quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

De Relance, O Alentejo - Jorge de Sena

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Um céu abafadiço, um ar de ausência

esperando nuvens imóveis no céu baixo.

A terra, já das ceifas recolhida,

alonga-se manchada a flores tardias,

roxas, vermelhas, amarelas, brancas,

como penugem de esquecida Primavera.
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Por entre os campos, os cordões rugosos

dos caminhos para toda a parte,

menos para os campos, que pacientemente evitam.

Na linha do horizonte próxima ou distante

conforme as ténues cristas da planura imensa,

um claror de céu, um tufo de arvoredo,

alternadamente se tocam e se afastam.
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De súbito, num alto que a planície esconde,

as casas surgem brancas e compactas.

Como surgem, mergulham

na sombra poeirenta de azinhagas em ruínas.

Ainda se demora uma torre antiga,

escura, com ameias e janelas novas,

caiadas.

Um rio se advinha. Mas, de ao pé da ponte.

de novo apenas o ondular da terra,

um crespo recordar só de searas idas.
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Enviado por Cecília (hi5)
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Otaku Magazine vol. 6: o Fim do Mundo

Otaku Magazine
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Uma revista gringa com ilustrações, quadrinhos e divagações sobre o fim do mundo.
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O volume 6 da Otaku Magazine saiu divagando sobre o fim do mundo e como seria o planeta pós-apocalíptico. Fiquei estonteado com a qualidade das ilustrações, saca só o vídeo.
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Como fã de ilustrações que sou, correrei atrás. I want now!
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Para saber mais, acesse o site da Otaku Magazine.


Empolgação produzida em série

 

Seres Encaixotados
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Eu vejo pessoas criando novos sites todos os dias. Eu vejo profissionais falando sobre novas idéias e novos projetos todos os dias. Eu aturo seres repassando links só porque é de um artigo americano sobre Social Media. Eu vejo pessoas comemorando um lucro de 5 dólares no dia. Eu vejo gente descobrindo a roda e se achando especialista (são os mesmo que por terem um martelo acham que manjam tudo de parafuso). Eu vejo um calhamaço de objetivos e não consigo enxergar porque, até porque, não existe um pingo de realização em 99% desses focos e objetivos.
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Sendo assim, resumo-me a ficar quieto e encontrar realização para apenas uma idéia fixa: diminuir a quantidade de empenho na minha vida. Pouco me importa ser o ser encaixotado a quem idealizam-me.
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A ideologia de hoje é apenas a obrigação de amanhã.
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http://nagueva.com/
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11 de novembro de 2009

Bored

All those times I was bored
out of my mind. Holding the log
while he sawed it. Holding
the string while he measured, boards,
distances between things, or pounded
stakes into the ground for rows and rows
of lettuces and beets, which I then (bored)
weeded. Or sat in the back
of the car, or sat still in boats,
sat, sat, while at the prow, stern, wheel
he drove, steered, paddled. It
wasn't even boredom, it was looking,
looking hard and up close at the small
details. Myopia. The worn gunwales,
the intricate twill of the seat
cover. The acid crumbs of loam, the granular
pink rock, its igneous veins, the sea-fans
of dry moss, the blackish and then the graying
bristles on the back of his neck.
Sometimes he would whistle, sometimes
I would. The boring rhythm of doing
things over and over, carrying
the wood, drying
the dishes. Such minutiae. It's what
the animals spend most of their time at,
ferrying the sand, grain by grain, from their tunnels,
shuffling the leaves in their burrows. He pointed
such things out, and I would look
at the whorled texture of his square finger, earth under
the nail. Why do I remember it as sunnier
all the time then, although it more often
rained, and more birdsong?
I could hardly wait to get
the hell out of there to
anywhere else. Perhaps though
boredom is happier. It is for dogs or
groundhogs. Now I wouldn't be bored.
Now I would know too much.
Now I would know.

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Margaret Atwood
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Gustave Jean Jacquet

Jacquet_Gustave_Jean_A_Quick_Glance.jpg
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um olhar atento
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Boo, Forever

Spinning like a ghost
on the bottom of a
top,
I'm haunted by all
the space that I
will live without
you.

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Richard Brautigan
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10 de novembro de 2009

George Freeman

Freeman_George_Portarit_Of_A_Lady.jpg
da nostalgia
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O Jardineiro Míope

(recordado por Ana Paula Pinto Lourenço)
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O jardineiro míope levanta-se às cinco horas e vai dar alpista às flores
a seguir rega os pássaros
e enquanto vai regando vai dizendo:
"Que bem cantam as minhas papoulas!"
Um dia a Liga das Senhoras mais Bondosas do Mundo
teve um gesto malvado
e ofereceu óculos ao jardineiro míope
que ajustou implacavelmente as imagens
perdeu toda a poesia
e viu tudo de maneira tão clara
que teve a ideia escura de pedir um emprego de funcionário público
enquanto a presidente da Liga
da Liga mais Bondosa
mais bondosa do mundo
subia para o céu
e se sentava à mão direita de Deus Padre
que lhe enfiou uma bofetada divina
que todos nós ouvimos em forma de trovão.

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Sidónio Muralha
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Más allá del bien y del mal de Friedrich Nietzsche

 

Poemas del Alma

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Publicado por Verónica Gudiña
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Aunque, en la actualidad, la expresión “más allá del bien y del mal” sea utilizada en la vida cotidiana para describir a una persona que no tiene interés en diferenciar actitudes y que resulta indiferente a todo tipo de parámetros, esa frase tiene más de dos siglos de antigüedad y fue impuesta por el filósofo alemán Friedrich Nietzsche.
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Más allá del bien y del mal Tras elaborar el contenido de “Así habló Zaratustra. Un libro para todos y para nadie”, este pensador elaboró un texto que, con los años, se convirtió en una de las bases de la filosofía del siglo XIX.
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El material, titulado “Más allá del bien y del mal. Preludio de una filosofía del futuro”, comenzó a difundirse en 1886 y, pese a que por ese entonces no obtuvo una trascendencia significativa, logró desafiar al paso del tiempo y a las fronteras. Hoy en día, este trabajo aún es leído y consultado por cientos de personas que no sólo desean conocer las teorías de Nietzsche sino que también desean comparar con el presente algunas cuestiones vinculadas a la moral.
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Si bien “Más allá del bien y del mal” desarrolla ideas que también fueron abordadas por el autor en “Así habló Zaratustra”, en esta ocasión el tratamiento de los datos es más preciso, pesimista y destructivo. Por esta postura aplicada por Nietzsche, la obra que nos convoca en esta oportunidad es un texto donde los símbolos están reemplazados por los conceptos, la poesía le deja espacio a la psicología, se critica a los autodenominados moralistas y se impone la sospecha por sobre la confianza.
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Resumen de Así habló Zaratustra
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terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Direitos Humanos: Muros

http://viseu.files.wordpress.com/2008/04/pulando-o-muro.jpg



* Eduardo Galeano
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.O Muro de Berlim era notícia diariamente. De manhã à noite líamos, víamos, escutávamos: o Muro da  O Muro de Berlim era notícia diariamente. De manhã à noite líamos, víamos, escutávamos: o Muro da Vergonha, o Muro da Infâmia, a Cortina de Ferro...
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Por fim, esse muro, que merecia cair, caiu. Mas outros muros surgiram, continuam surgindo no mundo e, embora sejam muito maiores do que o de Berlim, deles, pouco ou nada, se fala. 

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Pouco se fala do muro que os Estados Unidos estão a erguer na fronteira mexicana e pouco se fala dos muros de Ceuta e Melilla. Quase nada se fala do Muro da Cisjordânia, que perpetua a ocupação israelita de terras palestinianas e daqui a pouco será 15 vezes mais comprido do que o Muro de Berlim. E nada, nada de nada, se fala do Muro de Marrocos, que há 20 anos perpetua a ocupação marroquina do Saara Ocidental. Este muro, minado de ponta a ponta e de ponta a ponta vigiado por milhares de soldados, mede 60 vezes mais do que o Muro de Berlim.

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Por que será que há muros tão altissonantes e muros mudos? Será por causa dos muros da falta de comunicação, que os grandes meios de comunicação constroem a cada dia?

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Em Julho de 2004, a 'Corte Internacional de Justiça de Haia' determinou que o Muro da Cisjordânia violava o Direito Internacional e mandou que fosse demolido. Até agora, Israel não fez nada. Em Outubro de 1975, a mesma Corte havia determinado: "Não se estabelece a existência de vínculo algum de soberania entre o Saara Ocidental e Marrocos". Ficamos aquém, se dissermos que Marrocos foi surdo. Foi pior: no dia seguinte ao desta resolução, desatou a invasão, a chamada 'Marcha Verde' e pouco depois apoderou-se a sangue e fogo dessas vastas terras alheias e expulsou a maioria da população.

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E por aí vai...

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Mil e uma resoluções das Nações Unidas confirmam o direito à autodeterminação do povo saaraui. De que serviram essas resoluções? Seria realizado um plebiscito, para que a população decidisse o seu destino. Para garantir a vitória, o monarca de Marrocos encheu de marroquinos o território invadido. Pouco depois, nem mesmo os marroquinos foram dignos da sua confiança e o rei, que havia dito sim, disse quem sabe?... E depois de um ano disse não, e agora o seu filho, herdeiro do trono, também diz não. A negativa equivale a uma confissão. Negando o direito de voto, Marrocos confessa que roubou um país.

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Continuaremos aceitando tal coisa? Aceitando que, na Democracia Universal, os súbditos só podem exercer o direito de obediência? De que serviram as mil e uma resoluções das Nações Unidas contra a ocupação israelita dos territórios palestinianos? E as mil e uma resoluções contra o bloqueio de Cuba? O velho provérbio ensina: "A hipocrisia é o imposto que o vício paga à virtude".

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O patriotismo é hoje, um privilégio das nações dominantes. Quando praticado por nações dominadas, o patriotismo torna-se suspeito de populismo ou terrorismo, ou simplesmente não merece a menor atenção. Os patriotas saarauis, que há 30 anos lutam para recuperar o seu lugar no mundo, conseguiram o reconhecimento diplomático de 82 países. Entre eles, o meu país, o Uruguai, que recentemente se somou à grande maioria dos países latino-americanos e africanos.

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Porém, a Europa não. Nenhum país europeu reconheceu a República Saaraui. A Espanha tão pouco. Este é um grave caso de irresponsabilidade, ou talvez, de amnésia, ou, pelo menos, de desamor. Até há 30 anos atrás, o Saara era colónia de Espanha e a Espanha tinha o dever legal e moral de amparar a sua independência.

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O que deixou ali o domínio imperial? Após um século, quantos universitários formou? No total, três: um médico, um advogado e um perito mercantil. Só isso. E deixou uma traição. A Espanha serviu de bandeja essa terra e essa gente para que fossem devoradas pelo reino de Marrocos.

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Desde então, o Saara é a última colónia de África. Teve usurpada a sua independência.

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Por que será que os olhos se negam a ver o que está diante deles? Será por serem os saarauis uma moeda de troca, oferecida por empresas e países que compram de Marrocos o que Marrocos vende, embora não seja seu? Há dois anos, Javier Corcuera entrevistou, num hospital de Bagdad, uma vítima dos bombardeios contra o Iraque. Uma bomba tinha destroçado um dos seus braços. E ela, que tinha oito anos de idade e tinha sofrido 11 cirurgias, disse: "Tomara não tivéssemos petróleo".

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Talvez o povo do Saara seja culpado porque no seu longo litoral reside o maior tesouro pesqueiro do Oceano Atlântico e porque sob a imensidade de areia, que parece tão vazia, existe a maior reserva mundial de fosfatos e, talvez, também de petróleo, gás e urânio.

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No Alcorão poderia estar escrito, embora não esteja, esta profecia: "As riquezas naturais serão a maldição das pessoas".

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Os acampamentos de refugiados, ao sul da Argélia, estão no mais deserto dos desertos. É um vastíssimo nada, cercado de nada, onde só crescem as pedras. E mesmo assim, nessa aridez, e nas zonas libertadas, que não são muito melhores, os saarauis foram capazes de criar a sociedade mais aberta, e a menos machista, do mundo muçulmano.

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Este milagre dos saarauis, que são muito pobres e muito poucos, não só se explica pela sua firme vontade de serem livres, algo que sobra nesses lugares onde tudo falta: também se explica, em grande parte, pela solidariedade internacional.

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E a maior parte da ajuda provém dos povos de Espanha. A sua energia solidária, memória e fonte de dignidade, é muito mais poderosa do que o vai-e-vem dos governos e dos mesquinhos cálculos das empresas. Digo solidariedade, não caridade. A caridade humilha. Não se equivoca o provérbio africano que diz: "A mão que recebe está sempre por baixo da mão que dá".

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Os saarauis esperam. Estão condenados às penas da angústia perpétua e da perpétua nostalgia. Os acampamentos de refugiados levam os nomes das suas cidades sequestradas, os seus perdidos lugares de encontro, as suas querências: El Aaiún, Smara...

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Eles se chamam filhos das nuvens, porque desde sempre perseguem a chuva. Há mais de 30 anos perseguem, também, a Justiça, que no mundo do nosso tempo parece mais esquiva do que a água no deserto.
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(Eduardo Galeano) Escritor e jornalista uruguaio, autor de "As Veias Abertas da América Latina" entre muitos outros livros 

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http://www.mwglobal.org/ipsbrasil.net/nota.php?idnews=1715
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Por fim, esse muro, que merecia cair, caiu. Mas outros muros surgiram, continuam surgindo no mundo e, embora sejam muito maiores do que o de Berlim, deles, pouco ou nada, se fala. 

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Pouco se fala do muro que os Estados Unidos estão a erguer na fronteira mexicana e pouco se fala dos muros de Ceuta e Melilla. Quase nada se fala do Muro da Cisjordânia, que perpetua a ocupação israelita de terras palestinianas e daqui a pouco será 15 vezes mais comprido do que o Muro de Berlim. E nada, nada de nada, se fala do Muro de Marrocos, que há 20 anos perpetua a ocupação marroquina do Saara.

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Ocidental. Este muro, minado de ponta a ponta e de ponta a ponta vigiado por milhares de soldados, mede 60 vezes mais do que o Muro de Berlim.
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Por que será que há muros tão altissonantes e muros mudos? Será por causa dos muros da falta de comunicação, que os grandes meios de comunicação constroem a cada dia?

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Em Julho de 2004, a 'Corte Internacional de Justiça de Haia' determinou que o Muro da Cisjordânia violava o Direito Internacional e mandou que fosse demolido. Até agora, Israel não fez nada. Em Outubro de 1975, a mesma Corte havia determinado: "Não se estabelece a existência de vínculo algum de soberania entre o Saara Ocidental e Marrocos". Ficamos aquém, se dissermos que Marrocos foi surdo. Foi pior: no dia seguinte ao desta resolução, desatou a invasão, a chamada 'Marcha Verde' e pouco depois apoderou-se a sangue e fogo dessas vastas terras alheias e expulsou a maioria da população.

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E por aí vai...

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Mil e uma resoluções das Nações Unidas confirmam o direito à autodeterminação do povo saaraui. De que serviram essas resoluções? Seria realizado um plebiscito, para que a população decidisse o seu destino. Para garantir a vitória, o monarca de Marrocos encheu de marroquinos o território invadido. Pouco depois, nem mesmo os marroquinos foram dignos da sua confiança e o rei, que havia dito sim, disse quem sabe?... E depois de um ano disse não, e agora o seu filho, herdeiro do trono, também diz não. A negativa equivale a uma confissão. Negando o direito de voto, Marrocos confessa que roubou um país.

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Continuaremos aceitando tal coisa? Aceitando que, na Democracia Universal, os súbditos só podem exercer o direito de obediência? De que serviram as mil e uma resoluções das Nações Unidas contra a ocupação israelita dos territórios palestinianos? E as mil e uma resoluções contra o bloqueio de Cuba? O velho provérbio ensina: "A hipocrisia é o imposto que o vício paga à virtude".

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O patriotismo é hoje, um privilégio das nações dominantes. Quando praticado por nações dominadas, o patriotismo torna-se suspeito de populismo ou terrorismo, ou simplesmente não merece a menor atenção. Os patriotas saarauis, que há 30 anos lutam para recuperar o seu lugar no mundo, conseguiram o reconhecimento diplomático de 82 países. Entre eles, o meu país, o Uruguai, que recentemente se somou à grande maioria dos países latino-americanos e africanos.

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Porém, a Europa não. Nenhum país europeu reconheceu a República Saaraui. A Espanha tão pouco. Este é um grave caso de irresponsabilidade, ou talvez, de amnésia, ou, pelo menos, de desamor. Até há 30 anos atrás, o Saara era colónia de Espanha e a Espanha tinha o dever legal e moral de amparar a sua independência.

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O que deixou ali o domínio imperial? Após um século, quantos universitários formou? No total, três: um médico, um advogado e um perito mercantil. Só isso. E deixou uma traição. A Espanha serviu de bandeja essa terra e essa gente para que fossem devoradas pelo reino de Marrocos.

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Desde então, o Saara é a última colónia de África. Teve usurpada a sua independência.

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Por que será que os olhos se negam a ver o que está diante deles? Será por serem os saarauis uma moeda de troca, oferecida por empresas e países que compram de Marrocos o que Marrocos vende, embora não seja seu? Há dois anos, Javier Corcuera entrevistou, num hospital de Bagdad, uma vítima dos bombardeios contra o Iraque. Uma bomba tinha destroçado um dos seus braços. E ela, que tinha oito anos de idade e tinha sofrido 11 cirurgias, disse: "Tomara não tivéssemos petróleo".

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Talvez o povo do Saara seja culpado porque no seu longo litoral reside o maior tesouro pesqueiro do Oceano Atlântico e porque sob a imensidade de areia, que parece tão vazia, existe a maior reserva mundial de fosfatos e, talvez, também de petróleo, gás e urânio.

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No Alcorão poderia estar escrito, embora não esteja, esta profecia: "As riquezas naturais serão a maldição das pessoas".

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Os acampamentos de refugiados, ao sul da Argélia, estão no mais deserto dos desertos. É um vastíssimo nada, cercado de nada, onde só crescem as pedras. E mesmo assim, nessa aridez, e nas zonas libertadas, que não são muito melhores, os saarauis foram capazes de criar a sociedade mais aberta, e a menos machista, do mundo muçulmano.

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Este milagre dos saarauis, que são muito pobres e muito poucos, não só se explica pela sua firme vontade de serem livres, algo que sobra nesses lugares onde tudo falta: também se explica, em grande parte, pela solidariedade internacional.

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E a maior parte da ajuda provém dos povos de Espanha. A sua energia solidária, memória e fonte de dignidade, é muito mais poderosa do que o vai-e-vem dos governos e dos mesquinhos cálculos das empresas. Digo solidariedade, não caridade. A caridade humilha. Não se equivoca o provérbio africano que diz: "A mão que recebe está sempre por baixo da mão que dá".

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Os saarauis esperam. Estão condenados às penas da angústia perpétua e da perpétua nostalgia. Os acampamentos de refugiados levam os nomes das suas cidades sequestradas, os seus perdidos lugares de encontro, as suas querências: El Aaiún, Smara...

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Eles se chamam filhos das nuvens, porque desde sempre perseguem a chuva. Há mais de 30 anos perseguem, também, a Justiça, que no mundo do nosso tempo parece mais esquiva do que a água no deserto.

(Eduardo Galeano) Escritor e jornalista uruguaio, autor de "As Veias Abertas da América Latina" entre muitos outros livros  -
Montevidéu, 26/04/2006, (IPS)
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segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Modus Vivendi - Poesia e Pintura

09 de novembro de 2009

Gustave Jean Jacquet

Gustave%20Jean%20Jacquet.jpg
pura beleza, vinda de outro século para iluminar o dia
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Escrita

Pergunto-me quanta gente nesta cidade
vive em apartamentos mobilados.
Altas horas da noite quando olho os outros prédios
juro que vejo um rosto em cada janela
que me olha também
e quando volto para dentro
pergunto-me quantos se sentam às suas escrivaninhas
a escreverem isto mesmo.

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Leonard Cohen, Jorge Sousa Braga e Carlos Tê

08 de novembro de 2009

Teniers

0293-0045_wirtshausszeneteniers.jpg
quase no São Martinho
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Sossego

Sentado sozinho
com um copo na mão
contemplo
os montes distantes

Nem que chegasse
a amada
sentiria
prazer maior

Mesmo que não falem nem riam
gosto mais
das montanhas

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Yun Sondo

07 de novembro de 2009

Presença

(gentileza de Amélia Pais)
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Não perguntes porque vim...
trazendo não-flores nos dedos,
falando línguas diferentes,
dizendo em risos-segredos,
todos os sonhos dementes...

Não perguntes porque vim...
Se pudesses entender
este pulsar sem medida
terias chegado ao fim....

Mas estou junto a ti,
irmão,
que mais te importa?

Não perguntes porque vim....
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Alda Lara

Humano

Na sujeição a fraqueza
como relógio emociona.
O choro declarado repõe
a sensibilidade. Simplifica.
Dignifica. Democratiza.
A lágrima não derramada
inunda o sentido: desanda
a máscara. Amoldada.
A criança ressurgente
diz do tempo. Sujeito
objetado à história.
Desfeito efeito.
Dispostos versos
no marco do crescimento:
trajeto e obstáculo.
Desacompanhada sombra
em que o vulto se certifica
como humana forma.

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Pedro Du Bois

Philip Alexius de László

Philip%20Alexius%20de%20L%C3%A1szl%C3%B3%20Elisabeth_von_Rum%C3%A4nien.jpg
um olhar aristocrático

06 de novembro de 2009

Ausência

Quando minha voz
se fizer
ausência, entenda o silêncio
como prova da verdade.

Arrume as palavras deixadas
entre folhas, faça frases
e desordene parágrafos.

Minha voz ausente
estará diante
do esforço. Concentre sua hora
na descoberta dos traços.

Risque as letras e deixe em branco
a parte inferior do silêncio.

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Pedro Du Bois

Philip Alexius de László

Miss%20Gwen%20Ffrangcon-Davies%2C%201933%20Philipde%20L%C3%A1zl%C3%B3.jpg
Miss Gwen Frangcon-Davies em disfarce medieval
.

Amor & Fama & Morte

agora está sentada do outro lado da janela
como uma velha a caminho do mercado;
está sentada e observa-me,
transpira nervosa
pelos cabos eléctricos, nevoeiro, ladrar dos cães
até que de repente
eu bato no vidro com um jornal
como se matasse uma mosca
e podias ouvir o grito
por toda a cidade,
e depois partiu.

a melhor maneira de acabar um poema
como este
é ficar de súbito
em silêncio.

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Charles Bukovski

05 de novembro de 2009

Arnold Bocklin

ArnoldBocklin-Odysseus-and-Calypso-1882.jpg
de costas voltadas
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Diving into the Wreck

the thing I came for:
the wreck and not the story of the wreck
the thing itself and not the myth
the drowned face always staring
toward the sun
the evidence of damage
worn by salt and sway into this threadbare beauty
the ribs of the disaster
curving their assertion
among the tentative haunters.

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Adrienne Rich
Por Ana Roque às 09:26 de 05 de novembro de 2009
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Um aceno de Gioconda e um pensamento de George Bernard Shaw



Pictures - Good Night and Week
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Olá Víctor, vim trazer mais beijinhos de amizade! 
 
Gioconda do Porto (hi5) - 2/Nov 2:04
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Pablo Picasso e os Artistas


domingo, 8 de Novembro de 2009

Carta ao Congresso (Testamento Político de Lenin)

Carta ao Congresso
(Testamento Político de Lenin)

V. I. Lenine

22/12/1922 - 4/01/1923


Primeira Edição: 1956 no Kommunist (No. 9).
Fonte: Seção em Espanhol - Marxists Internet Archivel.
Tradução: do  espanhol por Rafael L. W. Góes - Juventude do PSTU.
HTML: Fernando A. S. Araújo, maio 2006.
Direitos de Reprodução:  © Direitos de tradução em língua portuguesa reservados por Editorial "Avante!" - Edições Progresso Lisboa - Moscovo.

Índice:

Carta ao Congresso
Sobre a Concessão de Funções Legislativas à Gosplan.
Acerca do Problema das Nacionalidades ou Sobre a "Autodeterminação"
 
Ao fim de Dezembro de 1922, o já inválido Lenin começou a ditar uma Carta ao XIII Congresso do Partido Comunista da União Soviética, onde expõe sua opinião sobre certas propostas, incluindo a de ampliar o Comitê Central do Partido além de sua opinião sobre certos membros propostos a cargos de liderança no CC e no Partido. Esta Carta, que se denominou o "testamento" político de Lenin, foi lida aos delegados do Congresso realizado em Maio de 1924 por Krupskaya, companheira de Lenin, os delegados do Congresso, por vê-la como parte da discussão interna do Congresso não a publicaram no momento. Logo, pela opinião negativa de Stalin no que a Carta se expressa, ela foi suprimida até o XX Congresso do PCUS em 1956.
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Carta ao Congresso

I

Eu recomendaria muito que neste Congresso se introduzissem muitas mudanças em nossa estrutura política.
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Gostaria de expor-lhes as considerações que considero mais importantes.
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Em primeiro lugar coloco o aumento do número de membros do CC a várias dezenas e inclusive a uma centena. Creio que se não empreendermos tal reforma, nosso Comitê Central se veria ameaçado de grandes perigos, caso o curso dos acontecimentos não seja de todo favorável para nós (e não podemos contar com isso).
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Também penso em propor ao Congresso que dentro de certas condições se dê caráter legislativo às discussões da Gosplan[1N], coincidindo neste sentido com o camarada Trotsky, até certo ponto e em certas condições.
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Pelo que se refere ao primeiro ponto, ou seja, ao aumento do número de membros do CC, creio que isto é necessário tanto para elevar o prestígio do CC como para um trabalho sério com objetivo de melhorar nosso aparato e como para evitar que os conflitos de pequenas partes do CC possam adquirir uma importância excessiva para todos os destinos do partido.
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Opino que nosso Partido está em seu direito de pedir à classe operária de de 50 a 100 membros do CC, e que pode receber dela sem colocar tensão demais em suas forças. Esta reforma aumentaria consideravelmente a solidez de nosso Partido e lhe facilitaria a luta que trava, rodeado de Estados hostis, luta que, ao meu modo de ver, pode e deve agudizar-se muito nos próximos anos. Me parece que, graças a esta medida, a estabilidade de nosso Partido estaria mil vezes maior.
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Lenin
23.12.22
Taquigrafado por M. V.

II

Continuação das notas.
24 de Dezembro de 22
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Pela estabilidade do Comitê Central, da qual falava mais acima, entendo as medidas contra a ruptura ao passo em que tais medidas possam, em geral, adotar-se. Porque, naturalmente, teria razão o guarda branco de Rússkaya Mysl (creio que era S. F. Oldenbourg) quando, o primeiro, no jogo dessas gentes contra a Rússia Soviética colocava suas esperanças na cisão de nosso Partido e quando, o segundo, as esperanças de que iria a provocar esta divisão as cifrava em gravíssimas discrepâncias no seio do Partido.
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Nosso Partido se apóia em duas classes[2N], e por isso é possível sua instabilidade e seria inevitável sua queda se estas duas classes não pudessem chegar a um acordo. Seria inútil adotar umas ou outras medidas com vistas a esta eventualidade e, em geral, fazer considerações acerca da estabilidade de nosso CC. Nenhuma medida seria capaz, neste caso, de evitar a divisão. Mas eu confio que isto se refere a um futuro longínquo e é um acontecimento improvável demais para falar do mesmo.
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Me refiro à estabilidade como garantia contra a ruptura em um futuro próximo, e tenho a proposta de colocar aqui várias considerações de índole puramente pessoal. Creio que o fundamental no problema da estabilidade, desde este ponto de vista, são tais membros do CC como Stálin e Trotsky. As relações entre eles, a meu modo de ver, encerram mais da metade do perigo desta divisão que se poderia evitar, e a cujo objetivo deveria servir entre outras coisas, segundo meu critério, a ampliação do CC a 50 ou até 100 membros.
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O camarada Stálin, tendo chegado ao Secretariado Geral, tem concentrado em suas mãos um poder enorme, e não estou seguro que sempre irá utilizá-lo com suficiente prudência. Por outro lado, o camarada Trotsky, segundo demonstra sua luta contra o CC em razão do problema do Comissariado do Povo de Vias de Comunicação, não se distingue apenas por sua grande capacidade. Pessoalmente, embora seja o homem mais capaz do atual CC, está demasiado ensoberbecido e atraído pelo aspecto puramente administrativo dos assuntos.
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Estas características de dois destacados dirigentes do atual CC podem levar sem querer-lo à ruptura, e se nosso Partido não toma medidas para impedir-lo, a divisão pode vir sem que se espere.
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Não seguirei caracterizando aos demais membros do CC por suas características pessoais. Recordarei apenas que o episódio de Zinoviev e Kamenev em Outubro[3N] não é, naturalmente, uma casualidade, e que se disto não se pode culpar pessoalmente, tão pouco a Trotsky pelo seu não bolchevismo[4N].
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Quanto aos jovens membros do CC, direi algumas palavras sobre Bukharin e Piatakov. São, a meu juízo os que mais se destacam (entre os mais jovens), e neles deveria se levar em conta o seguinte: Bukharin não é só um valiosíssimo e notabilíssimo teórico do Partido, senão que, ademais, se lhe considera legitimamente o favorito de todo o Partido; porém suas concepções teóricas muito dificilmente podem qualificar-se de inteiramente marxistas, pois há nele algo escolástico (jamais estudou e creio que jamais compreendeu por completo a dialética).
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25.XII. Depois vemos Piatakov, homem sem dúvida de grande vontade e grande capacidade, porém a quem atrai demais a administração e o aspecto administrativo dos assuntos para que se possa confiar nele um problema político sério.
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Naturalmente, uma ou outra observação são válidas apenas para o presente, supondo que estes dois destacados e fiéis militantes não consigam completar seus conhecimentos e corrigir sua formação unilateral.
Lenin
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25.12.22
Taquigrafado por M. V.
Suplemento à Carta de 24 de Dezembro de 1922
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Stálin é brusco demais, e este defeito, plenamente tolerável em nosso meio e entre nós, os comunistas, se coloca intolerável no cargo de Secretário Geral. Por isso proponho aos camaradas que pensem a forma de passar Stálin a outro posto e nomear a este cargo outro homem que se diferencie do camarada Stálin em todos os demais aspectos apenas por uma vantagem a saber: que seja mais tolerante, mais leal, mais correto e mais atento com os camaradas, menos caprichoso, etc. Esta circunstância pode parecer fútil tolice. Porém eu creio que, desde o ponto de vista de prevenir a divisão e desde o ponto de vista do que escrevi anteriormente sobre as relações entre Stálin e Trotsky, não é uma tolice, ou se trata de uma tolice que pode adquirir importância decisiva.
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Lenin
04.01.23
Taquigrafado por L. F.

III

Continuação das notas.
26 de dezembro de 1922
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A ampliação do CC até 50 ou inclusive 100 membros deve seguir, ao meu modo de ver, um fim duplo ou até triplo: quanto maior seja o número de membros do CC, mais pessoas aprenderão a realizar o trabalho deste e tanto menor será o perigo de divisão devido a qualquer imprudência. A incorporação de muitos operários ao CC ajudará aos operários a melhorar nosso aparato, que é péssimo. No fundo temos herdado do velho regime, posto que tem sido absolutamente impossível refazê-lo em um prazo tão curto, sobre tudo com a guerra, com a fome, etc. Por isso podemos contestar tranquilamente aos "críticos" um sorriso sarcástico ou com malícia nos assinalam os defeitos de nosso aparato, que são pessoas que não compreendem nada as condições de nossa revolução. Em cinco anos é possível reformar o aparato em medida suficiente, sobretudo atendidas as condições em que foi gerada nossa revolução. Bastante é se em cinco anos termos criado um novo tipo de Estado em que os operários se colocam a frente dos camponeses contra a burguesia, o que, considerando as condições da hostil situação internacional, é uma obra gigantesca. Mas a consciência de que isto acontece não deve em modo algum fechar-nos os olhos ante o feito de que, em essência, tomamos o velho aparato do czar e da burguesia e que agora, ao vir a paz e cobrir o grau mínimo de necessidades relacionadas com a fome, todo o trabalho deve orientar-se à melhoria do aparato.
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Segundo, imagino eu, algumas dezenas de operários inclusos no CC podem, melhor que quaisquer outros, entregarem-se à atividade de revisar, melhorar e refazer nosso aparato. A inspeção Operária e Camponesa, a quem pertencia em princípio esta função, tem sido incapaz de cumpri-la e unicamente pode ser empregada como "apêndice" ou como auxiliar, em determinadas condições, destes membros do CC. Os operários que passem a formar parte do CC devem ser preferivelmente, segundo meu critério, os que tem atuado um longo tempo nas organizações soviéticas (nesta parte da carta, o que digo dos operários se refere também por completo aos camponeses), porque neles estão arraigados já certas tradições e certos prejuízos com os que é desejável precisamente lutar.
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Os operários que se incorporem ao CC devem ser, de preferência, pessoas que se encontrem por debaixo da capa dos que nos cinco anos passaram a ser funcionários soviéticos, e devem aliar-se mais com os simples operários e camponeses que, sem embargo, não entrem, direta ou indiretamente, na categoria dos exploradores. Creio que estes operários, que assistirão a todas as reuniões do CC e do Birô Político[5N], e que lerão todos os documentos do CC, podem ser quadros fiéis ao regime soviético, capazes, em primeiro lugar, de dar estabilidade ao próprio CC e, em segundo, de trabalhar realmente na renovação e melhoramento do aparato.
Lenin
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26.11.22.
Taquigrafado por L. F.

IV

Continuação das notas.

Sobre a Concessão de Funções Legislativas à Gosplan.

27 de dezembro de 1922
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Esta idéia foi sugerida pelo camarada Trotsky, me parece, já faz tempo. Eu me manifestei contra, porque estimava que, em tal caso, se produziria uma falta de concordância fundamental no sistema de nossas instituições legislativas. Porém um exame atento do problema me leva à conclusão de que, no fundo, há aqui uma sã idéia: a Gosplan tem agido às margens de nossas instituições legislativas, apesar de que, como conjunto de pessoas competentes, especialistas, de homens da ciência e da técnica, se encontra, no fundo, nas melhores condições para emitir juízos acertados.
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Sem embargo, até agora partíamos do ponto de vista de que a Gosplan deve apresentar ao Governo um material analisado criticamente, e que as instituições governamentais devem ser as encarregadas de resolver os assuntos públicos. Creio que na situação atual, quando os assuntos públicos tem se complicado extraordinariamente, quando a cada passo há que resolver assim como vem os problemas em que se necessita o ditame dos membros da Gosplan sem separá-los dos problemas em que não se necessita, e inclusive mais ainda, resolver assuntos nos quais uns pontos requerem a indicação da Gosplan enquanto outros pontos não requerem-no, deve dar-se um passo no sentido de aumentar a competência da Gosplan.
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Concebo este passo de tal maneira que as decisões da Gosplan não possam ser rechaçadas segundo o procedimento corrente nos organismo soviéticos, senão que para modificá-las condicione-se um procedimento especial; por exemplo, levá-las à reunião do CEC de toda a Rússia, preparar o assunto cuja decisão deva ser modificada segundo instruções especiais, relatando-se, segundo regras especiais, informes por escrito com objetivo de ponderar se dita decisão da Gosplan deve ser anulada; marcar enfim, prazos especiais para modificar as decisões da Gosplan, etc.
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Neste sentido creio que se pode e deve concordar com o camarada Trotsky, porém não de que a presidência da Gosplan deve ser ocupada por uma personalidade destacada, um de nossos dirigentes políticos, ou o Presidente do Conselho Supremo da Economia Nacional, etc. Me parece que neste assunto o fator pessoal se combina hoje em dia demasiado intimamente com o problema de princípio. Creio que os ataques que agora se escutam contra o Presidente da Gosplan, camarada Krzhizhanovski, e o vice-presidente, camarada Piatakov, e que se lançam contra os dois, de tal maneira que por um lado escutamos acusações de extrema suavidade, de falta de independência e de caráter, apesar que, por outro lado, escutamos acusações de grosseria, de trato rude, de falta de uma sólida preparação científica, etc., creio que estes ataques são expressão dos dois aspectos do problema, exagerando-los até o extremos, e o que nós necessitamos na Gosplan é de uma acertada combinação dos dois tipos de caráter, modelo de um dos quais pode ser Piatakov e do outro Krzhizhanovski.
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Creio que à cabeça da Gosplan deve haver uma pessoa com preparação científica no sentido técnico ou agrônomico, que possua uma larga experiência, de muitas dezenas de anos de trabalho prático, bem na técnica, bem na agronomia. Creio que essa pessoa deve possuir não tanta atitude administrativa como ampla experiência e capacidade para atrair-se as pessoas.
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Lenin
27.12.22
Taquigrafado por M. V.

V

Continuação da carta acerca do caráter legislativo das decisões da Gosplan.
28.12.22
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Tenho advertido que certos camaradas nossos, capazes de influir decisivamente na orientação dos assuntos públicos, exageram o aspecto administrativo, no qual, naturalmente, é necessário em seu tempo e lugar, mas que não se deve confundir com o aspecto científico, com a ampla compreensão da realidade, com a capacidade de se atrair pessoas, etc.
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Em toda instituição pública, particularmente na Gosplan, necessita-se a união destas duas qualidades, e quando o camarada Krzhizhanovski me disse que havia incorporado à Gosplan Piatakov e havia concordado com ele acerca do trabalho, eu dei meu consentimento, reservando-me, por um lado, certas dúvidas, e confiando às vezes, por outro lado que contaríamos neste caso com a combinação de ambos tipos de homem de Estado. Esta esperança se concretizou? Agora temos que aguardar e ver em mais algum tempo o resultado na prática, mas em princípio eu creio que não se pode pôr em dúvida que esta união de características e tipos (de pessoas, qualidades) é sem dúvida necessária para o bom funcionamento das instituições públicas. Me parece que neste ponto o exagero do "zelo administrativo" é tão nocivo como todo exagero em geral. O dirigente de uma instituição pública deve colocar-se no mais alto grau a capacidade de atrair-se pessoas e alguns conhecimentos científicos e técnicos bastante sólidos para controlar seu trabalho. Isto é o fundamental. Sem ele o trabalho não pode ir por bons caminhos. Por outro lado, é muito importante que possa administrar e tenha um digno auxiliar ou auxiliares neste terreno. É duvidoso que estas duas qualidades possam encontrar-se unidas em uma só pessoa, e é duvidoso que isso seja necessário.
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Lenin
28.12.22
Taquigrafado por L. F.

VI

Continuação das notas sobre a Gosplan.
29 de dezembro de 1922.
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Pelo visto, a Gosplan vem convertendo-se em todos os sentidos em uma comissão de especialistas. À cabeça de tal instituição não pode por menos figurar uma pessoa de grande experiência e de amplos conhecimentos científicos no terreno da técnica. A capacidade administrativa deve ser no fundo uma coisa secundária. A Gosplan deve gozar de certa independência e autonomia desde o ponto de vista do prestígio desta instituição científica e existe um motivo para ser assim: a honestidade de seu pessoal e sincero desejo de fazer com que se cumpra nosso plano de construção econômica e social.
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Esta última qualidade, naturalmente, agora só se pode encontrar como exceção, porque a imensa maioria dos homens da ciência, dos que como é lógico compõem a Gosplan, se hajam inevitavelmente contagiados de opiniões e juízos burgueses. Controlar seu trabalho neste aspecto deve ser tarefa de umas quantas pessoas, que podem formar a direção da Gosplan, que devem ser comunistas e seguir a cada dia, em toda marcha do trabalho, o grau de fidelidade dos homens da ciência burgueses e como abandonam os juízos burgueses, assim como seu passo gradual ao ponto de vista do socialismo. Este trabalho duplo, de controle científico e de gestão puramente administrativa, deveria ser o ideal dos dirigentes da Gosplan em nossa República.
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Lenin
29.12.22
Taquigrafado por M. V.
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É racional a divisão de tarefas soltas, o trabalho que leva a cabo a Gosplan? Ou ao contrário, não deve tender-se a formar um círculo de especialistas permanentes que controle sistematicamente a direção da Gosplan e que possam resolver todo o conjunto de problemas que são de sua incumbência? Eu creio que é mais racional o último, e que deve-se procurar a diminuição do número de tarefas soltas temporárias e urgentes.
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Lenin
28.12.22
Taquigrafado por M. V.

