musicar o Agostinho Neto, o Mário Pinto de Andrade. Para mim o sentido temático e a mensagem são fundamentais, contando que seja algo bem elaborado. 

Gostaria de escrever?

Escrevo alguma coisa mas não publico e acho que temos poetas tão bons que prefiro fazer aquilo que sei fazer bem, compor. Eu crio música com muita facilidade, leio um poema, sinto a sua musicalidade e passados 10 minutos estou a musicar. Farei isso sempre que estiver na presença de um grande poema.   

Ao dar a conhecer esses poetas ligados a uma geração de luta está a tentar despertar neles uma consciência crítica e política?

Claro que sim. Tenho um carinho muito grande pelos jovens e às vezes uma certa preocupação com a sua qualidade. 

Como e quando surgiu a ideia de criar uma universidade privada em Angola? 

A ideia surgiu logo quando a sociedade angolana liberalizou o seu sistema para instituições privadas, universitárias e comércio. Concebemos este projecto em 1998. 

O balanço é positivo em termos de resultados e de assimilação no mercado de trabalho dos estudantes que saem da Lusíada?

Iniciámos em 98, com 4 cursos e o ano propedêutico, hoje temos 8 licenciaturas, nas áreas económicas e nas áreas sociais. Penso que os alunos estão bem enquadrados porque Angola está longe de superar os quadros qualificados que correspondem à procura e, passe a modéstia, temos quadros bem formados. O feed-back que temos encontrado das instituições para onde se destinam tem sido o melhor possível. Temos as melhores referências, ex-alunos a trabalhar na BP, na Sonangol, em empresas privadas, acho que o resultado está a ser muito bom. 

Que perfil de aluno vem estudar para a Lusíada, em termos de extractos sociais?

Os alunos aqui abrangem todo o tipo de extractos sociais. Não se pode identificar as classes sociais em Luanda na medida que há quem não pertença tradicionalmente à classe privilegiada mas tenha poder de compra equivalente ou superior aos que aparentam essa classe. As pessoas têm um poder de compra muito grande. Nós iniciámos os cursos com alunos adultos, de 40 e 50 anos, hoje são predominantemente jovens. A evolução foi a melhor possível. Começámos com 300 alunos, neste momento temos cerca 6 mil em Luanda, mais um pólo em Benguela e em Cabinda, no conjunto das 3 universidades temos cerca de 7500 estudantes.  

Sente que os alunos chegam à universidade preparados? Qual é a principal carência do ensino anterior, pré-universitário?

A carência é muito grande, por isso iniciámos esta universidade com o ano propedêutico, não obrigatório, era opcional. Houve muita recepção na primeira experiência, muita gente queria fazer exame de aptidão directo, mas o índice de reprovação era tão grande que ao fim do primeiro ano os próprios alunos constataram que quem fizesse o ano zero teria melhor solidez nos seus conhecimentos e o curso universitário fluía muito mais facilmente. Hoje em dia temos dois terços dos candidatos a matricularem-se no ano zero. Fomos os primeiros a implementar este sistema pela consciência de que temos de melhorar bastante o ensino.

A frequentação feminina de cursos superiores fará com que haja mais mulheres na liderança do país, com protagonismo em várias áreas?

Isso é extremamente louvável. Eu pertenço a uma geração em que os próprios pais entendiam que era preciso dar mais formação aos homens do que às mulheres.

Já se erradicou essa mentalidade?

Não creio. Nas províncias sim, porque as populações estão muito agarradas a alguns conceitos tradicionais. A nível urbano não se sente. A sociedade angolana até foi muito aberta em relação à mulher. Conheço bem o continente africano, não creio que haja nenhum país com tanta abertura para com as mulheres como Angola. É evidente que à medida que as mulheres forem adquirindo mais capacidade técnica, científica, cultural e outras estarão capacitadas para adquirir mais responsabilidades e é louvável que assim seja. Naturalmente, o crescimento do número de mulheres com formação vai influenciar as sociedades mais tradicionais a procurarem entender a mulher de maneira diferente.

Mas imaginemos que um homem e mulher com a mesma formação procuram emprego, não acha que, além das suas competências e qualificações, o género é tido em conta na escolha do candidato?

Daquilo que constato acho que não há problemas dessa natureza. Não tenho sentido quaisquer preconceito para se fazer a selecção das pessoas em função do género. Se existe é em situações muito menos frequentes do que no tempo dos meus pais. Em Portugal rejeitam as mulheres com aquelas condicionantes de maternidade. Na admissão da mulher nas empresas privadas que não têm nenhum orçamento que cai do céu como nas empresas públicas e que apostam na capacidade de produção dos seus trabalhadores, muitas vezes isso acontece. Eu acho que deve ser tudo feito com base nas capacidades, aqui na Universidade tenho isso presente com várias senhoras responsáveis. 

Fará sentido para si a discussão de cotas para a representação política feminina ou isso terá de acontecer naturalmente sem ser pela descriminação positiva?

O Brasil tem quotas para a entrada de negros na universidade porque aquilo é uma sociedade estratificada, onde esse problema é visível. Aqui não. A mulher angolana não tem maior participação na política porque essa percentagem decorre do número de pessoas que aderiram à luta política. Não era muito comum encontrar mulheres no ativismo político há 40 anos atrás. Hoje felizmente há muito mais, a vossa juventude tem essa participação, também há uma formação que lhes permite uma outra capacidade de intervenção na abordagem e na discussão dos problemas. Isso é paulatino, pratica-se à medida que a sociedade for mais equilibrada e tiver mulheres formadas ao mesmo nível que os homens a participar no sistema de emprego. Não é por acaso que a Inglaterra já teve Primeira-Ministra e a França teve uma candidata à Presidência da República, trata-se de um longo percurso de tradição e participação na vida política. 

BI: 

Nome: Ruy Alberto Vieira Dias Rodrigues Mingas 

Data de nascimento: 12/05/1939 - 4/2/2023

Naturalidade: Luanda 

Cantor preferido: Ray Charles, Nat King Cole

Cantora preferida: Aretha Franklin, Ella Fitzerald 

Filme: Os Dez Mandamentos

Pintor: Salvador Dali

Cor: Azul

Viagem: Roma

O que mais despreza: falsidade

O que mais preza: sinceridade, transparência

Prato preferido: calulu

De que sente mais saudade: dos meus pais

Lema de vida: ser aquilo que sou, apoiar sempre as crianças 

 

por Marta Lança
Cara a cara | 5 Janeiro 2024 | desportoeducaçãomemóriamúsicapoesia angolanaruy mingasuniversidade


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Cara a cara | 5 Janeiro 2024 |