Textos e Obras Daqui e Dali, mais ou menos conhecidos ------ Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
quarta-feira, 17 de junho de 2026
Daniel Oliveira- Trump perdeu a guerra
domingo, 26 de abril de 2026
Entrevista a Ricardo Araújo Pereira
Ricardo Araújo
Pereira é o convidado da estreia do novo podcast de Ana Sá Lopes, na
semana em que estreia o seu espectáculo de stand-up “Verificando se você
é humano”.
Ana Sá Lopes e Tiago Orato (edição)
20 de Abril de
2026
Ricardo Araújo
Pereira: “A minha avó estabeleceu parâmetros que fazem com que eu tenha uma
auto-estima bastante baixa”
Ricardo Araújo
Pereira é o primeiro convidado de O Que Fazer Quanto Tudo Arde, um podcast
sobre os tempos que correm. Neste episódio, Ricardo Araújo
Pereira descreve Donald Trump como uma “criança bêbada” e estávamos ainda em
Março quando gravámos, ainda Trump não se tinha mascarado de Jesus Cristo.
Falámos do riso e do Chega e da liberdade de expressão.
Há um mês,
Ricardo Araújo Pereira estava a preparar o guião do seu espectáculo de stand-up comedy que estreia
sexta-feira, no Porto. Na altura, o texto estava a ser “dolorosamente
composto”. Ricardo diz que não é homem de palco, que é inseguro, e que tem uma
auto-estima baixa: “A minha avó estabeleceu uns parâmetros que fazem com que eu
tenha uma auto-estima bastante baixa”. Mas ter auto-estima baixa talvez seja o
segredo do seu sucesso: “Tenho de me esforçar mais”.
O que fazer
quando tudo arde está disponível na Apple Podcasts, Spotify, YouTube e restantes aplicações para podcasts.
Ricardo Araújo Pereira: “Trump já é tão
grotesco que qualquer deformação que a gente tente, falha”
Ricardo Araújo
Pereira diz que não nasceu para o palco. “Há sempre uma relação de amor-ódio
com o palco. Eu gosto daquilo, mas também tenho muito receio”. O seu primeiro
solo estreou na sexta-feira.
Ana Sá Lopes
26 de Abril de
2026
Esta conversa
com Ricardo Araújo Pereira é uma parte da entrevista que o humorista deu ao podcast
“O que fazer quando tudo arde”, que estreou no PÚBLICO na
segunda-feira e que pode ser ouvido em todas as plataformas. A gravação desta
conversa aconteceu em Março, quando Araújo Pereira ainda estava a preparar o
guião do seu espectáculo de stand-up comedy que estreou no Porto na
sexta-feira.
Donald Trump chegou a dizer que iria bombardear o Irão “for fun”, por divertimento. Julgávamos que o divertimento era coisa de humorista, mas parece que isto está estendido.
Sim, pois está. Uma coisa desse tipo não costumava ser frequente num estadista,
não é? Dizer "eu vou continuar a bombardear este país "for fun",
por diversão, é provavelmente uma das razões que tornam Trump incaricaturável,
no sentido em que ele já é uma caricatura de tal modo grotesca que qualquer
deformação que a gente tente, falha. Falha perante o original.
Como diz um
amigo meu, que tem a mesma profissão que eu: nós estamos habituados a ser o mau
aluno, o cábula; nós estamos na última fila a mandar bocas. Esse tipo de
intervenção coloca Trump na última fila connosco, mas de uma forma grotesca
justamente porque ele não está a brincar.
Já podemos
falar em loucura de Trump? Fukuyama disse que o país mais poderoso do mundo
está a ser governado por um rapaz de 10 anos…
Eu estava a
escrever sobre isso no outro dia. Ele tem elementos de infantilidade e de
embriaguez. Parece que estamos a lidar com uma criança bêbada, que é uma ideia
muito perturbadora, uma criança estar bêbada. É difícil lidar com ele. Por
exemplo, ele tem alguns dos indícios de infantilidade, aquele vocabulário
tremendista. É o maior de sempre; são todos mentirosos. E isso é difícil de
contrariar no mesmo sentido em que é difícil.
Quando a
criança pergunta porque é que o Pai Natal ainda não chegou... Nós não
discutimos racionalmente com a criança, não dizemos “olha, o Pai Natal não
existe, na verdade, os presentes são...”. Nós dizemos: “Bom, ele está de facto
a conduzir o seu trenó voador, mas está a passar em algumas outras casas de
crianças antes de chegar à nossa”. Talvez esse seja o modelo para reagir a
Donald Trump. Quando ele disse que os imigrantes estão a comer cães, animais de estimação em
Springfield, Ohio, os jornalistas tentaram a abordagem racional: não existe
nenhuma prova de que haja imigrantes a comer animais de estimação nessa cidade.
Eu acho que era mais vantajoso dizer: “Sim, não há dúvida de que eles comem
animais de estimação no Ohio, mas só quando o animal de estimação é um dragão”.
E fornecer receitas de chanfana de dragão e de arroz de dragão. Isso baralha a
criança, porque lhe indica que nós temos uma capacidade de efabulação superior
à dela, o que perturba e transforma uma coisa má numa coisa boa.
Posso estar
enganado, mas talvez o mundo devesse reagir dessa maneira. Eu até tive uma
ideia para, quando ele quer renomear coisas, do género de renomear o Golfo do México. Às vezes é preciso fazer a
vontade à criança bêbada, não é? A minha proposta era nós dizermos: “Sim
senhor, o Canal do Panamá, vamos renomeá-lo em tua homenagem. Vai passar a
chamar-se Canal do Suez, mas com O. Ficava o Canal do Soez, eu achRicardo
Araújo Pereira: “Trump já é tão grotesco que qualquer deformação que a gente
tente, falha”
Será o riso
mais efectivo a combater o Chega do que a indignação? O deputado do PSD Gonçalo
Capitão — que depois o Ricardo levou ao seu programa — desfez o
Chega com muita graça.
São duas coisas
muito diferentes. Às vezes, tenho até colegas que dizem que eu uso o humor
para… eu fico horrorizado com isso, eu não "uso" o humor, o humor não
é uma esfregona, não é uma coisa que se "usa". Às vezes os
jornalistas perguntam-me isso, o humor serve para quê? Não serve para nada. Se
alguém disser assim: para que é que serve a amizade? É uma pergunta absurda.
Não se usa esse verbo para uma coisa como a amizade. Eu acho que é o mesmo para
o humor. Mas o Gonçalo Capitão, ele sim, é um político que recorre ao
humor; e aquilo produziu de facto um efeito espantoso. Até na cara dos
deputados do Chega se via, eles estavam meio assarapantados; este tipo,
pareciam estar a dizer, “este tipo não se deixou horrorizar por nós”.
O meu momento
favorito da intervenção do Gonçalo Capitão foi quando eles estão lá a
esbracejar e a gritar, e ele diz: “Ó senhor deputado, esteja à vontade, eu
adoro barulhos disruptivos; eu também já pertenci a uma claque organizada”. E
isso foi uma coisa mesmo muito desarmante. Muito mais desarmante do que a
indignação, acho eu, na qual eles medram.
O riso serve
para alguma coisa, serve. O riso é um grande antídoto da tragédia. Quando foi a
pandemia de covid, por exemplo...
Na altura,
tínhamos acabado de ser contratados pela SIC, e o Daniel Oliveira, o director
de programas, disse assim: “Vocês agora com isto da pandemia querem continuar
ou esperamos que isto passe?”. Disse ele ingenuamente, não sabendo, ninguém
sabia que aquilo ia levar um ano ou dois a passar. E nós, fanfarronamente,
dissemos... Não, vamos, é um desafio interessante, precisamente por causa
disso. O país e o mundo todo estava numa fase inédita… Nós queríamos era que
ficasse claro o seguinte, aqui não há sentimentalismo, ou seja, nós nunca
usámos a frase “vai ficar tudo bem”. Nunca. Uma frase que foi inventada por uma
criança em Itália... É óbvio que foi uma criança a inventar isso. Era uma coisa
de wishful thinking provavelmente bem-intencionada, mas sem nenhuma
base.
Interessava-me
bastante, na altura, fazer pouco das nossas insuficiências. Há ali um momento
em que nos dizem: “O vírus fica nas superfícies”. E a gente começa a lavar as
compras, as uvas uma a uma e tal, a desinfectar aquilo, tirar a roupa toda, pôr
na fogueira, assim. De repente passam duas semanas e diz a Organização Mundial
de Saúde: afinal o vírus não fica nas superfícies, não há problema, não...
E pronto, esses
avanços e recuos, essa nossa incapacidade muito humana de lidar com uma coisa
inesperada, inédita, andarmos todos a apalpar terreno, incluindo os cientistas,
é uma coisa interessante e que me interessa a mim, como palhaço.
Porque, como
palhaço, uma das coisas que me interessam é verificar que às vezes a razão, a
razão tão importante, tão... tão senhora de si... tem falhas. Às vezes, os
sentidos percebem melhor a realidade do que ela. Às vezes, é daí que o riso
nasce. Uma espécie de vingança filosófica do pequeno contra o grande. E o facto
de os cientistas nessa altura estarem tão à nora como nós em certos momentos
era engraçado.
O Ricardo vai fazer agora o seu primeiro espectáculo a solo de stand-up comedy.
Isto é o meu trabalho. O que é estranho é eu nunca ter feito isto. Eu não nasci
para isto, sabe?
Não?
Não. Onde eu me sinto confortável é em casa, a escrever o texto, ou com os meus
amigos a escrever o texto, no domingo, desde manhã até à noite... quando
ninguém nos está a ver, em que valem todos os raciocínios, por mais
experimentais que sejam, por mais desrespeitosos que sejam. Esse acto de compor
o texto meticulosamente é o que eu entendo como o meu trabalho. Ir apresentar o
programa a seguir, eu já estou de férias.
Eu não nasci para o palco. Há sempre uma
relação de amor-ódio com o palco. Eu gosto daquilo, mas também tenho muito
receio. Acho que assim percebe melhor: o João Baião nasceu para aquilo, para
estar em cima do palco. Compreende a diferença entre mim e o João Baião? Quando
se faz stand-up é um microfone e um texto e mais nada, sou eu contra um
bicho que tem cinco mil cabeças ou 10 mil cabeças. É um bicho assustador de 15
mil cabeças no caso do Meo Arena, acho eu. E sou eu contra esse bicho. Isso é
aterrorizador ao mesmo tempo que é interessantíssimo.
Já tem o
guião pronto?
Está a ser
dolorosamente composto, com muitas dúvidas existenciais, muito choro no ombro
de colegas de profissão. Muita falta de confiança, muita...
O Ricardo tem falta de confiança?
Imensa.
É uma pessoa insegura?
A minha avó estabeleceu uns parâmetros que fazem com que tenha uma auto-estima bastante baixa. E acho que isso é óptimo. O segredo da minha vida é esse. Tendo uma auto-estima bastante baixa, tendo uma noção das minhas incapacidades e da minha insignificância, tenho que me esforçar mais. Tenho que me esforçar mais, tenho que batalhar, tenho que ir mais além. E isso foi óptimo para mim.
Ninguém olha para si e diz que tem auto-estima baixa. Quando aparece aos domingos na televisão, você é o maior.
Ah, tenho de simular confiança, sim. Tenho de simular confiança. Repare, por
exemplo, no stand-up do Woody Allen. Ele é titubeante de propósito. Mas
ali, apesar de tudo, acho que se pode argumentar que ele demonstra confiança.
Eu acho que o público sente isso. Fingir essa confiança é decisivo.
Há vários modos de dominar um palco no stand-up. Há pessoas que são
histriónicas como o Robin Williams e enchem o palco. Há outras que são calmas e
estão sossegadas no seu sítio e dizem só frases e fazem a gestão de silêncios.
E ambas estão a dominar o palco maravilhosamente.
Um método não é superior ao outro. É o método que melhor se afeiçoa à pessoa
que está a fazê-lo. Mas, sim, recomendo auto-estima baixa a toda a gente
A minha colega Joana Marques entretém-se e fica maravilhada com pessoas que têm auto-estima muito alta. Quando uma pessoa se tem em grande conta e é o Leonardo da Vinci a gente diz: “Eh pá, Leonardo, está bem, és o maior; já sei, é verdade, mas é feio estares constantemente a dizer isso”. Quando não somos o Leonardo da Vinci, quando estamos muito longe de ser o Leonardo da Vinci, além de feio, é ridículo, não é?
terça-feira, 3 de março de 2026
Michael Hudson - Da negociação à detonação
domingo, 1 de março de 2026
Ricky - Estamos mesmo fingindo que o atentado a bomba da turma de Epstein ...
sábado, 21 de fevereiro de 2026
Robert Reich - O caso Epstein
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
Khider Mesloub - Da Ku Klux Klan ao ICE: uma continuidade histórica da violência estatal fascista
.
Por Khider Mesloub .
Assim como a Ku Klux Klan (KKK) não foi uma
aberração marginal na história dos EUA, nem um mero desdobramento da loucura
racista, o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) não é uma aberração
motivada por questões de segurança, uma patologia trumpista. Ambos derivam da
mesma matriz: a violência estatal fascista — racializada — como técnica para
lidar com as contradições de classe do capitalismo americano.
Portanto, associar a Ku Klux Klan à polícia anti-imigração
contemporânea não é anacrônico nem provocativo.
Embora a Ku Klux Klan e o ICE difiram em seu status legal
(uma clandestina, ilegal e terrorista, a outra institucional, legal e também
terrorista), convergem em sua função histórica: produzir um inimigo
interno racializado para disciplinar todo o proletariado nacional .
