Assunto: | VIDA PERDIDA... |
---|---|
Data: | 8/Fev 16:17 |
PROCURO A VIDA VIVIDA QUE SE FOI, NÃO SEI ONDE, NÃO SEI QUANDO.ERA FEITA DE AREIA E NAS MÃOS EU A TRAZIA...FOI-SE ESCOANDO TÃO BRANDA E LEVE QUE SÓ NOTEI QUE FALTAVA QUANDO OLHEI A MÃO E ELA ESTAVA VAZIA...SE ANTES EU COMBATIA PELOS SONHOS, PELA ALEGRIA, PELA PAZ E PELA LUZ,PROCURAVA LONGE O SONHO E ABRAÇAVA O AMOR, QUE FAÇO AGORA, SÓZINHA, CERCADA APENAS PELO QUE FOI E NUNCA MAIS O SERÁ? RESTARAM MINHAS DERROTAS, LUA NOVA, SOL AUSENTE...FICARAM OS MIL SOFRIMENTOS QUE NÃO CONSEGUI SUFOCAR...AQUI E ALI ESPALHADAS, LÁGRIMAS, DE SAUDADE, DE AMOR E DE REVOLTA...JÁ NÃO TENHO A VOZ DO MAR QUE TANTOS SEGREDOS ME DEU...FUGIRAM OS BOSQUES SAGRADOS, OS LAGOS CÔR DE SAFIRA, E OS VASTOS CAMPOS LAVRADOS DE ONDE O PÃO SEMPRE CHEGOU. CESSOU O CANTO DE MIL PÁSSAROS NASCIDO NO HORIZONTE... MEUS SORRISOS, ONDE FICARAM? QUEM DELES SE VAI USAR? DECERTO SOARÃO A FALSO POIS QUE LHES FALTA O COMPASSO NASCIDO EM MEU CORAÇÃO.TAMBÉM FICOU A MEMÓRIA...HOJE MINHA COMPANHEIRA...É ELA QUE ME CONTA A HISTÓRIA PARA QUE A ESPERANÇA NÃO MORRA, POIS É ESTA QUE ME DIZ, QUE UM DIA, NUMA PRAIA, QUE O DESTINO ME GUARDOU, ENCONTRAREI MINHA VIDA, MINHA AREIA PERDIDA QUE UMA ONDA GUARDOU...EM ANEXO UM BEIJO
.
Distribuído por Moranguinho Pereira (hi5)
.
.
DESPEDIDA
.
.
Por mim, e por vós, e por mais aquilo que está onde as outras coisas nunca estão, deixo o mar bravo e o céu tranquilo: quero solidão. . Meu caminho é sem marcos nem paisagens. E como o conheces? - me perguntarão. - Por não ter palavras, por não ter imagens. Nenhum inimigo e nenhum irmão. . Que procuras? - Tudo. Que desejas? - Nada. Viajo sozinha com o meu coração. Não ando perdida, mas desencontrada. Levo o meu rumo na minha mão. A memória voou da minha fronte. Voou meu amor, minha imaginação... Talvez eu morra antes do horizonte. Memória, amor e o resto onde estarão? . Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra. (Beijo-te, corpo meu, todo desilusão! Estandarte triste de uma estranha guerra...)
.
.
CECÍLIA MEIRELES
.
.
|
Textos e Obras Daqui e Dali, mais ou menos conhecidos ------ Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Despedida - Cecília Meireles
Etiquetas:
Cecília Meireles,
Moranguinho Pereira,
Poesia
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário