Mostrar mensagens com a etiqueta Lucas Cranach o Velho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lucas Cranach o Velho. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Arte e Poesia em Modus Vivendi


31 de agosto de 2010

.

Lucas Cranach o Velho

.

LucasCranachder%C3%84ltereDrJohannesCuspinian1502.jpg
Dr. Johannes Cuspinian, em 1502
.

30 de agosto de 2010

.

Linguajar

.

Construo a linguagem apropriada:
ao verbo movimento peças impensadas
comunico ao próximo a desestruturação
da diversidade: respeito as diferenças
avento ao tempo o substantivo
necessário à nominação
do espaço: reajo ao silêncio.
.
Pedro Du Bois
.

29 de agosto de 2010

.

Julius LeBlanc Stewart

.

Julius_LeBlanc_Stewart_-_The_Baptism.jpg
o baptismo, ou uma festa familiar
.

Bordado

(gentileza de Amélia Pais)
.
.
A noção do traço
sugerindo a presença da linha
e o manejo da agulha
sendo cadência
após cadência
no macio do pano branco
pra depois haver o risco duro de premeditadas paisagens
onde matizes de fumaças
dizem de sustos
sortes
da palavra acorrentando-se
do desenho escapulindo entre dedos dormentes
da pá
do pó
do pé violentando caminhos
da propalada paz de papel
dessa vontade de viver
entre-mentes,
humana-mente.
.

Amélia Alves
.

28 de agosto de 2010

.

Constatação feliz

.

Quanto melhor é a nossa vida emocional e maior a realização afectiva, menos precisamos de falar disso.
.

27 de agosto de 2010

.

il sommo poeta 

.

Ó vós que em pequenina barca estais,
e o lenho meu que canta e vai, ansiados
de poder escutá-lo, acompanhais,
voltai aos vossos portos costumados,
não vos meteis no mar em que, presumo,
perdendo-me estaríeis extraviados.
Ninguém singrou esta água que eu assumo;
conduz-me Apolo e Minerva me inspira,
e nove Musas indicam-me o rumo.
.
Dante Alighieri
.

26 de agosto de 2010

.

Sevilha

.

Sevilha.jpg
hoje
.

Debajo del cielo

.

Al principio yo anhelaba ser el príncipe
de la poesía, el rey de las palabras,
un ministro de los poemas con una medalla
sobre mi oscuro pecho, una corona de oro
alumbrando con su dorada luz mi noble cabeza.
Después, bajé mis metas y me propuse ser
un licenciado, un doctor en gramática,
políglota, un James Joyce, usar barba,
un abrigo negro hasta los tobillos,las gafas
circulares,la pipa entre los labios
recitando los versos de Charles Baudelaire.
Recuerdo que tenía la foto de Vallejo
debajo del cristal de mi mesa de noche
y, mirándola, apoyaba mi rostro y mis manos
cruzadas encima de un bastón con el puño
de plata, en forma de león, para creer
un instante que mi nombre era César.
—Incluso estuve preso por parecerme a él.
Me decía a mí mismo frases de Kierkegaard:
“para el hombre que aspire a triunfar en la vida
existen dos caminos: ser César o ser Nada”.
Y yo lo repetía con la convicción de que era
(sólo faltaba tiempo) un dios o hijo de un dios.
Sin embargo,las cosas han cambiado y mi punto
de vista se cayó en un abismo. Ya no aspiro
a ser príncipe, ni ministro, ni rey, ni políglota
un día, mucho menos deseo ser Joyce o Baudelaire
porque ambos están muertos, y un hombre,
si está muerto, vale menos que un perro.
Ahora aspiro a las cosas sencillas de la vida.
(Me lo dijo Ray Carver y nunca lo entendí.)
Miro el agua de un río sin pensar qué es el agua,
me acuesto entre la hierba y disfruto del sol.
Pienso, respiro, siento cómo limpia el oxígeno
mi sangre, mis pulmones, late en mi corazón.
Soy feliz con vivir sencillo, aspiro a eso:
Posado, como un pájaro, sólo quiero una rama
para cantar mis versos, también una ventana
para mirar el mundo, aunque no tenga un piso,
ni un palacio, ni un templo. Un marco,
una ventana para asomar mis ojos, humilde,
con asombro, sabiendo que soy polvo,
y, debajo del cielo, un animal o nada.
.
Dolan Mor
.

25 de agosto de 2010

.

Alexandre Cabanel

.

Albayd%C3%A9%201848AlexandreCabanel.jpg
Albaydé, 1848.
.

Fill my life with song

(gentileza de FL)
.
.
Fly me to the moon
Let me play among the stars
Let me see what spring is like
On Jupiter and Mars
In other words, hold my hand
In other words, darling, kiss me
Fill my life with song
And let me sing for ever more
You are all I long for
All I worship and adore
In other words, please be true
In other words, I love you "
.
Johnny Mathis
.
|
.
.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Arte e Poesia em Modus Vivendi

 Modus vivendi

 22 de julho de 2010

Dentro em breve

.

a caminho de Agram
.

Louise Camille Fenne

.

LOUISE%20CAMILLE%20FENNE%204.jpg
nota colorida num dia pouco brilhante
.

21 de julho de 2010

Do gosto

.

