quinta-feira, 16 de abril de 2026

"Ditadura" ou "palas nos olhos"? Pacheco Pereira e Ventura: O essencial


Pacheco Pereira acusou o líder do Chega de liderar um partido cruel e "anti-cristão", num debate em que André Ventura associou o historiador à extrema-esquerda.

14/04/2026  

José Pacheco Pereira acusou o líder do Chega de "justificar a ditadura" e liderar um partido cruel e "anti-cristão", num debate em que André Ventura associou o historiador à extrema-esquerda e acusou-o de ter "palas nos olhos".

O debate da noite de segunda-feira na CNN Portugal partiu de um desafio lançado por Pacheco Pereira - e que André Ventura aceitou - para uma discussão baseada em "factos e documentos", após a polémica intervenção do presidente do Chega no Parlamento durante a sessão solene que assinalou os 50 anos da Constituição.

O frente a frente decorreu em tom aceso, com interrupções constantes e durou quase mais 30 minutos do que tinha sido anunciado. Os dois intervenientes tinham documentos para basear os argumentos que foram referindo, e Pacheco Pereira levou também uma palmatória, utilizada para castigos corporais.

Os dois mantiveram as respetivas posições relativamente ao número de presos políticos antes e depois da Revolução de 1974, com o líder do Chega a procurar justificar que quis dizer no Parlamento que "no dia antes da Revolução havia menos presos políticos do que houve uns meses depois", para tentar "acabar com aquela narrativa" de que "foi tudo mal antes e foi tudo bom depois".

André Ventura rejeitou também que todas as pessoas detidas nas antigas colónias fossem presos políticos e acusou José Pacheco Pereira de só se indignar "com a violência da direita", enquanto a "violência da esquerda parece-lhe tudo bem e parece-lhe tudo aceitável", repetindo várias vezes que o seu opositor tem "palas nos olhos".

"Há comparações que são elas próprias mentiras, e uma dessas comparações é falar do que aconteceu no período em 1974, 1975 e 1976 e comparar, que é o que o André Ventura faz, com o que aconteceu nos 48 anos anteriores", criticou José Pacheco Pereira, considerando "uma comparação absurda".

O historiador acusou o líder do Chega de "justificar a ditadura" e "dizer que o que aconteceu depois era semelhante ao que acontecia antes" do 25 de Abril.

"E essa comparação coloca-o do lado de antes do 25 de Abril. Sabe porquê? Porque o que está a fazer, é dizer que a democracia é igual à ditadura", criticou José Pacheco Pereira.

O antigo líder parlamentar do PSD considerou também que este não foi "um debate entre direita e esquerda", mas sim "um debate sobre a História".

Questionado diretamente se gosta mais do antigo regime ou do atual, André Ventura respondeu que "o que gostava de ter era uma democracia plena".

"Nós tivemos uma revolução miserável [...] O que nós devíamos ter tido era uma transição democrática, não devíamos ter tido comunistas a assaltar o poder, a expropriar, a matar e a prender", afirmou.

Neste ponto, Pacheco Pereira contrapôs que a Revolução de 1974 "deu a liberdade a Portugal" e a "democracia para [Ventura] poder estar no Parlamento", e acusou o líder do Chega de mostrar "ignorância e demagogia".

Sobre a descolonização, o líder do Chega classificou esse processo como "uma tragédia" e acusou o Estado de ter "abandonado" as famílias que voltaram de África e os antigos combatentes.

Já Pacheco Pereira considerou que a "grande responsabilidade do que aconteceu em África e do tumulto que se gerou depois de 1975 é de Salazar e Marcelo Caetano".

O historiador acusou ainda André Ventura de liderar um país cruel e "o mais anti-cristão", considerando que as posições do Chega contrariam as defendidas pelo Papa.