VII

Continuação das notas.
(Relativo ao Aumento do Número de Membros do CC)
29 de dez. de 1922
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Ao mesmo tempo que aumenta-se o número de membros do CC, deveremos, ao meu modo de ver, dedicarmo-nos também, e eu diria que principalmente, à tarefa de revisar e melhorar nosso aparato, que não serve para nada. Para este objetivo devemos valermo-nos dos serviços de especialistas muito qualificados, e a tarefa de proporcionar estes especialistas deve recair sobre a IOC (Inspeção Operária e Camponesa).
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A tarefa de combinar a estes especialistas da revisão com conhecimentos suficientes e a estes novos membros do CC deve ser resolvido na prática.
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Me parece que a IOC (como resultado de seu desenvolvimento e de nossas perplexidades acerca de seu desenvolvimento) tem dado em resumo no que agora observamos: um estado de transição de um Comissariado do Povo especial a uma função especial dos membros do CC; de uma instituição que o revida tudo por completo a um conjunto de revisores, escassos em número, porém excelentes, que devem estar bem pagos (isto é particularmente necessário em nosso tempo, em que as coisas se pagam, e atendendo a que os revisores se colocam onde melhor lhes pagam).
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Se o número de membros do CC é devidamente aumentado e um ano atrás outros se capacitam na direção dos assuntos públicos com a ajuda destes especialistas altamente qualificados e de membros do CC é devidamente aumentado e um ano atrás outros se capacitam na direção dos assuntos públicos com a ajuda destes especialistas altamente qualificados e dos membros da IOC, prestigiosos em todos os terrenos, eu creio que daremos uma solução acertada a este problema que durante tanto tempo não podíamos resolver.
Em resumo: até 100 membros do CC e todo o mais de 400 a 500 auxiliares seus, membros da IOC, que revisem segundo as indicações dos primeiros.
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Lenin
29.12.22
Taquigrafado por M. V.
Continuação das notas.

Acerca do Problema das Nacionalidades ou Sobre a "Autodeterminação"

30 de dezembro de 1922.
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Acho que incorri numa grave culpa perante os operários da Rússia por não ter intervido com energia e dureza no decantado problema da autodeterminação, que oficialmente se denomina, cuido, problema da união das repúblicas socialistas soviéticas.
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Neste verão, quando o problema surgiu, e estava doente, e mais tarde, no outono, confiei de mais na minha cura e em que os plenos de Outubro e Dezembro me dariam a oportunidade de intervir no problema. Mas não pude assistir ao Pleno de Outubro (dedicado a este problema) nem ao de Dezembro, pelo que não cheguei a tocá-lo quase em absoluto.
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Pude apenas conversar com o camarada Dzerzhinski, que tornou do Cáucaso e contou-me como se acha este problema na Geórgia. Também pude trocar um par de palavras com o camarada Zinoviev e exprimir-lhe os meus temores sobre o particular. O que me disse o camarada Dzerzhinski, que presidia a comissão enviada pelo Comitê Central para "investigar" o que diz respeito ao incidente da Geórgia, não pode deixar-me mais que com temores acrescentados. Se as coisas se puseram de tal jeito que Ordzhonikidze pôde chegar ao emprego da violência física, segundo me manifestou o camarada Dzerzhinski, podemos imaginar em que atoleiro temos caído. Pelos vistos, toda esta empresa da "autodeterminação" era falsa e intempestiva em absoluto.
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Diz-se que era necessária a unidade do aparato. Donde partiram tais afirmações? Não será desse mesmo aparato russo que, como indicava já num dos anteriores números do meu diário, tomamos do czarismo, tendo-nos limitado a untá-lo com óleo soviético?
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É indubitável que se deveria demorar a aplicação desta medida até podermos dizer que respondemos do nosso aparato como algo próprio. Mas agora, em consciência, devemos dizer o contrário, que nós chamamos nosso a um aparato que na verdade nos é ainda alheio por completo e constitui um misto burguês e czarista que não houve qualquer hipótese de ultrapassar em cinco anos, sem ajuda de outros países e nuns momentos em que predominavam as "ocupações" militares e a luta contra a fome.
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Nestas condições é muito natural que a "liberdade de separar-se da união", com que nós nos justificamos, seja um papel molhado incapaz de defender os não russos da invasão do russo genuíno, chauvinista, no fundo um homem miserável e dado à violência como é o típico burocrata russo. Não há qualquer dúvida de que a insignificante percentagem de operários soviéticos e sovietizados afundaria nesse mar de imundície chauvinista russa como a mosca no leite.
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Em defesa desta medida diz-se que foram segregados os Comissariados do Povo que se relacionam diretamente com a psicologia das nacionalidades, com a instrução nas nacionalidades. Mas a respeito disto ocorre-nos uma pergunta, a de se é possível segregar estes Comissariados por completo, e uma segunda pergunta, a de se temos tomado medidas com a suficiente solicitude para protegermos realmente os não russos do esbirro genuinamente russo. Eu acho que não as tomamos, embora pudéssemos e devêssemos tê-lo feito.
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Eu acho que neste assunto exerceram uma influência fatal as pressas e os afãs administrativos de Stalin, bem como a sua aversão contra o decantado "social-nacionalismo". Via de regra, a aversão sempre exerce em política o pior papel.
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Temo igualmente que o camarada Dzerzhinski, que foi ao Cáucaso investigar o assunto dos "delitos" desses "social-nacionais", se tenha distinguido neste caso também só pelas suas tendências puramente russas (sabe-se que os não russos russificados sempre exageram quanto às suas tendências puramente russas), e que a imparcialidade de toda a sua comissão a caracterize suficientemente a "pancada" de Ordzhonikidze. Acho que nenhuma provocação, mesmo nenhuma ofensa, pode justificar esta pancada russa, e que o camarada Dzerzhinski é irremediavelmente culpável de ter reagido ante isso com ligeireza.
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Ordzhonikidze era uma autoridade para todos os demais cidadãos do Cáucaso. Ordzhonikidze não tinha direito a deixar-se levar pela irritação a que ele e Dzerdhinski se remetem. Ao contrário, Ordzhonikidze estava na obrigação de se comportar com uma sobriedade que não se pode pedir a nenhum cidadão ordinário, tanto mais se este for acusado de um delito "político". E a realidade é que os social-nacionais eram cidadãos acusados de um delito político, e todo o ambiente em que se produziu esta acusação apenas assim podia qualificá-lo.
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Relativamente a este assunto, coloca-se já um importante problema de princípio: como compreender o internacionalismo.
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Lenin
30.12.22
Taquigrafado por M. V.
(Continuação)
Nas minhas obras a respeito do problema nacional tenho já escrito que a formulação abstrata do problema do nacionalismo em geral não serve para nada. Cumpre distinguirmos entre o nacionalismo da nação opressora do nacionalismo da nação oprimida, entre o nacionalismo da nação grande e o nacionalismo da nação pequena.
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No que diz respeito ao segundo nacionalismo, nós, os integrantes de uma nação grande, quase sempre somos culpáveis no terreno prático histórico de infinitos atos de violência; e mesmo mais: sem dar-nos conta, cometemos infinito número de atos de violência e ofensas. Não tenho mais do que evocar as minhas lembranças de como nas regiões do Volga tratam desrespeitosamente os não russos, de como a única maneira de chamar os polacos é "poliáchishka", de que para burlar-se dos tártaros sempre os chamam "príncipes", o ucraniano chamam-no "jojol", e o georgiano e os demais naturais do Cáucaso chamam-nos "homens do Capciosa".
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Por isso, o internacionalismo por parte da nação opressora ou da chamada nação grande (embora seja só grande pelas suas violências, só como o é um esbirro) não deve reduzir-se a observar a igualdade formal das nações, quanto também a observar uma desigualdade que de parte da nação opressora, da nação grande, compense a desigualdade que praticamente se produz na vida. Quem não tenha compreendido isto, não tem compreendido a posição verdadeiramente proletária face ao problema nacional; no fundo, continua a manter o ponto de vista pequeno-burguês, e por isso não pode evitar escorregar a cada instante ao ponto de vista burguês.
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O quê é importante para o proletário? Para o proletário é não só importante, mas uma necessidade essencial, gozar, na luta proletária de classe, do máximo de confiança pela parte dos componentes de outras nacionalidades. O que faz falta para isso? Para isso cumpre mais algo do que a igualdade formal. Para isso, cumpre compensar de uma maneira ou de outra, com o seu trato ou com as suas concessões às outras nacionalidades, a desconfiança, o receio, as ofensas que no passado histórico lhes produziu o governo da nação dominante.
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Acho que não cumprem mais explicações nem entrarmos em mais pormenores tratando-se de bolcheviques, de comunistas, e creio que neste caso, no que atinge à nação georgiana, temos um exemplo típico de como é que a atitude verdadeiramente proletária exige da nossa parte extremada cautela, delicadeza e transigência. O georgiano que desdenha este aspecto do problema, que lança desdenhosamente acusações de "social-nacionalismo" (quando ele próprio é não apenas um "social-nacional", autêntico e verdadeiro, senão um basto esbirro russo), esse geórgico magoa, em essência, os interesses da solidariedade proletária de classe, porque nada demora tanto o desenvolvimento e a consolidação desta solidariedade como a injustiça no terreno nacional, e para nada são tão sensíveis os "ofendidos" componentes de uma nacionalidade como para o sentimento da igualdade e o desprezo dessa igualdade pela parte dos seus camaradas proletários, embora o façam por negligência, embora a coisa semelhe uma brincadeira. E isso, neste caso, é preferível exagerar quanto às concessões e a suavidade com as minorias nacionais, do que pecar por defeito. Por isso, neste caso, o interesse vital da solidariedade proletária e portanto da luta proletária de classe, requer que jamais olhemos formalmente o problema nacional, senão que sempre levemos em conta a diferença obrigatória na atitude do proletário da nação oprimida (ou pequena) para a nação opressora (ou grande).
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Lenin
31.12.22
Taquigrafado por M. V.
Continuação das notas.
31 de dezembro de 1922.
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Que medidas práticas se devem tomar nesta situação?
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Primeiro, cumpre manter e fortalecer a união das repúblicas socialistas; sobre isto não pode haver dúvida. Necessitamo-lo nós o mesmo que o necessita o proletariado comunista mundial para lutar contra a burguesia mundial e para defender-se das suas intrigas.
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Segundo, cumpre manter a união das repúblicas socialistas no que atinge ao aparato diplomático, que, dito seja de passagem, é uma exceção no conjunto do nosso aparato estatal. Não deixamos entrar nele nem uma só pessoa de certa influência procedente do velho aparato czarista. Todo ele, considerando os cargos de alguma importância, compõem-se de comunistas. Por isso, este aparato tem ganhado já (podemos dizê-lo rotundamente) o título de aparato comunista provado, limpo, em grau incomparavelmente maior, dos elementos do velho aparato czarista, burguês e pequeno-burguês, a que nos vemos na obrigação de recorrer nos outros Comissariados do Povo.
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Terceiro, cumpre punir exemplarmente o camarada Ordzhonikidze (digo isto com grande sentimento, porque somos amigos e trabalhei com ele no estrangeiro, na emigração) e também terminar de revisar ou revisar de novo todos os materiais da comissão de Dzerzhinski, com o fim de corrigir o cúmulo de erros e de juízos parcelares que sem dúvida ali há. A responsabilidade política de toda esta campanha de verdadeiro nacionalismo russo deve fazer-se recair, é claro, sobre Stalin e Dzerzhinski.
Quarta, cumpre implantar as normas mais severas no pertinente ao emprego do idioma nacional nas repúblicas de outras nacionalidades que fazem parte da nossa União, e comprovarmos o seu cumprimento com particular cuidado. Sem qualquer dúvida, com o pretexto de unidade do serviço do caminho-de-ferro, com o pretexto da unidade fiscal, etc., tal como agora é o nosso aparato, escorregará um grande número de abusos de caráter puramente russo. Para combatermos esses abusos, precisa-se de um especial espírito de inventiva, sem falarmos já da particular sinceridade de quem se encarregar de fazê-lo. Cumprirá um código detalhado, que apenas terá qualquer perfeição se redigido por pessoas da nacionalidade em questão e que morem na sua república. A respeito disto, de maneira nenhuma devemos afirmar-nos de antemão na idéia de que, como resultado de todo este trabalho, não haja que recuar no seguinte Congresso dos Sovietes, quer dizer, de que não cumpra manter a união das repúblicas soviéticas apenas no senso militar e diplomático, e em todos os restantes aspectos restabelecermos a autonomia completa dos distintos Comissariados do Povo.
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Deve ter-se presente que o fracionamento dos Comissariados do Povo e a falta de concordância do seu labor relativamente a Moscou e os outros centros, podem ser paralisados suficientemente pela autoridade do Partido, se esta for empregue com a necessária discrição e imparcialidade; o dano que o nosso Estado puder sofrer pela falta de aparatos nacionais unificados com o aparato russo é incalculavelmente, infinitamente menor do que o dano que representaria não só para nós, quanto para todo o movimento internacional, para os centos de milhões de seres da Ásia, que deve avançar ao primeiro plano da história num próximo futuro, depois de nós. Seria um oportunismo imperdoável se em vésperas desta ação do Oriente, e ao princípio do seu despertar, quebrássemos o nosso prestígio nele embora só fosse com a mais pequena aspereza e injustiça a respeito das nossas próprias nacionalidades não russas. Uma coisa é a necessidade de se agrupar contra os imperialistas do Ocidente, que defendem o mundo capitalista. Neste caso não pode haver dúvidas, e nem cumpre dizer que aprovo incondicionalmente estas medidas. Outra coisa é quando nós mesmos caímos, ainda que seja em miudezas, em atitudes imperialistas com as nações oprimidas, quebrando destarte por completo toda a nossa sinceridade de princípios, toda a defesa que, consoante com os princípios, fazemos da luta contra o imperialismo. E a manhã da história universal será o dia em que despertem de vez o povos oprimidos pelo imperialismo, que já abriram os olhos, e que comece já a longa e dura batalha final pela sua emancipação.
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Lenin
31.12.22
Taquigrafado por M. V.

Notas:
[1N] A Gosplan (Comissão do Plano Geral do Estado) foi o grupo de trabalho responsável pela planificação e centralização da economia, criada em 1921. (retornar ao texto)
[2N] O Proletariado e campesinato. (retornar ao texto)
[3N] Zinoviev e Kamenev colocaram-se contra a tentativa de insurreição que resultaria na Revolução de Outubro de 1917 nas instâncias do Partido Bolchevique. (retornar ao texto)
[4N] Até 1917 Trotsky não ingressara nas fileiras do Partido Bolchevique, e conservava profundas divergências pré-revolucionárias com os mesmos, principalmente quanto a forma de organização do partido revolucionário. (retornar ao texto)
[5N] Birô Político (ou Politiburo) era o organismo do Partido que tratava de encaminhar as decisões do CC, em 1922-23 era formado pelo triunvirato KamenevZinovievStálin, Trotsky, Bukhárin e Piatakov. (retornar ao texto)

PSTU
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Fernando Pessoa e seus heterónimos

Fernando Pessoa e seus heterónimos

PORTUGAL -----

o É talvez o último dia... Alberto Caeiro
o Hoje de manhã saí muito cedo Alberto Caeiro
o O amor é uma companhia Alberto Caeiro
o Passei toda a noite, sem dormir... Alberto Caeiro
o Se, depois de eu morrer... Alberto Caeiro
o Falas de civilização... Alberto Caeiro (26/6/95)
o Sou um guardador de rebanhos Alberto Caeiro (24/7/95)
o Não me importo com as rimas Alberto Caeiro (13/5/96)
o Poema do Menino Jesus Alberto Caeiro (2/2/98)
o Quem me dera que eu fosse o pó da estrada Alberto Caeiro (21/12/98)
o Um renque de árvores lá longe... Alberto Caeiro (12/7/99)
o Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta Alberto Caeiro (19/7/99)

o Lisbon revisited (1926) Álvaro de Campos
o Poema em linha recta Álvaro de Campos (22/5/95)
o Não, não é cansaço... Álvaro de Campos (20/7/95)
o Poema Álvaro de Campos (1/4/96)
o Tabacaria Álvaro de Campos (4/9/00)
o O que há em mim é sobretudo cansaço Álvaro de Campos (15/01/01)

o Mar Português Fernando Pessoa
o D. Sebastião, Rei de Portugal Fernando Pessoa
o O Infante Fernando Pessoa
o Os Colombos Fernando Pessoa
o O Quinto Império Fernando Pessoa
o Autopsicografia Fernando Pessoa (19/2/95)
o I am the escaped one Fernando Pessoa (20/2/95)
o Liberdade Fernando Pessoa (27/11/95)
o Isto Fernando Pessoa (11/3/96)
o Todas as cousas que há neste mundo Fernando Pessoa (3/6/96)
o Quando é que o cativeiro Fernando Pessoa (15/7/96)
o Sem remédio Fernando Pessoa (5/8/96)
o Não sei o quê desgosta Fernando Pessoa (12/8/96)
o Bóiam farrapos de sombra Fernando Pessoa (9/9/96)
o Não sei quantas almas tenho Fernando Pessoa (23/9/96)
o A miséria do meu ser Fernando Pessoa (7/4/97)
o Já não me importo Fernando Pessoa (3/11/97)
o Meu coração tardou Fernando Pessoa (4/5/98)
o Tenho pena e não respondo Fernando Pessoa (1/6/98)
o Quando estou só reconheço Fernando Pessoa (20/7/98)
o Sou o fantasma de um rei Fernando Pessoa (9/11/98)
o Se penso mais que um momento Fernando Pessoa (16/11/98)
o Nas grandes horas em que a insónia avulta Fernando Pessoa (11/1/99)
o Horizonte Fernando Pessoa (15/11/99)
o Deus Fernando Pessoa (26/6/00)
o Durmo ou não? Passam juntas em minha alma Fernando Pessoa (3/7/00)
o Olhando o mar, sonho sem ter de quê Fernando Pessoa (17/7/00)
o (dream) Fernando Pessoa (11/9/00)

o Vem sentar-te comigo Lídia... Ricardo Reis
o Segue o teu destino Ricardo Reis (11/12/00)
o Para ser grande, sê inteiro Ricardo Reis (18/02/02)

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in

Poemas de Pessoa

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Louise Bryant - Life and Archive

M.I.A. Library: Louise Bryant
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SIX RED MONTHS IN RUSSIA - BY LOUISE BRYANT

Six Red Months in Russia by Louise Bryant (1885-1936). New York: George H. Doran Company, 1918.

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SIX RED MONTHS IN RUSSIA
LOUISE BRYANT

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SIX RED MONTHS
IN RUSSIA

An Observer's Account of Russia Before and
During the Proletarian Dictatorship

BY
LOUISE BRYANT

ILLUSTRATED

NEW YORK
GEORGE H. DORAN COMPANY


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Copyright, 1918
By George H. Doran Company

Printed in the United States of America

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KATHERINE BRESHKOVSKY
GRANDMOTHER OF THE REVOLUTION

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Acknowledgments are due to the Philadelphia Public Ledger and other numerous newspapers and magazines throughout the United States, Canada and South America for permission to reprint these articles.

