Mostrar mensagens com a etiqueta Maria Azenha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Maria Azenha. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Maria Azenha - O neoliberal



(Maria Azenha, publicado como comentário a um artigo deste blog, 18/10/2017)

neoliberal

O neoliberal não cai. Há-de cair.
O neoliberal cheira mal. Nunca vai cheirar bem.
É pior que o dantas.
É pior que a dona constança
e que a dona leonor teles.
O neoliberal não tem dó do dantas.
O dantas ao pé dele é uma criança.
O neoliberal é sempre a favor de uma europa geral
com o pseudónimo de merkel ou holand.
A necessidade que portugal tem de ser um neoliberado mete nojo!
No tempo do afonso não havia EDP nem GALP nem TAP nem PT!
Nem sabiam nada das pedantices do coelho
nem dos manguitos do zé !
Nem dos silva da silva nem dos rodrigues da silva
nem das marias tontas.
O neoliberal vai-se enchendo com o bónus dos incêndios
e lava-se com sabonetes de marca branca.
Calça peúgas de mousse e cheira mal dos pés.
Quando se levanta limpa as mãos à parede e fica com as mãos a cheirar às entranhas.
O neoliberal não tem vergonha das partes íntimas da boca.
Tudo o que diz é uma indecência.
O neoliberal corta a relva com os dentes.
Ele é uma tartaruga política .

Tenho a certeza que o neoliberal escreve poesia com o criptónimo da troika.
O neoliberal puxa o autoclismo com toda a força e deita o mês de abril pela pia abaixo.
Em dois tempos decide o futuro das tartaruguinhas neoliberadas.
Senão vejamos: O neoliberal tem um corno azul e outro vermelho
e anda de joelhos com as cuecas à vista!
Nada do que sai do seu bocal é credível.
Fiquem a saber que o neoliberal se reúne todos os dias
com os coelhos e com os chinas! E com os excrementos dos párias.
O neoliberal tem sempre a mão esticada para a Banca.
E está-se a transformar num entulho com a máscara do trump.
O neoliberal sofre de perturbação auditiva.
Nunca ouviu falar de hanna arendt nem da gulbenkian
nem do Café Gelo.
O neoliberal traz lágrimas de crocodilo
embrulhadas em papel de alumínio.


https://estatuadesal.com/2017/10/18/o-neoliberal/

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Poesia de Maria Azenha em Modus Vivendi


* Maria Azenha

Navegação
    

navegar o silêncio a memória
navegar as estrelas o odor do espaço
o seu sangue coagulado em planícies de vento
por jardins alinhados de poeira e ar
navegar os destroçosas palavras e os barcos
navegar por sinais intemporais
ou por silêncios de espectros terraços
templos imersos
em conversas de aéreos vitrais

 navegar os astros em cânticos desertos
em grandes transatlânticos do espaço
entrevistando luzes terrestres
navegar alucinadamente
vocábulos e tendões
por inúmeros portais invisíveis electrões

 navegar na cápsula do Tempo muito lentamente
galáxias ritmos e ritos
navegar o vento
navegar inesperadamente 
a astrofísica da vida
navegar secretamente contra o escuro 
contra a luz apodrecida 
uma esfera de silêncio
navegar contra os átomos ausentes


As Veias do Espaço



digo o voo das aves
essas veias levíssimas do espaço
as suas sílabas subitamente sentadas
em cadeiras voláteis
digo essas delicadas naves
que navegam por metáforas matemáticas

as suas figuras de números tranquilos
os seus modos de penetrar o espaço
as suas danças de átomos
os seus múltiplos resíduos
em silenciosos halos de naufrágios

digo as suas galáxias de luz e números

 http://amata.anaroque.com/