No debatem houve ainda tempo para falar sobre corrupção, com o presidente do Chega a considerar que "Sócrates roubou muito mais do que Salazar" e Pacheco Pereira a defender que o antigo primeiro-ministro "foi protegido durante muitos anos, entre outras coisas, pelo PSD" e que o partido de Ventura, ao "associar a corrupção à democracia", está a "lutar contra a democracia". 

https://www.noticiasaominuto.com/politica/2972051/ditadura-ou-palas-nos-olhos-o-debate-de-pacheco-pereira-e-ventura

 "Estou muito contente com o que fiz", diz Pacheco Pereira sobre debate

"Estou muito contente com o que fiz e, se fosse hoje, repetiria", afirmou o historiador José Pacheco Pereira sobre o debate com o líder do Chega, André Ventura, durante o qual foi discutido o 25 de Abril.

16/04/2026  

O historiador e antigo deputado do partido Social Democrata (PSD) José Pacheco Pereira afirmou, esta quinta-feira, que está "muito contente" com a sua prestação no debate contra o líder do Chega, André Ventura, e que, "se fosse hoje, repetiria".

debate, recorde-se, decorreu na noite de segunda-feira na CNN Portugal na sequência de um desafio de Pacheco Pereira - e que André Ventura aceitou - para uma discussão baseada em "factos e documentos", após a polémica intervenção do presidente do Chega no Parlamento durante a sessão solene que assinalou os 50 anos da Constituição.

"Estou muito contente com o que fiz e, se fosse hoje, repetiria", disse o historiador em declarações ao Diário de Notícias.

O antigo deputado do PSD disse ainda que o debate teve o objetivo de "expor afirmações de Ventura sobre o 25 de Abril que nunca tinha dito" e "só isso foi uma enorme vantagem".

Pacheco Pereira sublinhou que não aceita a ideia de que o combate político ao populismo se faça à distância, defendendo que, "se as pessoas têm pruridos em sujar as mãos, fazem mal". "Em casos destes, é preciso sujar as mãos", atirou.

"A ideia de que não devemos rebaixar-nos tem a ver com medo. Há muito medo", referiu ao jornal. "A história diz-nos que, nos anos 30 e, mais recentemente, em França, com a Frente Nacional, esse caminho, inicialmente seguido,  foi depois revertido por uma razão: não se pode deixar que digam certas coisas sem reação."

O antigo deputado social-democrata defendeu ainda a ideia de que "há uma Esquerda que assume uma espécie de snobismo intelectual". 

E exemplificou: "'Eles são maus, discutem à bruta e, portanto, não se fala com eles'. Sabe qual é o efeito que isso tem? Encontro esse efeito na rua, nas pessoas que me abordam depois daquele debate. É um número muito significativo de pessoas que vem ter comigo, que saem da mesa do restaurante para me cumprimentar. Não são apenas pessoas da elite. São pessoas  que não se sentem representadas."

O que foi dito no debate?

No debate de segunda-feira, Pacheco Pereira acusou o líder do Chega de liderar um partido cruel e "anti-cristão", enquanto André Ventura associou o historiador à extrema-esquerda.

José Pacheco Pereira acusou o presidente do Chega de "justificar a ditadura" e liderar um partido cruel e "anti-cristão", num debate em que André Ventura associou o historiador à extrema-esquerda e acusou-o de ter "palas nos olhos".

Os dois mantiveram as respetivas posições relativamente ao número de presos políticos antes e depois da Revolução de 1974, com o líder do Chega a procurar justificar que quis dizer no Parlamento que "no dia antes da Revolução havia menos presos políticos do que houve uns meses depois", para tentar "acabar com aquela narrativa" de que "foi tudo mal antes e foi tudo bom depois".

André Ventura rejeitou também que todas as pessoas detidas nas antigas colónias fossem presos políticos e acusou José Pacheco Pereira de só se indignar "com a violência da Direita", enquanto que com a "violência da Esquerda parece-lhe tudo bem e parece-lhe tudo aceitável", repetindo várias vezes que o seu opositor tem "palas nos olhos".

"Há comparações que são elas próprias mentiras, e uma dessas comparações é falar do que aconteceu no período em 1974, 1975 e 1976 e comparar, que é o que o André Ventura faz, com o que aconteceu nos 48 anos anteriores", criticou José Pacheco Pereira, considerando "uma comparação absurda".

