quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Luís Pereira - TRUMP DECLARA BASE DAS LAJES “PROPRIEDADE ABANDONADA”


* Luis Pereira
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TRUMP DECLARA BASE DAS LAJES “PROPRIEDADE ABANDONADA” E ANUNCIA REPOSSESSÃO CRIATIVA DOS AÇORES E IMPÕE EMBARGO AO QUEIJO DA ILHA

Num movimento destinado a “reordenar o Atlântico Norte”, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje a anexação do arquipélago dos Açores. A medida, justificada como uma “reposse criativa” de uma “propriedade estratégica abandonada”, integra a chamada “Operação Atlantic Fortune” e inclui medidas executivas sem precedentes.

Segundo a ordem presidencial, a histórica Base das Lajes será renomeada “Trump’s Atlantic Fortress & Golf Resort”. Um dos seus hangares será convertido numa “colónia de férias de segurança máxima”, descrita em documentos internos como “uma experiência de hospitalidade única para convidados que preferem não fazer check-out”. Em simultâneo, foi decretado um embargo total ao Queijo São Jorge, após um relatório da CIA concluir que o seu sabor “causa dependência e constitui uma ameaça à segurança gustativa nacional”.

A medida mais surpreendente, no entanto, é a mobilização militar do gado local. Todas as vacas da ilha Terceira foram incorporadas no recém-criado “Corpo Logístico Bovino dos EUA”. Os animais, a quem serão atribuídos números de série e equipados com coleiras de transmissão, ficarão responsáveis pela “vigilância de perímetros rurais” e pelo “transporte de mensagens codificadas em forma de mugido”. Para garantir a eficácia do comando, foi também instituído o inglês com “sotaque micaelense obrigatório” como língua operacional, alegando-se que “um ‘moo’ dito com a entoação correcta pode deter invasores”.

A porta-voz da Casa Branca referiu que esta acção “simplesmente concretiza um direito adquirido”, recordando um acordo verbal estabelecido em 2003 com o então Primeiro-Ministro português, José Manuel Durão Barroso. Segundo a nova narrativa oficial, durante a Cimeira das Lajes que antecedeu a Guerra do Iraque, Barroso teria supostamente dito a George W. Bush: “Por tudo o que fizerem no Médio Oriente, os Açores são vossos”. A administração Trump interpreta agora essa suposta frase de café como um “tratado bilateral tácito e perpétuo”, dispensando qualquer necessidade de consulta actual.

A reacção do actual governo açoriano foi vertiginosa. O Presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, foi declarado “subitamente indisponível para comentários” após ser avistado a embarcar num submarino de recreio com destino não especificado. No vácuo de poder, a autoridade foi instantaneamente assumida por Manuel Arruda, ex-deputado do Chega, conhecido pelo seu histórico de “apropriação entusiástica de malas alheias” durante visitas oficiais a Lisboa. Arruda, autoproclamando-se “Alto-Comissário para a Transição Leal”, declarou: “Finalmente, um império que compreende o verdadeiro valor de uma boa aquisição de activos, sejam eles estratégicos ou de couro!”. A sua primeira directiva foi ordenar que todas as malas perdidas nos aeroportos dos Açores fossem recolhidas e “triadas diplomaticamente” para a nova administração.

Fontes diplomáticas europeias em Bruxelas descreveram a sequência de eventos como “um estudo de caso único sobre a velocidade de transmutação política e de rotação de património pessoal”. A NATO, por seu lado, emitiu um comunicado afirmando estar a “reavaliar o conceito estratégico de ‘flanco oriental’ face a esta nova projecção de poder no ‘flanco bovino’ e às implicações logísticas da nova política de bagagens”. O Governo Português em Lisboa reagiu de forma contida, anunciando a “abertura de um inquérito para apurar o paradeiro do submarino de recreio” e ponderando o envio de uma nota diplomática.

2026 01 07
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