Textos e Obras Daqui e Dali, mais ou menos conhecidos ------ Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
quinta-feira, 10 de abril de 2025
Carlos Gonçalves - «Sondagens» para «martelar» eleições
sexta-feira, 22 de dezembro de 2023
Joana Gorjão Henriques - Mais de meio milhão de portugueses identifica-se como não branco
* Joana Gorjão Henriques
22 de Dezembro de 2023, 11:16
Primeiras estatísticas oficiais sobre origem étnico-racial da população portuguesa divulgadas esta sexta-feira CLAY BANKS / UNSPLASH
Pelo menos mais de meio milhão de
portugueses - precisamente 535,6 mil - identifica-se como não-branco. Este é o
resultado das primeiras estatísticas oficiais sobre origem étnico-racial da
população portuguesa divulgadas esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de
Estatística (INE) que revelam que há 6,4 milhões de pessoas que se identificam
como brancas, 169,2 mil como negras, 56,6 mil como asiáticas; 47,5 mil como
cigana; e 262,3 mil com origem ou pertença mista.
Além disso, 1,4 milhões de pessoas
têm background imigratório: 947,5 mil são imigrantes de
primeira geração e a maioria desses (65,2%) reside em Portugal há mais de dez
anos.
Este é um retrato inédito da
população segundo a sua origem étnico-racial divulgado pelo Instituto Nacional
de Estatística (INE). São, de facto, as primeiras estatísticas oficiais sobre a
caracterização da população residente de acordo "com a sua origem e
pertença étnica, e sobre a sua percepção dos fenómenos de discriminação e
desigualdades".
A população que se identifica com
os grupos étnicos negro, asiático e origem ou pertença mista tem as maiores
proporções de background imigratório (90,3%, 83,7% e 69,2%,
respectivamente). Os grupos étnicos com origem ou pertença mista (67,9%) e os
negros (64,3%) são os que apresentam mais pessoas empregadas - seguidos dos
brancos (62,9%). Do total, só cerca de metade da população (4,7 milhões) dos 18
aos 74 anos está empregada, segundo este inquérito.
Outra das conclusões é que mais de
1,2 milhões de pessoas disseram ter sofrido discriminação e mais do dobro - 2,7
milhões - disse já ter presenciado actos de discriminação. Por outro lado, são
65% os portugueses que consideram que há discriminação - o grupo étnico, cor da
pele, orientação sexual e território de origem são apontados como os factores
mais relevantes na discriminação percebida e testemunhada.
No questionário, era referido:
"Portugal é uma sociedade com pessoas de diversas origens. Pretende-se
melhorar a informação sobre essa diversidade na sociedade portuguesa, pelo que
gostaríamos que respondesse a algumas questões sobre a forma como se identifica
relativamente à sua origem, pertença, história ou percurso familiar". E
apresentam várias hipóteses, incluindo a de a pessoa não responder ou não
saber: asiático, branco, cigano, negro, origem ou pertença mista".
Já sobre discriminação
questionava-se se "em Portugal, alguma vez sentiu que foi ou é tratado/a
de forma discriminatória?", "com que frequência" e quais as
características que "podem estar na origem dessa discriminação" - cor
da pele, grupo étnico, idade, religião, sexo, opiniões políticas, território de
origem, escolaridade, incapacidade/problema de saúde, situação
económica/condição social, orientação sexual, outra.
Seguem-se perguntas sobre as
situações em que isso ocorreu (emprego, saúde ou família entre outros) e os
locais (polícia, vizinhança, etc). O INE quis também saber se as pessoas tinham
feito queixa à polícia ou outras entidades. Interessou também saber a percepção
dos respondentes sobre a discriminação.
O INE definiu uma amostra de 35 mil
casas, distribuídas por Portugal, e uma população dos 18 aos 74 anos.
O objectivo é que os dados
recolhidos possam “produzir e apoiar a definição de políticas públicas”, algo
que foi definido no plano de acção da União Europeia contra o racismo
2020-2025, mas também no Plano Nacional de Combate ao Racismo e à
Discriminação 2021-2025.