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[Page ix]

INTRODUCTION

I ASK a favour of him who reads this bundle of stories, gathered together on the edge of Asia, in that mystic land of white nights in summer and long black days in winter, where events only heretofore dreamed or vaguely planned for future ages have suddenly come to be. I ask the reader to remember his tolerant mood when he sits himself down under his shaded lamp of an evening to read certain lovely old legends, to remember how deliberately he gets himself out of this world into another as unlike our own as the pale moon. He should recall that in reading ancient lore he does so with an open mind, calmly, never once throwing down his book and cursing because some ancient king has marched with all his gallant warriors into another country without so much as a passport from the State Department.
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We have here in America an all too obvious and objectionable prejudice against Russia. And this, you will agree, is born of fear. In Russia something strange and foreboding has occurred, it threatens to undo our present civilisation and instinctively we fear change for better or for worse. We hug our comforts, our old habits of life, our old values. . . . There are those among [Page x] us who whisper that this change will mean darkness and chaos, there are those who claim it is but a golden light which, starting from a little flame, shall circle the earth and make it glow with happiness. All that is not for me to say. I am but a messenger who lays his notes before you, attempting to give you a picture of what I saw and what you would have seen if you had been with me.
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In that half year of which I write I felt as if I were continually witnessing events which might properly come some centuries later. I was continually startled and surprised. And yet I should have been prepared for surprises. All of us have felt the deep undercurrents that are turning the course of the steady tide. The great war could not leave an unchanged world in its wake–certain movements of society were bound to be pushed forward, others retarded. I speak particularly of Socialism.
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Socialism is here, whether we like it or not–just as woman suffrage is here–and it spreads with the years. In Russia the socialist state is an accomplished fact. We can never again call it an idle dream of long-haired philosophers. And if that growth has resembled the sudden upshooting of a mushroom, if it must fall because it is premature, it is nevertheless real and must have tremendous effect on all that follows. Everything considered there is just as much reason to believe that the Soviet Republic of Russia will stand as that it will fall. The most significant fact is that it will not [Page xi] fall from inside pressure. Only outside, foreign, hostile intervention can destroy it.
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On the grey horizon of human existence looms a great giant called Working Class Consciousness. He treads with thunderous step through all the countries of the world. There is no escape, we must go out and meet him. It all depends on us whether he will turn into a loathsome, ugly monster demanding human sacrifices or whether he shall be the saviour of mankind. We must use great foresight, patience, understanding. . . . We must somehow make an honest effort to understand what is happening in Russia.
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And I who saw the dawn of a new world can only present my fragmentary and scattered evidence to you with a good deal of awe. I feel as one who went forth to gather pebbles and found pearls. . . .

[Page]
[Page xiii]

CONTENTS



PAGE

INTRODUCTION IX
CHAPTER

I ON THE WAY TO RUSSIA 19
II FROM THE FRONTIER TO PETROGRAD 27
III PETROGRAD35
IV SMOLNY 46
V EXPLANATION OF POLITICAL PARTIES 52
VI THE DEMOCRATIC CONGRESS 59
VII THE PREPARLIAMENT AND THE SOVIET OF THE RUSSIAN REPUBLIC71
VIII THE FALL OF THE WINTER PALACE79
IX THE CONSTITUENT ASSEMBLY89
X KATHERINE BRESHKOVSKY 104
XI KERENSKY113
XII TWO MINISTERS OF WELFARE–PANINA AND KOLLONTAY 122
XIII LENINE AND TROTSKY 135
XIV A TRIUMVIRATE–ANTONOFF, KRYLENKO DUBENKO 148
XV MARIE SPIRODONOVA 164
XVI FROM ONE ARMY TO THE OTHER 171
XVII RED GUARDS AND COSSACKS 178
XVIII THE RED BURIAL 186
XIX REVOLUTIONARY TRIBUNAL 193
[Page xiv]
XX THE FOREIGN OFFICE 200
XXI WOMEN SOLDIERS 210
XXII FREE SPEECH 220
XXIII STREET FIGHTING 227
XXIV MEN OF HONOUR 235
XXV GERMAN PROPAGANDA 242
XXVI RUSSIAN CHILDREN 251
XXVII THE DECLINE OF THE CHURCH 259
XXVIII ODDS AND ENDS OF REVOLUTION 266
XXIX A TALK WITH THE ENEMY 278
XXX SHOPPING IN GERMANY 284
XXXI ADVENTURES AS A BOLSHEVIK COURIER 292 ..

Louise Bryant - Life and Works


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Louise Bryant

Bryant circa 1917
Born Anna Louisa Mohan
December 5, 1885(1885-12-05)
San Francisco, California
Died January 6, 1936 (aged 50)
Sèvres, France
Occupation Journalist
Spouse(s) Paul Trullinger (1909)
John Reed (c 1917)
William Christian Bullitt, Jr. (1924)
Parents Hugh Moran
Relatives Sheridan Bryant, stepfather
Louise Bryant (5 December 1885 – 6 January 1936) was an American journalist and writer. She was best known for her Marxist and anarchist beliefs and her essays on radical political and feminist themes. Bryant published articles in several radical left journals during her life, including Alexander Berkman's The Blast. [1]

Contents

 

 Biography

Bryant was born Anna Louisa Mohan in San Francisco, California to Hugh Moran. Her parents divorced when she was three, and she grew up with her stepfather, Sheridan Bryant, a railway conductor. She lived for years in the Nevada desert with her grandparents, and was a student at the University of Nevada and the University of Oregon, where she had a reputation for strong-willed independence and rebelliousness. In 1909 she secretly married a Portland dentist, Paul Trullinger, and tried to carve out a career for herself as a writer.
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After a long love affair, Bryant married journalist John Reed, and together they traveled to Russia in 1917 and 1918. While there, they participated in Bolshevik agitation and Communist party activities, and wrote articles about the pending revolution. Bryant was with Reed when he died of typhus; he was interred in Moscow.
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Many years later, letters by and about John Reed and Louise Bryant were discovered in Soviet archives by researchers from the Library of Congress. In a 1920 letter to a friend, Bryant spoke of her typhus-stricken husband’s death in Moscow and how she watched Soviets pass his grave:
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“I have been there in the busy afternoon when all Russia hurries by,” she wrote. “Once some of the soldiers came over to the grave. They took off their hats and spoke very reverently: ‘What a good fellow he was!” said one. ‘He came all the way across the world for us. He was one of ours.”’
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Communist historians have been far less kind to the memory of Bryant, claiming that she has no proper place in history, dismissing her; as anarchist Emma Goldman famously said, "Louise was never a Communist; she only slept with a Communist."
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Four years after Reed's death, Bryant, now a leading reporter for the Hearst newspaper chain and pregnant, married former Wilson Administration assistant secretary of state William Christian Bullitt, Jr. Their move to Paris introduced Bryant to its lesbian subculture, and her affair with English sculptor Gwen Le Gallienne led to a bitter divorce in 1930, with Bryant denied access to her only child, Anne, who was not informed of the circumstances until well after the end of the Second World War.

 Death

Bryant's long, tragic decline was caused by Adiposis dolorosa, or Dercum's disease, with which she was diagnosed in 1928. It was marked by extreme weight gain, fatigue, and mental confusion. She increasingly sought oblivion in alcohol. She died in Sèvres in 1936. [1]

 Legacy

The 1981 film Reds was based on her life with John Reed. The film starred Diane Keaton as Bryant, Warren Beatty as Reed, and Jack Nicholson as playwright Eugene O'Neill, who had once been Bryant's lover.

 See also

 References

  1. ^ a b "Louise Bryant, 41, Journalist; Widow of John Reed, Ex-Wife of Ambassador Bullitt, Stricken in Paris. Was a Communist Leader. Reported Early Days of Russian Revolution. Interviewed all the Soviet Leaders.". New York Times. January 10, 1936, Friday. 

 Further reading

  • Mary V. Dearborn, Queen of Bohemia (Boston: Houghton Mifflin, 1996), hardcover, 365 pages, ISBN 0-395-68396-3
  • Virginia Gardner. Friend and Lover: The Life of Louise Bryant (New York: Horizon Press, 1982)
  • Eric Homberger. John Reed (Manchester: Manchester University Press, 1990)
  • Louise Bryant. Six Red Months in Russia New York: George H. Doran Company, 1918(Powells.com, 2002)
  • Louise Bryant. Mirrors of Moscow (Hyperion Books 1973)

 External links

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Ten Days That Shook the World by John Reed

Ten Days That Shook the World

From Wikisource

 
Ten Days That Shook the World
by John Reed
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Ten Days That Shook the World.
March 1919

 Contents

Ten Days That Shook The World Cover.jpg
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John Reed - Vida e Obra

John Reed

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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John Reed
John Reed
Nome completo
John Silas Reed
Nascimento
22 de Outubro de 1887
Portland
Morte
19 de Outubro de 1920 (32 anos)
Moscou
Nacionalidade
Flag of the United States.svg estado-unidense
Ocupação
jornalista e ativista
John "Jack" Silas Reed (Portland, 22 de Outubro de 1887Moscou, 19 de Outubro de 1920) foi um jornalista e ativista norte-americano, famoso pelo seu livro Dez dias que abalaram o Mundo, em que relata em primeira-mão os acontecimentos que constituíram a Revolução de Outubro em que os bolcheviques tomaram o poder na Rússia. Ele foi marido da escritora e feminista Louise Bryant.

Índice

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 Origens

John Reed nasceu em 1887 em Portland no Oregon. Por não ser um apreciador da cidade onde nasceu, partiu assim que pôde para a Universidade de Harvard em 1910.
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Após a conclusão dos seus estudos, embarcou num navio de carga rumo à Europa, tendo passado por Londres, Paris e Madrid. Mais tarde, regressou ao seu país, onde trabalhou como editor numa revista sobre política.

 Jornalismo

Reed ficou conhecido como jornalista pela sua cobertura das greves de trabalhadores e da Revolução Mexicana. Enquanto cobria a Primeira Guerra Mundial, na Europa, interessou-se pela Revolução Bolchevique e partiu para a Rússia. Conheceu Lenin e, das suas conversas com ele, fez um livro.
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Em Lawrence, Massachusetts, durante uma manifestação dos operários de uma fiação apoiada pelo Partido Socialista, conheceu Bill Haywood. Haywood revelou-lhe que 25 mil operários de uma fábrica na outra margem do rio Hudson, que manifestavam exigindo oito horas de trabalho diário, estavam sendo maltratados pela polícia. Reed juntou-se aos manifestantes, sendo preso durante quatro dias, tendo escrito mais tarde no jornal "The Masses" sobre estes eventos.
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No México, em 1914, Pancho Villa liderava uma rebelião de camponeses quando Reed foi enviado como correspondente. Em pouco tempo, tornou-se próximo do líder revolucionário. Os relatos apaixonados de Reed não eram aquilo a que se chama jornalismo objetivo e imparcial, mas ajudaram a espalhar a notícia da revolução.
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Reed tinha acabado de regressar aos EUA, reconhecido como um grande jornalista, quando no Colorado se deu o Massacre de Ludlow, onde mineiros em greve foram abatidos pela Guarda Nacional a mando da família Rockefeller. Esses acontecimentos foram registados no livro "A Guerra do Colorado".
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No verão de 1914, quando a Primeira Guerra Mundial eclodiu na Europa, John Reed escreveu:
"And here are the nations, flying at each other's throats like dogs… and art, industry, commerce, individual liberty, life itself taxed to maintain monstrous machines of death." "(Aqui estão as nações, a se lançar aos pescoços umas das outras como cães… e a arte, a indústria, o comércio, a liberdade individual, a própria vida são taxadas para sustentar monstruosas máquinas de morte.)"
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Reed voltou para casa em Portland para ver sua mãe, a qual nunca aprovou suas idéias radicais. Lá, no salão da IWW local, ele escutou um discurso de Emma Goldman. Foi uma experiência. Ela era uma fonte de inspiração daquela geração do feminismo e anarquismo.
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Os grandes periódicos de Nova Iorque pressionaram-no para que ele cobrisse a guerra européia e ele concordou em ir à revista The Metropolitan. Ao mesmo tempo ele escreveu um artigo para a revista The Masses. Foi uma guerra de lucros, ele falou. A caminho da Europa, ele estava consciente do luxo do convés da primeira classe e dos três mil italianos no porão. Ele chegou logo na Inglaterra, nos Países Baixos e Alemanha e, então, na França, andando pelos campos de batalha: chuva, lama, cadáveres. O que mais o deprimiu foi o patriotismo exacerbado de ambos os lados, até em alguns socialistas, como H.G. Wells na Inglaterra.
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Quando retornou aos EUA após quatro meses, encontrou os radicais Upton Sinclair, John Dewey e Walter Lippmann. Lippmann, novo editor da New Republic, escreveu, em dezembro de 1914, um ensaio: "O Legendário John Reed." Ele definiu a distância entre ele próprio e Reed. "Por temperamento, ele não é um escritor profissional ou repórter. Ele é uma pessoa que gosta de si mesmo." E então Lippmann desferiu o último golpe: "Reed não é imparcial e tem orgulho disso."
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Reed voltou para a guerra em 1915, dessa vez para a Rússia, para as vilas queimadas e saqueadas, para o masacre dos judeus pelos soldados do tsar, para Bucareste, Constantinopla, Sofia, depois Sérvia e Grécia. De volta aos EUA, escutou os incessantes discursos sobre os preparativos militares contra "o inimigo," e escreveu para o The Masses que o inimigo para o trabalhador estadunidense eram os 2% da população que recebiam 60% da riqueza nacional. "Nós defendemos que o trabalhador prepare-se para se defender do inimigo. Esse é o nosso preparativo."
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Mais tarde, em 1916, John Reed conheceu Louise Bryant em Portland e apaixonaram-se imediatamente. Ela se separou de seu marido e foi morar com Reed em Nova Iorque. Ela era escritora e uma anarquista inconseqüente. Naquele verão, Reed pediu respeito aos sons da guerra nas calmas praias de Provincetown, com Bryant. Há uma fotografia dela deitada na areia, nua e reservada.
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Em abril de 1917, Woodrow Wilson pediu que o Congresso declarasse guerra à Alemanha. E John Reed escreveu no The Masses: "A guerra significa histeria coletiva, crucificando os defensores da verdade, sufocando os artistas… Esta não é nossa guerra." Ele testemunhou contra o recrutamento perante o Congresso: "Eu não acredito nesta guerra… Eu não serviria nela."
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Quando Emma Goldman e Alexander Berkman foram capturados pelo Draft Act por "conspiração e indução de pessoas a não se registrarem" Reed foi uma testemunha de defesa. Eles foram condenados e presos. Isso aconteceu a milhares de outros estadunidenses que se opuseram à guerra. Os jornais radicais foram banidos, entre eles o The Masses.
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Reed afligiu-se pelo modo através do qual as classes trabalhadoras na Europa e EUA estavam sustentando a guerra. Ele continuou a esperar: "Eu não posso desistir da idéia de que fora da democracia nascerá o rico do novo mundo, o desbravador, o libertador, mais bonito."

  Comunismo

John Reed era uma figura importante no Partido Socialista nos EUA, sendo determinante para a fundação do Partido Comunista dos Trabalhadores. Esse partido era ilegal e era apenas um de dos partidos que disputavam o apoio do recentemente fundado Communist International (Comintern).
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Em 1917, chegaram da Rússia notícias de que o Czar fora deposto. Uma revolução estava em marcha. "Finalmente, toda uma população se negou a continuar a carnificina e se revoltou contra a classe governante", pensou Reed.
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Com Louise Bryant, Reed partiu para a Finlândia e Petrogrado. A revolução avançava à sua volta, com operários a tomarem o poder nas fábricas, soldados recusando-se a combater e manifestando-se contra a guerra, e o soviete de Petrogrado a eleger uma maioria bolchevique. Por fim, a 6 e 7 de Novembro, houve a rápida tomada das estações ferroviárias, telégrafo, telefone e correios, e a concentração de trabalhadores e soldados junto ao Palácio de Inverno.
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Correndo de cena a cena, Reed tomou notas com uma velocidade incrível, reuniu cada folheto, poster e proclamação e, então, no início de 1918, voltou aos EUA para escrever sua história. Ao chegar, suas anotações foram confiscadas. Ele se encontrou sob acusação, juntamente com outros editores do The Masses, por se opor à guerra. Mas, no julgamento, onde ele e Eastman testemunharam sobre suas crenças, o júri não pode chegar a uma decisão e as acusações foram retiradas.
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Agora, Reed ia a todos os lugares do país, lecionando sobre a guerra, a Revolução Russa. No Tremont Temple, em Boston, ele foi bombardeado com perguntas por estudantes da Universidade de Harvard. Em Indiana, ele conheceu Eugene Debs, que seria logo setenciado a 10 anos por pregação contra a guerra. Em Chicago, ele acompanhou o julgamento de Bill Haywood e de outras centenas de líderes do IWW, que pegariam longas sentenças na prisão. Naquele setembro, depois de ter falado a uma platéia de quetro mil pessoas, Reed foi preso por desencorajamento ao recrutamento nas forças armadas.
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Finalmente, ele pegou de volta suas anotações sobre a Rússia e em dois meses fez uma produção escrita furiosa Os Dez Dias que Abalaram o Mundo. Esse tornou-se o relatório clássico de testemunha ocular da Revolução Bolchevique: "Acima do Nevsky, no amargo crepúsculo, as multidões estavam degladeando pelos últimos papéis… Em cada esquina, em cada lugar aberto, pequenos grupos foram aglomerados; soldados e estudantes discutiam… A Petrograd Soviet estava se reunindo continuamente em Smolny, um centro de tempestade, delegados dormindo no chão e levantando-se novamente para fazer parte do debate, Trotsky, Kamenev, Volodarsky falando 6, 8, 12 horas por dia…"
Em 1919, a guerra acabou, mas as forças Aliadas tinham invadido a Rússia e a histeria continuou nos EUA. O país que tinha feito a gloriosa "revolução" mundial, agora estava com medo dela. Os não-cidadãos foram encurralados aos milhares, presos e deportados sem julgamento. Houve greves por todo o país e choques com a polícia. Reed se envolveu na formação do Partido Comunista dos Trabalhadores, foi à Rússia como um delegado aos encontros da International Communista. Lá, ele conversou com os burocratas do partido, questionando o que estava acontecendo com a revolução. Ele encontrou Emma Goldman em Moscou e a escutou desabafar sua desilusão.
Ele correu de reunião a reunião, de uma conferência em Moscou a uma reunião em massa de asiáticos no Mar Negro. Ele estava se desgastando; ficou doente, febril e delirante. Era tifo. Em 1920, ele morreu em um hospital de Moscou.
O corpo de John Reed foi sepultado perto do Kremlin na Praça Vermelha, com honras de herói, sendo o único americano a quem tal honra foi concedida.
O filme Reds, estrelado por Warren Beatty, Diane Keaton e Jack Nicholson, foi baseado em sua vida e ganhou vários prêmios do Oscar.

Ligações externas



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John Reed (journalist)

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John Reed

John Reed, American journalist
Born October 22, 1887(1887-10-22)
Portland, Oregon, U.S.
Died October 17, 1920 (aged 32)
Moscow, Russia
Occupation Journalist
Spouse(s) Louise Bryant
Signature
John Silas Reed (October 22, 1887 – October 17, 1920), often referred to by his nickname, Jack, was an American journalist, poet, and communist activist, remembered for his first-hand account of the Bolshevik Revolution, Ten Days that Shook the World. He was married to writer and feminist Louise Bryant.