Incluindo, e especialmente, o proletariado branco, transformado em um auxiliar
ideológico de sua própria opressão.
Como lembrete, a Ku Klux Klan
surgiu em um momento específico da história dos Estados Unidos, após a Guerra
Civil ( 1861-1865), que terminou com a abolição legal da escravatura.
A Ku Klux Klan constituiu uma das formas mais violentas e explícitas
da contrarrevolução social desencadeada após a abolição da escravatura. A KKK
surgiu como uma força armada clandestina, incumbida de restaurar, por meio do
terror, o que a lei acabara de destruir. Organização terrorista supremacista
branca, a KKK estabeleceu-se como um instrumento para a manutenção de uma ordem
social fascista, inseparável da dinâmica de poder econômico e político inerente
ao capitalismo americano, concebida para impedir qualquer reorganização do
proletariado em bases não raciais.
A Ku Klux Klan não apenas odeia; ela organiza o ódio .
O racismo que promove não é uma paixão espontânea, mas uma ideologia política
concebida para dividir a classe trabalhadora. Ao incitar trabalhadores brancos
pobres contra trabalhadores negros, a Klan desvia a raiva social de seu alvo
real (a burguesia proprietária) e a canaliza para um inimigo imaginário,
essencializado e desumanizado.
Desde a sua origem, a KKK atuou como uma força policial auxiliar informal, encarregada de fazer o que o Estado hesitava ou se recusava a assumir abertamente: aterrorizar, expulsar simbolicamente ou mesmo fisicamente uma população negra que se tornara legalmente cidadã, mas socialmente indesejável.
A Ku Klux Klan impôs sua vontade por meio de táticas de
intimidação em massa: patrulhas, vigilância, punições, linchamentos e execuções
sumárias. Controlava a circulação, intimidava pessoas negras e impunha o medo
como norma social. Em outras palavras, exercia uma função de policiamento
racial, à margem da lei, mas tolerada (ou até mesmo apoiada) pelas autoridades
locais.
Na verdade, a supremacia branca funciona como um ópio
político, uma compensação simbólica oferecida aos brancos explorados:
desprovidos de poder econômico, eles recebem uma superioridade racial fictícia,
concebida para neutralizar qualquer consciência de classe. A Ku Klux Klan é,
nesse aspecto, uma organização profundamente burguesa em sua função, mesmo
quando recruta membros da classe trabalhadora.
Ao contrário da crença popular, a Ku Klux Klan nem sempre
operou nas sombras. A partir da década de 1920, tornou-se uma força de massa,
infiltrando-se no aparato estatal e controlando governadores, juízes e membros
do parlamento. A violência racial deixou então de ser marginal; tornou-se
governamental.
Nas últimas décadas, a Ku Klux Klan pode ter perdido seus
capuzes e cruzes em chamas, mas o racismo estrutural que ajudou a estabelecer
permanece, reciclado em formas legalmente aceitáveis, controladas pela mídia e
politicamente vantajosas.
Pior ainda. Hoje, renasce sob o uniforme do ICE , a agência federal americana vinculada ao Departamento de Segurança Interna (DHS), criada em 2003 após o 11 de setembro, como parte da mudança do Estado americano para uma abordagem focada na segurança. Sob a administração Trump, o ICE passou por uma transformação repressiva mortal. Deixou de ser um simples órgão administrativo e tornou-se o braço armado de um projeto político xenófobo e antissocial, uma milícia estatal, uma força repressiva especializada que opera contra uma população designada como inerentemente suspeita. O ICE foi transformado em um instrumento espetacular de soberania punitiva. Não se trata apenas de punir, mas de tornar isso realidade. A violência se torna uma mensagem dirigida à população americana subjugada: o Estado pode destruir vocês, expulsá-los, apagá-los.
Essa espetacularização da violência aproxima o ICE das
milícias fascistas históricas, cuja função não era apenas repressiva, mas
também simbólica: produzir um clima de terror como forma de dissuasão. Sob o
governo Trump, a violência se torna uma linguagem política dirigida a toda a
população americana oprimida.
Com o ICE, a figura do inimigo não é mais simplesmente a
pessoa negra libertada, mas também o imigrante (principalmente latino)
construído como invasor, potencial criminoso, parasita econômico (sic)
Os métodos do ICE são agora conhecidos mundialmente, sendo
notícia todos os dias: batidas policiais ao amanhecer, muitas vezes sem mandado judicial claro; prisões
arbitrárias, baseadas em perfilamento racial; separação de famílias, inclusive
de crianças pequenas; centros de detenção semelhantes a prisões extrajudiciais;
assassinatos de manifestantes.
Assim como a Ku Klux Klan, o ICE não se limita a aplicar a lei: cria um clima de terror com o objetivo de disciplinar toda a população americana. O terror se torna um instrumento de governo.
A diferença essencial entre a Ku Klux Klan e o ICE,
portanto, não é moral, mas legal. A Klan agia fora da lei; o ICE age dentro da
lei. Mas essa legalização não rompe com a função histórica da violência racial:
ela a normaliza.
O imigrante não é o alvo final: ele é a figura
experimental.
Onde a Ku Klux Klan queimava cruzes para marcar uma
fronteira racial intransponível, o ICE ergue muros, campos e bancos de dados
biométricos. Em ambos os contextos, cumprem a mesma função de classe. Em ambos
os casos, a racialização serve para dividir as classes dominadas. A KKK impedia
alianças entre trabalhadores negros e brancos pobres no Sul pós-escravidão. Sob
Trump, o ICE desvia a raiva social de trabalhadores precários para imigrantes,
acusados de roubar empregos, sobrecarregar os serviços públicos e
"ameaçar a identidade nacional".
A Ku Klux Klan e o ICE não são produto de uma aberração
coletiva macabra nem da patologia individual de Trump. São produto de uma
sociedade americana repleta de antagonismos de classe permanentes e
irreconciliáveis.
A Ku Klux Klan e o ICE de Trump não são idênticos, mas estão
historicamente relacionados. Um personifica a violência racial crua de um
Estado em reconstrução após uma longa e sangrenta guerra civil. O outro, a
violência administrativa de um Estado capitalista em declínio, ameaçado por uma
guerra civil. A transição da Klan para o ICE representa menos uma ruptura do
que um refinamento dos instrumentos de dominação e repressão. Quando o terror
muda de uniforme, mas mantém seu alvo, o problema não é o excesso, mas a
própria estrutura do poder americano, que está se tornando cada vez mais
fascista.
Como o capitalismo americano está em crise sistêmica, ele
exige uma população superexplorada, marginalizada, móvel e aterrorizada. Para
alcançar esse objetivo, o Estado cria o aparato apropriado: a milícia do ICE.
Na verdade, o ICE não combate a imigração. Ele administra a
ilegalidade para manter o proletariado americano em estado de medo perpétuo. O
imigrante não é o alvo final. Ele é o sujeito experimental. O objetivo
principal do ICE não é controlar estrangeiros. Ele serve para testar,
normalizar e expandir técnicas de dominação e repressão aplicáveis a toda a
classe trabalhadora americana.
A imigração é um pretexto conveniente, um laboratório para a
repressão. A derrocada rumo ao fascismo sempre começa com a criminalização do
segmento vulnerável do proletariado: o imigrante. Nesse caso, nos Estados
Unidos, o imigrante constitui um campo de testes ideal. O que é imposto aos
imigrantes hoje — ou seja, detenção administrativa, suspensão de garantias
legais, vigilância constante e terror doméstico — poderia ser estendido amanhã
a todo o proletariado americano.
O objetivo de generalizar e normalizar a Iniciativa de
Cooperação Econômica (ICE) é incutir disciplina por meio do exemplo. A função
central da ICE não é a deportação, mas sim a demonstração. A mensagem é
simples: os direitos não são universais; são condicionais e revogáveis.
Assim, até mesmo o trabalhador americano precisa entender que seus direitos podem ser suspensos, redefinidos ou revogados. O ICE desempenha um papel estratégico: dividir a classe trabalhadora americana. Essa divisão visa impedir qualquer consciência de classe unificada. Um proletariado americano dividido é um proletariado que pode ser forçado à servidão e explorado à vontade. E, sobretudo, neste período de marcha forçada rumo a uma guerra generalizada, pode ser transformado em bucha de canhão.
A violência do ICE é deliberadamente pública, tornada
visível, filmada e transmitida.
Deliberadamente teatral, para enviar uma mensagem clara a
todo o proletariado americano, o principal alvo do terror. Assim, o verdadeiro
alvo é o proletariado americano como um todo, incitado a se acostumar com o
medo, com o terror de Estado, com o excepcionalismo, com a repressão sangrenta
e com a revogabilidade permanente de seus direitos.
O ICE não se dirige contra estrangeiros . Dirige-se
contra toda a população americana, considerada supérflua pelo capitalismo. O
imigrante é o primeiro. Ele não será o último . O ICE não defende as
fronteiras dos Estados Unidos. Defende fronteiras de classe.
O ICE não é uma exceção. É uma vanguarda repressiva.
O que hoje é reservado aos imigrantes será aplicado aos
desempregados, sindicalistas radicais, populações empobrecidas, manifestantes
políticos, dissidentes, antimilitaristas e ativistas revolucionários.
Historicamente, as milícias surgem quando o Estado precisa
recorrer à violência que não consegue justificar ideologicamente. No caso da
América capitalista, essa violência é reintegrada ao Estado. A Ku Klux Klan
realizava o trabalho sujo da perseguição racial à margem da lei. O ICE (Serviço
de Imigração e Alfândega dos EUA) faz isso dentro da lei, pago e recompensado
pelo Estado fascista. Sob o governo Trump, a milícia não usa balaclavas brancas
nem braçadeiras paramilitares: ela ostenta um distintivo federal, tem orçamento
público e age em nome da lei. É justamente isso que a torna mais
formidável: o terror tornou-se sancionado pelo Estado.
A impunidade do ICE não é um escândalo para o estado pirata americano.
Trata-se de uma necessidade operacional para o capital
americano em declínio, apesar de seu poder hegemônico. Um aparato concebido
para aterrorizar uma população não pode ser submetido a um controle genuíno. O
controle destruiria sua eficácia repressiva. O governo Trump sabe disso.
Portanto, orquestra a opacidade, a proteção institucional e a
irresponsabilidade criminosa.
Diante do Estado burguês fascista que governa pelo terror e
pelo assassinato legalizado, a alternativa para o proletariado americano se
apresenta agora de forma inequívoca: ou suportar a generalização da repressão
mortal ou iniciar uma ruptura revolucionária por meio da luta anticapitalista
radical. Não há uma terceira via.
https://temposdecolera.blogs.sapo.pt/do-ku-klux-klan-ao-ice-a-continuidade-244670
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Ricardo E. Rubenstein - As intervenções ignóbeis de Trump: como o “imperialismo regional” leva à guerra mundial
Ricardo E. Rubenstein
Pouco depois da
primeira eleição de Donald Trump como presidente, alguém me perguntou num fórum
público se eu o considerava um fascista. Respondi que Trump era um conservador
ultranacionalista que tentaria privatizar os serviços públicos, fortalecer
ainda mais os oligarcas e reverter muitas políticas sociais liberais – mas que
dois aspetos essenciais do fascismo estavam ausentes de sua agenda MAGA. Um
deles era o compromisso de conduzir guerras agressivas contra nações
“inferiores” consideradas ameaças à segurança da Pátria Sagrada. O segundo era
a militarização da sociedade civil, acompanhada por um poder executivo
descontrolado, negação generalizada dos direitos civis e campanhas de terror de
Estado contra os oponentes reais ou imaginários do Líder.
Esses dois
aspetos do fascismo, como Hannah Arendt apontou há 50 anos em As
Origens do Totalitarismo, estão organicamente relacionados. As técnicas de
conquista e dominação de populações subjugadas, utilizadas em guerras
imperialistas, são trazidas de volta para casa pelos belicistas e tornam-se
ferramentas essenciais da governação interna. Primeiro, os fascistas decapitam,
dividem e conquistam as nações “de merda” (para citar o Sr. Trump). Depois,
fazem o mesmo com elementos “de merda” da população da sua própria nação.
Na minha
opinião, esse processo ainda não foi concluído nos Estados
Unidos. Apesar dos graves abusos do poder executivo por parte de Trump, das
políticas desumanizadoras do movimento MAGA e dos excessos violentos do ICE, a
militarização interna ainda não chegou ao ponto de terrorismo de Estado contra
a maioria dos cidadãos americanos. Mas a direção dessas políticas é inegável. O
ataque à Venezuela, na sequência do genocídio financiado pelos EUA em Gaza, é
um passo claro em direção a uma política externa fascista, cuja prossecução
gera guerras globais.
O que obscurece
essa realidade no momento e confunde a cobertura mediática da situação é a
invocação, por Trump, da Doutrina Monroe (também conhecida como Doutrina
Don-Roe) para justificar a sua viragem brusca em direção ao intervencionismo.
Sim, ele sequestrou os Maduros, matou soldados venezuelanos e cubanos,
declarou-se dono do petróleo da Venezuela, destruiu ou capturou navios e
tripulações que partiam de portos venezuelanos, ameaçou os governantes da
Colômbia, Cuba, México e Brasil e prometeu anexar a Groenlândia. Ele também
interveio direta e indiretamente no Médio Oriente, na Ucrânia, na África e
noutros lugares. Mesmo assim, muitos comentadores concluem que a intenção de
Trump é exercer o poder militar principalmente no “quintal” caribenho e latino-americano
dos EUA, enquanto outras potências regionais, como a China e a Rússia, agem
como bem entendem nas suas próprias esferas de influência.