Este documento surge em
sequência do chumbo pelo INE em 2019 de inclusão de
uma pergunta sobre a origem étnico-racial nos Censos 2021. Na altura, um grupo
de trabalho que estudou o tema a pedido do Governo defendeu que o Censos
deveria ter aquela pergunta, mas o INE considerou que era complexo fazê-lo e
sugeriu antes um inquérito.
Em 2021/2022 foi feito o inquérito piloto para testar estas
perguntas. O objectivo é “melhorar o conhecimento sobre a diversidade da
população residente em Portugal, com enfoque na sua pertença/identificação
étnica, trajectórias geracionais e condições de vida objectivas”. Quer-se
avaliar as condições de vida da população em várias áreas: qualidade do
emprego, saúde, educação, habitação, mobilidade, redes de socialização.
Se a pertença étnica foi o
resultado de uma auto-classificação das próprias pessoas, já a origem foi
"observada pela naturalidade do respondente e dos seus ascendentes, até à
terceira geração".
https://www.publico.pt/2023/12/22/sociedade/noticia/12-milhoes-discriminadas-portugal-2074587
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Um e-mail cheio de género
SOCIEDADE
03.01.2015 às 18h002
Mais de 196 mil milhões de e-mails são trocados todos os dias
JOE RAEDLE/GETTY
Joana Pereira Bastos e Ana Serra
(Texto originalmente publicado na edição do Expresso 2226)
sábado, 2 de janeiro de 2010
El mejor poeta masculino es Pablo Neruda, in Poemas del Alma
El mejor poeta masculino es Pablo Neruda
| Poeta | Votos | % |
| Amado Nervo | 330 | 6,9% |
| Antonio Machado | 187 | 3,9% |
| Francisco de Quevedo | 79 | 1,7% |
| Gustavo A. Bécquer | 400 | 8,4% |
| Jaime Sabines | 292 | 6,1% |
| Jorge Luis Borges | 307 | 6,5% |
| José Martí | 136 | 2,9% |
| Mario Benedetti | 879 | 18,5% |
| Octavio Paz | 147 | 3,1% |
| Pablo Neruda | 1646 | 34,6% |
| Rubén Darío | 356 | 7,5% |
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
2002 - Escritores elegem "Dom Quixote" o melhor livro de todos os tempos
Dw-World - Cultura | 08.05.2002
Escritores elegem "Dom Quixote" o melhor livro de todos os tempos
O romance Dom Quixote, de Miguel de Cervantes Saavedra, publicado na Espanha em duas partes, em 1605 e 1615, ficou em primeiro lugar no ranking dos melhores livros de todos os tempos. Ele foi escolhido com 50% mais votos do que qualquer outro livro. Participaram da enquete, organizada pelo Instituto Nobel de Oslo em cooperação com os Clubes do Livro da Noruega, 100 escritores consagrados de 54 países.
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A cada um deles, foi pedida uma lista dos dez melhores livros. Da Alemanha, participaram Siegfried Lenz, Hans Magnus Enzensberger, Christoph Hein, Herta Müller e Christa Wolf. Outros votantes ilustres foram Paul Auster (EUA), Carlos Fuentes (México), Cees Nooteboom (Holanda), Susan Sontag (EUA), John Le Carré (Grá-Bretanha), o indiano Salman Rushdie, o trinidadiano V.S. Naipaul, o nigeriano Wole Soyinka, o chinês Bei Dao.
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Outros livros na lista – As posições seguintes não foram apresentadas pelos organizadores em ordem de classificação. O autor mais freqüentemente citado foi o russo Fiodor Dostoiévski, com quatro obras: Crime e Castigo, O Idiota, Os Possessos e Irmãos Karamazov.
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Na relação dos citados com três obras surge logo Franz Kafka, judeu tcheco que escreveu em alemão (O Processo, O Castelo e seus contos na totalidade), William Shakespeare e Leo Tolstoi. Thomas Mann (Os Buddenbrooks e Montanha Mágica), William Faulkner e Virginia Woolf seguem, com duas obras cada.
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O autor alemão mais antigo incluído no ranking foi Johann Wolfgang von Goethe, com Fausto I e II. Constam ainda Alfred Döblin, com Berlim Alexanderplatz; Robert Musil, com O Homem Sem Qualidades; Paul Celan, com suas poesias; e Günter Grass, com O Tambor.