Contents

 

Biography

Early life and education

John Reed was born on October 22, 1887, in his maternal grandmother's mansion in Portland, Oregon.[1] His mother, Margaret Green Reed, was the daughter of a leading Portland citizen who had made a fortune through three enterprises: as owner the first gas works in Oregon, owner of the first pig iron smelter on the west coast, and as second owner of the Portland water works.[2] John's father, Charles Jerome Reed, was the representative of an agricultural machinery manufacturer who had come to town from the East. With his ready wit, he quickly won acceptance in Portland’s business community.[3] His parents were married in 1886.
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Young John, universally called "Jack" by those who knew him, grew up surrounded by nurses and servants, his upper-class playmates carefully selected. He had a brother, Harry, two years his junior.[4] A sickly child, Jack and his brother were sent to the recently-established Portland Academy, a private school.[5] Jack was bright enough to pass his courses but could not be bothered to work for top marks, as he found book-learning dry and tedious.[6] In September 1904, Jack was sent to Morristown School in New Jersey to prepare for college as his father had never attended a university and wanted his sons to go to Harvard.[7] At this prep school, Jack continued his track record of poor classroom performance, although he did make the football team and showed literary promise.[8]
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John Reed failed in his first attempt on the admission exam but passed on his second try and in the fall of 1906 he entered Harvard College, one of the most elite universities in America.[9] Tall, handsome, and light-hearted, Jack threw himself into all manner of student activities. He was a member of the cheerleading team, the swimming team, and the dramatic club. He served on the editorial boards of the Lampoon and the Harvard Monthly and as president of the Harvard Glee Club. He wrote a play produced by the Hasty Pudding Club, and was made ivy orator and poet. Jack tried and failed to make the Harvard teams for football and crew, but he participated and excelled in other competitive sports of lesser prestige, such as swimming and water polo.[10]
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Jack also attended meetings of the Socialist Club, over which his friend Walter Lippmann presided, but he never joined. Still, the club left its impact on his psyche. The group had social legislation introduced into the state legislature, attacked the university for failing to pay its servants living wages, and petitioned the administration for the establishment of a course in Socialism.[11] Reed later recalled:
"All this made no ostensible difference in the look of Harvard society, and probably the club-men and the athletes, who represented us to the world, never even heard of it. But it made me, and many others, realize that there was something going on in the dull outside world more thrilling than college activities, and turned our attention to the writings of men like H.G. Wells and Graham Wallas, wrenching us away from the Oscar Wildian dilettantism which had possessed undergraduate litterateurs for generations."[12]
Reed graduated from Harvard College in 1910, and that summer he set out to see more of the "dull outside world," visiting England, France, and Spain before returning home to America the following spring.[13]

 Bohemian journalist

John Reed had determined to become a journalist and he set out to make his mark in the big city in which that industry was based, New York. Jack made use of a valuable contact he had made at Harvard, the muckraking journalist Lincoln Steffens. Steffens, who appreciated Reed's skills and intellect at an early date. Steffens landed his young admirer a position on the American Magazine in an entry-level position, reading manuscripts, correcting proof, and later helping with the composition. Reed supplemented his insufficient salary by taking an additional job as the business manager of a new short-lived quarterly magazine called Landscape Architecture.[14]
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Reed made his home in Greenwich Village, a burgeoning hub of poets and artists. He came to love New York, relentlessly exploring it and writing poems about it. His formal jobs on the magazines paid the rent, but it was as a freelance journalist that Jack sought to establish himself. He collected rejection slips circulating an essay and short stories about his six months in Europe, eventually breaking through in The Saturday Evening Post. Within a year, Reed had work other accepted by Collier's, The Forum, and The Century Magazine. One of his poems had been set to music by composer Arthur Foote, and the editors at The American had come to see him as a contributor and begun to publish his work.[15] John Reed was a young man on the rise.
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His serious interest in social problems was first aroused, at about this time, by Lincoln Steffens and Ida Tarbell, and once aroused it quickly led him to a far more radical position than theirs. In 1913 he joined the staff of The Masses, edited by Max Eastman and his sister Crystal. To this publication Jack contributed more than 50 articles, reviews, and shorter pieces.
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The first of Reed's many arrests came in Paterson, New Jersey, in 1913, for attempting to speak on behalf of strikers in the New Jersey silk mills. The harsh treatment meted out by the authorities to the strikers and a short jail term which followed further radicalized him. Jack allied himself with the syndicalist trade union the Industrial Workers of the World at this time.[16] Jack's account of his experiences appeared in June as an article "War in Paterson." During the same year, following a suggestion made by IWW leader Bill Haywood, Jack put on "The Pageant of the Paterson Strike" in Madison Square Garden as a benefit for the strikers.[17]
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In the autumn of 1913 John Reed was sent to Mexico by the Metropolitan Magazine to report the Mexican Revolution.[18] He shared the perils of Pancho Villa's army for four months, present when the Villa's Constitutional Army when it defeated Federal forces at Torreón, opening the way for its advance on Mexico City.[19] Reed's time with the Villistas resulted in a series of outstanding magazine articles that brought Jack a national reputation as a war correspondent. Reed deeply sympathized with the plight of the peons and vehemently opposed American intervention, which came shortly after he left. Jack adored Villa, while Carranza left him cold. Jack's Mexican reports were later republished in book form as Insurgent Mexico, which appeared in 1914.
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On April 30, 1914, John Reed arrived in Colorado, scene of the recent Ludlow massacre. There he spent a little more than a week and investigated the events, spoke on behalf of the miners, wrote an impassioned article on the subject ("The Colorado War", published in July), and came to believe much more deeply in class conflict.[20] That summer he spent in Provincetown, Massachusetts with Mabel Dodge and her son, putting together Insurgent Mexico and interviewing President Wilson on the subject. The resulting report, much watered down at White House insistence, was not a success.[21]

War correspondent

On August 14, 1914, shortly after Germany declared war on France, he set sail for neutral Italy, having been sent by the Metropolitan. He met his lover, Mabel Dodge, in Naples and the pair made their way to Paris. Reed saw the war as emerging from imperialist commercial rivalries and showed little sympathy for any of the participants. In an unsigned piece entitled "The Traders’ War," published in the September 1914 issue of The Masses, Jack passionately wrote:
"The real War, of which this sudden outburst of death and destruction is only an incident, began long ago. It has been raging for tens of years, but its battles have been so little advertised that they have been hardly noted. It is a clash of Traders...

"What has democracy to do in alliance with Nicholas, the Tsar? Is it Liberalism which is marching from the Petersburg of Father Gapon, from the Odessa of the pogroms?...

"No. There is a falling out among commercial rivals....

"We, who are Socialists, must hope — we may even expect — that out of this horror of bloodshed and dire destruction will come far-reaching social changes — and a long step forward towards our goal of Peace among Men.

"But we must not be duped by this editorial buncombe about Liberalism going forth to Holy War against Tyranny.

"This is not Our War."[22]
In France he was frustrated by wartime censorship and the difficulty of accessing the front. Reed and Dodge went to London and Dodge soon left for New York, to the relief of Reed. The rest of 1914 he spent drinking with French prostitutes, and pursuing an affair with a German woman.[23] The pair went to Berlin in early December. While there Jack interviewed Karl Liebknecht, who was one of the few socialists in Germany to vote against war credits. Reed was deeply disappointed by the general collapse in working-class solidarity promised by the Second International, and by its replacement with militarism and nationalism.[24]
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He returned to New York in the middle of that month and occupied himself writing about the war. A return to Eastern Europe followed in 1915, a journey on which he was accompanied by Canadian artist and frequent Masses contributor Boardman Robinson. Traveling from Thessaloniki, they met scenes of profound devastation in Serbia (including a bombed-out Belgrade), also going through Bulgaria and Romania. They passed through the Jewish Pale of Settlement in Bessarabia, and in Chełm they were arrested, incarcerated for several weeks and liable to be shot for espionage had not the American ambassador shown some interest.
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Jack Reed, circa 1917.
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Traveling to Russia, Reed was outraged to learn that the ambassador in Petrograd was inclined to believe they were spies. Reed and Robinson were re-arrested when they tried to slip into Romania. This time it was the British ambassador (Robinson being a British subject) who finally secured permission for them to leave, but not before all their papers were seized in Kiev. In Bucharest the duo spent time piecing together their journey, with Reed at one point traveling to Constantinople in hopes of seeing action at Gallipoli. These experiences led to Reed's book, The War in Eastern Europe, published in April 1916.
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After returning to New York, he paid a visit to his mother in Portland, where he met and fell in love with Louise Bryant, who joined him on the East coast in January 1916. Though happy, both had affairs with others rather freely, in accord with the bohemian sensibilities of sexual liberation in common currency in that day. Early in 1916 Reed met Eugene O'Neill, and beginning that May the three rented a cottage in Provincetown. Not long after, Bryant and O'Neill began a romance.[25]
That summer Reed donned his reporter's hat and covered the Presidential nominating conventions. Reed himself endorsed Woodrow Wilson, believing that he would make good on his promise to keep America out of the war.[26] The year proved an eventful one for Jack, highlighted by his November marriage to Louise Bryant in Peekskill and an operation to remove a kidney conducted at Johns Hopkins Hospital which forced his hospitalization until mid-December.[27] The operation fortuitously rendered him ineligible for conscription and saved him later from the fate of a conscientious objector. During 1916 he also published privately Tamburlaine and Other Poems in an edition of 500 copies.
As the country raced towards war, the radical Reed was marginalized: his relationship with the Metropolitan was over. Jack pawned his late father's watch and sold his Cape Cod cottage to birth control activist Margaret Sanger.[28] When Wilson asked for a declaration of war on April 2, 1917, Reed shouted at a hastily-convened meeting of the People's Council in Washington: "This is not my war, and I will not support it. This is not my war, and I will have nothing to do with it."[29] In July and August Reed continued to write aggressive articles for The Masses, which the Post Office now refused to mail, and for Seven Arts, which as a result of an article by Reed and one earlier in the summer by Randolph Bourne, had its financial backing cut off and ceased publication.[30] Reed was stunned by the nation's pro-war fervor and his career lay in ruins.
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He followed Pancho Villa and filmed most of his battles during the Mexican Revolution.

Witness to the Russian Revolution

On August 17, 1917, John Reed and Louise Bryant set sail from New York to Europe, having first provided the State Department with legally sworn assurances that either would represent the Socialist Party at a forthcoming conference in Stockholm.[31] The pair were going as working journalists to see for themselves and report upon the sensational developments taking place in the fledgling republic of Russia. Traveling by way of Finland, the pair arrived in the capital city of Petrograd immediately after the failed military coup of monarchist General Lavr Kornilov, an attempt to topple the Provisional Government of Alexander Kerensky by force of arms. Jack and Louise found the Russian economy was in shambles as several of the subject nationalities of the old empire, such as Finland and Ukraine, autonomous and seeking to forge a military accommodation with Germany.
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The cover of this 1919 British pamphlet emphasizes Reed's short-lived status as Soviet consul.
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John Reed and Louise Bryant wound up at ground zero for the October Revolution, in which the Russian Communist Party headed by Vladimir Lenin toppled the Kerensky government in what they believed to be the first blow struck in a worldwide socialist revolution.
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The food situation in the capital was dire. Jack later recalled:
The last month of the Kerensky regime was marked first by the falling off of the bread supply from 2 pounds a day to 1 pound, to half a pound, to a quarter of a pound, and, the final week, no bread at all. Holdups and crime increased to such an extent that you could hardly walk down the streets. The papers were full of it. Not only had the government broken down, but the municipal government had absolutely broken down. The city militia was quite disorganized and up in the air, and the street-cleaning apparatus and all that sort of thing had broken down — milk and everything of that sort."[32]
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A mood for radical change was in the air. The Bolsheviks, seeking an all-socialist government and immediate end to Russian participation in the war, sought the transfer of power from Kerensky to a Congress of Soviets, a gathering of elected workers' and and soldiers' deputies to be convened in October. The Kerensky government saw this as a clear effort to replace its own regime with another and moved to shut down the Bolshevik press, issuing warrants of arrest for the Soviet leaders and preparing to transfer the troops of the Petrograd garrison, believed to be unreliable, back to the front. A Military Revolutionary Committee of the Soviets, dominated by the Bolshevik Party, determined to seize power on behalf of the future Congress of Soviets and at 11 pm on the evening of November 7, 1917, it captured the Winter Palace, seat of Kerensky's government.[33] Reed and Bryant were present during the fall of the Winter Palace, the symbolic event which initiated the Bolshevik Revolution.[34]
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Jack was an enthusiastic supporter of the new revolutionary socialist government and he went to work for the new People's Commissariat for Foreign Affairs, translating decrees and news of the actions of the new government into English. "I also collaborated in the gathering of material and data and data and distributing of papers to go into the German trenches," Reed later recalled.[35]
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Jack was close to the inner circle of the new government. He met Leon Trotsky and was introduced to Lenin during a break of the Constituent Assembly on January 18, 1918. By December, his funds were nearly exhausted and he took employment with an American, Raymond Robbins of the Red Cross. Robbins wished to set up a newspaper promoting American interests; Reed complied, but in the dummy issue he prepared he included a warning beneath the masthead: "This paper is devoted to promoting the interests of American capital."[36]
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The dissolution of the Constituent Assembly left Reed unmoved, and two days later, armed with a rifle, he joined a patrol of Red Guards prepared to defend the Foreign Office from counter-revolutionary attack.[37] Reed then attended the opening of the Third Congress of Soviets, where he gave a short speech promising to bring the news of the revolution to America, where he hoped it would "call forth an answer from America's oppressed and exploited masses." American journalist Edgar Sisson told Reed that he was being used by the Bolsheviks for their propaganda, a rebuke he accepted.[37] In January, Trotsky, responding to Reed's concern about the safety of his substantial archive, offered Reed the post of Soviet Consul in New York; as the United States did not recognize the Bolshevik government, his credentials would almost certainly have been rejected and he faced prison (which would have given the Bolsheviks some propaganda material). The appointment was viewed as a massive blunder by most Americans in Petrograd, and the businessman Alex Gumberg directly approached Lenin, showing him a prospectus in which Reed called for massive American capital support for Russia and for the setting up of a newspaper to express the American viewpoint on the negotiations at Brest-Litovsk. Lenin found the proposal unsavory and withdrew the nomination; thereafter, Reed only mentioned Gumberg's name with a string of epithets attached.[38]
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Both Jack and Louise netted books from their Russian experiences, with Louise's Six Red Months in Russia appearing first and Jack's 10 Days That Shook the World, published early in 1919, garnering the most notice.
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While Louise had made her way home to the United States in January 1918, Jack did not reach New York City until April 28, 1918.[39] On his way back to the USA Reed traveled from Russia to Finland;he didn't have a visa or passport while crossing to Finland. In Turku harbor when Reed was on boarding a ship on his way to Stockholm Finnish police arrested Reed and took him to Kakola prison in Turku until he was released. From Finland Reed traveled to Kristiania, Norway via Stockholm. Because he remained under indictment in the Masses case, Jack was immediately met by federal authorities, who held him on board his ship for more than 8 hours while they searched his belongings. Reeds irreplaceable papers were seized, the raw material from which he intended to write his book, and he was released upon his own recognizance after his attorney, Morris Hillquit, promised to make him available at the Federal Building the next day.[40] His papers were not returned to him until November 1918.

Radical political activist

Back in America, Jack and Louise took pains to defend the Bolsheviks and oppose American intervention, but a hyper-patriotic public incensed at Russia's departure from the war gave him a generally cold reception. While he was in Russia, his articles in The Masses and particularly a headline, "Knit a straight-jacket for your soldier boy", had been largely instrumental in bringing an indictment against that magazine for sedition. The first Masses trial ended the day before he arrived in a hung jury; the defendants, including himself, were to be retried, so after returning, he immediately posted $2,000 bail on April 29.[41]
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Cover of Reed's Voice of Labor, October 1919.
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The second Masses trial also ended in a hung jury. In Philadelphia, he stood outside a closed hall on May 31, harangued a crowd of 1,000 until police dragged him away, was charged with inciting a riot, and posted $5,000 bail. He was now more aggressively political, intolerant, and self-destructive;[42] his third arrest since his return from Russia came on September 14, when he was charged with violating the Sedition Act and freed on $5,000 bail. This was a day after possibly the largest demonstration for Bolshevik Russia held in the United States (in The Bronx), when Reed passionately defended the revolution, which he seemed to think was coming to America as well.[43] He tried to prevent Allied intervention, arguing that the Russians were contributing to the war effort by checking German ambitions in the Ukraine and Japanese designs on Siberia, but this came to naught.[44]
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On February 21-22, 1919, Bryant was fiercely grilled before a Senate committee exploring Bolshevik propaganda activities in the US, but emerged resilient; Reed followed on the 22nd, delivering quick, subtle testimony which was, however, savagely distorted by the press.[45] Later that day he went to Philadelphia to stand trial for his May speech; despite a hostile judge, press, and patriotic speech by the prosecutor, Reed's lawyer convinced the jury the case was about free speech, and he was acquitted.[45] Returning to New York, Reed continued speaking widely and participating in the various twists of socialist politics that year. He served as editor of The New York Communist, the weekly newspaper issued by the Left Wing Section of Greater New York.
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Affiliated with the Left Wing of the Socialist Party, Reed with the other radicals was expelled from the National Socialist Convention in Chicago on August 30, 1919. The radicals then split into two bitterly hostile groups, forming the Communist Labor Party (Reed's, in the creation of which he had been indispensable) and, the next day, the Communist Party of America. Reed was the international delegate of the former, wrote its manifesto and platform, edited its paper, The Voice of Labor, and was denounced as "Jack the Liar" in the Communist Party organ, The Communist. Reed's writings from 1919 display doubts about Western-style democracy and defend the dictatorship of the proletariat, which he saw as a necessary step that would prefigure the true democracy "based upon equality and the liberty of the individual."[46]

Comintern functionary

Cover of the 1922 German edition of 10 Days That Shook The World, published by the Comintern in Hamburg.
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Indicted for sedition and hoping to secure Comintern backing for the CLP, he escaped from America in early October on board a Scandinavian frigate by means of a forged passport, working his way to Bergen as a stoker. Given shore leave, he disappeared to Kristiania, crossed into Sweden on October 22, passed through Finland and made his way to Moscow by train. In the cold winter of 1919-1920, he traveled in the region around Moscow, observing factories, communes, and villages; filling notebooks; and carrying on an affair with a Russian woman.[47] His feelings about the revolution were now ambiguous: on the one hand, he told Emma Goldman, who had recently arrived aboard The Buford and especially complained about the Cheka, that the enemies of the revolution deserved their fate. However, he suggested that she see Angelica Balabanoff, a critic of the current situation, indicating he wanted Goldman to hear the other side.[48]
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Reed, although facing the threat of arrest in Illinois, tried to return to home after February 1920. At that time, the Soviets organized a convention to establish a United Communist Party of America.[49] Reed attempted to leave Russia through Latvia that month, but his train never arrived forcing him to hitch a ride in the boxcar of an eastbound military train to Petrograd.[50] In March, he crossed into Helsinki, where he had radical friends, including a future politician and SDKL member of parliament Hella Wuolijoki, and, with their help,was hidden in the hold of a freighter. On the 13th, customs officials finally found him in a coal bunker. He was taken to the police station, where he maintained that he was the seaman "Jim Gormley." Eventually, the jewels, photographs, letters, and fake documents he had in his possession forced him to reveal his true identity. Although beaten several times and threatened with torture, he refused, however, to surrender the names of his local contacts. As a result of his silence, he was not able to be tried for treason, and was instead convicted of smuggling and having jewels in his possession (102 small diamonds worth $14,000, which were confiscated).
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The US Secretary of State was satisfied with Reed's arrest and pressured the Finns for his papers. American authorities, however, remained indifferent to Reed's fate.[51] Although Reed paid the fine for smuggling, he was still detained illegally, and his physical condition and state of mind deteriorated rapidly. He suffered from depression and insomnia, wrote alarming letters to Bryant, and threatened a hunger strike on May 18.[52] He was finally released in early June, and sailed for Tallinn on the 5th. Two days later, he traveled to Petrograd, recuperating from malnourishment and scurvy caused by having been fed dried fish almost exclusively, but his spirits were high.[53]
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At the end of June, he traveled to Moscow and, after discussing with Bryant the possibility of her joining him, she gained passage on a Swedish tramp steamer and arrived in Gothenburg on August 10.[53] At the same time, Reed attended the second Comintern congress. Although his mood was as jovial and boisterous as ever, his physical appearance had deteriorated; he was quite thin, seemed weak and was sallow and his face lined.[54]
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During this congress, he bitterly objected to the deference other revolutionaries showed to the Russians, who assumed the tide of revolutionary fervor was ebbing making it necessary for the communist party to work within the existing institutions – a policy Reed felt would be disastrous.[55] He was contemptuous of the bullying tactics displayed during the congress by Karl Radek and Grigory Zinoviev, who ordered Reed to attend the Congress of the Peoples of the East to be held at Baku on August 15.
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It was a long journey, five days by train through countryside devastated by civil war and infected by typhus. Reed was reluctant to go and asked to arrive later, as he had planned to go first to Petrograd, where Bryant was traveling from Murmansk. Zinoviev insisted Reed take the official train: "the Comintern has made a decision. Obey." Reed would normally have rebelled at being spoken to with such contempt, but he needed Soviet good-will at the moment and was not prepared for a final break with the Comintern, so he made the trip with great reluctance.[56] Reed's actions and feelings during this time are a matter of speculation, but years after abandoning Communism, his friend Benjamin Gitlow asserted that the treatment Reed received from Zinoviev filled Reed with bitter disillusionment for the Communist movement.[57]
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During his time in Baku, Reed received a telegram announcing Bryant's arrival in Moscow. He followed her there, arriving on September 15, and was able to tell her of the events of the preceding eight months. He appeared older and his clothes were in tatters. While in Moscow, he took her to meet Lenin, Trotsky, Lev Kamenev, and other leading Bolsheviks and also to visit Moscow's ballet and art galleries.

