* Filipe Diniz´
Desde que existe um dia chamado 11 de Setembro haverá milhares de milhões de acontecimentos sucedidos nele. Por exemplo o nascimento de Felix Dzerzinsky, em 1877. Mas há coincidências que lhe parecem dar uma sina especial.
11 de Setembro 1941, EUA: é iniciada a construção do Pentágono, e ao mesmo tempo o americano simpatizante nazi Charles Lindbergh (que Hitler condecorara) acusa «a Grã-Bretanha, os judeus e a administração Roosevelt» de conspirarem para a guerra com a Alemanha;
11 de Setembro 1973, Chile: um golpe fascista inspirado e apoiado pelos EUA derruba o governo da Unidade Popular. Assassina Salvador Allende e dezenas de milhares de outros civis e militares, no golpe e no decurso de uma bárbara ditadura que dura 27 anos. Com traços políticos, económicos e sociais que persistem;
11 de Setembro de 1982, Líbano: forças internacionais que garantiam a segurança de refugiados palestinianos abandonam Beirute. Cinco dias depois milhares são massacrados nos campos de refugiados de Sabra e Shatila;
11 de Setembro de 2001, EUA: um atentado destrói as Torres Gémeas em Nova Iorque, e dois aviões caem em outros locais. Dias depois o “Le Monde” escreve em ridículo editorial: «somos todos americanos» (no “Público”, 12 e 13.9.26, duas almas igualmente gémeas recordam-no saudosamente). Será por essa pertença que os média dominantes deram tantas horas de especial atenção ao acontecimento. Que, antes de mais, serviu para desencadear a “guerra ao terror” com que os EUA vêm incendiando o planeta (a destruição da Jugoslávia não passa de um antecedente, que quem não pertença aos que “são todos americanos” percebe).
Houve a vistosa simulação de duas “torres gémeas” feita com drones luminosos. Esta simulação não incluía uma terceira torre, que também ruiu embora não tivesse sido atingida por nenhum avião. O que continua a suscitar perplexidade. Haverá ainda coisas desse dia varridas debaixo do tapete?
2026 09 24
https://www.avante.pt/pt/2756/opiniao/185160/Num-mesmo-dia.htm
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