O historiador acusou o líder do Chega de "justificar a ditadura" e "dizer que o que aconteceu depois era semelhante ao que acontecia antes" do 25 de Abril.

"E essa comparação coloca-o do lado de antes do 25 de Abril. Sabe porquê? Porque o que está a fazer, é dizer que a democracia é igual à ditadura", criticou José Pacheco Pereira.

O antigo líder parlamentar do PSD considerou também que este não foi "um debate entre Direita e Esquerda", mas sim "um debate sobre a História".

Questionado diretamente se gosta mais do antigo regime ou do atual, André Ventura respondeu que "o que gostava de ter era uma democracia plena".

"Nós tivemos uma revolução miserável [...] O que nós devíamos ter tido era uma transição democrática, não devíamos ter tido comunistas a assaltar o poder, a expropriar, a matar e a prender", afirmou.

Neste ponto, Pacheco Pereira contrapôs que a Revolução de 1974 "deu a liberdade a Portugal" e a "democracia para [Ventura] poder estar no Parlamento", e acusou o líder do Chega de mostrar "ignorância e demagogia".

Sobre a descolonização, o líder do Chega classificou esse processo como "uma tragédia" e acusou o Estado de ter "abandonado" as famílias que voltaram de África e os antigos combatentes.

Já Pacheco Pereira considerou que a "grande responsabilidade do que aconteceu em África e do tumulto que se gerou depois de 1975 é de Salazar e Marcelo Caetano".

O historiador acusou ainda André Ventura de liderar um país cruel e "o mais anti-cristão", considerando que as posições do Chega contrariam as defendidas pelo Papa.

https://www.noticiasaominuto.com/politica/2974312/estou-muito-contente-com-o-que-fiz-diz-pacheco-pereira-sobre-debate

Ventura e Pacheco Pereira: "Traição" do país e "justificação da ditadura"

Recorde aqui AO MINUTO o debate entre o líder do Chega, André Ventura, e o antigo deputado do PSD, José Pacheco Pereira.

 13/04/2026  

 André Ventura e José Pacheco Pereira defrontaram-se na CNN num debate proposto pelo historiador e prontamente aceite pelo presidente do Chega na semana passada. Durante quase 1h30, o debate ficou marcado por vários momentos de discussão acesa e tensão, com, inclusive, trocas de acusações entre ambas as partes.

 

Desde logo, da parte de André Ventura que acusou Pacheco Pereira de ser "pouco patriota", afirmando que a "esquerda intelectual" (onde incluiu o ex-deputado do PSD) tem "palas nos olhos" e que considera que tudo antes do 25 de Abril foi mau e que tudo depois foi bom. Ventura defendeu ainda que comparar o antes e o após 25 de Abril é "historicamente justo" e que Portugal "traiu" os milhões que estavam nas colónias e o próprio exército português após a revolução.

Já Pacheco Pereira começou por afirmar que Ventura se estava a meter num "sarilho". Ao longo do debate, o discurso do historiador passou explicativo e argumentativo, para acusatório, defendendo que Ventura estava a "justificar a ditadura" ao comparar os 50 anos de ditadura aos dois de transição após a revolução e acabando mesmo a considerar que o líder do Chega "luta contra a democracia".

Destaques

  • Ventura: "Não devíamos ter tido comunistas a assaltar o poder" há 5 dias
  • "Sabe onde está a traição? Na crueldade que o Chega transporta" há 5 dias
  • Ventura está "a justificar a ditadura", acusa Pacheco Pereira há 5 dias
  • Comparar antes e pós 25 de Abril é "historicamente justo", diz Ventura há 5 dias
  • "Sabe quem é que era um assassino? Otelo Saraiva de Carvalho" há 5 dias
  • "Há comparações que são elas próprias erradas", nota Pacheco há 5 dias
  • "Ó, André Ventura, você mete-se em cada sarilho" há 5 dias

Em direto

Fim de cobertura

Carolina Pereira Soares há 5 dias

Terminamos aqui o nosso acompanhamento AO MINUTO do debate entre o líder do Chega, André Ventura, e o antigo deputado do PSD, José Pacheco Pereira.

Ventura considera que corrupção é um "problema endémico"

Carolina Pereira Soares há 5 dias

Ventura afirmou que Portugal perde todos os anos 18.5 mil milhões de euros para a corrupção, questionando quanto é que se perdia há 50 anos.

 

"Quando é corrupção e olhamos para os dados conseguem dizer assim: 'Bom mas o país era muito diferente'. Mas quando falam de violência e de censura o país já não era diferente", considerou, atirando que o país é "altamente corrupto" e que já o era durante a ditadura. "Temos um problema endémico".

Pacheco Pereira acusa Ventura de "lutar contra a democracia"

Carolina Pereira Soares há 5 dias

"Você não luta efetivamente contra a corrupção. O que você faz é lutar contra a democracia", atirou Pacheco Pereira.

"José Sócrates roubou muito mais do que o Salazar"

Carolina Pereira Soares há 5 dias

Ventura admitiu que havia corrupção na ditadura, mas não admite que era um regime corrupto. O líder do Chega afirmou que se vivesse durante a ditadura iria, da mesma forma, lutar contra a corrupção: "O que eu não tenho é palas, não vejo só corrupção à direita ou à esquerda. Eu luto contra a corrupção onde ela existiu".

Ventura citou depois Mário Soares, que afirmou que Salazar nunca roubou o erário público e atirou: "José Sócrates roubou muito mais do que o Salazar".

"Sabe qual é o problema? É uma mistura de ignorância e demagogia"

Carolina Pereira Soares há 5 dias

"Sabe qual é o problema? É uma mistura de ignorância e demagogia", atirou Pacheco Pereira, notando que a "revolução miserável" a que se refere André Ventura trouxe a liberdade a Portugal.

"Mas trouxe coisas más também", interrompeu Ventura.

Ventura: "Não devíamos ter tido comunistas a assaltar o poder"

Carolina Pereira Soares há 5 dias

Ventura recordou que Portugal também levou a "fé cristã a muitos povos do mundo" e que construiu "onde não havia nada para construir", considerando que o país ajudou desenvolver as colónias.

"O que nós devíamos ter tido era uma transição democrática. Não devíamos ter tido comunistas a assaltar o poder. Os senhores como estavam tão cheios de chama do espírito do comunismo, do ataque a tudo, não olharam a meios".

"Sabe onde está a traição? Na crueldade que o Chega transporta"

Carolina Pereira Soares há 5 dias

Pacheco Pereira considerou que a "grande responsabilidade do que aconteceu em Àfrica é de Salazar e de Marcelo Caetano", afirmando que a violência que aconteceu depois foi resultado dos atos dos dois governantes de Portugal durante a ditadura.

O historiador atirou ainda que só é possível falar da guerra "como André Ventura fala" se "legitimarmos a guerra" e recusou que a culpa da violência pós-25 de Abril foi de Mário Soares, Almeida Santos ou de Álvaro Cunhal. "Foi culpa de António de Oliveira de Salazar e de Marcelo Caetano"

"Sabe onde e que está a traição à pátria? É na crueldade que o Chega transporta", atirou mostrando depois uma publicação do partido onde critica um cartaz do SNS em criolo.

"Portugal traiu os milhões que lá estavam e os combatentes"

Carolina Pereira Soares há 5 dias

"Portugal traiu verdadeiramente em muitos aspetos não só os milhões que lá estavam, como traiu o exército português e os combatentes", atirou Ventura.

"Não tem que ver com esquerda nem com direita. Tem que ver com errámos, fizemos mal", acrescentou.

Ventura e Pacheco Pereira em debate aceso

Carolina Pereira Soares há 5 dias

Ventura e Pacheco Pereira entram num momento de debate aceso, não deixando o jornalista que está a mediar o debate intervir.

