Pacheco Pereira acusou o líder do Chega de liderar um partido cruel e "anti-cristão", num debate em que André Ventura associou o historiador à extrema-esquerda.
14/04/2026
José Pacheco
Pereira acusou o líder do Chega de "justificar a ditadura" e liderar
um partido cruel e "anti-cristão", num debate em que André Ventura
associou o historiador à extrema-esquerda e acusou-o de ter "palas nos
olhos".
O debate da
noite de segunda-feira na CNN Portugal partiu de um desafio lançado por Pacheco
Pereira - e que André Ventura aceitou - para uma discussão baseada em
"factos e documentos", após a polémica intervenção do presidente do
Chega no Parlamento durante a sessão solene que assinalou os 50 anos da
Constituição.
O frente a
frente decorreu em tom aceso, com interrupções constantes e durou quase mais 30
minutos do que tinha sido anunciado. Os dois intervenientes tinham documentos
para basear os argumentos que foram referindo, e Pacheco Pereira levou também
uma palmatória, utilizada para castigos corporais.
Os dois
mantiveram as respetivas posições relativamente ao número de presos políticos
antes e depois da Revolução de 1974, com o líder do Chega a procurar justificar
que quis dizer no Parlamento que "no dia antes da Revolução havia menos
presos políticos do que houve uns meses depois", para tentar "acabar
com aquela narrativa" de que "foi tudo mal antes e foi tudo bom
depois".
André Ventura
rejeitou também que todas as pessoas detidas nas antigas colónias fossem presos
políticos e acusou José Pacheco Pereira de só se indignar "com a violência
da direita", enquanto a "violência da esquerda parece-lhe tudo bem e
parece-lhe tudo aceitável", repetindo várias vezes que o seu opositor
tem "palas nos olhos".
"Há
comparações que são elas próprias mentiras, e uma dessas comparações é falar do
que aconteceu no período em 1974, 1975 e 1976 e comparar, que é o que o
André Ventura faz, com o que aconteceu nos 48 anos anteriores",
criticou José Pacheco Pereira, considerando "uma comparação absurda".
O historiador
acusou o líder do Chega de "justificar a ditadura" e "dizer que
o que aconteceu depois era semelhante ao que acontecia antes" do 25
de Abril.
"E essa
comparação coloca-o do lado de antes do 25 de Abril. Sabe
porquê? Porque o que está a fazer, é dizer que a democracia é igual à
ditadura", criticou José Pacheco Pereira.
O antigo líder
parlamentar do PSD considerou também que este não foi "um debate entre
direita e esquerda", mas sim "um debate sobre a História".
Questionado
diretamente se gosta mais do antigo regime ou do atual, André Ventura respondeu
que "o que gostava de ter era uma democracia plena".
"Nós
tivemos uma revolução miserável [...] O que nós devíamos ter tido era
uma transição democrática, não devíamos ter tido comunistas a assaltar o
poder, a expropriar, a matar e a prender", afirmou.
Neste
ponto, Pacheco Pereira contrapôs que a Revolução de 1974 "deu a
liberdade a Portugal" e a "democracia para [Ventura] poder estar
no Parlamento", e acusou o líder do Chega de mostrar
"ignorância e demagogia".
Sobre a
descolonização, o líder do Chega classificou esse processo como "uma
tragédia" e acusou o Estado de ter "abandonado" as famílias que
voltaram de África e os antigos combatentes.
Já Pacheco
Pereira considerou que a "grande responsabilidade do que
aconteceu em África e do tumulto que se gerou depois de 1975 é de
Salazar e Marcelo Caetano".
O historiador
acusou ainda André Ventura de liderar um país cruel e "o mais
anti-cristão", considerando que as posições do Chega contrariam as
defendidas pelo Papa.
No debatem houve ainda tempo para falar sobre corrupção, com o presidente do Chega a considerar que "Sócrates roubou muito mais do que Salazar" e Pacheco Pereira a defender que o antigo primeiro-ministro "foi protegido durante muitos anos, entre outras coisas, pelo PSD" e que o partido de Ventura, ao "associar a corrupção à democracia", está a "lutar contra a democracia".
