segunda-feira, 27 de julho de 2026

ocage - Eu me ausento de ti, meu pátrio Sado

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Foto victor nogueira - Setúbal EN 10 (CC Allegro) viaduto ferroviário (IMG_9831) . "Eu me ausento de ti, meu pátrio Sado" (Bocage)


 
Eu me ausento de ti, meu pátrio Sado,
Mansa corrente deleitos, amena,
Em cuja praia o nome de Filena
Mil vezes tenho escrito, e mil beijado:
.
Nunca mais me verás entre o meu gado
Soprando a namorada e branda avena,
A cujo som descias mais serena,
Mais vagarosa para o mar salgado:
.
Devo enfim manejar por lei da sorte
Cajados não, mortíferos alfanges
Nos campos do colérico Mavorte;
.
E talvez entre impávidas falanges
Testemunhas farei da minha morte
Remotas margens, que humedece o Ganjes.
.
Bocage, in 'Rimas'

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