domingo, 9 de agosto de 2026

(63) Filinto Elísio: 'A Bocage' (Grato às Musas, de Elmano a mente ufana)

 

Setúbal  - Rua Francisco José Mota azulejo Bocage (Foto victor noguiea GEDC0778)

 "A Bocage", de Filinto Elísio

(1734 / 1819)


Grato às Musas, de Elmano a mente ufana

Voo toma aos espaços do Infinito;

Não curva o colo ao cego e torpe rito,

Nem a cerviz ao jugo que o desmana.


Na Lira acorda a voz, que a alma humana

Desperta do torpor em que tem jazito;

E em notas de ouro, em número prescrito,

A virtude celebra e o vício dana.


Se a inveja o morde, se a calúnia o assalta,

Canta mais alto, e no seu canto puro

A pátria ilustra, a língua Lusa exalta.


Vive, ó Mago do verso, e no futuro

Teu nome ressoe em cima do altar

Onde a Glória te vem coroar!

Sem comentários: