terça-feira, 12 de maio de 2026

Sófia Puschinka - Na morte de Carlos Brito

 * Sófia Puschinka :

Claro que o frustrado do Daniel tinha que escrever algo hehehehe

Não conhece mesmo o PCP esse pobre homem.

Bem… Eu pessoalmente nem entendo o sentido que ele dá à “traição” como se fosse algo bom ou desculpável.

Eu que nunca vivi em ditadura e que não sou “o PCP “ não desculpo traições, na minha vida, no quotidiano… E se até posso ignorar as traições de quem não me diz nada, até porque geralmente conto com elas à priori, jamais desculpo a traição de pessoas em quem confio e que para mim são importantes, seja um amigo, amiga ou familiar. É fim de linha, jamais volta a ser o que era, não me vingo, não refilo, não vou tirar satisfações, faço um risco, como se a pessoa já não existisse mais, desprezo completo. Ate porque, neste monte de imperfeição que eu sou, jamais trai alguém que me era querido e exijo o mesmo nível de lealdade aos meus amigos como a que tenho com eles, é carácter. É decência.

Mas adiante…. Ora para quem conhece a História do PCP sabe, ou deveria saber que o PCP não sobrevive há mais de um século com traidores e sim com pessoas leais, sabe ou deveria saber que durante a ditadura a traição colocava em causa a vida de muitos camaradas. Já não vivemos em ditadura é facto, mas o carácter dos comunistas continua igual, apesar de vivermos em democracia os comunistas continuam a resistir contra tudo e todos porque, 52 anos após o 25 de abril, continuam a ser alvo de discriminação, ódio, inveja e mais um par de botas…

É por isso que por muito que tentem deitar abaixo ou acabar com o PCP não conseguem.

O PCP é constituído por gente de carácter, os comunistas não são perfeitos mas, procuram e tentam ser o mais perfeitos possível em tudo o que fazem, colocam alma, amor, dádiva em tudo. São leais aos seus camaradas, dão a vida por eles.

Ora sempre que alguém deixa o PCP, sobretudo pessoas que tiveram relevo , fosse por terem funções de direção, por terem lutado contra a ditadura de forma heróica ou simplesmente porque eram camaradas, o que os comunistas sentem logo é uma facada no peito, uma dor lacerante, sentem-na calados, porque numa coisa o Daniel tem razão, no PCP há emoções fortes, profundas, como não haverá em nenhum outro partido, por questões óbvias, os comunistas são rijos, resistem a tudo de cabeça erguida e sem vergarem mas sabem que nunca estão sós, que há milhares de outros que os resgatam e dão a vida por eles se tal for necessário, no PCP há fraternidade, há abraços como não existem em mais nenhum partido, há amizade pura e sem interesse, há respeito e integração. Nenhum comunista o é por interesse pessoal ou ambição, os comunistas não ganham nada nem com a política nem com o Partido, muito pelo contrário, os comunistas pagam para serem comunistas, trabalham de borla, doam, e fazem-no felizes.

Mas ninguém se questiona quando lêem estes disparates como os que escreveu o Daniel e outros, que acusam o PCP de falta de democracia entre outros disparates, porque raio os comunistas são leais toda uma vida, trabalham de borla e com vontade, doam, levam porrada de todo o lado e resistem? 😄

Porque aquilo que existe no PCP é muito superior a tudo aquilo que os comuns mortais possam imaginar, alguns até percebem isso e é por isso que têm tanto ressabiamento.

O que se vive ali é pureza, altruísmo, amor, amizade, vida, resistência, luta, tudo no estado mais puro e honesto, para o bem e para o mal, algo que a maioria nem faz ideia o que é, são incapazes de serem fiéis até a eles próprios.

O que o PCP faz quando um dos seus abandona o barco é calar-se e sofrer a dor porque deixam dor, porque só não há dor quando as pessoas não são importantes e no PCP todos são importantes, todos, desde a base à direção. Nos outros partidos é normal que não sintam nada, mais um menos um aquilo é o normal, tenho dúvidas que nos outros partidos alguém confie a própria vida nos outros 😂, no PCP garanto que confiam, é gente credível e de confiança.

No caso específico de Carlos Brito, ele rompeu com as regras que ele próprio ajudou a criar, esquecendo-se que no PCP não há individualidades, não há orgulho, não ha egos, há um colectivo e decide a maioria. Desrespeitou as regras e foi suspenso como acontece noutros partidos, ficou melindrado, provavelmente foi influenciado, quando estamos sensíveis ou melindrados nem sempre devemos ouvir conselhos, mas não sei se terá sido assim, o que sei é que decidiu afastar-se, acabou por declarar que já não era leninista ou seja deixou de ser comunista, de esquerda sim mas não comunista. Qual é a dúvida? Se deixou dor ao PCP? Claro. Se o PCP reconhece o seu passado? Obviamente

Se o PCP tinha de homenagear? Não, até porque ao fazê-lo estava a chamar a si (PCP) a individualidade “Carlos Brito” e Carlos Brito já não era do PCP há mais de 20 anos.

O PCP não se aproveita de ninguém em vida muito menos na morte.

https://www.facebook.com/jose.russell

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