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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Logicomix, de Doxiadis, Papadimitriou, Papadatos e Di Donna




. Quem conhece Bertrand Russell, certamente o conhece mais por sua História da Filosofia Ocidental, por suas opiniões sobre assuntos como cristianismo e até casamento. Já quem conhece Ludwig Wittgenstein, certamente conhece Russel por este ter sido professor do primeiro em Cambridge, no início do século XX. Sendo Wittgenstein um dos maiores filósofos dos 1900s e Russell, um dos maiores lógicos, uma história com ambos dificilmente conseguiria ser desinteressante. E uma história em quadrinhos? Quadrinhos “adultos”, ou quadrinhos pretensamente adultos, foram uma obsessão no final do século XX, quando se tentava aproximar as HQs da literatura, das artes gráficas e do chamado “mundo adulto”. Quadrinhos como games ou blogs são o que são – e é perda te tempo desejar que sejam “outra coisa” (além do que são). Logicomix (WMF Martins Fontes, 2010) – se serve de consolo para leitores “não versados” em quadrinhos (e que precisam de bom um motivo para se arriscar na leitura) – tem sido considerada uma das melhores HQs de todos os tempos. E é, surpreendentemente, uma grande homenagem a Bertrand Russell, a seus empreendimentos no reino da lógica e da matemática (e, naturalmente, a seus “sucessores” como Wittgenstein). Largamente baseada na autobiografia de Russell e em outras biografias, como as de Ray Monk, a história de Logicomix é a da busca por bases mais sólidas para o pensamento, para a ciência e para o conhecimento humano. Quem já teve algum contato com Russell, não pode imaginar que o final de Logicomix não seja feliz, sendo o início tão auspicioso, com a ascensão de um jovem brilhante, filho da melhor elite da Inglaterra, desconcertando os maiores pensadores da Europa, e, justamente, abrindo caminho para nomes como Wittgenstein e Kurt Gödel... Ocorre que Russell revelou uma falha na lógica que, em anos de elaboração de seus Principia Mathematica, com Alfred Withehead, não conseguiu contornar. Perdeu os pais muito cedo, foi infeliz no casamento e teve um filho esquizofrênico. Para completar, sua incompreensão do Tractatus, de Wittgenstein, a princípio, transformou-o num desafeto de seu, outrora, pupilo... Contudo, se a história de Logicomix é a de uma vida humana com todas suas frustrações, é, também, a história de como a matemática e a lógica nos trouxeram a computação, os computadores... e a internet! O que Bertrand Russell, que morreu em1970, teria achado da Web? (É certo que Wittgenstein não perderia seu tempo com ela...) Nesse cenário, participam, de Logicomix, ninguém menos que Von Neumann, que defendia Russell dos ataques de Wittgenstein, e, claro, Alan Turing. O sonho do primado da razão pode não ter se concretizado, mas vivemos sob o domínio da computação ;-) Russell, Wittgenstein, Gödel e tantos outros, perderam a batalha... mas venceram a guerra? 
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Logicomix

Uma Jornada Epica Em Busca Da Verdade

.ISBN: 8578272781
ISBN-13: 9788578272784
Livro em português
Brochura
 - 24 x 17 cm  - Peso 0,860 Kg 1ª Edição - 2010

352 pág.
Sinopse

Esta história em quadrinhos conta a vida do filósofo Bertrand Russell e seu objetivo de estabelecer os fundamentos lógicos dos princípios matemáticos. Nessa sua busca pela verdade absoluta, Russell cruzou com pensadores como Gottlob Frege, David Hilbert, Kurt Gödel e Ludwig Wittgenstein. 'Logicomix' é ao mesmo tempo um romance histórico e uma introdução às ideias do campo da Matemática e da Filosofia moderna. 
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Sobre o autor:

DOXIADIS, APOSTOLOS
Apostolos Doxiadis nasceu em 1953 na Austrália, mas foi criado em Atenas. Aos 15 anos, com um trabalho original de matemática, foi aceito na Universidade de Columbia, Nova York. Fez pós-graduação na École Pratique de Hautes Études de Paris, voltando-se mais tarde para o cinema e a literatura. Premiado no festival de Cinema de Berlim de 1988 com o filme ‘’Tetriem’’, Doxiadis também é autor de várias novelas.  
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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Dizer Mal dos Outros, Ouvir Falar Mal de Nós - Bertrand Russell




Boa Noite
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(foto de JP)

Dizer Mal dos Outros, Ouvir Falar Mal de Nós
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Uma das formas mais universais de irracionalidade é a atitude tomada por quase toda a gente em relação às conversas maldizentes. Muito poucas pessoas sabem resistir à tentação de dizer mal dos seus conhecimentos e mesmo, se a ocasião se proporciona, dos seus amigos; no entanto, quando sabem que alguma coisa foi dita em seu desabono, enchem-se de espanto e indignação. Certamente nunca lhes ocorreu ao espírito que da mesma forma que dizem mal de não importa quem, alguém possa dizer mal deles. Esta é uma forma atenuada da atitude que, quando exagerada, conduz à mania da perseguição. Exigimos de toda a gente o mesmo sentimento de amor e de profundo respeito que sentimos por nós próprios. Nunca nos ocorre que não devemos exigir que os outros pensem melhor de nós do que nós pensamos a respeito deles e não nos ocorre porque aos nossos olhos os méritos são grandes e evidentes ao passo que os dos outros, se na realidade existem, só são reconhecidos com certa benevolência. Quando o leitor ouve dizer que alguém disse qualquer coisa desprimorosa a seu respeito, lembra-se logo das noventa e nove vezes que reprimiu o desejo de exprimir, sobre esse alguém, a crítica que considerava justa e merecida, e esquece-se da centésima vez em que, num momento de desatenção, afirmou a respeito dele o que julgava ser a verdade. Esta é a recompensa, perguntará a si próprio, de toda a minha longa indulgência? O problema, visto do lado oposto, apresenta-se de uma forma diferente: ele nada sabe das noventa e nove vezes em que o leitor se calou, conhece apenas a centésima vez em que falou.•
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Bertrand Russell, in 'A Conquista da Felicidade' 
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TEM UM BOM FIM DE SEMANA VICTOR. ABRAÇO.
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Enviado por J.P.  (hi5)
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