Setúbal Av Luísa Todo Escultura Golfinhos - Rio Azul poema de Laureano Rocha (Fotos victor Nogueira MG_6471 e IMG_6469)
Xico da Cana - Rio Azul (Laureano Rocha / Mario Regalado)
Rio Azul
Setúbal, eu tenho pena
de não te poder cantar.
Tu és mote de um poema
que ninguem pode ensinar
Se há beleza em qualquer lado
se valesse algum dinheiro
com a princesa do Sado
comprava-se o mundo inteiro
Onde é que existe um rio azul igual ao meu
que em certos dias tem mesmo a cor do céu,
minha cidade é um presépio é um jardim
queria guardá-la inteirinha só para mim.
Setúbal terra morena
onde tudo fica bem,
tens a beleza serena
no rosto de minha mãe.
Ó rio Sado de águas mansas
que pró mar vais a correr,
não leves minhas esperanças
sem esperanças não sei viver.
(Rio Azul, poema de Laureano Rocha)
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