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sábado, 24 de julho de 2010

A Questão dos Livros, de Robert Darnton

DIGESTIVOS >>> Literatura

Terça-feira, 13/7/2010
Literatura
Julio Daio Borges




Digestivo nº 466 >>> A Questão dos Livros, de Robert Darnton
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Ao contrário dos jornais que passaram anos ignorando a questão da internet para depois se relançar como “do futuro”, o mercado editorial brasileiro se comportou de forma mais madura, e depois do Kindle (e do iPad), resolveu encarar o assunto da digitalização. A Companhia das Letras saiu na liderança com, justamente, A Questão dos Livros, de Robert Darnton, ex-professor de Princeton e atual diretor da biblioteca da Universidade de Harvard. O volume foi considerado datado pela imprensa e, de fato, Darnton coligiu seu ensaios antes do iPad (a Amazon, por exemplo, surge mais como livraria do que como editora ou distribuidora de livros eletrônicos). Possivelmente redigido no auge do Google – antes da Apple ultrapassá-lo em valor de mercado –, o livro discute basicamente o avanço do gigante das buscas em direção ao acervo de bibliotecas públicas. Darnton escreve à maneira de um acadêmico francês com aversão ao capitalismo, mas seu argumento faz sentido (embora tenha perdido a força): o Google Book Search está se apoderando de um patrimônio comum, para veicular anúncios e “monetizá-lo”, atropelando editores, autores e guarda-livros. O tom de A Questão dos Livros é apocalíptico, e alguém que o ler sem as últimas informações do iPad e do Kindle, vai se preparar para a débâcle da civilização. O fato é que, em matéria de livro eletrônico, a Amazon tomou a dianteira e a Apple lançou sua versão de leitor apenas neste ano. Outros fabricantes, como a HP, também devem consolidar seus aparelhos, mas a verdade é que o Google não se definiu em matéria de tablet (apesar dos rumores). Ninguém imaginava, ainda, que o iPhone (2007) fosse se consagrar como plataforma e, na sua esteira, o promissor iPad. Assim, os temores de Darnton se revelaram infundados, porque o Google Book Search não se tornou tão hegemônico. Mais um exemplo: Tim O'Reilly, o editor e visionário da Web 2.0, teme, hoje, muito mais a Apple do que o Google (em termos de monopólio). A digitalização dos livros é, definitivamente, um fato, mas A Questão dos Livros serve para nos mostrar que a discussão de ontem não é a de hoje, muito menos os vaticínios e os temores.
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>>> A Questão dos Livros
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ISBN: 8535916768
ISBN-13: 9788535916768
Livro em português
Brochura
- 21 x 14 cm 1ª Edição - 2010


232 pág.

Sinopse

O historiador norte-americano Robert Darnton decidiu reunir em um único volume seus artigos abordando a questão do livro, depois de verificar que, na última década, ele havia sido convidado a um grande número de conferências sobre a suposta 'morte do livro', levando-o a suspeitar que estes, ao contrário, deviam estar muito vivos. Abordando questões como - 'Estaria a era do livro em papel encadernado chegando perto do fim, em face dos avanços trazidos pelas tecnologias digitais?', Darnton discute alguns temores que esta paisagem suscita. Por exemplo, será que a iniciativa do Google de digitalizar livros de grandes bibliotecas públicas americanas sinaliza uma tendência monopolística visando apenas ao lucro? E como ficarão os interesses de editores e autores em um processo que pode assumir características predatórias, como ocorreu com a indústria fonográfica? 
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Sobre o autor:

DARNTON, ROBERT
Nasceu em 1939, em Nova York. Filho de jornalistas, graduou-se em história em Oxford. Entre 1964 e 1965 trabalhou como repórter policial no jornal The New York Times, mas abandonou definitivamente a imprensa para aprofundar suas pesquisas sobre a França pré-revolucionária. Atualmente é professor de história européia na Princeton University.



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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

França admite parceria com Google na sua própria biblioteca digital

http://tek.sapo.pt/noticias/internet/franca_admite_parceria_com_google_na_sua_prop_1040619.html

 

França admite parceria com Google na sua própria biblioteca digital

Publicado por Casa dos Bits às 13.47h no dia 13 de Janeiro de 2010 |
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França tem sido um dos mais activos países europeus nas críticas aos projectos da Google. Desde que a empresa americana anunciou planos para criar a maior biblioteca digital do mundo, com o Google Books, que França, através dos seus mais altos dirigentes, tem insistido na ideia da Europa ripostar ao projecto.

A principal preocupação demonstrada pelos responsáveis tem sido a de garantir que as línguas alternativas ao inglês também garantam espaço de relevo na Internet, sobretudo a herança histórica e cultural dos países e que o projecto da Google não crie uma espécie de hegemonia anglo-saxónica.
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Em conjunto, a Europa tem procurado responder a este desafio através da Biblioteca Digital Europeia, a Europeana, mas França acaba de apresentar um relatório com detalhes sobre um projecto unilateral que também pretende desenvolver com o mesmo objectivo de assegurar a representatividade da sua língua na Internet e a Google pode vir a ser parceira da iniciativa.
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O ministro francês da cultura admitiu que a Google pode ser o veículo para impulsionar a presença do espólio francês na Internet, através de um projecto designado por Gallic, que por agora tem acesso restrito a profissionais.
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Pelo Gallic, coordenado pela Biblioteca Nacional francesa, tem passado boa parte do esforço de digitalização de livros e outros documentos que França tem vindo a realizar e que, de acordo com dados revelados anteriormente, já mereceu um investimento de 750 milhões de euros.
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Globalmente este projecto conta com perto de um milhão de documentos digitalizados, mas no âmbito de uma parceria publico-privada o Governo pretende torná-lo um competidor do Google Books, que reúne actualmente cerca de 10 milhões de livros digitalizados.
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O Gallic será a base de um novo portal a partir do qual nascerá o candidato a concorrente do Google Books, baseado num modelo idealizado num estudo financiado pelo Governo e apresentado ontem.

As negociações com a Google e outros players podem surgir no sentido de partilhar custos na dispendiosa tarefa de digitalização dos livros, de forma a aumentar o espólio disponível, mas segundo o ministro da cultura francês, apenas se a empresa norte-americana aceitar "jogar pelas regras francesas", disse numa conferência de imprensa.
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Um acordo com a Google poderia também visar a troca de livros digitalizados pela Google - a maior parte em universidades americanas - por livros e documentos em francês, já digitalizados no âmbito do projecto Gallic.
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Os autores franceses visados pelas digitalizações terão o poder de decisão relativamente à porção do livro que fica disponível online. Se o utilizador quiser ter acesso ao restante é encaminhado para uma loja online, explica o responsável pelo estudo citado pela Associated Press. A exploração comercial desta Biblioteca Digital vai ser assegurada por publicidade.
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Numa entrevista ao Le Monde o ministro francês da cultura criticou ainda as condições em que muitas empresas ou entidades europeias aceitaram negociar com a Google, sobretudo no que se refere à exclusividade dos acordos anunciados.
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Frederic Mitterrand, que pretende visitar em breve os escritórios da Google nos Estados Unidos, assegurou ainda que França negociará com a empresa norte-americana sempre numa base aberta e de não exclusividade de acesso aos conteúdos..
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