Essa versão
autoritária da multipolaridade pode satisfazer os membros da coligação MAGA que
querem acreditar que o aspirante ao Nobel permanecerá fiel à sua promessa
original de evitar “guerras intermináveis”. Ela até ganhou aceitação entre
alguns analistas de publicações de política externa e ONGs tradicionais.
Aceitar esse foco regional, no entanto, significa fechar os olhos para a
história e para a dinâmica do imperialismo.
História.
No meio da enxurrada de artigos e transmissões sobre a aventura venezuelana de
Trump, encontram-se poucas análises que comparam a agressão dos EUA com as
guerras imperiais da década de 1930: em particular, a anexação da Manchúria
pelo Japão, a invasão da Etiópia por Mussolini e as intervenções de Hitler na
Europa Central e na Guerra Civil Espanhola. Mas a analogia é surpreendente.
Assim como as ações recentes de Trump, esses foram ataques assimétricos e de
curto prazo contra nações que resistiam à dominação de uma potência hegemónica
regional. O seu impacto foi minimizado ao serem caracterizados como guerras
limitadas, conduzidas na esfera de influência de alguma potência imperial. Mas
hoje entendemos que também foram passos significativos rumo a uma guerra
mundial.
Por quê? Por
que motivo esse tipo de violência não permanece restrito à esfera regional, em
vez de gerar conflitos globais? O primeiro motivo é que essas intervenções
visam concorrentes imperialistas, não apenas resistentes locais. A guerra da
Itália na Etiópia tinha como alvo os interesses britânicos no Corno de África,
a agressão do Japão na Manchúria visava os interesses chineses e russos, e as
maquinações da Alemanha na Europa visavam os interesses ocidentais e russos.
Quarenta anos depois, Richard Nixon e Henry Kissinger derrubaram o regime de
Allende no Chile e instalaram a ditadura de Pinochet porque consideravam
Allende um potencial aliado soviético (e cubano). Da mesma forma, o objetivo
principal de Trump na América Latina é limitar a crescente influência da China
(e a influência menos substancial da Rússia) naquele continente.
Dinâmica. Deixando
de lado as doutrinas Don-Roe, o aparente foco local de operações como o ataque
à Venezuela é uma ilusão. O fato de o alvo principal ser um império rival
obriga outras nações da região afetada a tomar partido – um processo
polarizador que tende a criar blocos multinacionais armados e uma ordem mundial
bipolar. A obra clássica de Barbara Tuchman, Os Canhões de Agosto,
mostra exatamente como isso funcionou para produzir a incrivelmente destrutiva
“guerra para acabar com todas as guerras” em 1914. É provável que vejamos essa
polarização ocorrer com intensidade crescente nos próximos anos na América
Latina, África e Ásia Oriental.
Mas isso não é
tudo. As potências imperiais, impedidas de adquirir recursos industriais
essenciais em regiões reivindicadas pelos seus concorrentes, tendem a retaliar
tomando o controlo de outras regiões onde esses recursos podem ser obtidos. Em
1931, as tentativas ocidentais de enfraquecer e conter os japoneses levaram o
regime de Tóquio a forjar um incidente de “falsa bandeira” na Manchúria para se
apoderar do carvão e do ferro daquela nação. Uma década depois, os
imperialistas japoneses conquistaram o Vietname, a Indonésia e a Malásia para
garantir o petróleo, a borracha, o estanho e outros materiais industriais
monopolizados pelos imperialistas franceses, holandeses e britânicos no que até
então era considerado o quintal da Europa.
Qual é a moral
da história? Todos os impérios modernos são globais. Os EUA e os seus rivais
não são como os antigos impérios que conquistavam nações mais fracas por
desporto, cobrando tributos dos seus governantes, mas geralmente deixando os
povos subjugados à própria sorte. Os impérios modernos são potências do
capitalismo tardio, impulsionadas a competir globalmente por matérias-primas
industriais essenciais, mercados e oportunidades de investimento, e compelidas
a “desenvolver” ou transformar as sociedades que dominam. Não há como manter as
suas classes dominantes confinadas nos seus próprios territórios – e quando
viajam para o exterior (como precisam de fazer para manter a sua própria
viabilidade), vão armadas até aos dentes.
Comentadores
liberais e conservadores podem ser relutantes a admitir, mas a obra de Lenine
sobre o imperialismo acertou em cheio. Por períodos limitados, enquanto emitem
ameaças de violência e realizam operações secretas, os construtores de impérios
podem até conseguir negociar as suas diferenças “pacificamente”. Mas esses
períodos de relativa tranquilidade não duram. Incapazes de resolver os
problemas globais que os seus próprios sistemas dominados pelo lucro exacerbam
– problemas como a desigualdade social radical, as mudanças climáticas causadas
pelo homem e a migração em massa –, eles empregam ameaças de guerra e a própria
guerra como métodos prediletos de gestão de conflitos. Chamam a essa estratégia
a “paz pela força”, mas entendemos que o que realmente querem dizer é o Império
em Primeiro Lugar, por quaisquer meios necessários.
O facto de a
guerra estar agora totalmente industrializada e de as armas de destruição em
massa, incluindo as nucleares, estarem proliferando a um ritmo vertiginoso não
altera essa dinâmica. Tampouco a existência de uma Organização das Nações
Unidas lamentavelmente enfraquecida oferece muita esperança de que os conflitos
inter-imperiais possam ser controlados antes que se tornem parte de mais um
prenúncio de violência global. Mais uma vez, a história faz ecoar alarmes que
qualquer pessoa que não esteja ensurdecida pela cacofonia atual deveria ser
capaz de ouvir. Foi precisamente quando a Liga das Nações se mostrou incapaz de
deter a agressão localizada do Japão, da Itália e da Alemanha que o Pacto
Kellogg-Briand, que proibia a guerra como instrumento de política nacional – um
tratado assinado por quase todas as nações do mundo – se tornou letra morta.
Então e agora, o imperialismo regional intensificado era um sintoma de uma
guerra global iminente.
O
intervencionismo de Donald Trump representa, portanto, uma significativa
guinada rumo ao fascismo – mas a sua importância já está a ser minimizada não
apenas pelos seguidores fanáticos do MAGA, mas também por uma ampla gama de
liberais do establishment, centristas de ambos os partidos,
especialistas em política externa e pela grande mídia.
Devotados ao
dogma da “paz pela força”, líderes do Partido Democrata como Chuck Schumer e
Hakeem Jeffries são incapazes de criticar as aventuras militares de Trump,
exceto para reclamar que ele não consulta o Congresso como deveria e, às vezes,
age de forma “imprudente”. Com o Iraque em mente, os editores do New
York Times alertam que tentar ocupar nações que não querem ser
ocupadas é uma má ideia. Mas se Trump conseguir apoderar-se do petróleo
venezuelano sem provocar uma guerra de guerrilha, desestabilizar Cuba sem um
novo ataque na Baía dos Porcos, estabelecer o seu “Conselho de Paz”
colonialista para a devastada Faixa de Gaza ou anexar a Groenlândia por meio de
ameaças e subornos, não ouviremos uma palavra de crítica séria dos defensores
da “liderança mundial” dos EUA.
Sejam
anti-Trump ou pró-Trump, os nossos líderes imperialistas e os seus parceiros
corporativos ignoram as conexões entre guerras regionais, a militarização da
sociedade doméstica e a crescente probabilidade de uma guerra mundial. Essa é a
má notícia. A boa notícia é que o intervencionismo cada vez mais descontrolado
e impenitente de Trump está a despertar as pessoas em diversas frentes.
Império, imperialismo e o complexo militar-industrial não são mais palavras e
conceitos tabu. Até mesmo Marjorie Taylor Greene entende que a promessa de
Trump de ser um bom isolacionista era uma mentira e que a atual onda de
intervenções militares dos EUA é um sintoma de um império em declínio.
Enquanto isso,
os cidadãos do Minnesota e de vários outros estados americanos estão a aprender
o que é ser súbdito da dominação imperial. Os agentes mascarados e armados do
ICE, agindo por medo e raiva num ambiente cada vez mais hostil, poderiam estar
a invadir Fallujah tanto quanto Minneapolis. Levará algum tempo até que o nosso
despertar se torne geral, mas isso acontecerá, espero e rezo, antes que a
violência trumpista gere um movimento irreversível rumo a uma guerra mundial.
Para citar a
faixa que aparece no final do filme antinuclear de Stanley Kramer de 1959, “A
Hora Final” (On the Beach): “Ainda há tempo…irmão”.
21 de janeiro de 2026
https://www.counterpunch.org/2026/01/21/trumps-ignoble-interventions-how-regional-imperialism-leads-to-world-war/
https://estatuadesal.com/2026/01/22/as-intervencoes-ignobeis-de-trump-como-o-imperialismo-regional-leva-a-guerra-mundial
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Discurso de Donald Trump em Davos (2026)
Segue a
transcrição completa do discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, no Fórum
Econômico Mundial em Davos, em 21 de janeiro de 2026.
Resumo: O
presidente dos EUA, Donald Trump, fez um discurso combativo no Fórum Econômico
Mundial de 2026 em Davos, exaltando o que chamou de um boom econômico americano
histórico e criticando duramente os líderes e as políticas da Europa. Neste
discurso completo, ele defende tarifas, desregulamentação, expansão dos
combustíveis fósseis e controles rígidos de imigração, apresentando-os como o
motor da prosperidade dos EUA. Trump atacou abertamente a OTAN, a Dinamarca,
Emmanuel Macron e Mark Carney, e até retomou sua pressão para afirmar o
controle dos EUA sobre a Groenlândia, reacendendo as tensões transatlânticas.
Discurso de
abertura do presidente Trump
PRESIDENTE
DONALD J. TRUMP: Bem, muito obrigado, Larry. É ótimo estar de volta à bela
Davos, na Suíça, e discursar para tantos líderes empresariais respeitados,
tantos amigos e alguns inimigos.
Sejam
bem-vindos ao Fórum Econômico Mundial deste ano, com notícias verdadeiramente
fenomenais vindas dos Estados Unidos. Ontem completou-se um ano da minha posse,
e hoje, 12 meses após meu retorno à Casa Branca, nossa economia está em plena
expansão, o crescimento é explosivo, a produtividade está disparando, o
investimento está em alta, a renda está aumentando, a inflação foi controlada,
nossa fronteira, antes aberta e perigosa, está fechada e praticamente
impenetrável, e os Estados Unidos estão vivenciando a recuperação econômica
mais rápida e dramática da história do país.
Comparando a
economia de Biden com o sucesso atual.
Durante o
governo Biden, os Estados Unidos foram assolados pelo pesadelo da estagflação,
ou seja, baixo crescimento e alta inflação, uma receita para miséria, fracasso
e declínio. Mas agora, após apenas um ano das minhas políticas, estamos
testemunhando exatamente o oposto — praticamente nenhuma inflação e um
crescimento econômico extraordinariamente alto, um crescimento como, acredito
que vocês verão em breve, um país jamais viu, talvez nenhum país jamais tenha
visto.
Nos últimos
três meses, a inflação subjacente foi de apenas 1,6%. Enquanto isso, a projeção
de crescimento para o quarto trimestre é de 5,4%, muito superior ao que
qualquer pessoa, com exceção de mim e de alguns outros, havia previsto.
Conquistas
Econômicas Recordes
Desde a
eleição, o mercado de ações bateu 52 recordes históricos. Isso significa que,
em apenas um ano, foram 52 recordes, adicionando US$ 9 trilhões em valor às
contas de aposentadoria, planos 401k e às economias das pessoas. As pessoas
estão muito bem. Estão muito satisfeitas comigo.
Desde a minha
posse, tiramos mais de 1,2 milhão de pessoas do programa de assistência
alimentar. E depois de quatro anos em que Biden garantiu menos de US$ 1 trilhão
em novos investimentos para o nosso país — pensem nisso, US$ 1 trilhão, bem
menos que isso — em quatro anos, conseguimos compromissos para um valor recorde
de US$ 18 trilhões. E acreditamos que, quando os números finais forem
divulgados, estarão mais próximos de US$ 20 trilhões em investimentos. Isso
nunca foi feito por nenhum país, em nenhum momento, nem perto disso.
Há pouco mais
de um ano, sob o governo dos democratas de extrema-esquerda, éramos um país
morto. Agora somos o país mais aquecido do mundo. Aliás, a economia dos Estados
Unidos está a caminho de crescer o dobro da taxa projetada pelo FMI em abril
passado. E com as minhas políticas de crescimento e de tarifas, esse
crescimento deve ser muito maior. Acredito sinceramente que podemos ir muito
além disso.
Os Estados
Unidos como motor da economia global
E isso tudo são
ótimas notícias, e é ótimo para todas as nações. Os EUA são o motor econômico
do planeta. E quando a América prospera, o mundo inteiro prospera. Essa é a
história. Quando as coisas pioram, pioram mesmo. E eu espero que todos nós —
todos vocês — nos acompanhem nos momentos bons e nos bons. E estamos num ponto
que nunca — eu acho que nunca estivemos. Nunca pensei que pudéssemos fazer isso
tão rápido. Minha maior surpresa é que eu achava que levaria mais de um ano,
talvez um ano e um mês. Mas aconteceu muito rápido.
Esta tarde,
quero discutir como alcançamos este milagre econômico, como pretendemos elevar
o padrão de vida dos nossos cidadãos a níveis nunca antes vistos e, talvez,
como vocês também, e os lugares de onde vêm, poderiam se beneficiar muito
seguindo o que estamos fazendo, porque certos lugares na Europa, francamente,
já não são mais reconhecíveis. São irreconhecíveis. E podemos discutir sobre
isso, mas não há como argumentar. Amigos voltam de diferentes lugares — não
quero ofender ninguém — e dizem: "Não reconheço mais". E isso não é
de uma forma positiva. É de uma forma muito negativa. E eu amo a Europa e quero
ver a Europa prosperar. Mas ela não está indo na direção certa.