"Estou
muito contente com o que fiz e, se fosse hoje, repetiria", afirmou o
historiador José Pacheco Pereira sobre o debate com o líder do Chega, André
Ventura, durante o qual foi discutido o 25 de Abril.
16/04/2026
O historiador e antigo deputado do partido Social Democrata (PSD) José Pacheco Pereira afirmou, esta quinta-feira, que está "muito contente" com a sua prestação no debate contra o líder do Chega, André Ventura, e que, "se fosse hoje, repetiria".
O debate,
recorde-se, decorreu na noite de segunda-feira na CNN Portugal na sequência de
um desafio de Pacheco Pereira - e que André Ventura aceitou - para uma
discussão baseada em "factos e documentos", após a polémica
intervenção do presidente do Chega no Parlamento durante a sessão solene que
assinalou os 50 anos da Constituição.
"Estou
muito contente com o que fiz e, se fosse hoje, repetiria", disse o
historiador em declarações ao Diário
de Notícias.
O antigo
deputado do PSD disse ainda que o debate teve o objetivo de "expor
afirmações de Ventura sobre o 25 de Abril que nunca tinha dito" e "só
isso foi uma enorme vantagem".
Pacheco Pereira
sublinhou que não aceita a ideia de que o combate político ao populismo se faça
à distância, defendendo que, "se as pessoas têm pruridos em sujar as mãos,
fazem mal". "Em casos destes, é preciso sujar as mãos", atirou.
"A ideia
de que não devemos rebaixar-nos tem a ver com medo. Há muito medo",
referiu ao jornal. "A história diz-nos que, nos anos 30 e, mais
recentemente, em França, com a Frente Nacional, esse caminho, inicialmente
seguido, foi depois revertido por uma razão: não se pode deixar que digam
certas coisas sem reação."
O antigo
deputado social-democrata defendeu ainda a ideia de que "há uma Esquerda
que assume uma espécie de snobismo intelectual".
E exemplificou:
"'Eles são maus, discutem à bruta e, portanto, não se fala com eles'. Sabe
qual é o efeito que isso tem? Encontro esse efeito na rua, nas pessoas que me
abordam depois daquele debate. É um número muito significativo de pessoas que
vem ter comigo, que saem da mesa do restaurante para me cumprimentar. Não são
apenas pessoas da elite. São pessoas que não se sentem
representadas."
O que foi
dito no debate?
No debate de
segunda-feira, Pacheco Pereira acusou o líder do Chega de liderar um partido
cruel e "anti-cristão", enquanto André Ventura associou o historiador
à extrema-esquerda.
José Pacheco
Pereira acusou o presidente do Chega de "justificar a ditadura" e
liderar um partido cruel e "anti-cristão", num debate em
que André Ventura associou o historiador à extrema-esquerda e acusou-o de
ter "palas nos olhos".
Os dois
mantiveram as respetivas posições relativamente ao número de presos políticos
antes e depois da Revolução de 1974, com o líder do Chega a procurar justificar
que quis dizer no Parlamento que "no dia antes da Revolução havia menos
presos políticos do que houve uns meses depois", para tentar "acabar
com aquela narrativa" de que "foi tudo mal antes e foi tudo bom
depois".
André Ventura
rejeitou também que todas as pessoas detidas nas antigas colónias fossem presos
políticos e acusou José Pacheco Pereira de só se indignar "com a violência
da Direita", enquanto que com a "violência da Esquerda parece-lhe
tudo bem e parece-lhe tudo aceitável", repetindo várias vezes que o seu
opositor tem "palas nos olhos".
"Há
comparações que são elas próprias mentiras, e uma dessas comparações é falar do
que aconteceu no período em 1974, 1975 e 1976 e comparar, que é o que o André
Ventura faz, com o que aconteceu nos 48 anos anteriores", criticou José
Pacheco Pereira, considerando "uma comparação absurda".
O historiador
acusou o líder do Chega de "justificar a ditadura" e "dizer que
o que aconteceu depois era semelhante ao que acontecia antes" do 25 de
Abril.
