quinta-feira, 20 de maio de 2010

"Sangue, suor e lágrimas" - discurso de Winston Churchill

Winston 
Churchill
Winston Churchill em 1940

DISCURSO PROFERIDO NA CÂMARA DOS COMUNS
DO PARLAMENTO BRITÂNICO, EM 13 DE MAIO DE 1940.


Primeiro discurso de Winston Churchill na Câmara dos Comuns enquanto primeiro-ministro britânico, em que apresentou uma Moção de Confiança ao Governo que ia dirigir.



Winston Churchill foi nomeado primeiro-ministro em 10 de Maio de 1940, devido à demissão de Neville Chamberlain, primeiro-ministro britânico desde ... . Esta demissão foi provocada pelo início da campanha militar alemã contra as potências ocidentais, iniciada nesse mesmo dia 10 de Maio com a invasão da Holanda, Bélgica, Luxemburgo e França. 
Churchill organizou um governo de unidade nacional, com a participação dos líderes do Partido Trabalhista e do Partido Liberal, e apresentou-se na Câmara dos Comuns com uma Moção de Confiança, que foi aprovada. 
Neste discurso, um dos seus mais célebres, mostrou mais uma vez os seus dotes oratórios, a sua capacidade de liderança e a facilidade em criar frases de grande impacto que resumiam bem, tanto o seu estado de espírito, como os problemas a enfrentar e as soluções possíveis. 
A frase que utilizou para explicitar o futuro, retirado de uma afirmação de Garibaldi de 1849 ("Non offro nè pagga, nè quartiere, nè provvigioni. Offro fame, sete, marce forzate, battaglie e morte" [Não dou pré, nem quartéis, nem provisões. Dou fama, sede, marchas forçadas, batalhas e morte], é de uma simplicidade e de uma força  impressionantes - e a brutal verdade. Actualmente, simplificada, ainda tem mais impacto: O futuro ? «Sangue, suor e lágrimas». E de facto assim foi.

«SANGUE, SOFRIMENTO, LÁGRIMAS E SUOR»

Na última sexta-feira à noite recebi de Sua Majestade o encargo de constituir novo Governo. Era evidente desejo do Parlamento e da Nação que este Governo tivesse a mais ampla base possível e que incluísse todos os Partidos. 
Fiz já a parte mais importante desse trabalho.
Formei um gabinete de guerra com cinco membros, que representam, com a Oposição Trabalhista, e os Liberais, a unidade nacional. Era necessário que tudo isto se fizesse num só dia, dada a extrema urgência e gravidade dos acontecimentos. Outros cargos importantes foram providos ontem e apresentarei esta noite ao Rei uma nova lista. Conto concluir amanhã a nomeação dos principais ministros. 
A escolha dos restantes ministros normalmente leva um pouco mais de tempo, mas espero que, quando o Parlamento voltar a reunir-se, essa parte da minha tarefa esteja terminada e a constituição do Governo se encontre completa sob todos os pontos de vista. Entendi ser de interesse público propor que a Câmara fosse convocada para hoje. No final da sessão de hoje, propor-se-á o adiamento dos trabalhos até terça-feira, 21 do corrente, tomando-se as disposições adequadas para que a convocação se faça antes disso, se necessário for. As questões a discutir serão notificadas aos Srs. deputados o mais cedo possível. 
Convido agora a Câmara, pela moção apresentada em meu nome, a registar a sua aprovação das medidas tomadas e a afirmar a sua confiança no novo Governo.
A resolução:
«Esta Câmara saúda a formação de um governo que representa a vontade única e inflexível da Nação de prosseguir a Guerra com a Alemanha até uma conclusão vitoriosa.» 
Formar um Governo de tão vastas e complexas proporções é, já por si, um sério empreendimento, mas devo recordar ainda que estamos na fase preliminar duma das maiores batalhas da história, que fazemos frente ao inimigo em muitos pontos - na Noruega e na Holanda -, e que temos de estar preparados no Mediterrâneo, que a batalha aérea contínua e que temos de proceder nesta ilha a grande número de preparativos. 
Neste momento de crise, espero que me seja perdoado não falar hoje mais extensamente à Câmara. Confio em que os meus amigos, colegas e antigos colegas que são afectados pela reconstrução política se mostrem indulgentes para com a falta de cerimonial com que foi necessário actuar. Direi à Câmara o mesmo, que disse aos que entraram para este Governo: «Só tenho para oferecer sangue, sofrimento, lágrimas e suor». Temos perante nós uma dura provação. Temos perante nós muitos e longos meses de luta e sofrimento. 
Perguntam-me qual é a nossa política? Dir-lhes-ei; fazer a guerra no mar, na terra e no ar, com todo o nosso poder e com todas as forças que Deus possa dar-nos; fazer guerra a uma monstruosa tirania, que não tem precedente no sombrio e lamentável catálogo dos crimes humanos. -; essa a nossa política. 
Perguntam-me qual é o nosso objectivo? Posso responder com uma só palavra: Vitória – vitória a todo o custo, vitória a despeito de todo o terror, vitória por mais longo e difícil que possa ser o caminho que a ela nos conduz; porque sem a vitória não sobreviveremos. 
Compreendam bem: não sobreviverá o Império Britânico, não sobreviverá tudo o que o Império Britânico representa, não sobreviverá esse impulso que através  dos tempos tem conduzido o homem para mais altos destinos. 
Mas assumo a minha tarefa com entusiasmo e fé. Tenho a certeza de que a nossa causa não pode perecer entre os homens. Neste momento, sinto-me com direito a reclamar o auxílio de todos, e digo «Unamos as nossas forças e caminhemos juntos».