Criticando a
sabedoria convencional
Nas últimas
décadas, tornou-se senso comum em Washington e nas capitais europeias que a
única maneira de desenvolver uma economia ocidental moderna era por meio de
gastos governamentais cada vez maiores, imigração em massa descontrolada e
importações estrangeiras intermináveis. O consenso era que os chamados empregos
sujos e as indústrias pesadas deveriam ser transferidos para outros lugares,
que a energia acessível deveria ser substituída pela "Nova Fraude
Verde" e que os países poderiam ser sustentados pela importação de
populações novas e completamente diferentes de terras distantes.
Foi esse o
caminho que a administração sonolenta de Joe Biden e muitos outros governos
ocidentais seguiram de forma imprudente, virando as costas para tudo aquilo que
torna as nações ricas, poderosas e fortes. E há tanto potencial em tantas
nações. O resultado foram déficits orçamentários e comerciais recordes e um
crescente déficit soberano, impulsionado pela maior onda de migração em massa
da história da humanidade. Nunca vimos nada parecido.
Sinceramente,
muitas partes do nosso mundo estão sendo destruídas diante dos nossos olhos, e
os líderes nem sequer entendem o que está acontecendo. E aqueles que entendem
não estão fazendo nada a respeito. Praticamente todos os chamados especialistas
previram que meus planos para acabar com esse modelo falido desencadeariam uma
recessão global e uma inflação descontrolada. Mas provamos que eles estavam
errados. Na verdade, é justamente o contrário.
Uma
transformação como os Estados Unidos não viam há mais de 100 anos.
Em apenas um
ano, nossa agenda produziu uma transformação como os Estados Unidos não viam há
mais de 100 anos.
Em vez de
fechar usinas de energia, estamos reabrindo-as. Em vez de construir turbinas
eólicas ineficientes e deficitárias, estamos demolindo-as e não aprovando
nenhuma nova. Em vez de fortalecer os burocratas, estamos demitindo-os. E eles
estão conseguindo empregos no setor privado ganhando duas ou três vezes mais do
que ganhavam no governo. Então, antes me odiavam quando os demitimos, e agora
me adoram.
Em vez de
aumentar os impostos sobre os produtores nacionais, estamos reduzindo-os e
aumentando as tarifas sobre as nações estrangeiras para pagar pelos danos que
elas causaram. Em 12 meses, removemos mais de 270.000 burocratas da folha de
pagamento federal, a maior redução anual no emprego público desde o fim da
Segunda Guerra Mundial. Já esperávamos por isso, mas não tivemos escolha. Para
tornar um país grande, não se pode ter apenas empregos federais.
Reduzir gastos
e simplificar regulamentações
Reduzimos os
gastos federais em US$ 100 bilhões e cortamos o déficit orçamentário federal em
27% em apenas um ano. A partir daí, a redução será ainda maior, levando a
inflação a cair drasticamente dos níveis recordes da administração Biden. A
cada mês, os índices subiam, subiam e subiam.
Eu prometi
eliminar 10 regulamentações antigas para cada nova regulamentação. Mas, na
verdade, até agora, eliminei 129 regulamentações para cada nova regulamentação
aprovada. Então, cada vez que surge uma nova regulamentação, eliminamos pelo
menos 10. Mas, até agora, a média está em 129, acredite se quiser.
Os maiores
cortes de impostos da história americana
Em julho,
aprovamos os maiores cortes de impostos da história americana, incluindo
isenção de impostos sobre gorjetas, horas extras e contribuições para a
Previdência Social, beneficiando nossos queridos idosos. Também concedemos
dedução integral das despesas. Essa é a que eles mais gostam. E incentivos para
todos os novos equipamentos e investimentos de capital, ajudando as empresas a
expandir e transferir a produção para os Estados Unidos. Eles estão adorando.
Constróem uma fábrica. Podemos deduzir tudo imediatamente, em vez de esperar de
38 a 41 anos como antigamente. Isso é um milagre acontecendo.
Ninguém achava
que algum país conseguiria fazer isso, mas nós conseguimos. Foi isso que tornou
meu primeiro mandato o mais bem-sucedido em termos financeiros que já tivemos.
E agora, ampliamos o programa. Este é um programa de 10 anos, não de um ano,
mas você pode deduzir tudo em um único ano. Antes, eram necessários de 38 a 41
anos.
Tarifas e
Redução do Déficit Comercial
Com as tarifas,
reduzimos drasticamente nosso crescente déficit comercial, que era o maior da
história mundial. Estávamos perdendo mais de US$ 1 trilhão todos os anos, e era
um desperdício. Era dinheiro jogado fora. Mas, em um ano, reduzi nosso déficit
comercial mensal em impressionantes 77%. E tudo isso sem inflação, algo que
todos diziam ser impossível. Havia algumas pessoas brilhantes que realmente
achavam que eu estava fazendo a coisa certa. Eu achava que estava fazendo a
coisa certa. Agora todos eles acham que estou fazendo a coisa certa porque não
conseguem acreditar nos números.
As exportações
americanas aumentaram em mais de US$ 150 bilhões. A produção nacional de aço
cresceu 300 mil toneladas por mês e dobrará nos próximos quatro meses. Está
dobrando e triplicando, e temos usinas siderúrgicas sendo construídas por todo
o país. Ninguém imaginava que veríamos isso. A construção de fábricas aumentou
41%, e esse número vai disparar ainda mais agora, porque estamos em meio a um
processo de aprovação muito rápido.
Acordos
comerciais históricos com parceiros globais
Durante esse
processo, firmamos acordos comerciais históricos com parceiros que representam
40% de todo o comércio dos EUA, incluindo algumas das maiores empresas e países
do mundo. Temos também países como parceiros. As nações europeias, o Japão, a
Coreia do Sul, são nossos parceiros. Eles fecharam acordos gigantescos conosco,
especialmente no setor de petróleo e gás. E esses acordos impulsionam o
crescimento e fazem com que os mercados de ações disparem, não apenas nos EUA,
mas em praticamente todos os países que vieram negociar conosco, porque, como
vocês já sabem, quando os Estados Unidos crescem, todos os outros crescem
também. Isso realmente se tornou um princípio fundamental.
Revertendo as
políticas energéticas de Biden
Nos Estados
Unidos, eu interrompi as políticas energéticas destrutivas que impulsionam os
preços e enviam empregos e fábricas para os maiores poluidores do mundo. E eles
são, de fato, poluidores. Sob o governo do sonolento Joe Biden, os novos
contratos de exploração de petróleo e gás no país caíram 95%. Pensem nisso. E
ainda se perguntam por que a gasolina subiu tão rápido? O preço da gasolina
chegou a ultrapassar os 5 dólares por galão, e em alguns lugares, 7 dólares, e
mais de 100 grandes usinas de energia foram fechadas violentamente por pessoas
incompetentes que não tinham a menor ideia do que estavam fazendo.
Sob minha
liderança, a produção de gás natural nos EUA atingiu um recorde histórico, de
longe. A produção de petróleo nos EUA aumentou em 730 mil barris por dia. E na
semana passada, importamos 50 milhões de barris somente da Venezuela.
Acordo de
petróleo com a Venezuela
A Venezuela foi
um lugar incrível por muitos anos, mas depois suas políticas se deterioraram.
Dez anos atrás, era um país maravilhoso, e agora enfrenta problemas. Mas
estamos ajudando. E esses 50 milhões de barris, vamos dividir com eles, e eles
vão ganhar mais dinheiro do que ganharam em muito tempo. A Venezuela vai se
sair fantasticamente bem. Agradecemos toda a cooperação que temos oferecido.
Temos cooperado muito bem. Assim que o ataque terminou, eles disseram:
"Vamos fazer um acordo". Mais pessoas deveriam fazer isso.
Mas a Venezuela
vai ganhar mais dinheiro nos próximos seis meses do que ganhou nos últimos 20
anos. Todas as grandes petrolíferas estão vindo com a gente. É incrível. É
lindo de se ver. A liderança do país tem sido muito boa. Eles têm sido muito,
muito inteligentes.
Preços da
gasolina despencam
O preço da
gasolina está agora abaixo de US$ 2,50 por galão em muitos estados, US$ 2,30
por galão na maioria dos estados, e em breve teremos uma média inferior a US$ 2
por galão. Em muitos lugares, já está ainda mais baixo, a US$ 1,95 por galão.
Vários estados estão a US$ 1,99, valores que ninguém ouvia há anos – na
verdade, desde o meu último governo, conseguimos reduzir o preço para valores
próximos a esses.
Assinei uma
ordem autorizando a aprovação de muitos novos reatores nucleares. Estamos
investindo pesado em energia nuclear. Eu não era muito fã porque não gostava do
risco, do perigo, mas o progresso que eles fizeram com a energia nuclear é
inacreditável, e o progresso em segurança é incrível. Estamos muito envolvidos
com a energia nuclear, e agora podemos tê-la a bons preços e com muita, muita
segurança.
Liderando o
mundo em IA
E estamos
liderando o mundo em IA com folga. Estamos liderando a China com folga. Acho
que o presidente Xi respeita o que fizemos, em parte porque permiti que essas
grandes empresas, que constroem esses prédios enormes, criem sua própria
capacidade de geração de energia elétrica. Elas estão construindo suas próprias
usinas de energia, o que, no total, é mais do que qualquer outro país no mundo
está fazendo.
Recentemente li
um artigo no Wall Street Journal sobre a China estar gerando muita energia, e
de fato está. Tenho que reconhecer o mérito deles. Mas nós estamos gerando
tanta ou até mais, e estamos permitindo que eles façam isso. Tenho muito
orgulho disso. Foi ideia minha. Eu disse: vocês não podem gerar tanta energia
assim. Precisávamos de mais que o dobro da energia que temos atualmente no país
só para suprir a IA. E eu disse: não podemos fazer isso. Temos um sistema de
rede elétrica antigo.
E então tive a
ideia: vocês são brilhantes, têm muito dinheiro. Vamos ver o que vocês
conseguem fazer. Vocês podem construir a própria usina de geração de energia
elétrica. E eles me olharam. Não acreditaram em mim. Todos os nomes que estão
nesta sala agora, para falar a verdade, não acreditaram. E eu disse: não, não,
vocês conseguem. Duas semanas depois, eles voltaram e a usina ainda não estava
pronta. Disseram: "Pensamos que você estava brincando". Eu disse:
não, não só não estou brincando, como vocês vão ter as aprovações em duas
semanas.
Eu sempre digo
que a energia nuclear levará três semanas. Mas a maioria está optando por
petróleo e gás, e em alguns casos até por carvão.
Evitando o
colapso energético da Europa
Graças à minha
vitória esmagadora nas eleições, os Estados Unidos evitaram o colapso
energético catastrófico que atingiu todas as nações europeias que seguiram a
Nova Fraude Verde, talvez a maior farsa da história. A Nova Fraude Verde, com
moinhos de vento por toda parte, destrói sua terra, destrói sua terra. Cada vez
que isso acontece, você perde mil dólares. Você deveria ganhar dinheiro com
energia, não perder dinheiro.
Aqui na Europa,
vimos o destino que a esquerda radical tentou impor aos Estados Unidos. Eles se
esforçaram muito. A Alemanha agora gera 22% menos eletricidade do que em 2017.
E não é culpa do atual chanceler. Ele está resolvendo o problema. Ele fará um ótimo
trabalho. Mas o que fizeram antes dele chegar lá, eu acho que é por isso que
ele chegou lá. E os preços da eletricidade estão 64% mais altos.
A crise
energética do Reino Unido
O Reino Unido
produz apenas um terço da energia total proveniente de todas as fontes em
comparação com 1999. Pense nisso: um terço. E eles têm o Mar do Norte, uma das
maiores reservas do mundo. Mas não a utilizam. E essa é uma das razões pelas
quais sua energia atingiu níveis catastróficos, com preços igualmente altos.
Preços altos, níveis muito baixos. Pense nisso: um terço, e você está com o Mar
do Norte como um todo.
E eles gostam
de dizer: "Bem, você sabe, isso está esgotado." Não está esgotado.
Tem 500 anos. Eles nem sequer encontraram petróleo. O Mar do Norte é incrível.
Eles não deixam ninguém perfurar. Ambientalmente, eles não permitem a
perfuração. Eles tornam impossível para as companhias petrolíferas irem até lá.
Eles ficam com 92% das receitas. Então as companhias petrolíferas dizem: não
podemos fazer isso.
Eles vieram me
ver. "Há algo que você possa fazer?" Quero que a Europa prospere.
Quero que o Reino Unido prospere. Eles têm uma das maiores fontes de energia do
mundo e não a utilizam. Aliás, o preço da eletricidade subiu 139%. Há parques
eólicos por toda a Europa.
Há moinhos de
vento por toda parte. E são um fracasso. Uma coisa que notei é que quanto mais
moinhos de vento um país tem, mais dinheiro esse país perde e pior fica sua
situação. A China fabrica quase todos os moinhos de vento, e ainda assim não
consegui encontrar nenhum parque eólico na China. Você já pensou nisso? É uma
boa maneira de ver as coisas. Sabe, eles são espertos. A China é muito esperta.
Eles os fabricam. Eles os vendem por uma fortuna. Eles os vendem para as
pessoas desavisadas que os compram, mas não os usam.
Eles
construíram alguns grandes parques eólicos, mas não os utilizam.
Construíram-nos apenas para mostrar às pessoas como poderiam ser. Não giram.
Não fazem nada. Usam principalmente carvão. A China aposta no carvão. Aposta no
petróleo e no gás. Estão a começar a olhar para a energia nuclear, e estão a
ter bastante sucesso. Mas ganham uma fortuna a vender as turbinas eólicas, e
acho que, na verdade, não se surpreenderiam se essa atividade terminasse. Estão
chocados por ela continuar.
LEIA TAMBÉM: Discurso de Donald Trump em
comício de campanha em Rochester (Transcrição completa)
Políticas
Destrutivas da Europa
As
consequências de tais políticas destrutivas têm sido drásticas, incluindo menor
crescimento econômico, padrões de vida mais baixos, taxas de natalidade mais
baixas, migração mais disruptiva socialmente, maior vulnerabilidade a
adversários estrangeiros hostis e forças armadas muito, muito menores.
Os Estados
Unidos se importam muito com os povos da Europa. De verdade. Quer dizer, veja
bem, eu tenho ascendência europeia. Escócia e Alemanha, 100% escocesa por parte
de mãe, 100% alemã por parte de pai. E acreditamos profundamente nos laços que
compartilhamos com a Europa como civilização. Quero vê-la prosperar. É por isso
que questões como energia, comércio, imigração e crescimento econômico devem
ser preocupações centrais para qualquer pessoa que queira ver um Ocidente forte
e unido, porque a Europa e esses países precisam fazer a sua parte.
Eles precisam
se libertar da cultura que criaram nos últimos 10 anos. É horrível o que estão
fazendo consigo mesmos. Estão se destruindo. São lugares belíssimos. Queremos
aliados fortes, não seriamente enfraquecidos. Queremos uma Europa forte. Em
última análise, essas são questões de segurança nacional, e talvez nenhum outro
problema atual deixe a situação mais clara do que o que está acontecendo na
Groenlândia.
Na Groenlândia
e na Dinamarca
Gostariam que
eu dissesse algumas palavras sobre a Groenlândia? Eu ia omitir isso do
discurso, mas pensei... acho que a avaliação seria muito negativa. Tenho enorme
respeito tanto pelo povo da Groenlândia quanto pelo povo da Dinamarca. Enorme
respeito. Mas todo aliado da OTAN tem a obrigação de ser capaz de defender seu
próprio território. E o fato é que nenhuma nação ou grupo de nações está em
condições de garantir a segurança da Groenlândia, exceto os Estados Unidos.
Somos uma grande potência, muito maior do que as pessoas imaginam. Acho que
descobriram isso há duas semanas na Venezuela.
Vimos isso na
Segunda Guerra Mundial, quando a Dinamarca caiu nas mãos da Alemanha após
apenas seis horas de combate e se mostrou totalmente incapaz de se defender,
assim como a Groenlândia. Então, os Estados Unidos foram compelidos – e nós o
fizemos, sentimos a obrigação de fazê-lo – a defender nossas próprias forças e
a manter o território da Groenlândia. E o mantivemos, a um custo e despesas
enormes. Eles não tinham a menor chance de conquistá-la, e tentaram. A
Dinamarca sabe disso.
Nós
literalmente estabelecemos bases na Groenlândia para a Dinamarca. Lutamos pela
Dinamarca. Não estávamos lutando por mais ninguém. Estávamos lutando para
salvá-la. Para a Dinamarca, um grande e belo pedaço de gelo – é difícil chamar
de terra, é um grande pedaço de gelo – mas salvamos a Groenlândia e impedimos
com sucesso que nossos inimigos ganhassem terreno em nosso hemisfério. Então,
fizemos isso por nós mesmos também.
E depois da
guerra, que vencemos — e vencemos com folga. Sem nós, agora, vocês estariam
todos falando alemão e talvez um pouco de japonês. Depois da guerra, devolvemos
a Groenlândia para a Dinamarca. Quanta estupidez a nossa! Mas fizemos isso. Mas
a devolvemos. E como eles são ingratos agora!
Sistemas de
Armas e Segurança Estratégica
Agora, nosso
país e o mundo enfrentam riscos muito maiores do que jamais enfrentaram por
causa de mísseis, armas nucleares e outras armas de guerra sobre as quais nem
posso falar. Há duas semanas, eles viram armas que ninguém jamais tinha ouvido
falar. Não conseguiram disparar um único tiro contra nós. Disseram: "O que
aconteceu?". Tudo estava desorganizado. Disseram: "Estamos na mira.
Apertem o gatilho". E nada aconteceu. Nenhum míssil antiaéreo foi lançado.
Um deles subiu cerca de 9 metros e caiu bem ao lado das pessoas que o lançaram.
Disseram: "Que diabos está acontecendo?". Esses sistemas de defesa
foram fabricados pela Rússia e pela China. Então, acho que vão ter que refazer
todo o projeto.
Importância
estratégica da Groenlândia
A Groenlândia é
um vasto território, quase inteiramente desabitado e subdesenvolvido. Situada
indefesa em uma localização estratégica crucial entre os Estados Unidos, a
Rússia e a China, exatamente onde está, bem no meio, não era tão importante
quando a devolvemos. Sabe, quando a devolvemos, não era a mesma coisa que é
agora. Não é importante por nenhum outro motivo. Sabe, aquele que fala sobre os
minerais. Há tantos. Não há terras raras. Não existe o conceito de terras
raras. Há processamento de terras raras. Mas há muita terra rara. E para chegar
a essa terra rara, é preciso atravessar centenas de metros de gelo. Não é por
isso que precisamos dela. Precisamos dela para a segurança nacional e
internacional estratégica.
Esta enorme
ilha desprotegida faz parte da América do Norte, na fronteira norte do
Hemisfério Ocidental. É o nosso território. Portanto, é um interesse
fundamental da segurança nacional dos Estados Unidos da América. E, de fato, há
centenas de anos temos como política impedir que ameaças externas entrem em
nosso hemisfério. E temos feito isso com muito sucesso. Nunca estivemos tão
fortes como agora.
Tentativas
históricas de aquisição da Groenlândia
É por isso que
os presidentes americanos tentaram comprar a Groenlândia por quase dois
séculos. Sabe, por dois séculos eles tentaram. Deveriam tê-la mantido após a
Segunda Guerra Mundial, mas tinham um presidente diferente. Tudo bem. As
pessoas pensam diferente. Muito mais necessário agora do que era naquela época,
no entanto.
Em 2019, a
Dinamarca anunciou que investiria mais de 200 milhões de dólares no
fortalecimento das defesas da Groenlândia. Mas, como sabem, gastaram menos de
1% desse valor. Um por cento não representa a presença da Dinamarca ali. E digo
isso com o maior respeito pela Dinamarca, cujo povo admiro e cujos líderes são
excelentes. Somente os Estados Unidos podem proteger essa imensa massa de
terra, esse enorme bloco de gelo, desenvolvê-lo e aprimorá-lo, tornando-o
benéfico para a Europa, seguro para a Europa e benéfico para nós.
Em busca de
negociações de aquisição
E é por isso
que estou buscando negociações imediatas para discutir novamente a aquisição da
Groenlândia pelos Estados Unidos, assim como adquirimos muitos outros
territórios ao longo da nossa história, assim como muitas nações europeias
fizeram. Elas adquiriram. Não há nada de errado nisso. Muitas delas — algumas
até retrocederam, na verdade, se você observar. Algumas tinham grande riqueza,
vastas extensões de terra por todo o mundo. Elas retrocederam. Estão estagnadas
onde começaram. Isso também acontece. Mas algumas crescem.
Mas isso não
representaria uma ameaça à OTAN. Pelo contrário, aumentaria consideravelmente a
segurança de toda a aliança, a aliança da OTAN. Os Estados Unidos são tratados
de forma muito injusta pela OTAN, quero deixar isso bem claro. Quando paramos
para pensar, ninguém pode negar. Nós damos tanto e recebemos tão pouco em
troca.
E eu tenho sido
crítico da OTAN por muitos anos, e ainda assim fiz mais para ajudar a OTAN do
que qualquer outro presidente, de longe, do que qualquer outra pessoa. Vocês
não teriam a OTAN se eu não tivesse me envolvido no meu primeiro mandato.
Alegações sobre
a guerra e as eleições na Ucrânia
A guerra com a
Ucrânia é um exemplo. Estamos a milhares de quilômetros de distância, separados
por um oceano imenso. É uma guerra que nunca deveria ter começado, e não teria
começado se a eleição presidencial americana de 2020 não tivesse sido fraudada.
Foi uma eleição fraudada. Todo mundo sabe disso agora. Descobriram. Pessoas
serão processadas em breve pelo que fizeram. Provavelmente é notícia de última
hora, mas deveria ser. Foi uma eleição fraudada. Não se pode ter eleições
fraudadas.
Você precisa de
fronteiras fortes, eleições fortes e, idealmente, uma boa imprensa. Eu sempre
digo isso. Fronteiras fortes, eleições fortes, eleições livres e justas e uma
mídia imparcial. A mídia é terrível. É muito corrupta. É muito tendenciosa,
terrível. Mas um dia ela vai se endireitar porque está perdendo toda a
credibilidade.
Pense bem.
Quando eu ganhei de lavada, uma vitória esmagadora, ganhei nos sete estados
decisivos, ganhei no voto popular, ganhei em tudo. E eles só recebem cobertura
negativa da imprensa. Isso significa que não têm credibilidade. E se quiserem
credibilidade, precisam ser imparciais. Então, é preciso uma imprensa
imparcial. Mas também é preciso esses outros elementos.
E eu herdei uma
situação terrível, terrível. Se você observar, a fronteira estava aberta. A
inflação estava descontrolada. Tudo estava ruim com os Estados Unidos quando
assumi o cargo. Mas também herdei uma bagunça com a Ucrânia e a Rússia, algo
que jamais teria acontecido. E eu conheço Putin muito bem. Nós conversávamos
sobre a Ucrânia. Era a menina dos olhos dele. Mas ele não ia fazer nada. Eu
disse: "Vladimir, você não vai fazer isso". Ele jamais teria feito.
Foi terrível o que aconteceu. Eu também podia ver isso acontecendo. Mesmo
depois que saí do cargo, eu continuei vendo isso acontecer.
Gastos de Biden
na Ucrânia e crise na fronteira
Biden havia
destinado US$ 350 bilhões à Ucrânia e à OTAN, uma quantia impressionante. US$
350 bilhões. Quando assumi o cargo, assim como a situação na fronteira sul, a
inflação e nossa economia, pensei: "Nossa, este lugar está em
apuros", referindo-me ao nosso país. Tudo estava fora de controle. Mas a
fronteira estava fora de controle. Resolvemos o problema com a fronteira mais
forte do mundo.
Resolvendo oito
guerras
E eu já
trabalho nessa guerra há um ano, período durante o qual resolvi outras oito
guerras: Índia, Paquistão. Resolvi outras guerras que Vladimir Putin me ligou.
Armênia, Azerbaijão, ele disse: "Não acredito que você resolveu
essa". Elas duravam 35 anos. Eu resolvi em um dia. E o presidente Putin me
ligou. Ele disse: "Sabe, não acredito que trabalhei nessa guerra por 10
anos tentando resolvê-la. Eu não consegui". Eu disse: "Me faça um
favor. Concentre-se em resolver a sua guerra. Não se preocupe com isso".
O que os
Estados Unidos ganham com todo esse trabalho? Todo esse dinheiro, além de
morte, destruição e enormes quantias indo para pessoas que não valorizam o que
fazemos? Eles não valorizam o que fazemos. Estou falando da OTAN. Estou falando
da Europa. Eles têm que lidar com a Ucrânia. Nós não. Os Estados Unidos estão
muito longe. Temos um oceano imenso e belo nos separando. Não temos nada a ver
com isso.
Reforma dos
gastos da OTAN
Até eu chegar,
a OTAN deveria pagar apenas 2% do PIB, mas não estava pagando. A maioria dos
países não pagava nada. Os Estados Unidos estavam bancando praticamente 100% da
OTAN. E eu consegui acabar com isso. Eu disse: "Isso não é justo".
Mas, mais importante ainda, consegui que a OTAN pagasse 5%, e agora eles
estavam pagando e continuam pagando. Algo que ninguém dizia ser possível.
Disseram que nunca aumentaríamos para mais de 2%. Mas eles chegaram a 5% e
agora estão pagando os 5%. Eles não pagavam os 2% e agora estão pagando os 5%.
E estão mais fortes por causa disso.
E eles têm um
excelente Secretário-Geral, aliás, que possivelmente está aqui na sala. Mark,
você está aqui? Sim, ele está aqui. Olá, Mark. Nunca pedimos nada e nunca
recebemos nada. Provavelmente não receberemos nada a menos que eu decida usar
força excessiva, onde seríamos, francamente, imparáveis. Mas eu quero fazer
isso.
Certo, agora
todo mundo está dizendo: "Ah, ótimo". Essa foi provavelmente a
declaração mais importante que fiz, porque as pessoas achavam que eu usaria a
força. Eu não preciso usar a força. Eu não quero usar a força. Eu não vou usar
a força.
Groenlândia: da
tutela à demanda por propriedade
Tudo o que os
Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia, que já tínhamos
como território sob nossa administração, mas que respeitosamente devolvemos à
Dinamarca não muito tempo atrás, depois de derrotarmos os alemães, os
japoneses, os italianos e outros na Segunda Guerra Mundial. Nós a devolvemos a
eles. Éramos uma força poderosa naquela época, mas somos uma força muito mais
poderosa agora.