"E essa
comparação coloca-o do lado de antes do 25 de Abril. Sabe porquê? Porque o que
está a fazer, é dizer que a democracia é igual à ditadura", criticou José
Pacheco Pereira.
O antigo líder
parlamentar do PSD considerou também que este não foi "um debate entre
Direita e Esquerda", mas sim "um debate sobre a História".
Questionado
diretamente se gosta mais do antigo regime ou do atual, André Ventura respondeu
que "o que gostava de ter era uma democracia plena".
"Nós
tivemos uma revolução miserável [...] O que nós devíamos ter tido era uma
transição democrática, não devíamos ter tido comunistas a assaltar o poder, a
expropriar, a matar e a prender", afirmou.
Neste ponto,
Pacheco Pereira contrapôs que a Revolução de 1974 "deu a liberdade a
Portugal" e a "democracia para [Ventura] poder estar no
Parlamento", e acusou o líder do Chega de mostrar "ignorância e
demagogia".
Sobre a
descolonização, o líder do Chega classificou esse processo como "uma
tragédia" e acusou o Estado de ter "abandonado" as famílias que
voltaram de África e os antigos combatentes.
Já Pacheco
Pereira considerou que a "grande responsabilidade do que aconteceu em
África e do tumulto que se gerou depois de 1975 é de Salazar e Marcelo
Caetano".
O historiador
acusou ainda André Ventura de liderar um país cruel e "o mais
anti-cristão", considerando que as posições do Chega contrariam as
defendidas pelo Papa.
Ventura e
Pacheco Pereira: "Traição" do país e "justificação da
ditadura"
Recorde aqui
AO MINUTO o debate entre o líder do Chega, André Ventura, e o antigo deputado
do PSD, José Pacheco Pereira.
13/04/2026
André Ventura e José Pacheco Pereira
defrontaram-se na CNN num debate proposto pelo historiador e prontamente aceite
pelo presidente do Chega na semana passada. Durante quase 1h30, o debate ficou
marcado por vários momentos de discussão acesa e tensão, com, inclusive, trocas
de acusações entre ambas as partes.
Desde logo, da
parte de André Ventura que acusou Pacheco Pereira de ser "pouco
patriota", afirmando que a "esquerda intelectual" (onde incluiu
o ex-deputado do PSD) tem "palas nos olhos" e que considera que tudo
antes do 25 de Abril foi mau e que tudo depois foi bom. Ventura defendeu ainda
que comparar o antes e o após 25 de Abril é "historicamente justo" e
que Portugal "traiu" os milhões que estavam nas colónias e o próprio
exército português após a revolução.
Já Pacheco
Pereira começou por afirmar que Ventura se estava a meter num
"sarilho". Ao longo do debate, o discurso do historiador passou
explicativo e argumentativo, para acusatório, defendendo que Ventura estava a
"justificar a ditadura" ao comparar os 50 anos de ditadura aos dois
de transição após a revolução e acabando mesmo a considerar que o líder do
Chega "luta contra a democracia".
Destaques
- Ventura: "Não devíamos ter tido comunistas
a assaltar o poder" há 5 dias
- "Sabe onde está a traição? Na crueldade que
o Chega transporta" há 5 dias
- Ventura está "a justificar a
ditadura", acusa Pacheco Pereira há 5 dias
- Comparar antes e pós 25 de Abril é
"historicamente justo", diz Ventura há 5 dias
- "Sabe quem é que era um assassino? Otelo
Saraiva de Carvalho" há 5 dias
- "Há comparações que são elas próprias
erradas", nota Pacheco há 5 dias
- "Ó, André Ventura, você mete-se em cada
sarilho" há 5 dias
Em direto
Fim de
cobertura
Carolina
Pereira Soares há 5 dias
Terminamos aqui
o nosso acompanhamento AO MINUTO do debate entre o líder do Chega, André
Ventura, e o antigo deputado do PSD, José Pacheco Pereira.