Ventura está "a justificar a ditadura", acusa Pacheco Pereira

Carolina Pereira Soares há 5 dias

Pacheco Pereira acusa Ventura de estar a "justificar a ditadura" ao comparar o antes e o pós do 25 de Abril e "essa comparação coloca-o do lado do antes do 25 de Abril". O historiador disse, aliás, que com o seu discurso Ventura diz que "a ditadura é igual à democracia".

"Com esse tipo de afirmações de extrema-direita", Chega é fascista, considerou o historiador.

Quanto à falta de ordens para realizar prisões durante a ditadura, Pacheco Pereira recordou que "havia uma polícia política" que podia fazer o que quisesse: "Não precisavam de ordens".

Ventura e Pacheco Pereira começam uma troca acesa de argumentos, falando um por cima do outro.

Comparar antes e pós 25 de Abril é "historicamente justo", diz Ventura

Carolina Pereira Soares há 5 dias

Ventura defendeu que é "historicamente justo" comparar o antes e depois do 25 de Abril "porque criámos uma classe política dirigente que só conseguiu ver vantagens no que aconteceu, passou a demonizar uma parte da nossa história e a fazer uma espécie de elogio permanente à nossa história a seguir".

"Temos documentos históricos que diz que o presidente do Governo mandou prender", atirou, referindo-se aos executivos pós-25 de Abril, e notando que durante a ditadura o primeiro-ministro nunca ordenou nenhuma prisão.

"É uma comparação absurda", atira Pacheco Pereira

Carolina Pereira Soares há 5 dias

Ventura afirmou que não pode aceitar o "desequilíbrio" do "nosso regime" que continua a dizer que "antes do 25 de Abril foi tudo mau, e depois do 25 de Abril foi tudo bom. E acrescentou que gostava que Pacheco Pereira fosse capaz de dizer que houve violência, tortura, terrorismo dos dois lados.

Pacheco respondeu: "Eu nunca neguei, mas eu recuso-me em fazer a comparação que Ventura faz. É uma comparação absurda. A tortura que aconteceu depois do 25 de Abril foram casos isolados. É dúplice. Antes tivemos entre 30 mil e 40 mil presos políticos".

"Sabe quem é que era um assassino? Otelo Saraiva de Carvalho"

Carolina Pereira Soares há 5 dias

"Sabe quem é que era um assassino? Otelo Saraiva de Carvalho e nós condecorámo-lo", atirou Ventura.

Pacheco Pereira tenta depois intervir e inicia-se uma troca de argumentos entre os dois.

"Só se indigna com a violência da direita, e depois com a da esquerda diz que está tudo bem", acusa o líder do Chega.

"É preciso que em televisão pela primeira vez alguém fale da violência que a extrema esquerda trouxe ao país depois do 25 de abril. E é preciso ser um rapaz de '83", acrescentou.

"Há comparações que são elas próprias erradas", nota Pacheco

Carolina Pereira Soares há 5 dias

"Há comparações que são elas próprios erradas e uma [delas] é falar do que aconteceu entre 74 e 76 e o que aconteceu nos outros 50 anos antes", afirmou Pacheco Pereira.

"Houve de facto violência", admitiu o historiador, referindo-se a presos políticos portugueses "Não me importo de aceitar para efeito da discussão que houve violência". Contudo, notou, a maioria dessas pessoas foi libertadas meses depois, e nem nunca passou pela cadeia.

André Ventura acusa Pacheco Pereira de viver numa versão "cor-de-rosa do mundo" e que quando alguém discorda começa a "inventar".

Ditadura feroz com cento e tal presos? "Coisa estranha"

Carolina Pereira Soares há 5 dias

"Uma grande parte dos presos era pessoas que tinham atacado o Estado português", argumentou Ventura. "Se considerar isto presos políticos, eu acho que isto é grave para o Estado português porque é muito pouco patriota", atira a Pacheco Pereira que nega, de imediato, a acusação, afirmando que está a ser ofendido.

Ventura questiona: "Como é que éramos uma ditadura tão feroz e tinha cento e tal pessoas presas em Lisboa? Coisa estranha, que coisa tão estranha", notou, comparando com o pós-ditadura numa altura em que houve milhares de presos políticos.