(texto original)
On Friday evening last I received from His Majesty the mission to form a new administration. It was the evident will of' Parliament and the nation that this should be conceived on the broadest possible basis and that it should include all parties.
I have already completed the most important part of this task.
A war cabinet has been formed of five members, representing, with the Labour Opposition, and Liberals, the unity of the nation. It was necessary that this should be done in one single day on account of the extreme urgency and rigor of events. Other key positions were filled yesterday. I am submitting a further list to the king tonight. I hope to complete the appointment of principal ministers during tomorrow.
The appointment of other ministers usually takes a little longer. I trust when Parliament meets again this part of my task will be completed and that the administration will be complete in all respects. I considered it in the public interest to suggest to the Speaker that the House should be summoned today. At the end of today's proceedings, the adjournment of the House will be proposed until May 21 with provision for earlier meeting if need be. Business for that will be notified to MPs at the earliest opportunity.
I now invite the House by a resolution to record its approval of the steps taken and declare its confidence in the new government.
The resolution:
"That this House welcomes the formation of a government representing the united and inflexible resolve of the nation to prosecute the war with Germany to a victorious conclusion."
To form an administration of this scale and complexity is a serious undertaking in itself. But we are in the preliminary phase of one of the greatest battles in history. We are in action at many other points-in Norway and in Holland-and we have to be prepared in the Mediterranean. The air battle is continuing, and many preparations have to be made here at home.
In this crisis I think I may be pardoned if I do not address the House at any length today, and I hope that any of my friends and colleagues or former colleagues who are affected by the political reconstruction will make all allowances for any lack of ceremony with which it has been necessary to act.
I say to the House as I said to ministers who have joined this government, I have nothing to offer but blood, toil, tears, and sweat. We have before us an ordeal of the most grievous kind. We have before us many, many months of struggle and suffering.
You ask, what is our policy? I say it is to wage war by land, sea, and air. War with all our might and with all the strength God has given us, and to wage war against a monstrous tyranny never surpassed in the dark and lamentable catalogue of human crime. That is our policy.
You ask, what is our aim? I can answer in one word. It is victory. Victory at all costs - Victory in spite of all terrors - Victory, however long and hard the road may be, for without victory there is no survival.
Let that be realized. No survival for the British Empire, no survival for all that the British Empire has stood for, no survival for the urge, the impulse of the ages, that mankind shall move forward toward his goal.
I take up my task in buoyancy and hope. I feel sure that our cause will not be suffered to fail among men. I feel entitled at this juncture, at this time, to claim the aid of all and to say, "Come then, let us go forward together with our united strength."


Nota:
A tradução deste discurso, publicada em 1942, que é a base do texto aqui apresentado, é muito interessante. Não referencia os Trabalhistas como participantes no  Governo, e não descreve a moção apresentada, em que se fala da necessidade da derrota da Alemanha. Provavelmente, a censura, a ideia que a esquerda não devia existir e a amizade da Alemanha nazi assim o exigiam.

