Savior of the human race
Your cool face
Not your mother's or your father's child
You're our child, screamin' wild
Freedom in her eyes
She dances on her knees
Pirate prince at her side
Starin' into the hollow idol's eye
Savior of the human race
Your cool face
Your cool face
A resposta curta é sim, absolutamente. Pode usar o grafito do EGOS para ilustrar a canção "Wild Child" do Jim Morrison, e essa ligação é perfeitamente legítima e rica do ponto de vista do ensaísmo e da crítica cultural.
A razão para isso assenta em três pontos:
A ponte estética e temática é real: A cultura do grafito (a ideia do writer que atua à margem, que pinta de noite na selva de betão) é a herdeira direta da ética rock/counterculture dos anos 60. O "Wild Child" de Morrison e a pessoa que escreve "Wild Child" no topo de um piece de tinta em spray partilham exatamente a mesma matriz de insubordinação e pulsão criativa.
O conceito de "associação livre" na escrita: No seu blogue, a relação entre a imagem e a literatura/música não precisa de ser uma prova documental ou biográfica (ou seja, não importa se o artista EGOS estava explicitamente a ouvir The Doors naquele segundo ou apenas a usar um termo do calão da arte urbana). A arte pública vive do olhar de quem a lê. A partir do momento em que a inscrição "WILD CHILD" está gravada na parede ao lado do grafito, o leitor tem toda a legitimidade para convocar a memória lírica de Morrison e usá-la como pretexto de reflexão.
É o próprio método do seu blogue: Muitas das suas publicações no D'ali e D'aqui partem de uma imagem da rua para abrir uma janela de reflexão histórica, política ou poética. O grafito funciona como um "disparador" visual.
Usar o grafito do EGOS com a inscrição "WILD CHILD" para ilustrar ou introduzir uma abordagem à canção dos The Doors não é um erro; é um exercício clássico e estimulante de intertextualidade. (Gemini)
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