Depois de
reconstruir as forças armadas no meu primeiro mandato e continuar a fazê-lo até
hoje, temos um orçamento de um trilhão e meio de dólares. Estamos trazendo de
volta os navios de guerra. O navio de guerra é cem vezes mais poderoso do que
os grandes navios de guerra que vocês viram na Segunda Guerra Mundial. Aqueles
navios enormes e magníficos, o Missouri, o Iowa, o Alabama. Porque eu pensei
que talvez pudéssemos tirá-los da reserva. Eu disse: não, senhor. Esses navios
são cem vezes mais poderosos. Pensem nisso. Cem vezes mais poderosos do que
aquelas grandes e magníficas obras de arte que vocês viram tantas vezes atrás e
que ainda veem na televisão. Vocês dizem: uau, que força! Cem vezes mais
poderosos do que os grandes navios de guerra do passado. Então, esse foi o fim
da reserva.
OTAN: “Já
pagamos por tudo”
Então, o que
ganhamos com a OTAN não foi nada, a não ser proteger a Europa da União
Soviética e agora da Rússia. Quer dizer, nós os ajudamos por tantos anos. Nunca
recebemos nada em troca, a não ser pagar pela OTAN, e pagamos por muitos anos,
até eu entrar no cargo. Nós pagamos, na minha opinião, cem por cento da OTAN
porque eles não pagavam suas contas.
E tudo o que
estamos pedindo é a Groenlândia, incluindo o direito de propriedade, porque é
preciso a propriedade para defendê-la. Não dá para defendê-la com base em um
contrato de arrendamento. Primeiro, legalmente, é indefensável dessa forma.
Totalmente. E segundo, psicologicamente, quem em sã consciência quer defender
um contrato de licença ou um arrendamento, que se trata de um enorme pedaço de
gelo no meio do oceano onde, em caso de guerra, grande parte da ação ocorrerá?
Imagine só. Os mísseis estariam sobrevoando o centro daquele pedaço de gelo.
A “Maior Cúpula
Dourada Já Construída”
Tudo o que
queremos da Dinamarca para a segurança nacional e internacional, e para manter
à distância nossos potenciais inimigos, que são muito enérgicos e perigosos, é
esta terra onde construiremos a maior Cúpula Dourada já construída. Estamos
construindo a Cúpula Dourada que, por sua própria natureza, defenderá o Canadá.
Aliás, o Canadá
recebe muitos benefícios nossos. Eles também deveriam ser gratos. Mas não são.
Eu vi o seu primeiro-ministro ontem. Ele não estava nada grato. Eles é que
deveriam ser gratos a nós. Canadá. O Canadá existe graças aos Estados Unidos.
Lembre-se disso, Mark, da próxima vez que fizer suas declarações.
A Cúpula de
Israel e a Tecnologia Americana
O que fizemos
por Israel foi incrível, mas isso não é nada comparado ao que planejamos para
os Estados Unidos, Canadá e o resto do mundo. Vamos construir uma cúpula como
nenhuma outra. Nós conseguimos. Fizemos isso por Israel. E, aliás, eu disse
para a Bibi: pare de levar o crédito pela cúpula. Essa tecnologia é nossa. É
nosso material.
Mas eles
tiveram muita coragem, eram bons lutadores e fizeram um ótimo trabalho.
Eliminamos a ameaça nuclear iraniana de uma forma inacreditável. Ninguém jamais
viu nada igual. A Venezuela derrubando Soleimani. Eliminando al-Baghdadi quando
ele tentou reinstaurar o Estado Islâmico. Fizemos muito. Eu fiz muito.
Muitas coisas
importantes. Todas executadas com perfeição. Todos foram executados com
perfeição. Alguém me disse que um especialista militar me disse: "Senhor,
tudo o que o senhor fez foi executado com perfeição". Eu respondi:
"Eu sei".
Outros
presidentes gastaram, seja por imprudência ou não, trilhões e trilhões de
dólares na OTAN e não receberam absolutamente nada em troca. Nós nunca pedimos
nada. É sempre uma via de mão única. Agora eles querem que os ajudemos com a
Ucrânia. E deixe-me dizer, nós vamos ajudar. Eu realmente estou ajudando. Nem
mesmo eles.
Número de
vítimas na Ucrânia
Quero ver os
dados da semana passada. Se você viu, foram 10.000 soldados. Mas no mês
passado, foram 31.000 soldados mortos. 31.000. Isso é o número de pessoas nesta
sala multiplicado por 30. Pense nisso. 30.000 soldados morreram em um mês. No
mês anterior, foram 27.000. No mês anterior a esse, foram 28.000. No mês
anterior a esse, foram 25.000. É um banho de sangue lá. E é isso que eu quero
impedir.
Isso não ajuda
os Estados Unidos. Mas essas são almas. São jovens. Jovens que se parecem com
vocês, com alguns de vocês aí na primeira fila. Eles vão para a guerra. Os pais
ficam tão orgulhosos. "Lá vai ele." Volta duas semanas depois.
Recebem uma ligação. "Seu filho foi explodido." Eu quero impedir
isso. É uma guerra horrível.
Acabar com o
derramamento de sangue
Estamos nessa
situação desde a Segunda Guerra Mundial. Eles continuam, vão superar a Segunda
Guerra Mundial. Os números são impressionantes, quantas pessoas eles perderam.
Eles não querem falar sobre isso. A Ucrânia e a Rússia perderam um número
enorme de pessoas. E eu estou em contato com o Presidente Putin, e ele quer
fazer um acordo. Acredito que estou em contato com o Presidente Zelensky, e
acho que ele também quer fazer um acordo. Vou me encontrar com ele hoje. Ele
pode estar na plateia agora. Mas eles precisam parar essa guerra. Porque muita
gente está morrendo, morrendo desnecessariamente. Muitas vidas estão sendo
perdidas. É o único motivo pelo qual estou interessado em fazer isso. Mas, ao
fazer isso, estou ajudando a Europa. Estou ajudando a OTAN.
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ser nomeado Pessoa do Ano pela revista TIME
E até alguns
dias atrás, quando lhes contei sobre a Islândia, eles me adoravam. Me chamavam
de "Papai". Da última vez, um homem muito inteligente disse:
"Ele é o nosso papai. Ele está no comando." Eu era como se estivesse
no comando. Passei de estar no comando a ser um ser humano terrível. Mas agora
o que peço é um pedaço de gelo, frio e mal localizado, que possa desempenhar um
papel vital na paz e na proteção mundial. É um pedido muito pequeno comparado
ao que lhes demos por muitas e muitas décadas.
Mas o problema
com a OTAN é que nós os apoiaremos incondicionalmente. Mas não tenho certeza se
eles nos apoiariam se ligássemos para eles e disséssemos: "Senhores,
estamos sendo atacados, estamos sob ataque de tal nação". Conheço-os muito
bem. Não tenho certeza se eles nos apoiariam. Sei que nós os apoiaríamos. Não
sei se eles nos apoiariam. Então, com todo o dinheiro que gastamos, com todo o
sangue, suor e lágrimas, não sei se eles nos apoiariam. Eles não nos apoiaram
na Islândia, posso garantir.
Reação do
mercado de ações e gastos com defesa
Quer dizer,
nossa bolsa de valores sofreu a primeira queda ontem por causa da Islândia.
Então, a Islândia já nos custou muito dinheiro. Mas essa queda é insignificante
comparada à alta. E temos um futuro incrível nessa ação. Essa bolsa vai dobrar
de valor. Vamos chegar a 50.000 pontos, e essa bolsa vai dobrar de valor em um
período relativamente curto por causa de tudo o que está acontecendo.
Mas este é um
bom exemplo. Depois de darem trilhões e trilhões de dólares em defesa para a
OTAN e as nações europeias, elas compram nossas armas. Fabricamos as melhores
armas do mundo, mas agora vamos fabricá-las mais rápido, muito mais rápido. Eu
impus um teto aos salários e proibi recompras de ações, nem outras coisas que
eles estavam fazendo.
Quer dizer,
eles faturavam 50 milhões de dólares, mas levavam três anos para entregar um
míssil Patriot. Eu disse: "Isso não é bom. Meu motorista faz um trabalho
melhor, e ele ganha um pouco menos de 50 milhões." Eles recebem salários
altos. Se vão continuar recebendo esses salários altos, precisam produzir muito
mais rápido.
A boa notícia é
que temos o melhor equipamento do mundo. Agora vamos começar a produzi-lo muito
mais rápido. Vão construir fábricas adicionais. E todo o dinheiro que for usado
para recompra de ações será investido na construção de fábricas. Não estamos mais
permitindo recompras de ações por empresas de defesa. Vão construir novas
fábricas para produzir Tomahawks, Patriots. Temos o melhor equipamento, F-35s,
F-47, o novo que está sendo lançado. Dizem que é o avião de combate mais
devastador de todos os tempos.
Quem sabe?
Chamaram de 47. Se eu não gostar, vou tirar o 47. Fico pensando por que o
chamaram de 47. Precisamos refletir sobre isso. Mas se eu não gostar, vou tirar
esse 47. Mas ele deveria ser o estágio seis. Deveria ser o primeiro avião do
estágio seis, indetectável, como nossos bombardeiros B-2 eram indetectáveis.
Eles sobrevoaram o Irã. Eram indetectáveis. E cumpriram sua missão e saíram de
lá rapidinho.
Ultimato da
Groenlândia
Então, queremos
um pedaço de gelo para a proteção do mundo. E eles não nos dão. Nunca pedimos
nada além disso. E poderíamos ter ficado com aquele pedaço de terra, mas não
ficamos. Portanto, eles têm uma escolha. Podem dizer sim, e ficaremos muito
agradecidos. Ou podem dizer não, e nos lembraremos disso.
Segurança
Econômica e OTAN
Uma América
forte e segura significa uma OTAN forte, e essa é uma das razões pelas quais
trabalho todos os dias para garantir que nossas forças armadas sejam muito
poderosas e que nossas fronteiras sejam muito fortes. E, acima de tudo, que
nossa economia seja forte, porque a segurança nacional exige segurança
econômica e prosperidade econômica, e nós temos a melhor situação que já
tivemos.
Biden e seus
aliados destruíram nossa economia e nos deram talvez a pior inflação da
história americana. Quando eles dizem 48 anos, eu digo para sempre, mas acho
que 48 anos é o equivalente a para sempre. Sejam 48 anos ou para sempre, é
terrível, custando à família típica US$ 33.000. O que eles fizeram com este
país jamais deve ser esquecido. É cedo, mas ele precisa ser considerado o pior
presidente que já tivemos, de longe. A caneta automática não causou grande
parte do dano. A caneta automática... ele foi o presidente da caneta
automática, porque não acredito que um presidente sensato jamais teria assinado
o tipo de coisa que ele assinou.
Mas agora os
preços dos alimentos, da energia, das passagens aéreas, das taxas de hipoteca,
do aluguel e das prestações de carros estão todos caindo, e estão caindo
rápido. Herdamos uma bagunça, mas fizemos um trabalho incrível em 12 meses.
Política de
Preços de Medicamentos da Nação Favorecida
Uma das minhas
políticas de nação mais favorecida para os preços dos medicamentos é a redução
do custo dos remédios prescritos em até 90%, dependendo do cálculo. Também se
pode dizer 5, 6, 7, 800%. Há duas maneiras de calcular isso. Mas temos uma
política de nação mais favorecida que todo presidente desejava, mas nenhum
conseguiu implementar. Eu a consegui, e outras nações a aprovaram. E precisei
usar tarifas para consegui-la, porque disseram que era impossível.
Em outras
palavras, um comprimido que custa US$ 10 em Londres custa US$ 130. Pense bem:
custa US$ 10 em Londres, custa US$ 130 em Nova York ou em Los Angeles. E eu
diria: "Nossa, isso é péssimo". Meus amigos diziam: "Sabe, a
gente vai a Londres e consegue comprar essas coisas de graça. A gente viaja o
mundo todo e consegue comprar de graça". Porque, basicamente, os Estados
Unidos estão subsidiando todas as nações do mundo, já que os presidentes
permitiram que elas se safassem com isso. A situação ficou muito difícil.
Então, quando
liguei para Emmanuel Macron, vi-o ontem com aqueles óculos de sol estilosos.
Que diabos aconteceu?
Mas eu o vi se
mostrar bastante firme. Ele estava cobrando 10 dólares por comprimido. E eu
disse, Emmanuel – e tenho certeza de que todas as grandes empresas
farmacêuticas concordam plenamente. Não foi fácil, aliás. Eles são durões,
espertos. Eles vêm se safando com esse golpe há muito tempo. Mas eles
desistiram. Eles disseram: você nunca vai conseguir a aprovação dos países. Eu
perguntei: por quê? Porque eles não vão aprovar. Eles sempre diziam: não vamos
pagar mais nada. Consiga o restante para os Estados Unidos.
Então, ao longo
dos anos, eles permaneceram os mesmos. Nós só aumentamos, aumentamos,
aumentamos. E quero dizer, pagávamos 13, 14, 15 vezes mais do que certos países
pagavam. Então eu disse: não, eles vão aprovar, 100%. Então você nunca vai
conseguir que eles aprovem. Eu disse: eu garanto.
Mas na verdade,
comecei com o Emmanuel, que provavelmente também está aqui na sala. E eu gosto
dele. Gosto mesmo. Difícil de acreditar, não é? E eu disse: Emmanuel, você vai
ter que aumentar o preço desse comprimido para 20 dólares, talvez 30 dólares.
Pense nisso. Isso significa dobrar, dobrar o preço dos medicamentos com
receita. Pode ser triplicar. Pode ser quadruplicar. Não é fácil.
Não, não, não,
Donald, eu não farei isso. Eu disse: sim, você fará, com certeza. Ele disse:
não, não, não. Você está me pedindo para dobrar a dose. Eu disse: Emmanuel,
você vem se aproveitando dos Estados Unidos há 30 anos com medicamentos
controlados. Você realmente deveria fazer isso. E você fará. Eu disse:
Emmanuel, não tenho dúvidas. Aliás, tenho 100% de certeza de que você fará.