Death and legacy

John Reed's body lying in state, Moscow 1920
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Reed was determined to return home, but fell ill on September 25. At first diagnosed with influenza, he was hospitalized five days later and was found to have spotted typhus. Bryant spent all her time with him, but there were no medicines to be obtained because of the Allied blockade. His mind started to wander, and then he lost the use of the right side of his body and could no longer speak. His wife was holding his hand when he died in Moscow on October 17, 1920.[58] After a hero's funeral, his body was buried at the Kremlin Wall Necropolis.
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The uses of John Reed as a symbol in popular culture have been varied. Some have dismissed him as a "romantic revolutionary" and a "playboy" — a vapid dilettante pretending to profess revolutionary sensibilities. For the Communist movement to which he belonged, Reed became a symbol of the international nature of the Bolshevik revolution, a martyr buried at the Kremlin wall amidst solemn fanfare, his name to be uttered reverently as a member of the radical pantheon.[59] Others, such as his old friend and comrade Benjamin Gitlow, made the claim that Reed had begun to shun the bureaucracy and violence of Soviet Communism late in his life and have thus sought to posthumously enlist Reed in their own anti-communist cause.
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John Reed has also been an influence upon the cinema. Soviet director Sergei Eisenstein's influential 1927 silent film October: Ten Days That Shook the World was based on Reed's book.
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Half a century later, the 1981 film Reds, based upon the life of John Reed, was made. Warren Beatty starred as Reed, while Diane Keaton played the part of Louise Bryant and Jack Nicholson that of Eugene O'Neill. The movie won three Academy Awards, and was nominated for nine others. Other film portrayals of Reed include the 1982 two-part Soviet production Red Bells, starring Franco Nero; and the 1973 film Reed: Mexico Insurgente, based on his accounts of the Mexican Revolution.
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A persistent urban legend exists that John Reed came from the family for which Reed College, an elite liberal arts school located in Portland, was named. Despite the college's reputation for leftist politics, there is no truth to this rumor.[1] [2]

 Bibliography

  • Insurgent Mexico. New York: D. Appleton & Co., 1914.
  • The War in Eastern Europe. New York: Charles Scribner's Sons, 1916.
  • Tamburlaine and Other Verses. Riverside, CT: Hillacre, 1917.
  • Ten Days that Shook the World. New York: Boni and Liveright, 1919.
  • Red Russia: The Triumph of the Bolsheviki. London: Workers Socialist Federation, 1919. —pamphlet collecting journallism from The Liberator.
  • Daughter of the Revolution and Other Stories. Floyd Dell, ed. New York: Vanguard Press, 1927.

[edit] Footnotes

  1. ^ Granville Hicks with John Stuart, John Reed: The Making of a Revolutionary. New York: Macmillan, 1936. Page 1.
  2. ^ Hicks with Stuart, John Reed, pg. 2.
  3. ^ Eric Homberger, John Reed. Manchester: Manchester University Press, 1990. Pages 7-8. Note that the family's wealth came from the Green side of the family, not the Eastern-transplanted Reed side.
  4. ^ Homberger, John Reed, pg. 8.
  5. ^ Homberger, John Reed, pg. 9
  6. ^ Hicks with Stuart, John Reed, pg. 7.
  7. ^ Michael Munk,, John Reed, marxists.org. Accessed November 4, 2007.
  8. ^ Hornberger, John Reed, pg. 12.
  9. ^ Homberger, John Reed, pg. 15.
  10. ^ Homberger, John Reed, pg. 16.
  11. ^ Hicks with Stuart, John Reed, page 33.
  12. ^ Quoted in Hicks with Stuart, John Reed, pg. 33.
  13. ^ Hicks with Stuart, John Reed, pg. 51.
  14. ^ Hicks with Stuart, John Reed, pg. 65.
  15. ^ Hicks with Stuart, John Reed, pg. 66.
  16. ^ Homberger, John Reed, pg. 49.
  17. ^ Homberger, John Reed, pg. 49.
  18. ^ Homberger, John Reed, pg. 55.
  19. ^ Homberger, John Reed, pg. 69.
  20. ^ Homberger, John Reed, pp. 75-76.
  21. ^ Homberger, John Reed, pg. 79.
  22. ^ John Reed, "The Trader's War," The Masses, v. 5, no. 12, whole no. 40 (Sept. 1914), pp. 16-17. The article appears without a byline, attributed to "a well-known American author and war correspondent who is compelled by arrangements with another publication to withhold his name."
  23. ^ Homberger, John Reed, pg. 87.
  24. ^ Homberger, John Reed, pg. 89.
  25. ^ Homberger, John Reed, pg. 114.
  26. ^ Homberger, John Reed, pp. 112-116.
  27. ^ Homberger, John Reed, pg. 118.
  28. ^ Homberger, John Reed, pg. 120.
  29. ^ Homberger, John Reed, pg. 122.
  30. ^ Homberger, John Reed, pp. 128-129.
  31. ^ Testimony of John Reed, Brewing and Liquor Interests and German and Bolshevik Propaganda: Report and Hearings of the Subcommittee on the Judiciary, United States Senate..., vol 3. pg. 563. Hereafter: Overman Committee Report, v. 3.
  32. ^ Testimony of John Reed, Overman Committee Report, v. 3, pg. 575.
  33. ^ Testimony of John Reed, Overman Committee Report, v. 3, pg. 569.
  34. ^ Testimony of John Reed, Overman Committee Report, v. 3, pg. 570.
  35. ^ Testimony of John Reed, Overman Committee Report, v. 3, pg. 565.
  36. ^ Homberger, John Reed, pp. 159-60
  37. ^ a b Homberger, p. 161
  38. ^ Homberger, pp. 161-3
  39. ^ Hicks with Stuart, John Reed, pg. 303.
  40. ^ Hicks with Stuart, John Reed, pg. 303.
  41. ^ Homberger, p. 167
  42. ^ Homberger, p. 172
  43. ^ Homberger, p. 174
  44. ^ Homberger, p. 171
  45. ^ a b Homberger, p. 180
  46. ^ Homberger, pp. 191-3
  47. ^ Homberger, p. 210
  48. ^ Homberger, pp. 202-3
  49. ^ Homberger, pp. 203-4
  50. ^ Homberger, p. 204
  51. ^ Homberger, pp. 205-6
  52. ^ Homberger, p. 206
  53. ^ a b Homberger, p. 207
  54. ^ Homberger, pp. 207-8
  55. ^ Homberger, p. 208
  56. ^ Homberger, pp. 212-3
  57. ^ Homberger, p. 214
  58. ^ Homberger, p. 215
  59. ^ By the 1930s, literary John Reed Clubs, affiliated with the Communist Party, existed in his honor in many large cities of the United States.

  Further reading

  • Hicks, Granville with John Stuart, John Reed: The Making of a Revolutionary. New York: Macmillan, 1936.
  • Homberger, Eric, John Reed: Manchester: Manchester University Press, 1990.
  • Homberger, Eric and John Biggart (eds.), John Reed and the Russian Revolution: Uncollected Articles, Letters and Speeches on Russia, 1917-1920. Basingstoke, England: Macmillan, 1992.
  • Rosenstone, Robert A. Romantic Revolutionary: A biography of John Reed. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1990.

External links

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sábado, 7 de Novembro de 2009

88 anos da Revolução Bolchevique: "outros Outubros virão..."



88 anos da Revolução Bolchevique: "outros Outubros virão..."
Viva a Revolução Bolchevique!
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A Revolução Bolchevique completa em 7 de novembro (25 de outubro no antigo calendário russo) 88 anos. Revolução proletária e socialista, um exemplo da inesgotável força da aliança operária e camponesa que conquistou o poder de Estado na Rússia.
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Na escola da vida, na escola da luta, o proletariado aprendeu a exercer sua condição de classe dominante, quebrar a resistência dos opressores e constituir um novo Estado, através de formas de organização soviéticas.
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A Revolução Bolchevique é também um exemplo da justeza da teoria marxista, na sua capacidade de analisar cientificamente a realidade e ser um guia para a ação revolucionária. O Partido Comunista da Rússia (Bolchevique) e seu principal dirigente, Lênin, souberam desenvolver o marxismo analisando corretamente a guerra imperialista e a conjuntura específica da Rússia. Acreditaram e dirigiram as massas. Ousaram fazer a revolução.

A experiência da Revolução Bolchevique e a situação atual
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Com a revolução bolchevique de outubro de 1917 o proletariado e os camponeses na Rússia chegavam ao poder através de uma insurreição do povo em armas. Fato histórico que marca uma nova época do progresso social no mundo, foi a primeira revolução popular vitoriosa a consolidar-se, revolução das massas, dos explorados, da maioria, derrotando a minoria, destituindo do poder a burguesia e seus aliados. E uma revolução de caráter socialista, que significou a construção de um Estado socialista, a ditadura do proletariado, com perspectivas de derrotar definitivamente a burguesia e o capitalismo, e construir uma nova sociedade, comunista.
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Lênin, o principal dirigente do Partido Bolchevique, afirmava na reunião do Soviete de Deputados Operários e Soldados de Petrogrado, em 7 de novembro (25 de outubro):
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“Camaradas! A revolução operária e camponesa, de cuja necessidade os bolcheviques sempre falaram, realizou-se. Que significado tem esta revolução operária e camponesa? Em primeiro lugar, o significado desta revolução consiste em que teremos um governo soviético, o nosso próprio órgão de poder, sem qualquer participação da burguesia. As próprias massas oprimidas criarão o poder. Será destituído de raiz o velho aparelho de Estado e será criado um novo aparelho governativo sob a forma das organizações soviéticas. Começa agora uma nova fase na história da Rússia, e a presente revolução russa, a terceira, deve em última análise conduzir à vitória do socialismo.”.
Enquanto uma revolução proletária e popular, empreendida através da participação revolucionária das massas, a revolução bolchevique contou com o heroísmo e a abnegação do povo russo. Esta impressionante combatividade dos povos que constituíram a União Soviética ficou demonstrada em todo o processo revolucionário, em 1905, em fevereiro de 1917, na primeira etapa da revolução, com a derrota do czarismo, em outubro, na revolução socialista e nos anos seguintes de guerra civil para consolidar o novo poder e enfrentar a intervenção militar e o cerco dos países capitalistas, do imperialismo mundial.
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Mas para a vitória da revolução – para a qual contribuíram uma série de acontecimentos, como a 1ª Guerra Mundial, guerra de repartilha do mundo pelos países imperialistas, que tanto agravou a miséria e a fome na Rússia, criando as condições objetivas de crise para a revolução – teve um papel decisivo, determinante, a direção imprimida pelo proletariado que uniu e liderou as massas populares, em especial os camponeses pobres, rumo à vitória. Esta direção ideológica, política, teórica e prática do proletariado foi exercida através do Partido Bolchevique, o Partido Comunista da Rússia.
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“A vitória estará do lado dos explorados”
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Ao analisar a revolução russa de outubro de 1917 é impossível não destacar a contribuição de Vladimir Ilitch Ulianov, Lênin, Secretário-geral do Partido Bolchevique e o primeiro presidente do Governo soviético, que encarnou como ninguém todo o espírito revolucionário do povo, a capacidade dos proletários e camponeses dirigirem seu próprio poder, o poder soviético, e construir uma nova sociedade. Que vislumbrou o significado histórico da revolução proletária russa como uma comprovação na prática da combatividade, criatividade e capacidade das massas populares e um estímulo formidável à revolução mundial, à luta pela libertação do jugo do capital e do imperialismo do proletariado de todos os países e dos povos das nações exploradas, dos países coloniais e semicoloniais. Lênin encerrava um curto texto - “Os que estão assustados com a falência do velho e os que lutam pelo novo”, escrito dois meses após a vitória da revolução, defendendo o duro e difícil caminho de construção do socialismo:
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“À medida que cresce a resistência da burguesia e dos seus parasitas cresce a força do proletariado e do campesinato que a ele se uniu. Os explorados fortalecer-se-ão, amadurecerão, crescerão, aprenderão, afastarão de si o ‘velho Adão’ da escravidão assalariada à medida que crescer a resistência dos seus inimigos – os exploradores. A vitória estará do lado dos explorados, porque de seu lado está a vida, do seu lado está a força do número, a força da massa, a força das fontes inesgotáveis de tudo o que é abnegado, avançado e honesto, de tudo que aspira a avançar, de tudo que desperta para a construção do novo, de toda a gigantesca reserva de energia e talentos do chamado ‘baixo povo’, os operários e camponeses. A vitória pertence-lhes.”

Marxismo: “a análise concreta da situação concreta”
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Um outro aspecto a ser destacado na Revolução de Outubro e do mérito de Lênin, enquanto seu principal dirigente, foi a confirmação na prática da teoria científica do proletariado, o marxismo, do materialismo dialético e o materialismo histórico como guia para ação revolucionária da massas, da capacidade de analisar cientificamente a realidade, a situação concreta e transformá-la, de compreender e praticar o que sempre disseram Marx e Engels: “Nossa doutrina não é um dogma, mas um guia para a ação”.
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E este aspecto da direção de Lênin, de ser fiel aos princípios gerais do marxismo, resgatando seu caráter revolucionário e ao mesmo tempo combatendo o subjetivismo e o dogmatismo, as fórmulas imutáveis desligadas da vida, tem particular atualidade para enfrentar a “crise do socialismo”, na verdade a atual crise do movimento revolucionário mundial, assumindo o marxismo-leninismo, enriquecendo-o e desenvolvendo-o. Lênin nos dá um magnífico exemplo de como utilizar o método marxista na “Apreciação do momento”, nas suas “Cartas sobre Tática”, na Carta I, de 4 de abril de 1917, quando defende de forma original, pois a realidade é original, de que a primeira etapa da revolução, (democrático-burguesa), vitoriosa há menos de dois meses, tinha terminado e que a Rússia vivia uma fase de transição para a segunda etapa da revolução (socialista):
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“O marxismo exige de nós que tenhamos em conta do modo mais preciso e objetivamente verificável a correlação das classes e as particularidades concretas de cada momento histórico. Nós, bolcheviques, sempre nos esforçamos por ser fiéis a esta exigência, absolutamente obrigatória do ponto de vista de qualquer fundamentação científica de uma política.
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‘A nossa doutrina não é um dogma, mas um guia para a ação’, disseram sempre Marx e Engels, zombando com razão da aprendizagem de cor e a simples repetição de ‘fórmulas’, capazes, no melhor dos casos, de apontar apenas tarefas gerais, necessariamente modificáveis pela situação econômica e política concreta de cada fase particular do processo histórico.
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...as palavras de ordem e as idéias bolcheviques no geral foram plenamente confirmadas pela história, mas concretamente as coisas apresentaram-se diferentemente daquilo que podia (quem quer que seja), esperar, mais originais, mais peculiares, mais matizadas.
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Ignorar, esquecer este fato significaria igualar-se aos ‘velhos bolcheviques’ que já mais de uma vez desempenharam um triste papel na história do nosso partido, repetindo uma fórmula insensatamente aprendida de cor em vez de estudar a peculiaridade da realidade nova e viva.
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... Agora é necessário assimilar a verdade indiscutível de que um marxista deve ter em conta a vida viva, os fatos precisos da realidade, e não continuar a agarrar-se a uma teoria de ontem, que, como qualquer teoria, no melhor dos casos apenas indica o fundamental, o geral, apenas se aproxima da apreensão da complexidade da vida.”
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Análise marxista da realidade mundial e brasileira – um desafio
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Com a derrota do socialismo na União Soviética – na verdade, a derrota da direção político-ideológica que renegou as tradições revolucionárias do marxismo-leninismo, com a revisão do marxismo incorporando práticas e concepções teóricas e ideológicas da burguesia – e com a crise global do imperialismo que acirra a luta de classes no mundo, aumentando a exploração e a luta do proletariado mundial e dos povos das nações dominadas, está colocado na ordem do dia para os revolucionários retomar/desenvolver o marxismo, o marxismo-lenismo, a herança teórica e prática da Revolução Bolchevique.
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Este exemplo do Partido Bolchevique e de Lênin de apreciar a realidade a partir de uma posição de classe, proletária, de elaborar uma análise científica da realidade para guiar o proletariado e os camponeses na revolução deve inspirar a análise da atual crise mundial do imperialismo e da formação social brasileira e a construção, teórica e prática, do projeto nacional da revolução brasileira. E estimular esforços de não transformar os conceitos e termos específicos da formação social e da revolução russa e suas formas de luta, em fórmulas e rótulos desprovidos de vida, transplantados para a situação atual de forma mecânica e anti-marxista.
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Está colocado na ordem do dia este desafio, para o qual o CeCAC se propõe a dar uma contribuição. Desafio de elaborar a teoria da revolução brasileira ligada como unha e carne à força, à organização e consciência revolucionária do povo, e que certamente não se realizará num piscar de olhos.
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Analisar a realidade da luta de classes no Brasil e no mundo do ponto de vista do proletariado, compreender o estágio atual da crise do imperialismo e as estratégias que implementa para tentar contrarrestar sua crise que levam, inevitavelmente, ao aprofundamento da exploração, da miséria e da violência contra os povos dos países dominados e contra os trabalhadores dos países imperialistas. Nesse sentido, o CeCAC busca somar esforços, através de grupos de estudos sobre a teoria marxista, sobre a formação social brasileira e sobre a economia mundial, o imperialismo, e por meio da elaboração de análises de conjuntura e debates, além da divulgação de lutas populares no Brasil e no mundo.
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"Outros Outubros virão...". É urgente concentrar esforços no desafio de enfrentar a opressão, a miséria, o desemprego que se alastra no mundo e no Brasil, ou seja, enfrentar o imperialismo, o capitalismo em crise profunda que já empurrou e continua levando a humanidade para a barbárie.

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Artigo elaborado com base nos Boletins do CeCAC de outubro/novembro de 2000 e novembro de 2001.
Esta página encontra-se em www.cecac.org.br
07/novembro/2005
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Prazeres - Bertold Brecht

Boa Semana
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(foto de JP)
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Prazeres
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O primeiro olhar da janela de manhã
O velho livro de novo encontrado
Rostos animados
Neve, o mudar das estações
O jornal
O cão
A dialéctica
Tomar duche, nadar
Velha música
Sapatos cómodos
Compreender
Música nova
Escrever, plantar
Viajar, cantar
Ser amável.
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Bertold Brecht, in 'Do Pobre B.B.'
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Enviado por José Pereira  (hi5)
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LETRA PARA UM HINO - Manuel Alegre

É possível falar sem um nó na garganta.

É possível amar sem que venham proibir.

É possível correr sem que seja a fugir.

Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.
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É possível andar sem olhar para o chão.

É possível viver sem que seja de rastos.

Os teus olhos nasceram para olhar os astros.

Se te apetece dizer não, grita comigo: não!
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É possível viver de outro modo.

É possível transformar em arma a tua mão.

É possível viver o amor. É possível o pão.

É possível viver de pé.
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Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.

É possível viver sem fingir que se vive.

É possível ser homem.