 

Fontes:
Churchill, Randolph (ed.), Os Discursos de Churchill, III, Na Chefia do Governo, (tradução de Manuel L. Rodrigues), Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1942 ; Modern History Sourcebook, Winston Churchill: «Blood, Toil, Tears and Sweat», May 13, 1940
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http://www.arqnet.pt/portal/discursos/maio02.html
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Livro > Humanidades > História







JAMAIS CEDER!: OS MELHORES DISCURSOS DE WINSTON CHURCHILL

Arthur Ituassu (Org.)


Editora: Jorge Zahar
OS MELHORES DISCURSOS DE WINSTON CHURCHILL - Arthur Ituassu (Org.) - Jorge Zahar - ISBN:9788571108851 - Humanidades - História.




"Jamais ceder, jamais, jamais, jamais - em nada, seja grande, seja pequeno, amplo ou trivial -, jamais ceder exceto a convicções de honra e bom senso. Jamais ceder à força, jamais ceder ao aparentemente devastador poder do inimigo."
Winston Churchill (1874-1965) foi o mais eloqüente político de sua era. Enquanto a Grã-Bretanha resistia sozinha à ameaça nazista, depois que Adolf Hitler já havia marchado sobre Paris, Churchill transformava palavras em armas, em coragem, em munição, em poder. Jamais ceder! é uma seleção dos melhores discursos daquele que evitou a conquista total da Europa pelo nazismo, na Segunda Guerra Mundial. Suas palavras encheram de esperança os corações dos que sofriam e resistiam, nos momentos mais trágicos da história recente.
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A obra, originalmente organizada pelo seu neto homônimo – Winston S. Churchill –, é dividida em cinco partes, que se completam numa narrativa histórica, do fim do século XIX à Guerra Fria, passando pelas duas guerras mundiais, o Holocausto, a bomba atômica e a tensão nuclear. A seleção para a edição brasileira, as notas e a apresentação ficaram a cargo de Arthur Ituassu, professor de relações internacionais na PUC-Rio, além de um dos editores da Jorge Zahar Editor.
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Os discursos de Churchill ... compilados por seu filho, capitão Randolph Churchill; traduc̦ão de Manuel L. Rodrigues

Author/Creator:
Churchill, Winston, 1874-1965
Published:
Lisboa, Parceria António Maria Pereira [1940?]-
Format:
Book
Physical Desc.:
v. 20 cm.
Language:
Portuguese
Note:
Translation of Blood, sweat, and tears.
Contents:
  • I. A previsão da guerra.
  • II. No almirantado.
Contributor:
Churchill, Randolph S. (Randolph Spencer), 1911-1968. Rodrigues, Manuel L., 1909-
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Testamento político de Adolf Hitler - 29/04/1945