Não, não, não. Eu não farei isso.
Porque, sim,
para ser justo com ele, ele precisa dobrar ou triplicar. Porque o mundo é um
lugar maior que os Estados Unidos, então não dá para chegar a um meio-termo. É
preciso subir um pouco. E nós descemos bastante. Eles sobem um pouco. Nós
descemos bastante. Então, estamos em US$ 130. Eles estão em US$ 10. Então,
talvez eles precisem chegar a US$ 20 ou US$ 30. Não mais do que isso.
Eu disse:
"Emmanuel, você vai dobrar ou triplicar?" "Não, não, não."
Eu disse: "Aqui está a história, Emmanuel. A resposta é que você vai fazer
isso. Você vai fazer isso rápido. E se não fizer, vou impor uma tarifa de 25%
sobre tudo o que você vender para os Estados Unidos e uma tarifa de 100% sobre
seus vinhos e champanhes. E isso é cerca de 10 vezes mais do que estou pedindo.
E você vai fazer isso."
Não quero
tornar isso público, mas você pode me obrigar a fazer isso. Não, não, Donald,
eu farei. Eu farei.
Três minutos
por país
Em média, eu
levava três minutos por país, repetindo a mesma coisa: "Vocês vão fazer
isso". E todos respondiam: "Não, não, não. Eu não vou fazer isso.
Vocês estão me pedindo para dobrar o preço dos medicamentos?". Eu dizia:
"É verdade, porque vocês vêm nos explorando há 30 anos". E eles
continuavam: "Não vamos fazer isso".
Eu disse:
"Tudo bem. Na segunda-feira de manhã, vamos definir valores de 25, 30,
50... Dei números diferentes para países diferentes. Estamos falando também de
segurança nacional. Não é justo. Não vamos subsidiar o mundo inteiro. E todos
esses países concordaram em fazer isso."
Uma das coisas
mais importantes que fiz foi implementar o princípio da nação mais favorecida.
Pagaremos o menor preço do mundo. Assim, o preço dos nossos medicamentos vai
cair impressionantes 90%. Aliás, você poderia dizer 1.000%, 2.000%, depende de
como você quer calcular. Mas vamos usar a versão que a mídia tendenciosa
prefere, porque soa tão bem quanto. Você mencionou uma redução de 90%, que soa
muito pior.
Mas os preços
dos medicamentos vão cair drasticamente em todos os países, e eu agradeço que
estejam fazendo isso. Mas fizeram isso de forma justa.
Sem as tarifas,
eu não teria conseguido. Depois de uma queda de US$ 3.000 sob o governo Biden,
a renda real nos Estados Unidos aumentou em US$ 2.000, US$ 3.000 e até US$
5.000 ou mais.
Restaurando o
sonho americano da casa própria
A casa própria
sempre foi um símbolo de saúde e vigor da sociedade americana. Mas esse
objetivo se tornou inatingível para milhões e milhões de pessoas na era Biden,
devido ao aumento exorbitante das taxas de juros. Hoje, estou tomando medidas
para resgatar esse alicerce do sonho americano.
Nos últimos
anos, gigantes de Wall Street e empresas de investimento institucional, muitos
de vocês estão aqui, muitos de vocês são meus bons amigos, muitos de vocês são
apoiadores. Sinto muito por fazer isso. Sinto muito mesmo. Mas vocês
impulsionaram os preços dos imóveis comprando centenas de milhares de casas
unifamiliares, e isso tem sido um ótimo investimento para eles, muitas vezes
representando até 10% das casas no mercado.
Sabe, o mais
louco é que uma pessoa física não pode deduzir a depreciação de uma casa. Mas
quando uma empresa compra, ela pode. Bom, aqui está algo que também precisamos
considerar. Não sei se muita gente pensa nisso. Você compra uma empresa, ela
compra 500 casas. Ela compra centenas de milhares. Ela compra 500 casas. Ela
pode deduzir a depreciação. Uma pessoa física sua, trabalha duro e compra uma
casa. Ela não pode.
Mas as casas
são construídas para pessoas, não para corporações. E os Estados Unidos não se
tornarão uma nação de inquilinos. Não vamos fazer isso. É por isso que assinei
uma ordem executiva proibindo grandes investidores institucionais de comprarem
casas unifamiliares. Simplesmente não é justo para o público. Eles não
conseguem comprar uma casa. E estou pedindo ao Congresso que transforme essa
proibição em lei permanente, e acredito que eles a transformarão.
Limitar as
taxas de juros dos cartões de crédito
Um dos maiores
obstáculos para juntar dinheiro para a entrada de um imóvel tem sido o aumento
exorbitante das dívidas de cartão de crédito. A margem de lucro das empresas de
cartão de crédito agora ultrapassa 50%. Uma das maiores. E elas cobram dos
americanos taxas de juros de 28%, 30%, 31%, 32%. O que aconteceu com a usura?
Para ajudar
nossos cidadãos a se recuperarem do desastre causado por Biden, tudo resultado
desse precedente horrível, estou pedindo ao Congresso que limite as taxas de
juros dos cartões de crédito a 10% por um ano. Isso ajudará milhões de
americanos a economizar para comprar uma casa. Eles não têm ideia de que estão
pagando 28%. Se atrasarem um pouco o pagamento, acabam perdendo a casa. É
terrível.
Consolidando os
Estados Unidos como a capital mundial das criptomoedas.
Para
impulsionar a inovação, a poupança e o financiamento, também estou trabalhando
para garantir que os Estados Unidos continuem sendo a capital mundial das
criptomoedas. E, para esse fim, no ano passado, sancionei a histórica Lei
Genius. Agora, o Congresso está trabalhando arduamente na legislação sobre a
estrutura do mercado de criptomoedas, Bitcoin e todas elas, que espero
sancionar em breve, abrindo novos caminhos para que os americanos alcancem a
liberdade financeira.
E eu fiz isso
por dois motivos. Primeiro, achei que seria politicamente vantajoso, e foi.
Recebi um apoio político enorme. Mas, mais importante ainda, a China também
queria esse mercado. É como se eles quisessem a IA. E nós temos esse mercado,
eu acho, praticamente garantido.
Se eu não
tivesse feito isso, sabe, Biden era totalmente contra até antes da eleição,
quando perceberam que milhões de pessoas votariam contra ele por causa das
criptomoedas. E de repente, eles adoraram a ideia. Mas era tarde demais. Eles
estragaram tudo. Mas é politicamente popular. E o mais importante é que
precisamos garantir que a China não se apodere disso. E uma vez que isso
aconteça, não conseguiremos recuperar. Então, me sinto honrado por ter feito
isso.
Títulos
hipotecários e o novo presidente do Fed
Finalmente,
instruí as instituições apoiadas pelo governo a comprarem até US$ 200 bilhões
em títulos hipotecários para reduzir as taxas de juros. E anunciarei um novo
presidente do Fed em breve. Acho que você fará um ótimo trabalho. Então, eu
cedi uma parte disso. Ele cedeu essa parte. Então, temos algo. Conseguimos
algo. Mas alguém muito respeitado. Todos eles são respeitados. Todos são
ótimos.
Todos os
entrevistados são ótimos. Todos poderiam fazer um trabalho fantástico, na minha
opinião. O problema é que mudam assim que são contratados. Sabe, eles dizem
tudo o que eu quero ouvir. E aí, depois de serem contratados, ficam presos por
seis anos. E de repente, querem aumentar um pouco os salários. Eu ligo para
eles e digo: "Senhor, preferimos não falar sobre isso". É incrível
como as pessoas mudam depois de serem contratadas. É uma pena. Uma espécie de
deslealdade, mas eles têm que fazer o que acham certo.
Temos um
presidente péssimo agora. Jerome "Atrasado" Powell. Ele está sempre
atrasado. E está muito atrasado com as taxas de juros, exceto antes da eleição.
Ele era ótimo para o outro lado. Então, teremos alguém excelente e esperamos
que ele faça um bom trabalho.
Taxas de
hipoteca e estratégia do mercado imobiliário
Na semana
passada, a taxa média de juros para financiamentos imobiliários de 30 anos caiu
para menos de 6% pela primeira vez em muitos anos. Outro fator importante para
o aumento dos custos de moradia foi a imigração em massa. E preciso dizer uma
coisa sobre moradia, porque ninguém nunca diz isso. Sou muito protetor com as
pessoas que já possuem casa própria. E são milhões e milhões de pessoas assim.
Graças a esse período de prosperidade, o valor dos imóveis subiu tremendamente.
E essas pessoas enriqueceram. Elas não eram ricas antes. Enriqueceram por causa
de suas casas.
E cada vez que
você torna mais e mais acessível para alguém comprar uma casa barata, você
está, na verdade, prejudicando o valor dessas casas, obviamente, porque uma
coisa está diretamente ligada à outra. E eu não quero fazer nada que prejudique
o valor das casas de pessoas que, pela primeira vez na vida, estão andando
pelas ruas da cidade em que moram, muito orgulhosas de que sua casa vale 500,
600, 700 mil dólares.
Agora, se eu
quisesse realmente destruir o mercado imobiliário, eu poderia fazer isso tão
rápido que as pessoas conseguiriam comprar casas. Mas isso arruinaria muita
gente que já tem casa. Em alguns casos, eles hipotecaram suas casas e as
prestações eram bem baixas. E de repente, sem nenhuma alteração, as prestações
sobem muito e eles acabam perdendo suas casas. Eu não quero causar prejuízos. E
eu converso com o Scott, que está fazendo um trabalho fantástico, e com o
Howard, que também está fazendo um trabalho fantástico, e com toda a minha
equipe. E eu sempre digo: olha, eu consigo destruir o mercado.
Podemos reduzir
as taxas de juros a um nível. E isso é algo que realmente queremos fazer. É
natural. É bom para todos. Sabe, com a redução das taxas de juros, deveríamos
estar pagando uma taxa de juros muito menor do que pagamos atualmente.
Deveríamos estar pagando a menor taxa de juros de qualquer país do mundo,
porque sem os Estados Unidos, não haveria país.
Quer dizer, eu
tive um caso com a Suíça. Por acaso estávamos na Suíça. Talvez eu conte uma
breve história. Mas eles não estavam pagando nada. Eles fabricam relógios
lindos, relógios excelentes, Rolex, todos eles. Eles não pagavam nada aos
Estados Unidos quando enviavam seus produtos. E nós tínhamos um déficit de
quarenta e um bilhões de dólares, 41 bilhões, e esse lugar lindo passou voando
por cima, não é ótimo?
Tarifas sobre a
Suíça
Então eu disse:
vamos impor uma tarifa de 30% sobre eles para recuperarmos parte do dinheiro,
não tudo. Ainda temos um déficit, um déficit enorme, de 40, 41 milhões. É um
déficit considerável. E eu disse: vamos impor uma tarifa. Tarifas diferentes,
lugares diferentes, todos vocês são cúmplices em alguns casos, vítimas deles.
Mas, no fim das contas, é justo. E a maioria de vocês percebe isso.
Mas impusemos
uma tarifa de 30% sobre a Suíça e o inferno se instaurou. Eles ligavam sem
parar. Quer dizer, de um jeito que você nem imagina. E eu conheço tanta gente
da Suíça. Lugar incrível. Lugar incrível, brilhante.
Mas eu não
percebi que eles só são bons por nossa causa. E há muitos outros exemplos. Quer
dizer, nós, provavelmente outros lugares também, mas a maior parte do dinheiro
que eles ganham é por nossa causa, porque nunca cobramos nada deles. Então eles
vêm, vendem seus relógios, sem tarifas, sem nada. Eles vão embora. Eles ganham
US$ 41 bilhões só com a gente. Então eu disse: não, não podemos fazer isso.
Então vou aumentar a nossa margem de lucro. Eu ainda teria um déficit, bastante
substancial, mas aumentei para 30%.
A
primeira-ministra, acho que não era presidente, era uma mulher, e ela era muito
repetitiva. Ela dizia: “Não, não, não, vocês não podem fazer isso. 30%. Vocês
não podem fazer isso. Somos um país pequeno, muito pequeno.” Eu disse: “Sim,
mas vocês têm um déficit enorme. Vocês podem ser pequenos, mas têm um déficit
maior do que os países grandes.” Ela disse: “Não, não, não, por favor. Vocês
não podem fazer isso.” Continuou repetindo a mesma coisa várias vezes. “Somos
um país pequeno.” Eu disse: “Mas vocês são um país grande em termos de…” E ela
simplesmente me irritou, para ser honesto. Então eu disse: “Tudo bem, obrigado,
senhora. Agradeço. Não faça isso. Muito obrigado, senhora.” E eu consegui
chegar a 39%.
E aí o inferno
realmente se instaurou. E eu recebi visitas de todo mundo. A Rolex veio me ver.
Todos vieram me ver. Mas eu percebi, e reduzi. Porque eu não quero magoar as
pessoas. Eu não quero prejudicá-las. E nós reduzimos para um nível mais baixo.
Isso não significa que não vai subir, mas reduzimos para um nível mais baixo.
Mas agora eles pagam a tarifa.
Os Estados
Unidos estão mantendo o mundo inteiro à tona.
Mas eu percebo
que temos muitos lugares assim, onde as pessoas estão fazendo fortuna graças
aos Estados Unidos. Sem os Estados Unidos, elas não estariam fazendo nada.
Pense nisso. A Suíça lucrou 41 bilhões de dólares com a gente. E como ela
disse, é um país pequeno. E eu percebi com isso, não sei, fiquei tão, porque
ela foi tão incisiva. E eu percebi naquela conversa que os Estados Unidos estão
mantendo o mundo inteiro funcionando.