Ventura acusa Pacheco Pereira de não gostar do seu país

Carolina Pereira Soares há 5 dias

Ventura considera que Pacheco Pereira não gosta do seu país, com o ex-deputado do PSD a refutar o argumento.

"A guerra colonial foi uma guerra injusta", diz Pacheco Pereira. Ventura atira que a guerra "correu mal" porque "os traímos", referindo-se aos colonatos.

"Ó, André Ventura, você mete-se em cada sarilho"

Carolina Pereira Soares há 5 dias

"Ó, André Ventura, você mete-se em cada sarilho", começa por dizer Pacheco Pereira.

O historiador por perguntar a Ventura se acha que houve guerra em África ou no Ultramar ou guerra colonial, desencadeando uma troca de argumentos entre os dois.

Inicia-se um debate aceso entre André Ventura e Pacheco Pereira sobre o que está em causa quando o exército português foi atacado pelos habitantes das colónias, com o historiador a notar que os prisioneiros nessa altura eram considerados portugueses, daí a dimensão de presos políticos.

"Gostava de ter uma democracia plena", diz Ventura

Carolina Pereira Soares há 5 dias

O debate começa pelo tema dos presos políticos, com André Ventura a ter a primeira intervenção.

André Ventura começa por elogiar a iniciativa do repto de Pacheco Pereira: "Acho que é muito importante este momento porque acho que isto também define as democracias".

Já sobre a questão dos presos políticos, Ventura disse que "no dia antes da revolução havia menos presos políticos do que havia depois da revolução", acrescentando que a sua intervenção na assembleia servia para "acabar" com a teoria de que foi "tudo mau antes e tudo bom depois".

Questionado se gostava mais da ditadura de antes ou de a democracia de hoje respondeu que "gostava de ter era uma democracia plena".

"Eu aceito toda a discussão e todo o argumento. Não me venham é dizer que as pessoas todas presas nas colónias eram presos políticos", atirou.

Debate já começou

Carolina Pereira Soares há 5 dias

Tem agora início o debate entre José Pacheco Pereira e André Ventura.

Ventura aceitou: "Não me escondo e não tenho medo"

Lusa há 5 dias

O presidente do Chega, André Ventura, disse na quinta-feira, dia 9, que aceitava debater, esta segunda-feira, com o historiador José Pacheco Pereira. Numa publicação na sua conta oficial na rede social X, pode ler-se que o líder do Chega "aceita o desafio de Pacheco Pereira", falando num "grande debate" agendado para hoje, às 22 horas, na CNN Portugal.

Pacheco Pereira desafiou, chocado com "todas as formas de mentira"

Lusa há 5 dias

No domingo, dia 5 de abril, no programa O Princípio da Incerteza, no qual é comentador residente, o historiador José Pacheco Pereira tinha desafiado André Ventura para um debate baseado em "factos e documentos", após a polémica intervenção do presidente do Chega no parlamento durante a sessão solene que assinalou os 50 anos da aprovação da Constituição.

Segundo Pacheco Pereira, André Ventura recorreu a "todas as formas de mentira", como a "mentira propriamente dita, a omissão da verdade e a sugestão de falsidade".

Um dos exemplos foi a menção à suposta existência de mais presos políticos após a revolução de 25 de Abril de 1974 do que antes, invocada por André Ventura, mas que José Pacheco Pereira rejeitou, apresentando dados que apontam para mais de 12 mil presos políticos entre 1945 e 1974, além de milhares detidos nas colónias.

No período pós-25 de Abril, Pacheco Pereira assinalou que uma parte significativa dos detidos eram agentes da PIDE, classificados como membros de uma organização criminosa, bem como elementos ligados a episódios específicos como o 28 de Setembro, o 11 de Março ou organizações como o MRPP.

 

https://www.noticiasaominuto.com/politica/2971907/ao-minuto-pacheco-pereira-enfrenta-ventura-em-direto-acompanhe-aqui 

Gtavura gerada pelo chatGPT. 

Sem comentários: