Setúbal - Rua Francisco José Mota azulejo Bocage (Foto victor noguiea GEDC0778)
"A Bocage", de
Filinto Elísio
(1734 / 1819)
Grato às Musas, de Elmano a mente
ufana
Voo toma aos espaços do Infinito;
Não curva o colo ao cego e torpe
rito,
Nem a cerviz ao jugo que o
desmana.
Na Lira acorda a voz, que a alma
humana
Desperta do torpor em que tem
jazito;
E em notas de ouro, em número
prescrito,
A virtude celebra e o vício dana.
Se a inveja o morde, se a calúnia
o assalta,
Canta mais alto, e no seu canto
puro
A pátria ilustra, a língua Lusa
exalta.
Vive, ó Mago do verso, e no
futuro
Teu nome ressoe em cima do altar
Onde a Glória te vem coroar!
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