É possível ser livre, livre, livre.
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OLÁ, AMIGO VICTOR! PASSO POR AQUI A DEIXAR-LHE UM POEMA E OS MEUS VOTOS DE UMA SEMANA FELIZ!
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Carmen (hi5)
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As mãos do Kant_O (pormenores de fotos de outrem)
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sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Hans Helmutt Kirst - Vida e Obra

  • All you have to do is anesthetize the masses by telling them they’re an elite, that they’ve got a mission, that they’re making history, that they’re fulfilling their destiny and fighting for a better world — and they swallow it like lambs — even when a guttersnipe says it.
    • The Night of the Generals (1962)

Resultados de imagens para "hans Helmut kirst"

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Hans Hellmut Kirst

From Wikipedia, the free encyclopedia

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Hans Hellmut Kirst (December 5, 1914 - February 13, 1989) was a distinguished German author from Osterode, East Prussia who wrote many books which have been translated into English.
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Kirst, a World War II veteran, had his first success with the Gunner Asch series of novels. Published in German as the trilogy; "Band: 08/15 in der Kaserne, 1954", "Band: 08/15 im Krieg, 1954", and "Band: 08/15 bis zum Ende, 1955", and later followed up with the novels, "08/15 heute, 1963" and "08/15 in der Partei, 1978", they follow the career of a soldier from before World War II, to the Eastern Front, and finally to post-war Germany. The books were published in English as:
  • "The Revolt of Gunner Asch" [1955]
  • "Forward, Gunner Asch!" [1956] (also published as "Gunner Asch Goes to War")
  • "The Return of Gunner Asch" [1957]
  • "What Became of Gunner Asch" [1964]
At the end of the war, Asch was a Lieutenant as Kirst was.
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Kirst wrote other novels about the corruption of Germany and its armed forces by Nazism. Kirst's best known work is "The Night of the Generals" (published in German as "Die Nacht der Generale," 1962) about an investigation into a series of murders of prostitutes during and after World War II. The book was made into the successful 1967 film of the same name.
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Other major novels by Kirst set during the Third Reich and World War II include; "Officer Factory" (published in German as "Fabrik der Offiziere, 1960") about the investigation into the death of a training officer in an Officer School near the end of World War II, "The Castle", "Camp Seven Next Stop", "The Fox of Maulen" (subsequently re-named "The Wolves") and "The Nights of the Long Knives" (about a fictitious SS squad of six hit men). All of these novels were translated by J Maxwell Brownjohn and show Kirst's unique blend of deadpan humour and devastating satire. Characters are often shown positioning themselves as outspoken ardent Nazis during the Third Reich era, and than being equally ardent in claiming to have been anti-Nazi -- and to be 100% pro-democracy or pro-communist, whichever is to their advantage -- after the end of the Nazi era.
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Kirst's non-World War II themed novels include; "The Seventh Day", a nuclear holocaust story that received worldwide acclaim and was dubbed "so convincing, that it doesn't seem like fiction at all", and "Die letzte Karte spielt der Tod, 1955", a fictional account of the life of Soviet spy Richard Sorge that was published in English as "The Last Card" and "Death Plays the Last Card".
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Kirst also wrote a series of detective novels set in Munich in the 1960s and published in English translations as "Damned to Success" (and also as "A Time for Scandal"), "A Time for Truth", and "Everything has a Price".
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 Hans Hellmut Kirst ( né le 5 décembre 1914 et mort le 23 février 1989 ) était un journaliste et écrivain allemand.
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Hans Hellmut Kirst était le fils d’un agent de police. Du fait des mutations diverses de son père, il passa sa jeunesse dans différentes villes de Prusse-Orientale. À la fin de sa scolarité au lycée Kaiser-Wilhelm-Gymnasium de Osterode , il intégra l’école supérieure de commerce en 1931. En 1932, il travaillait au service de comptabilité de la ferme de la famille noble (’’Rittergut’’) Mühlen. Conformément à la volonté de son père, il se fit soldat de carrière en 1933 dans la Reichswehr puis fut stationné au régiment de défense antiaérienne (Flakregiment 1) de la Wehrmacht près de Königsberg. Il obtint en quelques années les grades d’adjudant et d’adjudant chef.
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Au cours de la Seconde Guerre mondiale, Kirst devint d’abord sous-lieutenant puis lieutenant et de 1944 à 1945 officier cadre national-socialiste (Nationalsozialistischer Führungsoffizier, NSFO) et enseigna l’histoire de la guerre à l’école de la Flak de Altenstadt en Haute-Bavière. L’ancien ministre de la défense allemand (et chef du parti majoritaire conservateur en Bavière) Franz Josef Strauss (FJS) avait été son prédécesseur à Altenstadt et le dénonça auprès des troupes américaines en 1945 comme nazi. Kirst passa alors neuf mois dans un camp d’internement américain à Garmisch. C’est là qu’il fit ses premiers essais littéraires. Il en sortit lavé de tout soupçon mais FJS en tant que président de la chambre du tribunal le condamna cependant malgré tout à deux ans d’interdiction de publication. C’est de cette époque que datent les luttes exacerbées qui durèrent des années entre eux.
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En 1947, Kirst rejoignit Munich et vécut tout d’abord de menus travaux (jardinier, cantonnier, dramaturge, préposé aux écritures de la municipalité) avant de devenir critique littéraire au joural Münchner Mittag (devenu aujourd’hui : Münchner Merkur). Il publia son premier roman Wir nannten ihn Galgenstrick (trad. littérale « On l’appelait Corde-de-pendu ») en 1950. Il connut la célébrité en 1954 avec sa trilogie 08/15 qui relate de manière très critique la vie de caserne, la guerre puis le retour à la vie civile. Kirst écrivit au total environ 60 romans. Il publia aussi des romans policiers et fut en même temps au centre de la discussion concernant le passé nazi de l’Allemagne, ses détracteurs lui reprochant de n’écrire que des histoires sans grande valeur littéraire. Au cours des années 1950, il s’engagea très énergiquement contre la remilitarisation de l’Allemagne, ce qui lui attira les foudres du ministre de la défense FJS. En 1960 et 1962, deux autres romans connurent un grand succès mondiaux (La Fabrique des officiers et La Nuit des généraux) qui furent aussi portés à l’écran.
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Il utilisa une bonne partie de ses honoraires au profit d’œuvres humanitaires, entre autres en Israël, pour les veuves de guerre en Pologne et pour les étudiants en Norvège. En 1961, il épousa l’actrice Ruth Müller et vécut avec leur fille à Feldafing au bord du lac de Starnberg. Il créa en 1967, pour le 100ème anniversaire du romancier et satirique bavarois Ludwig Thoma une médaille destinée à récompenser les mérites sociaux. À partir de 1969, il travailla aussi comme critique de cinéma pour la deuxième chaîne de télévision allemande (ZDF) à Mayence (émission intitulée Ratschlag für Kinogänger / Conseils pour vos soirées cinéma). Kirst a publié des critiques dans le quotidien munichois Abendzeitung de 1972 à 1975.
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En 1987, très marqué par la maladie, il alla s’installer à Werdum en Frise orientale où il décéda le 23 février 1989.
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Prix 

Quelques ouvrages 

  • Où est la justice, capitaine?, 1952
  • 08/15 : la révolte du caporal Asch, 1954 (a fait l'objet d'un film de Paul May); éditions J'ai lu Leur aventure N°A144/145
  • 08/15 : les aventures de guerre de l'adjudant Asch, 1954); éditions J'ai lu Leur aventure N°A148/149
  • 08/15 : le lieutenant Asch dans la débâcle, 1955); éditions J'ai lu Leur aventure N°A152/153
  • Dieu dort en Mazurie, 1956
  • Personne n'en sortira, 1958
  • De ces mains que voici, 1959
  • La Fabrique des Officiers, 1960
  • Sorge, l'espion du siècle, 1960
  • Kultura 5, 1960
  • Le lieutenant est devenu fou, 1961
  • Kameraden, 1962
  • La Nuit des Généraux, 1962 qui a donné lieu au film éponyme .
  • 08/15 aujourd'hui, 1963
  • La révolte des soldats, 1965
  • Terminus Camp 7, 1966
  • Les loups de Maulen, 1968
  • Il n'y a plus de patrie, 1970
  • Le droit du plus fort, 1971
  • La horde noire, 1971
  • Le meurtre de la rue V, 1972
  • Le héros dans la tour, 1973
  • Condamné à la vérité, 1975
  • L'affaire des généraux, 1979

Liens externes  

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quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Ainda Livros Electrónicos Gratuitos, em vários idiomas


Milhões de livros guardados na nuvem da Google para todos formatos.
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E-books em Português :
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AS CASADAS SOLTEIRAS Martins Pena
A Ilha do Tesouro Robert Louis Stevenson
A Aia Eça de Queirós
A Alma do Lázaro José de Alencar
A ALMA ENCANTADORA DAS RUAS João do Rio
A Árvore Que Queria Voar Roberto Schima
A Barba do Diabo Anônimo
A Capital Federal Artur de Azevedo
A Carne Júlio Ribeiro
A Carta Pero Vaz de Caminha
A Cartomante Machado de Assis
A Casadinha de Fresco Artur de Azevedo
A Chave Machado de Assis
A Cidade e as Serras Eça de Queirós
A Condessa Vésper Aluísio Azevedo
A Confissão De Lúcio Mário de Sá Carneiro
A Conquista Coelho Netto
A Cozinha da Bruxinha Anne Glauce Freire
A Dama do Pé de Cabra Alexandre Herculano
A Dança dos Ossos Bernardo Guimarães
A Escrava Isaura Bernardo Guimarães
A Estrela do Natal e a Constelação Orgulhosa Gilson Martins
A Farinha Mágica Anônimo
A Farsa ou Auto de Inês Pereira Gil Vicente
A filha de Maria Angu Artur de Azevedo
A Filha do Rei Anônimo
A Floresta Sanozama Gilson Martins
A Harpa do Crente Alexandre Herculano
A Igreja do Diabo Machado de Assis
À Ilha de Maré Manuel Botelho de Oliveira
A Ilustre Casa de Ramires Eça de Queirós
A Intrusa Lúcia de Almeida Lopes
A Jóia Artur de Azevedo
A Língua Mata Gilson Martins
A Lotação dos Bondes França Júnior
A Luneta Mágica Joaquim Manuel de Macedo
A Mãe e o Anjo Anônimo
A Mão e a Luva Machado de Assis
A Margarida Hans Christian Andersen
A Margem da História Euclides da Cunha
A Minhoca e o João de Barro Geraldo Peres Generoso
A Missa do Galo Machado de Assis
A MONTANHA DOS MAGOS Claudiomar Barbosa Chagas
A Moreninha Joaquim Manuel de Macedo
A Mortalha de Alzira Aluísio Azevedo
A Morte Do Lidador Alexandre Herculano
A Mosca do Anão Anônimo
A Normalista Adolfo Caminha
A Nova Califórnia Lima Barreto
A NOVA ROUPA DO IMPERADOR Hans Christian Andersen
A Órfã Charles Dickens
A Orgia dos Duendes Bernardo Guimarães
A Origem do Mênstruo Bernardo Guimarães
A Pata da Gazela José de Alencar
A Pequena Vendedora Hans Christian Andersen
A Perfeição Eça de Queirós
A Poesia Interminável João da Cruz e Sousa
A Princesa Doente Anônimo
A Princesa dos Cajueiros Artur de Azevedo
A Princesinha Hans Christian Andersen
A Queda Dum Anjo Camilo Castelo Branco
A Relíquia Eça de Queirós
A Retirada da Laguna Visconde de Taunay
A Semana Machado de Assis
A Sereiazinha Hans Christian Andersen
A Sombra Hans Christian Andersen
A Última Receita Machado de Assis
A Velha Mansão Hans Christian Andersen
A Viagem de Uma Nuvem Anônimo
A Viuvinha José de Alencar
Abel e Helena Artur de Azevedo
Adão e Eva no Paraíso Eça de Queirós
Água Rasa no Riacho Fundo Antonio Virgilio de Andrade
Alfa Beto Patrícia Moura
Alguma Poesia Machado de Assis
Alma Inquieta Olavo Bilac
Alves e Cia. Eça de Queirós
Americanas Machado de Assis
Amor Com Amor Se paga França Júnior
Amor de Perdição Camilo Castelo Branco
Amor de Salvação Camilo Castelo Branco
Amor por Anexins Álvares de Azevedo
Antes da Missa Machado de Assis
Ao Correr da Pena José de Alencar
Ao Entardecer Visconde de Taunay
Ao Entardecer e Outros Contos Visconde de Taunay
Aos vinte anos Aluísio Azevedo
Aquela Casa Triste... Camilo Castelo Branco
As asas de um anjo José de Alencar
As Cegonhas Hans Christian Andersen
As Doutora França Júnior
As Flores de Ida Hans Christian Andersen
As Jóias Da Coroa Raul Pompéia
As Pupilas do Senhor Reitor Júlio Dinis
As Três Missas do Galo Alphonse Daudet
As Viagens Olavo Bilac
As Viagens de Gulliver Jonathan Swift
Auto da Barca do Inferno Gil Vicente
Auto da Feira Gil Vicente
Auto da Índia Gil Vicente
Auto De Mofina Mendes Gil Vicente
Auto de São Lourenço Pe.José de Anchieta
AVENTURAS DE DIÓFANES Teresa Margarida da Silva e Orta
Balas de Estalo Machado de Assis
Baltasar Anatole France
Bom-Criolo Adolfo Caminha
Bons Dias Machado de Assis
Brasil Fernando Ribeiro Alves
Broqueis João da Cruz e Sousa
Caçada ao Peixe Pirá-Brasília Antonio Virgilio de Andrade
Cachoeira de Paulo Afonso Castro Alves
Caiu o Ministério! França Júnior
Canções e Elegias Luís Vaz de Camões
Canto da Solidão Bernardo Guimarães
Caramuru Santa Rita Durão
Carolina Casimiro de Abreu
Cartas Chilenas Tomáz Antonio Gonzaga
Cartas D'Amor Eça de Queirós
Casa de Pensão Aluísio Azevedo
Casa Velha Machado de Assis
Casada e Viúva Machado de Assis
Certa Entidade em Busca de Outra Qorpo-Santo
Chapeuzinho Vermelho Patrícia Moura
Cinco Minutos José de Alencar
Civilização Eça de Queirós
Clara dos Anjos Lima Barreto
Coisas Que Só eu Sei Camilo Castelo Branco
Como e Porque Sou Romancista José de Alencar
Como o Açúcar Veio ao Mundo Anônimo
Como se Fazia Um Deputado França Júnior
Como se Fosse Um Sonho Hans Christian Andersen
Conto de Natal Guy de Maupassant
Contos Machado de Assis
Contos Fluminenses Machado de Assis
Contos Fora de Moda Artur de Azevedo
Contos Gauchescos João Simões Lopes Neto
Contos para velhos Olavo Bilac
Contrastes e Confortos Euclides da Cunha
Coração, Cabeça e Estômago Camilo Castelo Branco
Crisálidas Machado de Assis
CRISFAL Cristóvão Falcão
Críticas Literárias Machado de Assis
Crônicas do Viver Baiano Seiscentista Gregório de Matos
Da Terra à Lua Júlio Verne
De Port Said a Suez Eça de Queirós
Demônios Aluísio Azevedo
Dentro da Noites João do Rio
Desencantos Machado de Assis
Diário Íntimo Lima Barreto
Dinossauros do Brasil Vários Autores
Diva José de Alencar
Dois Proveitos em Um Saco França Júnior
Dom Casmurro Machado de Assis
DONA GUIDINHA DO POÇÓ Manuel de Oliveira Paiva
Encarnação José de Alencar
Entrei para o Clube Jacome França Júnior
Esaú e Jacó Machado de Assis
Espumas Flutuantes Castro Alves
Estudos sobre José Saramago Vários Autores
Estudos sobre Machado de Assis Vários Autores
Eu e Outras Poesias Augusto dos Anjos
Eu Sou Vida eu Não Sou Morte Qorpo-Santo
Eurico, O Presbitério Alexandre Herculano
Fábulas de Esopo e La Fontaine Justiniano José da Rocha
Falenas Machado de Assis
Faróis João da Cruz e Sousa
Feitos de Mem de Sá Pe.José de Anchieta
Fernando Pessoa por ele mesmo Fernando Pessoa
Filomena Borges Aluísio Azevedo
FLORES DA NOITE Lycurgo José Henrique de Paiva
Folhas caídas Almeida Garret
Frei Genebro Eça de Queirós
Fritzmac Aluísio Azevedo
Girândola de Amores Aluísio Azevedo
Guerra dos Mascates José de Alencar
Helena Machado de Assis
Helenos Mauro Faccioni Filho
História da Província de Santa Cruz Pero de Magalhães Gândavo
História de Quinze Dias Machado de Assis
História de uma Fita Azul Machado de Assis
História do Futuro Pe. Antônio Vieira
Histórias da Meia-Noite Machado de Assis
Histórias e Sonhos Lima Barreto
Histórias Sem Datas Machado de Assis
Hoje sou um; e amanhã sou outro Qorpo-Santo
Humorísticos e Irônicos Bernardo Guimarães
Hussein Ben-Áli Al-Bálec e Miquéias Habacuc Lima Barreto
I-Juca Pirama Gonçalves Dias
Iaiá Garcia Machado de Assis
Ingleses na costa França Júnior
Inocência Visconde de Taunay
Inspirações da Tarde Bernardo Guimarães
Inventor Inteligente Anônimo
Iracema José de Alencar
José Matias Eça de Queirós
Keity José Guimarães e Silva
Lanterna de Fogo Qorpo-Santo
Lelé, o Sapo Maluquinho Gilson Martins
Lendas do Sul João Simões Lopes Neto
Leonor de Mendonça Gonçalves Dias
Letra Vencida Machado de Assis
Lição de Botânica Machado de Assis
Lilite Jules Lemaitre
Lira dos Vinte Anos Álvares de Azevedo
Livro de Uma Sogra Aluísio Azevedo
LOURENÇO - Crônica Pernambucana Franklin Távora
Lucíola José de Alencar
Luís de Camões: Apontamentos Biográficos Camilo Castelo Branco
Lukoie Hans Christian Andersen
Macário Álvares de Azevedo
Mãe José de Alencar
Maldita Parentela França Júnior
Marcha Fúnebre Machado de Assis
MARIA DUSÁ Lindolfo Rocha
Mariana Machado de Assis
Marília de Dirceu Tomáz Antonio Gonzaga
Mateus e Mateusa Qorpo-Santo
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Meia Hora de Cinismo França Júnior
Memorial de Aires Machado de Assis
Memórias da Rua do Ouvidor Joaquim Manuel de Macedo
Memórias de um Sargento de Milícias Manuel Antonio de Almeida
Memórias de Uma Forca Eça de Queirós
Memórias Póstumas de Brás Cubas Machado de Assis
Mensagem Fernando Pessoa
Miss Edith e seu Tio Lima Barreto
Moira Gian Danton
Mokolóton José Guimarães e Silva
Motta Coqueiro ou A Pena de Morte José do Patrocínio
Não Consultes Médico Machado de Assis
Natal na Terra das Neves Jack London
Navio Negreiro Castro Alves
No Declínio Visconde de Taunay
No Moinho Eça de Queirós
No País dos Ianques Adolfo Caminha
Noite na Taverna Álvares de Azevedo
Notas Semanais Machado de Assis
Nova Viagem à Lua Artur de Azevedo
Numa e a Ninfa Lima Barreto
O Alcaide de Santarém Alexandre Herculano
O Alfaiate Sim-Sim e o Sapateiro Não-Não Anônimo
O Alienista Machado de Assis
O Anjo Hans Christian Andersen
O Aprendiz de Feiticeiro Anônimo
O Arco de Sant'Ana Almeida Garret
O Ateneu Raul Pompéia
O Auto da Alma Gil Vicente
O Badejo Artur de Azevedo
O Bispo Negro (1130) Alexandre Herculano
O Boi, O macaco e o Porco Anônimo
O Bom Estevão Anônimo
O Bosque Misterioso Anônimo
O Bote de Rapé Machado de Assis
O Cabeleira Flanklin Távora
O Caçador de Esmeraldas Olavo Bilac
O Califa da Rua do Sabão Artur de Azevedo
O Caracol e a Roseira Hans Christian Andersen
O Cemitério Lima Barreto
O Cemitério dos Vivos Lima Barreto
O Coelhinho Astuto Anônimo
O Cortiço Aluísio Azevedo
O Crédito José de Alencar
O Crime do Padre Amaro Eça de Queirós
O Cristo do Mar Anatole France
O Defeito de Família França Júnior
O Defunto Eça de Queirós
O Demônio Familiar José de Alencar
O devanear do Céptico Bernardo Guimarães
O Elixir do Pajé Bernardo Guimarães
O Ermitão da Glória José de Alencar
O Ermitão do Muquém Bernardo Guimarães
O Escravocrata Artur de Azevedo
O Espelho Machado de Assis
O Espírito da Luz Anônimo
O Esqueleto Aluísio Azevedo
O falso D. Henrique V Lima Barreto
O Fantasma de Canterville Oscar Wilde
O Feiticeiro e o Deputado Lima Barreto
O Garatuja José de Alencar
O Garimpeiro Bernardo Guimarães
O Gato Latiu Cleusa Sarzêdas
O Gênio da Montanha Anônimo
O Guarani José de Alencar
O Guardador de Rebanhos Fernando Pessoa
O Guinéu da Coxa Charles Dickens
O Homem Aluísio Azevedo
O Homem que Fumava Anônimo
O Homem que Sabia Javanês Lima Barreto
O Japão Aluísio Azevedo
O Jardim do paraíso Hans Christian Andersen
O Judas Em Sábado de Aleluia Martins Pena
O Juiz de Paz na Roça Martins Pena
O Laço Josiel Vieira
O Lenhador Piedoso Anônimo
O Liberato Artur de Azevedo
O Limpador de Chaminé Hans Christian Andersen
O Livro Derradeiro João da Cruz e Sousa
O Mago Alfinete Anônimo
O Mambembe Artur de Azevedo
O Mandarim Eça de Queirós
O MARINHEIRO Fernando Pessoa
O Menino Mau Hans Christian Andersen
O Milhafre Eça de Queirós
O missionário Inglês de Sousa
O Moço Loiro Joaquim Manuel de Macedo
O Mulato Aluísio Azevedo
O Noviço Martins Pena
O Pecado Lima Barreto
O Pequeno Mundo de Maria Lúcia Eric Ponty
O Pintinho Amarelinho e os Patinhos Nadadores Jules Lemaitre
O Porquinho no Espelho José Guimarães e Silva
O Primo Basílio Eça de Queirós
O Primo da Califórnia Joaquim Manuel de Macedo
O Príncipe que Caiu do Céu Antonio Virgilio de Andrade
O Príncipe Que Virou Asno Anônimo
O Protocolo Machado de Assis
O Que Aconteceu a Abelha Preguiçosa Anônimo
O Que é o Casamento? José de Alencar
O que o jabuti disse a Aquiles Lewis Carrol
O Rei do Rio de Ouro Charles Dickens
O Rio de Janeiro em 1877 Artur de Azevedo
O Rouxinol Hans Christian Andersen
O sacrifício Flanklin Távora
O SAPO SONHADOR Cleusa Sarzêdas
O Segredo dos Animais Anônimo
O SEMINARISTA Bernardo Guimarães
O Senhor Diabo Eça de Queirós
O Sino Hans Christian Andersen
O Suave Milagre Eça de Queirós
O Subterrâneo do Morro do Castelo Lima Barreto
O Tipo Brasileiro França Júnior
O Touro Negro Aluísio Azevedo
O Turbilhão Coelho Netto
O URAGUAI Basílio de Magalhães
O Ursinho chorão José Guimarães e Silva
O Vaqueano Apolinário Porto Alegre
O Velho da Horta Gil Vicente
OBRAS COMPLETAS - VOL.1 Casimiro de Abreu
Obras Poéticas Fernando Pessoa
Ocidentais Machado de Assis
Os Brilhantes do Brasileiro Camilo Castelo Branco
Os Bruzundangas Lima Barreto
Os Dois Caçadores Anônimo
Os Dois Irmãos de Ouro Anônimo
Os Dois Irmãos de Ouro Anônimo
Os Dois Príncipes Anônimo
Os Gnomos Ivan Antunes Martins
Os Irmãos da Almas Martins Pena
Os Lusíadas Luís Vaz de Camões
Os Maias Eça de Queirós
Os Retirantes José do Patrocínio
Os Sertões Euclides da Cunha
Os Timbiras Gonçalves Dias
Os Três Guerreiros Anônimo
Páginas Recolhidas Machado de Assis
Papéis Avulsos Machado de Assis
Para Não Sujar os Sapatos Hans Christian Andersen
Pareceres Machado de Assis
Perry Rhodan: O Portal das Probabilidades Gian Danton
Peru versus Bolívia Euclides da Cunha
Piadas - Volume 1 Vários Autores
Pintado, o Pintinho Travesso Gilson Martins
Poema da Virgem Pe.José de Anchieta
POEMAS Fagundes Varela
Poemas Alphonsus de Guimarães
Poemas Cláudio Manuel da Costa
Poemas Humorísticos e Irônicos João da Cruz e Sousa
Poemas Irônicos,Venenosos e Sarcásticos Álvares de Azevedo
Poemas Malditos Álvares de Azevedo
Poesias Olavo Bilac
Poesias Coligidas Castro Alves
POESIAS COMPLETAS Laurindo Ribeiro
Polêmicas e Reflexões Machado de Assis
Porque não se matava Lima Barreto
Primeiros Cantos Gonçalves Dias
Produções Satíricas e Bocageanas Bernardo Guimarães
Prosopopéia Bento Teixeira
Pulgão Gisele Cristina de Boucherville
Quase Ministro Machado de Assis
Quem casa, quer casa Martins Pena
Quincas Borba Machado de Assis
Recordações do Escrivão Isaías Caminha Lima Barreto
Relíquias de Casa Velha Machado de Assis
Ressurreição Machado de Assis
Robinson Crusoé Daniel Defoe
Sarças de Fogo Olavo Bilac
Segundos Cantos Gonçalves Dias
Senhora José de Alencar
Sermão da Primeira Dominga do Advento-1650 Pe. Antônio Vieira
Sermão da Primeira Dominga do Advento-1655 Pe. Antônio Vieira
Sermão da Quinta Dominga da Quaresma Pe. Antônio Vieira
SERMÃO DA SEXAGÉSIMA Pe. Antônio Vieira
Sermão de Santa Catarina Virgem e Mártir Pe. Antônio Vieira
Sermão de Santo Antonio Pe. Antônio Vieira
Sermão de São Pedro Pe. Antônio Vieira
Sermão do Mandato Pe. Antônio Vieira
Sermão do Segundo Mandato Pe. Antônio Vieira
Sermão dos Bons Anos Pe. Antônio Vieira
Sermão Histórico e Panegírico Pe. Antônio Vieira
Sermões - Maria Rosa Mística Pe. Antônio Vieira
Singularidades de uma Rapariga Loura Eça de Queirós
Sonetos Bocage
Sonhos Doro José de Alencar
Suspiros Poéticos e Saudades Gonçalves de Magalhães
Teatro Completo Artur de Azevedo - vol.1 Artur de Azevedo
Tempo de Crise Machado de Assis
Tentação Adolfo Caminha
Til José de Alencar
Tratado da Terra do Brasil Pero de Magalhães Gândavo
Triste Fim de Policarpo Quaresma Lima Barreto
Tu, Só Tu, Puro Amor Machado de Assis
UAmor e Pátria Joaquim Manuel de Macedo
Ubirajara José de Alencar
Últimos Sonetos João da Cruz e Sousa
Um Assovio Qorpo-Santo
Um Credor da Fazenda Nacional Qorpo-Santo
Um Esqueleto Machado de Assis
Um Homem Célebre Machado de Assis
Um Músico Extraordinário Lima Barreto
Um Parto Qorpo-Santo
Um Poeta Lírico Eça de Queirós
Uma Aventura de Natal Charles Dickens
Uma praga rogada nas escadas da forca Camilo Castelo Branco
Uma Pupila Rica Joaquim Manuel de Macedo
Uma Serenata para Zara Xavier Zarco
Uma Tragédia no Amazonas Raul Pompéia
Uma Véspera de Reis Artur de Azevedo
Várias Histórias Machado de Assis
Verso e Reverso José de Alencar
Vesperal Coelho Netto
Via-Láctea Olavo Bilac
Viagens na minha terra Almeida Garret
Vida de Antero de Quental Eça de Queirós
Vinte Mil Léguas Submarinas Júlio Verne
Virginius Machado de Assis
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Livros Electrónicos Gratuitos