Ventura
considera que corrupção é um "problema endémico"
Carolina
Pereira Soares há 5 dias
Ventura afirmou
que Portugal perde todos os anos 18.5 mil milhões de euros para a corrupção,
questionando quanto é que se perdia há 50 anos.
"Quando é
corrupção e olhamos para os dados conseguem dizer assim: 'Bom mas o país era
muito diferente'. Mas quando falam de violência e de censura o país já não era
diferente", considerou, atirando que o país é "altamente
corrupto" e que já o era durante a ditadura. "Temos um problema
endémico".
Pacheco
Pereira acusa Ventura de "lutar contra a democracia"
Carolina
Pereira Soares há 5 dias
"Você não
luta efetivamente contra a corrupção. O que você faz é lutar contra a
democracia", atirou Pacheco Pereira.
"José
Sócrates roubou muito mais do que o Salazar"
Carolina
Pereira Soares há 5 dias
Ventura admitiu
que havia corrupção na ditadura, mas não admite que era um regime corrupto. O
líder do Chega afirmou que se vivesse durante a ditadura iria, da mesma forma,
lutar contra a corrupção: "O que eu não tenho é palas, não vejo só
corrupção à direita ou à esquerda. Eu luto contra a corrupção onde ela
existiu".
Ventura citou
depois Mário Soares, que afirmou que Salazar nunca roubou o erário público e
atirou: "José Sócrates roubou muito mais do que o Salazar".
"Sabe
qual é o problema? É uma mistura de ignorância e demagogia"
Carolina
Pereira Soares há 5 dias
"Sabe qual
é o problema? É uma mistura de ignorância e demagogia", atirou Pacheco
Pereira, notando que a "revolução miserável" a que se refere André
Ventura trouxe a liberdade a Portugal.
"Mas
trouxe coisas más também", interrompeu Ventura.
Ventura:
"Não devíamos ter tido comunistas a assaltar o poder"
Carolina
Pereira Soares há 5 dias
Ventura
recordou que Portugal também levou a "fé cristã a muitos povos do
mundo" e que construiu "onde não havia nada para construir",
considerando que o país ajudou desenvolver as colónias.
"O que nós
devíamos ter tido era uma transição democrática. Não devíamos ter tido
comunistas a assaltar o poder. Os senhores como estavam tão cheios de chama do
espírito do comunismo, do ataque a tudo, não olharam a meios".
"Sabe
onde está a traição? Na crueldade que o Chega transporta"
Carolina
Pereira Soares há 5 dias
Pacheco Pereira
considerou que a "grande responsabilidade do que aconteceu em Àfrica é de
Salazar e de Marcelo Caetano", afirmando que a violência que aconteceu
depois foi resultado dos atos dos dois governantes de Portugal durante a
ditadura.
O historiador
atirou ainda que só é possível falar da guerra "como André Ventura
fala" se "legitimarmos a guerra" e recusou que a culpa da
violência pós-25 de Abril foi de Mário Soares, Almeida Santos ou de Álvaro
Cunhal. "Foi culpa de António de Oliveira de Salazar e de Marcelo
Caetano"
"Sabe onde
e que está a traição à pátria? É na crueldade que o Chega transporta",
atirou mostrando depois uma publicação do partido onde critica um cartaz do SNS
em criolo.
"Portugal
traiu os milhões que lá estavam e os combatentes"
Carolina
Pereira Soares há 5 dias
"Portugal
traiu verdadeiramente em muitos aspetos não só os milhões que lá estavam, como
traiu o exército português e os combatentes", atirou Ventura.
"Não tem
que ver com esquerda nem com direita. Tem que ver com errámos, fizemos
mal", acrescentou.
Ventura e
Pacheco Pereira em debate aceso
Carolina
Pereira Soares há 5 dias
Ventura e
Pacheco Pereira entram num momento de debate aceso, não deixando o jornalista
que está a mediar o debate intervir.