Em muitos
lugares, eu poderia citar seis, sete, só entre as pessoas desta pequena região.
Conheço cada uma delas. Elas meio que olham para baixo. Não querem me ver e não
querem me encarar. Mas estão se aproveitando, todos se aproveitaram dos Estados
Unidos. Mas eu fui muito justo e impus uma tarifa, e tudo bem. Mas percebi que
sem nós, não é mais a Suíça. Sem nós, não é nenhum dos países representados
aqui.
E queremos
trabalhar com os países. Queremos trabalhar com eles. Não queremos destruí-los.
Eu poderia ter dito 39%, 40%. Eu poderia ter dito que queria uma tarifa de 70%,
aí ganharíamos dinheiro com a Suíça. Mas a Suíça provavelmente teria sido
destruída, destruída financeiramente. Eu não quero isso.
Os Estados
Unidos deveriam pagar a menor taxa de juros.
Mas deveríamos
estar pagando a menor taxa de juros de todos. Espero que Scott esteja ouvindo
isso, porque deveríamos estar pagando a menor taxa de juros de todos. Sem nós,
sem nós, a maioria dos países nem funcionaria. E aí temos o fator proteção. Sem
nossas forças armadas, que são de longe as maiores do mundo, sem nossas forças
armadas, vocês teriam ameaças que jamais imaginariam. Vocês não imaginariam.
Não teriam ameaças por nossa causa. E isso se deve à OTAN.
Outra coisa, e
preciso dizer isso com muita importância, antigamente, e eu costumava dizer que
era o mais jovem da sala. Agora estou entre os mais velhos. Odeio dizer isso.
Não me sinto velho, mas estou entre os mais velhos. Mas me lembro de não muito
tempo atrás, 20, 25 anos atrás, quando saíram boas notícias sobre, digamos, os
Estados Unidos. Os Estados Unidos tiveram um ótimo trimestre.
Os Estados
Unidos tiveram um ótimo mês. Todas as ações subiram. E é assim que deveria ser.
Agora, quando dizem que os Estados Unidos tiveram um trimestre recorde, é
inacreditável o quão bem as coisas estão indo. Todas as ações despencam porque
dizem: "Ah, não, inflação, inflação! Vão aumentar as taxas de juros",
e aumentam. Algumas dessas pessoas estúpidas, como Powell, aumentam as taxas de
juros. E o que elas fazem é impedir que você tenha sucesso.
Antigamente,
quando tínhamos um ótimo trimestre, um ótimo mês, ótimos resultados, qualquer
coisa boa, qualquer notícia boa, o mercado de ações subia. É assim que vai ser.
Precisamos fazer isso de novo. Porque é assim que deveria ser. Agora, quando
temos um ótimo mês, querem acabar com ele. Tipo, tivemos um crescimento de mais
de 5%. As pessoas ficaram surpresas. Deveríamos ter 20%. Poderíamos ter 25%.
Bem, anunciamos
bons números, e o motivo é que eles estão apavorados com a inflação. E
crescimento não significa inflação. Tivemos um crescimento tremendo com
inflação muito baixa. Na verdade, o crescimento pode combater a inflação, o
crescimento verdadeiro. Então, queremos voltar aos tempos em que anunciávamos
ótimos números, porque vamos anunciar números fenomenais.
Construção de
fábrica de discos e investimento estrangeiro
Sabe, todas
essas fábricas que estão sendo construídas em ritmo recorde, milhares de
empresas sendo criadas agora. Lembre-se, US$ 18 trilhões estão sendo
investidos. Acho que o segundo número é três, e isso foi na China, muitos anos
atrás. Investimentos no país vindos de fora. US$ 18 trilhões, ninguém nunca viu
isso. É dinheiro entrando e construindo coisas, fábricas. Milhares de empresas
estão sendo criadas, milhares.
Centenas de
grandes fábricas, incluindo montadoras de automóveis, estão voltando para os
Estados Unidos. Elas estão vindo do Canadá, do México, do Japão. O Japão está
instalando fábricas aqui para evitar tarifas. Estão vindo da China. Estão vindo
do mundo todo.
Atualmente,
estão sendo construídas mais fábricas de automóveis do que jamais foram, mesmo
no auge das décadas de 1940 e 50. E elas são maiores. Não se faz mais reformas
em que se pega uma fábrica antiga, demolindo-a e construindo uma nova,
supermoderna. Mas isso está acontecendo em níveis nunca antes vistos.
Imigração e
Fiscalização Criminal
Em 2024, os EUA
construíram menos de 2 milhões de novas casas, mas Biden admitiu mais de 8
milhões de novos imigrantes. E esses dias acabaram. Em 2025, pela primeira vez
em 50 anos, os Estados Unidos tiveram migração reversa. Nossa, isso foi ótimo.
E esses eram
criminosos que estavam sendo retirados do nosso país porque permitiam a entrada
de pessoas vindas de prisões, de gangues, traficantes de drogas, assassinos,
11.888 assassinos. Conseguimos tirar a maioria deles de lá. E aí o ICE é
criticado por gente estúpida da liderança de Minnesota. Na verdade, estamos
ajudando muito Minnesota, mas eles não reconhecem isso. A maioria dos lugares
reconhece.
Transformação
da Segurança em Washington DC
Sabe,
Washington, D.C., é o lugar mais seguro dos Estados Unidos atualmente. Antes,
era muito perigoso andar a pé, e agora você pode caminhar com sua esposa e seus
filhos pelo centro da cidade. Hoje em dia, Washington, D.C., é o lugar mais
seguro possível. Antes, era um dos mais inseguros.
Tive que
admitir que enviamos o exército, a Guarda Nacional. Em dois meses, estava
ótimo. Em três meses, é um lugar realmente ótimo, seguro e bonito. Até a
limpeza foi feita. Os grafites sumiram. As cercas foram removidas. Não
precisamos mais nos preocupar com cercas. Em todos os lugares, a grama foi
cortada e, em muitos casos, substituída por grama nova. Tudo isso estará pronto
na primavera.
Mas Washington,
DC, está linda de novo e é segura. Novos restaurantes estão abrindo. Todos
estão fechando. Agora você não consegue entrar em um restaurante. Restaurantes
em Washington, DC, estão todos abrindo.
Memphis também.
Memphis, Tennessee. Nova Orleans, Louisiana. Ficamos lá por três semanas.
Reduzimos a criminalidade em 64% em apenas um mês. Praticamente não há crimes
lá. Podemos fazer isso em todos os lugares. Vamos ajudar as pessoas na
Califórnia.
Queremos uma
sociedade sem crimes. Sei que Gavin esteve aqui. Eu me dava muito bem com ele
quando era presidente. Gavin é um cara legal, e se ele precisasse, eu o
ajudaria sem hesitar. Adoraria ver isso acontecer. Nós os ajudamos bastante em
Los Angeles, principalmente no início do meu mandato, quando eles tiveram
alguns problemas. Mas adoraríamos fazer isso.
Vou dizer o
seguinte: se eu fosse um governador democrata ou algo assim, ligaria para o
Trump. Diria: "Venha cá. Faça-nos parecer bem. Porque estamos reduzindo a
criminalidade a zero. E estamos prendendo criminosos de carreira, que só vão
fazer coisas ruins, e os estamos devolvendo aos seus países. Onde já fizemos
isso, os resultados foram incríveis. E temos capacidade para fazer isso em
escalas muito maiores."
Cortes nos
benefícios sociais e fim dos pagamentos para cidades-santuário
Estamos
cortando o auxílio social e outros benefícios governamentais para imigrantes
ilegais, e determinei que, a partir de agora, não haverá mais pagamentos para
cidades-santuário, porque elas são, na verdade, santuários para criminosos.
Elas estão protegendo criminosos, e são esses que precisamos expulsar do país:
assassinos, traficantes de drogas, doentes mentais. Eles esvaziaram seus
hospitais psiquiátricos nos Estados Unidos.
E apesar disso,
temos os menores índices de criminalidade da história do país. Acabou de ser
divulgado.
Fraude e
Pirataria
Mas, igualmente
importante, estamos combatendo mais de 19 bilhões de dólares em fraudes
roubadas por bandidos somalis. Dá para acreditar nos somalis? Eles se mostraram
ter um QI mais alto do que pensávamos. E nós os considerávamos pessoas com
baixo QI. Como eles conseguiram entrar em Minnesota e roubar todo esse
dinheiro?
E nós temos,
sabe, eles são piratas. São bons piratas, mas nós os afundamos, assim como
afundamos os barcos de drogas. Eles não estão pirateando muitos barcos
ultimamente, você percebeu? Quando eles vão até esses barcos, querem tomar o
controle de um petroleiro de um bilhão e meio de dólares carregado de petróleo,
e dizem: "Vamos explodir seu barco". Eles têm armas poderosas. Se
você acertar a lateral do barco, explode tudo. As seguradoras ficam apavoradas,
então dizem: "Deem o barco para eles. Nós damos dinheiro em troca".
E eu não faço
isso. Nós os afundamos completamente. Vemos eles saindo, e os afundamos. Não
temos mais tantos piratas assim. Temos sim. Eles não vão ficar por aqui por
muito tempo.
Interdição de
drogas no mar
Reduzimos o
tráfico de drogas atingindo embarcações carregadas, incluindo submarinos.
Acredita que eles compram em pequenas quantidades? Chamam-lhes mini-submarinos,
muito rápidos. São feitos para transportar drogas. Já afundamos dois deles. Os
democratas dizem que estavam pescando. Vocês arruinaram o fim de semana de
pesca de alguém, eu diria. Um submarino não é um barco de pesca. Não se pesca
com submarino.
Mas nós
reduzimos o tráfico de drogas pela água, pelos oceanos, pelo mar, em 97,2%.
Pensem nisso. E eu realmente pergunto: quem são os outros 3%? Porque eu não
gostaria de estar pilotando um daqueles barcos. Nós os eliminamos, e agora
vamos começar por terra. Vamos acabar com tudo. A terra é a parte fácil. O que
fizemos no mar é incrível. E essa é a nossa grande força militar.
Imigração e
Sociedade Ocidental
A situação em
Minnesota nos lembra que o Ocidente não pode importar em massa culturas
estrangeiras que nunca conseguiram construir uma sociedade bem-sucedida por si
só. Quer dizer, estamos trazendo pessoas da Somália, e a Somália é um país
falido, não é uma nação. Não tem governo, não tem polícia, não tem exército,
não tem nada.
E aí temos essa
congressista farsante, Ilhan Omar, que, segundo informações recentes, tem um
patrimônio de 30 milhões de dólares, falando sobre a Constituição, me dando
sermão. Ela vem de um país que não é um país e está nos dizendo como governar
os Estados Unidos. Não vai se safar por muito tempo. Deixa eu te contar uma
coisa: a explosão de prosperidade, prosperidade e progresso que construiu o
Oeste não veio dos nossos códigos tributários.
Em última
análise, isso provém da nossa cultura muito especial. Esta é a preciosa herança
que a América e a Europa têm em comum. Partilhamo-la. Partilhamos, mas temos de
a manter forte. Temos de nos tornar mais fortes, mais bem-sucedidos e mais
prósperos do que nunca. Temos de defender essa cultura e redescobrir o espírito
que elevou o Ocidente das profundezas da Idade das Trevas ao auge da realização
humana.
Vivemos em um
período de mudanças incríveis. É uma época inacreditável, mas precisamos
aproveitar o momento em que estamos. Temos em mãos tecnologias que nossos
ancestrais mal poderiam ter — quero dizer, eles nem sequer poderiam sonhar com
algumas das coisas que vemos hoje. E elas são produzidas tão rapidamente. Há
dois anos, ninguém nunca tinha ouvido falar de IA, e agora todo mundo está
falando sobre isso. Ela pode ter um propósito muito bom. Também pode ter um
propósito perigoso, e precisamos ficar atentos a isso. Mas coisas
extraordinárias estão acontecendo por causa dela, e estamos na vanguarda.
Estamos indo muito bem.
Oportunidades
para o futuro
Mas
oportunidades maiores e mais grandiosas do que nunca na história da humanidade
estão bem diante de nós. São os pioneiros nesta sala — muitos de vocês aqui são
verdadeiros pioneiros. Vocês são pessoas brilhantes, simplesmente brilhantes.
Só o fato de vocês conseguirem um ingresso já é brilhante, porque há cerca de
50 pessoas para cada assento. Não sei o que é isso, Larry. Tudo o que Larry
toca vira ouro. Ele fez disso um grande sucesso.
Mas vocês estão
nesta sala, e alguns de vocês são os maiores líderes do mundo. Vocês são as
mentes mais brilhantes do mundo. E o futuro é ilimitado, em grande parte graças
a vocês. E nós temos que protegê-los e temos que valorizá-los. Eu sempre digo
que temos que valorizar nossos talentos brilhantes porque eles são poucos.
Um apelo à ação
Então, juntos,
com confiança, ousadia e persistência, vamos elevar nosso povo, fazer nossas
economias crescerem, defender nosso destino comum e construir um futuro para
nossos cidadãos que seja mais ambicioso, mais empolgante, mais inspirador e
maior do que o mundo jamais viu. Estamos em posição de fazer coisas que ninguém
jamais imaginou, e muitas das pessoas nesta sala são as que estão fazendo isso.
E eu quero parabenizá-los, e estou com vocês em todos os momentos. Vocês podem
fazer coisas que ninguém mais consegue sequer pensar.
Então, parabéns
pelo enorme sucesso! Os Estados Unidos estão de volta — maiores, mais fortes e
melhores do que nunca. Nos vemos por aí. Muito obrigado a todos. Muito
obrigado. Obrigado.