O direito à preguiça - Paul Lafargue  (e-book)
No irreverente manifesto “O direito à preguiça” Paul Lafargue faz a defesa do direito ao ócio, em oposição ao tão proclamado “direito ao trabalho”. A luta pelo “direito à preguiça” é, segundo ele, a luta verdadeiramente libertária, por meio da qual se construiria uma sociedade mais justa, regida pelo aproveitamento do tempo livre e não pela lógica de um esforço irracional e desumano. Filho de pai mulato e de mãe caribenha, Lafargue. Genro de Karl Marx, tornou-se um marxista singular no movimento socialista internacional e foi um dos fundadores do Partido Socialista francês. 

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Holocausto do Vaticano - Avro Manhattan  (e-book)
A revolução ecumênica, embora aparentemente fascinante, tem-se demonstrado apenas como um outro Cavalo de Tróia, através do qual o poder católico, vestido de trajes contemporâneos, continua a deixar claro que a Igreja está mais ativa do que nunca. Os exemplos chocantes do terrorismo católico contemporâneo, ocorridos em Malta e no Vietnã, muitos dos quais tiveram lugar durante o ofício do “bondoso e velho Papa João XXIII” e, de fato, sob o pontificado de Paulo VI, dispensam qualquer elucidação. Eles são as provas mais condenatórias de que a Igreja Católica, apesar de sua alegada liberalização, fraternização e atualização, basicamente não mudou sequer um til. A portentosa significação do que está descrito neste livro, por conseguinte, deveria ser cuidadosamente escrutinada, para evitar que o passado se repita no futuro. Ou até mesmo agora, no presente.


O Príncipe - Nicolau Maquiavel  (e-book)
O Príncipe, quando editado pela primeira vez, passou a ser o código do despotismo, vade-mecum amiudamente consultado por reis e imperadores do momento, como Napoleão, por exemplo. Serviu de inspiração política para os príncipes candidatos à realeza e ao império despótico. Pela leitura desta obra-prima universal sobre a política, de ontem e de hoje, pode-se conhecer o pensar de alguns políticos de como se deve governar um país. Obra indispensável para os amantes de uma boa e agradável leitura sobre política e direitos dos cidadãos da época, que podem perfeitamente ser adaptados aos tempos que correm



EMILE DURKHEIM - As Regras do Método Sociológico  (e-book)
"Os fatos sociais devem ser tratados como coisas". Com esta afirmação polêmica Émile Durkheim orienta de modo decisivo uma disciplina que estava se formando e à qual esta obra, mais do que qualquer outra, dava fundamentos sólidos. Para Durkheim existe uma ruptura entre a psicologia e a sociologia como existe entre a biologia e as ciências físico-químicas. O ser coletivo possui uma natureza sui generis e a consciência coletiva é distinta da consciência individual. 

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A Insustentável Leveza do Ser  (e-book)
Num mundo em que as vidas sao condicionadas por escolhas irrevogáveis e por acontecimentos fortuitos, quando as coisas acontecem uma vez a existência parece perder a sua substância, o seu peso. Por isso, diz Milan, sentimos "a intolerável leveza do ser".



Jean Lang - Mitos Universais (e-book)
Os grandes artistas sempre se detiveram na contemplação das figuras míticas e lendárias. Não faltam exemplares na arte pictórica, na escultura e na literatura cujo tema repousa nos mitos. Isso se deve à força poderosa de seus significados, que ao olhar sensível do grande artista não passam despercebidos.



Akira Yoshimura - Naufrágios (e-book)
Numa praia isolada do Japão medieval, uma comunidade de pescadores partilha da pobreza, da fome e de um obscuro e terrível segredo. Isaku é um menino de nove anos que vive numa aldeia na costa do Japão medieval, sobrevivendo precariamente daquilo que o mar lhe dá - moluscos, peixes, conchas. Os aldeões também destilam sal para os povoados vizinhos, em grandes caldeirões sobre fogueiras que ardem durante as noites de inverno. A manufatura do sal tem, porém, uma utilidade oculta e macabra: as chamas que brilham na escuridão confundem e atraem barcos que passam pela costa, fazendo-os lançar-se sobre os recifes da ilha. Quando o naufrágio acontece, os aldeões saqueiam o navio, trucidam a tripulação e obtêm provisões para muitos meses. É por meio do menino que o leitor acompanha o cotidiano dos pescadores, que convivem com a penúria e a fome. E é pelo olhar assombrado e ingênuo do garoto que testemunhamos a tragédia que se abate sobre a aldeia quando surge na costa um pequeno barco à deriva - um barco com uma carga de inimaginável terror, destruição e morte. Muito mais do que uma história arrepiante, Naufrágios é um retrato da crueldade que deriva da miséria. Assinado por um dos maiores nomes da literatura japonesa atual, esta obra é um romance aclamado também pela crítica ocidental, que o classificou como um poderoso conto de terror, nos moldes dos clássicos góticos.


O Nome da Rosa - Humberto Eco (e-book)
Este foi o romance que deu a conhecer Umberto Eco ao grande público, constituindo um enorme êxito de vendas em Portugal desde que foi publicado pela primeira vez, e continua ainda a ser uma obra bastante popular.  Evidentemente, havia outros obstáculos à livre circulação do conhecimento, na Idade Média, além do problema tecnológico de não existir ainda a imprensa. Um dos mais importantes, tema central deste livro, era o dogmatismo religioso, que encarava o conhecimento como potencialmente perigoso.


Por quem os sinos dobram - Ernest Hemingway   (e-book)
Não há quem leia este livro e não guarde na memória, para sempre, o qudro da "malhação com manguais", concebido pelo hediondo Pablo e executado por camponeses ébrios de vinho e ideologia. E todas as demais cenas do livro são igualmente traçadas de maneira a se tornarem inesquecíveis. Por quem chora aquele sino? Aquele sino chora por todos nós. Com isso quer o poeta que forneceu o título deste livro significar a unidade do mundo. Somos um todo, e tudo quanto afeta qualquer das partes afeta de um mode ou de outro todas as mais. O drama que Hemingway descreve é pungentíssimo -é um drama de guerra civil, a mais horrorosa de todas. Quereis ver a crueldade humana em seu fastígio? Estudai as guerras entre irmãos. A cena da matança dos "fascistas", organizada por Pablo e no romance contada por Pilar, sua mulher, e das coisas mais arrepiantes que se escreveram.

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Gabriel Garcia Marques - Cem Anos de Solidão (e-book)
Um dos clássicos mais famosos deste autor chileno, premio Nóbel de Literatura

 

Gabriel Garcia Marques - Crônica de uma Morte Anunciada (e-book)
Mais um  clássico deste autor chileno, premio Nóbel de Literatura

 

Origens das desigualdades - Jean Jack Rousseau (e-book)
Em "Sobre a origem da desigualdade", Rousseau mostra o caminho histórico percorrido pelo ser humano, passando do estado de natureza para o estado civilizado. Discute as contradições e antagonismos que permearam esse processo e defende a volta ao estado natural, sob novas formas. Jacques Rousseau nasceu em Genebra no ano de 1712 e morreu no de 1778. Dotado de excepcionais qualidades de inteligência e imaginação, foi ele um dosmaiores escritores e filósofos do seu tempo. Em suas obras, defende a idéia da volta à natureza, a excelência natural do homem, a necessidade do contrato social para garantir os direitos da coletividade.

   

A Linhagem do Santo Graal - Laurence Gardner  (e-book)
A verdadeira história do casamento de Maria Madalena e Jesus Cristo. No decorrer das páginas deste livro, são desvelados os mistérios da origem histórica e do ambiente de Jesus, para que sejam compreendidos os fatos de seu casamento e sua paternidade. Esse relato extraordinário da linhagem messiânica é baseado em arquivos suprimidos e da realeza. Laurence Gardner, um genealogista de renome internacional, historiador constitucional e palestrante, agora revela provas documentais a respeito do legado oculto de Cristo no Ocidente e novas evidências na descoberta do Santo Graal.

  

Demian - Herman Hesse (e-book)
Este romance de Hermann Hesse, que tão decisiva influência exerceu sobre toda uma geração há várias décadas, como todas as obras-primas tem uma mensagem de perene interesse. No consenso da crítica literária internacional, o mais espetacular sucesso de Hesse e um dos maiores livros do século XX.

 

O Lobo da Estepe - Hermann Hesse (e-book)
Romance sobre a insuportabilidade da vida de um homem isolado de todos, mas que vive no coração da sociedade. Seu nome é Harry Haller e ele caminha por seus próprios passos, desconfiado de tudo, como um animal selvagem.


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A IGREJA MENTE - Leonardo Boff  (e-book)
Leonardo Boff é considerado um dos "pais" da Teologia da Libertação, movimento que sacudiu a Igreja de Roma e determinou, a partir de 1993, seu afastamento das funções religiosas, mas não de suas atividades de intelectual comprometido com teses revolucionárias, que caem bem em qualquer catecismo de líderes como Che Ghevara, Mandela, Helder Câmara, Gandhi ou Jesus Cristo.
 
A INQUISIÇÃO - Michael Baigent  (e-book)
A Inquisição foi utilizada pela Igreja como um braço repressor a fim de amealhar bens e matar impunemente quem atravessasse o caminho. Este livro é, sem dúvida, uma das mais diretas e lúcidas análises sobre uma das mais crueis e sórdidas instituições já formadas pela crueldade humana: a Inquisição, que antecedeu e inspirou todas as instituoções congêneres posteriores, como as Waffen SS, A Gestapo, o Doi-Codi e congêneres. A Inquisição de Baigent ainda está atuante com o nome de Congregação para a Doutrina da Fé, a mesma que julgou os teólogos Leonardo Boff, do Brasil, e Hans Küng, da Alemanha, há poucos anos...
 
   
O Diario de Anne Frank  (e-book)
À primeira vista, parece difícil acreditar que um texto tão íntimo e pessoal, como o diário de uma adolescente, tenha-se tornado um dos principais documentos sobre o Holocausto.
A história de oito pessoas escondidas durante dois anos, em um refúgio secreto, uma história que não cita os horrores da guerra ou dos campos de concentração, retrata uma situação que se encontra ao alcance de nossa imaginação e compreensão. Anne Frank revestiu o Holocausto de uma face tangível e real, de uma dimensão humana com a qual é possível identificar-se, apesar da dificuldade em lidar com a realidade e o horror da tragédia.
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Resumen de Utopía - Thomas Moore

Estudo para um retrato da família de Tomás Moro, por Hans Holbein, o jovem, c. 1527

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Thomas More (1478-1535) por Hans Holbein, o Jovem (1527).
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Poemas del Alma

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Resumen de Utopía

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Publicado por Verónica Gudiña
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El multifacético inglés Tomás Moro (quien, entre otras tareas, ejerció el cargo de canciller de Enrique VIII), no es un autor que haya sido muchas veces mencionado en Poemas del Alma pero, en esta oportunidad, hay motivos para hacer referencia a su figura.
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Es que este pensador, político, poeta, humanista, teólogo, traductor, profesor y abogado es el creador de “Del estado ideal de una república en la nueva isla de Utopía”, un libro que apareció en 1516 y, con el tiempo, sólo conservó de su extenso título la palabra “Utopía”.
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Este trabajo que, desde el punto de vista de muchos especialistas, constituye la obra cumbre de Moro, tuvo como principal fuente de inspiración a Erasmo de Rotterdam, un fiel amigo de este inglés que redactó el texto durante una de las misiones que le había encomendado el rey en Amberes.
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Además de haber logrado, por medio de “Utopía”, el respeto de todos los eruditos que, por ese entonces, se encontraban en Europa, con este libro Moro logró quedar en la historia de la literatura y gozar de fama mundial aún hasta varios siglos después de haber muerto.
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Esta propuesta basada en algunas problemáticas sociales que, desde tiempos remotos, afectaron a la humanidad se divide en dos partes. En la primera, el autor convierte al lector en testigo de un diálogo sobre ciertas cuestiones filosóficas