Ventura está
"a justificar a ditadura", acusa Pacheco Pereira
Carolina
Pereira Soares há 5 dias
Pacheco Pereira
acusa Ventura de estar a "justificar a ditadura" ao comparar o antes
e o pós do 25 de Abril e "essa comparação coloca-o do lado do antes do 25
de Abril". O historiador disse, aliás, que com o seu discurso Ventura diz
que "a ditadura é igual à democracia".
"Com esse
tipo de afirmações de extrema-direita", Chega é fascista, considerou o
historiador.
Quanto à falta
de ordens para realizar prisões durante a ditadura, Pacheco Pereira recordou
que "havia uma polícia política" que podia fazer o que quisesse:
"Não precisavam de ordens".
Ventura e
Pacheco Pereira começam uma troca acesa de argumentos, falando um por cima do
outro.
Comparar
antes e pós 25 de Abril é "historicamente justo", diz Ventura
Carolina
Pereira Soares há 5 dias
Ventura
defendeu que é "historicamente justo" comparar o antes e depois do 25
de Abril "porque criámos uma classe política dirigente que só conseguiu
ver vantagens no que aconteceu, passou a demonizar uma parte da nossa história
e a fazer uma espécie de elogio permanente à nossa história a seguir".
"Temos
documentos históricos que diz que o presidente do Governo mandou prender",
atirou, referindo-se aos executivos pós-25 de Abril, e notando que durante a
ditadura o primeiro-ministro nunca ordenou nenhuma prisão.
"É uma
comparação absurda", atira Pacheco Pereira
Carolina
Pereira Soares há 5 dias
Ventura afirmou
que não pode aceitar o "desequilíbrio" do "nosso regime"
que continua a dizer que "antes do 25 de Abril foi tudo mau, e depois do
25 de Abril foi tudo bom. E acrescentou que gostava que Pacheco Pereira fosse
capaz de dizer que houve violência, tortura, terrorismo dos dois lados.
Pacheco
respondeu: "Eu nunca neguei, mas eu recuso-me em fazer a comparação que
Ventura faz. É uma comparação absurda. A tortura que aconteceu depois do 25 de
Abril foram casos isolados. É dúplice. Antes tivemos entre 30 mil e 40 mil
presos políticos".
"Sabe
quem é que era um assassino? Otelo Saraiva de Carvalho"
Carolina
Pereira Soares há 5 dias
"Sabe quem
é que era um assassino? Otelo Saraiva de Carvalho e nós condecorámo-lo",
atirou Ventura.
Pacheco Pereira
tenta depois intervir e inicia-se uma troca de argumentos entre os dois.
"Só se
indigna com a violência da direita, e depois com a da esquerda diz que está
tudo bem", acusa o líder do Chega.
"É preciso
que em televisão pela primeira vez alguém fale da violência que a extrema
esquerda trouxe ao país depois do 25 de abril. E é preciso ser um rapaz de
'83", acrescentou.
"Há
comparações que são elas próprias erradas", nota Pacheco
Carolina
Pereira Soares há 5 dias
"Há
comparações que são elas próprios erradas e uma [delas] é falar do que
aconteceu entre 74 e 76 e o que aconteceu nos outros 50 anos antes",
afirmou Pacheco Pereira.
"Houve de
facto violência", admitiu o historiador, referindo-se a presos políticos
portugueses "Não me importo de aceitar para efeito da discussão que houve
violência". Contudo, notou, a maioria dessas pessoas foi libertadas meses
depois, e nem nunca passou pela cadeia.
André Ventura
acusa Pacheco Pereira de viver numa versão "cor-de-rosa do mundo" e
que quando alguém discorda começa a "inventar".
Ditadura
feroz com cento e tal presos? "Coisa estranha"
Carolina
Pereira Soares há 5 dias
"Uma
grande parte dos presos era pessoas que tinham atacado o Estado
português", argumentou Ventura. "Se considerar isto presos políticos,
eu acho que isto é grave para o Estado português porque é muito pouco
patriota", atira a Pacheco Pereira que nega, de imediato, a acusação,
afirmando que está a ser ofendido.
Ventura
questiona: "Como é que éramos uma ditadura tão feroz e tinha cento e tal
pessoas presas em Lisboa? Coisa estranha, que coisa tão estranha", notou,
comparando com o pós-ditadura numa altura em que houve milhares de presos
políticos.