Beberam fundo nas alpestres fontes
Para que de água do nativo ninho
O gosto fique a confortar o exílio...
Setembro. Vamos. Tempo de migrar.
Nos Abruzos, agora, os meus pastores
Deixam cabanas, marcham para o mar.
Descem para o Adriático bravio,
Verde como as pastagens de altos montes.
Beberam fundo nas alpestres fontes
Para que de água do nativo ninho
O gosto fique a confortar o exílio
E longo iluda a sede do caminho.
Cajados novos têm de alvelaneira.
Ao plaino vão descendo de maneira
Que são como um rio silencioso
Passando nos sinais de antigos passos.
Ó voz daquele que primeiro ansioso
Distingue o trémulo da beira-mar!
Já pela praia o rebanho a andar
Cruza dos ares a quente imóvel teia,
E tanto aloura o sol a viva lã
Que quase não se aparta ela da areia.
E as ondas e o tropel... doces rumores.
Ah porque não estou eu com os meus pastores?
.

Gabriele D´Annunzio, trad. Jorge de Sena
.

20 de julho de 2010

Lucas Cranach o Velho

.

AnnaPutschLucas%20Cranach%20the%20Elder1502.jpg
Anna Putsch, pintada em 1502

Nunca Envelhecerás

.

A tua cabeleira
é já grisalha ou mesmo branca?
Para mim é toda loira
e circundada de estrelas.
Sobre ela
o tempo não poisou
o inverno dos anos
que se escoam maldosos
insinuando rugas, fios brancos...
Ao teu corpo colou-se
o vestido de seda,
como segunda pele;
entre os seios pequenos
viceja perene
um raminho de cravos...
Pétalas esguias
emolduram-te os dedos...
E revoadas de aves
traçam ao teu redor
volutas de primavera.
Nunca envelhecerás na minha lembrança!...
.
Saúl Dias
.

19 de julho de 2010

Michael Wolgemut

.

Michael%20Wolgemut%20and%20Wilhelm%20Pleydenwurff%20Germany1493.jpg
três sóis, uma ameaça
.

A Haste Caída

.

Uma rajada de vento quebrou
a haste do gladíolo vermelho.
Tombado junto à cerca de arame
é como um braço vencido por um súbito cansaço.
Em volta a paisagem observa
o seu próprio esplendor verde depois da chuva.
A flor vermelha esmorece
sob a intensidade do sol
e o caule extingue-se de volta à terra.
Sabemos vagamente como tudo isto acontece,
ébrios de identidade e permanência:
em poucos dias completar-se-á a dissolução.
Mas lenta é a morte
por dentro deste fim que acabaremos por esquecer.
.
Joaquín O. Giannuzzi, trad. Rui Amaral
.

18 de julho de 2010

Michael Wolgemut

.

19592-portrait-of-ursula-tucher-michael-wolgemut.jpg
retrato de Ursula Tucher, pintado em 1478
.

Da esperança

.

E corre, e corre a existência,
E cada dia que cai
Nos abismos do passado
É um sonho que se esvai,
Um almejo de noss'alma,
Anelo de felicidade
Que em suas mãos espedaça
A cruel realidade;
Mais um riso que nos lábios
Para sempre vai murchar,
Mais uma lágrima ardente
Que as faces nos vem sulcar;
Um reflexo de esperança
No seio d'alma apagado,
Uma fibra que se rompe
No coração ulcerado.
Pouco e pouco as ilusões
Do seio nos vão fugindo,
Como folhas ressequidas,
Que vão d'árvore caindo;
E nua fica nossa alma
Onde a esp'rança se extinguiu,
Como tronco sem folhagem
Que o frio inverno despiu.
Mas como o tronco remoça
E torna ao que d'antes era,
Vestindo folhagem nova
Co volver da primavera,
Assim na mente nos pousa
Novo enxame de ilusões,
De novo o porvir se arreia
De mil douradas visões.
A cismar com o futuro
A alma de sonhar não cansa,
E de sonhos se alimenta,
Bafejada da esperança.
.
Bernardo Guimarães
.

Dürer

Albrecht%20Durer.jpg
mulher amadurecida pintada no século XVI
.

.

14 de julho de 2010

Romance do terceiro oficial de finanças

.

Ah! as coisas incríveis que eu te contava
assim misturadas com luas e estrelas
e a voz vagarosa como o andar da noite!
As coisas incríveis que eu te contava
e me deixavam hirto de surpresa
na solidão da vila quieta!...
Que eu vinha alta noite
como quem vem de longe
e sabe o segredo dos grandes silêncios
- os meus braços no jeito de pedir
e os meus olhos pedindo
o corpo que tu mal debruçavas da varanda!...
(As coisas incríveis eu só as contava
depois de as ouvir do teu corpo, da noite
e da estrela, por cima dos teus cabelos.
Aquela estrela que parecia de propósito para enfeitar os teus cabelos
quando eu ia namorar-te...)
Mas tudo isso, que era tudo para nós,
não era nada da vida!...
Da vida é isto que a vida faz.
Ah! sim, isto que a vida faz!...
- isto de tu seres a esposa séria e triste
de um terceiro oficial de finanças da Câmara Municipal!...
.
Manuel da Fonseca
.

.
.