Setúbal, R. Dr Paula Birba - mural montra Bocage (Foto victor nogueira)
Soneto de Curvo Semedo a
Bocage
Tu, que o nume divino e a mente
erguida
Têm no Parnaso em posto tão
supremo,
Ó Elmano, por quem choro e por
quem temo,
Na tempestade d'esta incerta
vida;
Se a sorte te persegue
encarniçada,
E te faz experimentar o golpe
extremo,
Ouve Jalmiro, que no amor que me
mo,
Te dá a alma em amizade
consagrada.
Que importa que a fortuna te
combata,
Se as Musas te coroam de imortais
Louros que o tempo e a morte não
desfazem?
Vive, ó Elmano, e em tuas rimas
tais,
Mostra à turva multidão cega e
ingrata
Como os génios do Sado a glória fazem!
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