Ventura
acusa Pacheco Pereira de não gostar do seu país
Carolina
Pereira Soares há 5 dias
Ventura
considera que Pacheco Pereira não gosta do seu país, com o ex-deputado do PSD a
refutar o argumento.
"A guerra
colonial foi uma guerra injusta", diz Pacheco Pereira. Ventura atira que a
guerra "correu mal" porque "os traímos", referindo-se aos
colonatos.
"Ó,
André Ventura, você mete-se em cada sarilho"
Carolina
Pereira Soares há 5 dias
"Ó, André
Ventura, você mete-se em cada sarilho", começa por dizer Pacheco Pereira.
O historiador
por perguntar a Ventura se acha que houve guerra em África ou no Ultramar ou
guerra colonial, desencadeando uma troca de argumentos entre os dois.
Inicia-se um
debate aceso entre André Ventura e Pacheco Pereira sobre o que está em causa
quando o exército português foi atacado pelos habitantes das colónias, com o
historiador a notar que os prisioneiros nessa altura eram considerados
portugueses, daí a dimensão de presos políticos.
"Gostava
de ter uma democracia plena", diz Ventura
Carolina
Pereira Soares há 5 dias
O debate começa
pelo tema dos presos políticos, com André Ventura a ter a primeira intervenção.
André Ventura
começa por elogiar a iniciativa do repto de Pacheco Pereira: "Acho que é
muito importante este momento porque acho que isto também define as
democracias".
Já sobre a
questão dos presos políticos, Ventura disse que "no dia antes da revolução
havia menos presos políticos do que havia depois da revolução",
acrescentando que a sua intervenção na assembleia servia para
"acabar" com a teoria de que foi "tudo mau antes e tudo bom
depois".
Questionado se
gostava mais da ditadura de antes ou de a democracia de hoje respondeu que
"gostava de ter era uma democracia plena".
"Eu aceito
toda a discussão e todo o argumento. Não me venham é dizer que as pessoas todas
presas nas colónias eram presos políticos", atirou.
Debate já
começou
Carolina
Pereira Soares há 5 dias
Tem agora
início o debate entre José Pacheco Pereira e André Ventura.
Ventura
aceitou: "Não me escondo e não tenho medo"
Lusa há 5
dias
O presidente do
Chega, André Ventura, disse na quinta-feira, dia 9, que aceitava debater, esta
segunda-feira, com o historiador José Pacheco Pereira. Numa publicação na sua
conta oficial na rede social X, pode ler-se que o líder do Chega "aceita o
desafio de Pacheco Pereira", falando num "grande debate"
agendado para hoje, às 22 horas, na CNN Portugal.
Pacheco
Pereira desafiou, chocado com "todas as formas de mentira"
Lusa há 5
dias
No domingo, dia
5 de abril, no programa O Princípio da Incerteza, no qual é comentador
residente, o historiador José Pacheco Pereira tinha desafiado André Ventura
para um debate baseado em "factos e documentos", após a polémica
intervenção do presidente do Chega no parlamento durante a sessão solene que
assinalou os 50 anos da aprovação da Constituição.
Segundo Pacheco
Pereira, André Ventura recorreu a "todas as formas de mentira", como
a "mentira propriamente dita, a omissão da verdade e a sugestão de
falsidade".
Um dos exemplos
foi a menção à suposta existência de mais presos políticos após a
revolução de 25 de Abril de 1974 do que antes, invocada por André Ventura,
mas que José Pacheco Pereira rejeitou, apresentando dados que apontam
para mais de 12 mil presos políticos entre 1945 e 1974, além de milhares
detidos nas colónias.
No período
pós-25 de Abril, Pacheco Pereira assinalou que uma parte significativa dos
detidos eram agentes da PIDE, classificados como membros de uma organização
criminosa, bem como elementos ligados a episódios específicos como o 28 de
Setembro, o 11 de Março ou organizações como o MRPP.
Gtavura gerada pelo chatGPT.

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