Testamento político de Adolf Hitler - 29/04/1945
Tradução: Walter Krueger*
Testamento Político de Adolf Hitler, de 29 de abril de 1945
Adolf Hitler
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Meu testamento político.
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Desde que em 1914 empreguei voluntariamente minhas modestas forças na guerra imposta ao Reich, decorreram mais de 30 anos.
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Nesses três decênios moveram-me em todas as minhas ações, pensamentos e vida apenas o amor e a lealdade a meu povo. Deram-me eles a força de assumir as mais difíceis decisões, tão duras quais, até hoje, nenhum mortal as teve de enfrentar. Nessas três décadas consumi meu tempo, minha saúde.
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Não é verdade que eu, ou qualquer outra pessoa, em 1939, tenha querido na Alemanha a guerra. Ela foi desejada e provocada tão-só por aqueles estadistas internacionais que ou eram de origem judia, ou trabalhavam em prol de interesses judeus. Fiz não poucas ofertas para a cessação ou limitação da produção armamentista, ofertas que o mundo futuro não poderá negar eternamente, como se a responsabilidade por esta guerra pudesse pesar sobre meus ombros. Ademais, nunca desejei que, depois da infeliz Primeira Guerra Mundial se desencadeasse uma segunda, contra a Inglaterra, ou sequer contra a América. Os séculos passarão; dos escombros das nossas cidades e monumentos artísticos, porém, renovar-se-á incessantemente o ódio ao povo que em última instância é o culpado de tudo: os judeus internacionais e seus colaboradores!
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Ainda três dias antes da irrupção da guerra alemã-polonesa, propus ao embaixador inglês em Berlim uma solução dos problemas alemães-poloneses, em tudo semelhante à empregada no caso do território do Saar, sob controle internacional. Também essa minha proposta não pode ser negada. Foi recusada tão-só porque os meios liderantes na política inglesa queriam a guerra, em parte devido aos esperados lucros, em parte devido a uma propaganda efetuada pelo judaísmo internacional.
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Também não deixei margem alguma a dúvidas quanto a que - se os povos europeus forem novamente encarados apenas como pastas de documentos desses traidores financeiros e econômicos internacionais - esse mesmo povo, verdadeiro culpado da atual luta sangrenta, será também responsabilizado: os judeus! Ademais, deixei claro a todo o mundo que desta vez não apenas milhões de crianças, europeus arianos, morreriam de fome, milhões de homens adultos sofreriam a morte, e centenas de milhares de mulheres e crianças seriam, nas cidades, mortas pelos incêndios ou bombardeios, sem que, ainda que só através de meios humanos, o verdadeiro culpado tivesse de pagar por sua culpa.
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Depois de uma luta de seis anos, a qual, um dia, apesar de todas as derrotas, entrará para a história como a mais gloriosa e corajosa manifestação de desejo de viver de um povo, não posso separar-me da cidade que é a capital deste Reich. Como são demasiado fracas as forças necessárias para afastar por mais tempo o ataque inimigo sobre esta cidade, e como a nossa própria resistência aos poucos perca seu valor por causa de obcecados indivíduos sem qualquer caráter, desejo partilhar meu destino com milhões de outros, que assim o aceitam, permanecendo nela. Ademais, não queria cair nas mãos do inimigo, que disso faria um espetáculo concertado pelos judeus, com o único fito de divertir as massas excitadas.
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Assim é que decidi permanecer em Berlim e aqui livremente escolher a minha morte no momento em que julgasse que a posição de Führer e Chanceler não mais pudesse ser sustentada. Morro feliz diante das imensuráveis façanhas de nossos soldados no front, de nossas mulheres em seus lares, das realizações de nossos camponeses e nossos operários, e da intervenção de nossa juventude, que usa meu nome, num fato único dentro da História.
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Que eu lhes agradeça do mais fundo de meu coração é tão natural quanto meu desejo de que, por isso mesmo, não desistam da luta em nenhuma circunstância: não importa onde, continuem combatendo o inimigo da pátria, seria à profissão de fé de um grande qual Clausewitz. Do sacrifício de nossos soldados, e de minha união com eles até a morte, renascerá , de um ou de outro modo, na história alemã, a semente de um luminoso retorno do movimento nacional-socialista e, com isso, a realização da verdadeira comunidade dos povos.
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Muitos dos mais valentes homens e mulheres decidiram vincular as suas à minha vida até os últimos momentos. Pedi-lhes e finalmente lhes ordenei que não o fizessem, mas que continuassem na luta com o povo. Aos líderes do Exército, da Marinha e da Luftwaffe, peço que fortaleçam com todos os meios possíveis o espírito de resistência de nossos soldados num consenso nacional-socialista, especialmente tendo em mente que também eu, na qualidade de fundador e criador desse movimento, preferi a morte à renúncia covarde ou à capitulação.
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Que possa fazer parte do sentimento de honra do oficial alemão - tal como já ocorre em nossa Marinha - a noção de que a entrega de um território ou de uma cidade é impossível, e sobretudo a de que os líderes têm de adinatar-se, como luminosos exemplos, no mais fiel cumprimento do dever até a morte.
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Segunda Parte do Testamento Político
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Antes de minha morte, expulso do partido do ex-Marechal do Reich Hermann Göring, retirando-lhe todos os direitos que possa ter obtido por decreto desde 29 de junho de 1941, bem como em minha declaração no dia do Reich, em 1º de setembro de 1939. Em seu lugar nomeio o Almirante Dönitz como Presidente do Reich e Comandante Supremo da Wehrmacht.
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Antes de minha morte, expulso do partido o antigo líder da SS e Ministro do Interior Heinrich Himmler, bem como o retiro de todos os cargos governamentais. Em seu lugar nomeio o Gauleiter Karl Hanke como chefe da SS e da polícia alemã, e o Gauleiter Paul Giesler como Ministro do Interior.
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Göring e Himmler causaram ao país e a todo o povo indiscutíveis prejuízos, sem falar na deslealdade para com minha pessoa, por haverem mantido acordos secretos com o inimigo, sem qualquer ciência minha e contra minha vontade, assim como por haverem tentado, contra a lei, tomar em suas mãos o poder estatal.
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Para dar ao povo alemão um governo constituído de homens honrados que cumpram o dever de prosseguir a guerra com todas as forças, nomeio como Führer da nação os seguintes membros do novo gabinete:
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Presidente do Reich: Dönitz
Chanceler do Reich: Dr. Goebbels
Ministro do Partido: Bormann
Ministro do Exterior: Seyss-Inquart
Ministro do Interior: Gauleiter Giesler
Ministro da Guerra: Dönitz
Comandante Supremo do Exército: Schörner
Comandante Supremo da Marinha de Guerra: Dönitz
Comandante Supremo da Luftwaffe: Greim
Chefe da SS e chefe da polícia alemã: Gauleiter Hanke
Economia: Funk
Agricultura: Backe
Justiça: Trierack
Culto: Dr. Scheel
Propaganda: Dr. Naumann
Finanças: Schwerin-Crossigk
Trabalho: Dr. Hupfauer
Armamentos: Saur
Chefe do Serviço de front alemão e membro do gabinete do Reich: Ministro Dr. Ley.
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Embora uma série desses homens, como Martin Bormann, o Dr. Goebbels e outros, se juntassem a mim voluntariamente com suas esposas, e de modo algum queiram deixar a capital do Reich, dispostos a sucumbir comigo, devo pedir-lhes que obedeçam às minhas ordens e que neste caso ponham o interesse da nação acima dos seus próprios sentimentos. Com seu trabalho e lealdade me estarão próximos, como companheiros, do mesmo modo como espero que meu espírito permaneça entre eles e os acompanhe sempre. Que sejam duros, jamais injustos, que especialmente nunca façam do medo o conselheiro de seus atos, e que coloquem a honra da nação acima de tudo neste mundo. Que, finalmente, possam ter plena consciência de que nossa missão, qual a de construirmos um Estado nacional-socialista, representa o trabalho dos próximos séculos, o que obriga a cada um servir sempre aos interesses comuns e colocar em segundo plano suas próprias vantagens. A todos os alemães, a todos os nacional-socialistas, homens e mulheres, e a todos os soldados da Wehrmacht, peço que seja, para com o novo governo e o seu presidente, leais e obedientes até a morte.
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De modo todo particular recomendo à liderança da nação e a seus colaboradores a rigorosa manutenção das leis raciais e a impiedosa oposição contra o envenenador mundial de todos os povos: o judaísmo internacional.
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Berlim, em 29 de abril de 1945, 4 horas.
Adolf Hitler
Testemunhas:
Dr. Joseph Goebbels, Wilhelm Burgdorf
    
Conteudo ©

 
*Nick de um membro do Clube dos Generais.

O Clube dos Generais é uma entidade voltada apenas e tão somente aos estudos dos fatos históricos ocorridos durante a Segunda Guerra Mundial e não fazemos, em nenhuma hipótese, apologia aos regimes e ideologias vigentes à época. Desta forma, as imagens aqui apresentadas que contenham símbolos nazistas ou outros foram incluídos apenas pelo seu valor histórico e como objeto de estudo e curiosidade, não constituindo crime nos termos da Lei No 7716/89 (que define os crimes resultantes de preconceito ou discriminação de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional)."

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Clube dos Generais
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terça-feira, 18 de maio de 2010

Biografía de Nathaniel Hawthorne

Poemas del Alma


17
May

Biografía de Nathaniel Hawthorne

Publicado por Verónica Gudiña
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Para muchos expertos del mundo de las letras, el novelista y cuentista estadounidense Nathaniel Hawthorne ha sido una figura clave en el progreso de la literatura norteamericana.
Nathaniel HawthorneEste talentoso escritor que nació en la ciudad de Salem el 4 de julio de 1804 y quedó huérfano de padre cuatro años más tarde demostró desde temprana edad una fuerte fascinación por el universo literario. Por ese entonces, quien fuera estudiante del Bowdoin College también se mostraba cercano al puritanismo, una rama del protestantismo que conoció y practicó por influencia familiar.
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En 1839, dos años después de haber lanzado “Cuentos dos veces contados”, este estadounidense que en 1842 contrajo matrimonio con la pintora Sophia Amelia Peabody (con quien se instalaría en un pueblo de Massachusetts y llegaría a tener tres descendientes) comenzó a trabajar como tasador en la Aduana del puerto de Boston. Tiempo más tarde, Hawthorne pasaría a convertirse en inspector de la Aduana de Salem y, en 1853, sería designado cónsul americano en Liverpool.
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El también creador de obras como “Musgos de una vieja rectoría”, “La letra escarlata”, “La casa de los siete tejados”, “Libro de las maravillas para chicas y chicos”, “El velo negro del ministro”, “La granja de Blithedale” y “El fauno de mármol” renunció a sus tareas diplómaticas en 1857 y, a partir de entonces, se dedicó a viajar por países como Francia e Italia.
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La muerte encontró al autor en Plymouth (al sudoeste de Inglaterra) el 19 de mayo de 1864. Tras su fallecimiento (hecho que, según se supone, se produjo como consecuencia de un cáncer de estómago), su producción literaria se vio ampliada con la publicación de nuevos materiales de su autoría, entre los que no se pueden dejar de mencionar “El romance de Dolliver”, “El secreto del doctor Grimshawe” y “Cuadernos franceses e italianos”.

Poem of the week: Ring Out Your Belles … by Sir Philip Sidney

The Elizabethan soldier-poet deserves more recognition for the variety and originality of his verse
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Sir Philip Sidney
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Sir Philip Sidney. Photograph: Hulton-Deutsch Collection/Corbis
Sir Philip Sidney charmed earlier generations of readers, not least through his personal qualities: his courtesy and soldierly valour. He was also among the most highly esteemed English poets. In the 17th century his collected works ran into nine editions (Shakespeare mustered only four). Relegated to second division these days, Sidney deserves more attention. His poetry is not mere charm, but richly varied and highly original.
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Sidney was an innovator, little influenced by the poets of his day. In his rigorously argued Defence of Poetry he claimed that the only works with "poeticall sinewes" were those of Chaucer and Surrey. He said of himself that he was "no pick-purse of another's wit": perhaps, like all the best poets, he picked numerous purses, assimilating a range of techniques both from his wide reading of the classics, and from the Italian and Spanish poets with whom he became acquainted during his travels. 
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His major works are Arcadia and the sonnet sequence, Astrophil and Stella. Certain Sonnets, the collection containing this week's poem, Ring Out Your Belles … , is less well-known, but it contains much to remind us that the young Sidney was full of new ideas. 
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It includes, in fact, the first examples of regular accentual trochaic meter in English: "This you heare is not my tongue/ Which once said what I conceaved,/ For it was of use bereaved,/ With a cruel answer strong." 
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There are translations in the traditional sense of the word, and also poems which are, in a sense, translations from music into poetry, and headed "To the tune of … " The song in question is usually Spanish or Neapolitan. Of course, the term "sonnet" is used loosely, to denote any song-like poem.
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I've chosen Ring Out Your Belles … for its fire and originality. Although the meter is conventionally iambic, the variation of line-length is refreshing: pentameter in line one, dimeter for the little refrain of line two, followed by eight trimeters that sustain the energy by alternating patterns of feminine and masculine endings, and an ABAB, AABB rhyme scheme.
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The last four lines of each stanza form the chief refrain, and an angry and misogynistic one it seems, with that "femall franzie" ("female frenzy"). The concluding line, "Good Lord deliver us," is hardly prayer-like. It might recall, rather, the exasperated, mock-comic curses of young men getting together to have a grumble about the unfair sex. But the thought develops into something subtler than that. Deliverance is sought not only from "them that use men thus" but from Love itself. It's the fantasies and disappointment aroused in him which the speaker ultimately curses - and feminises. Love, he seems to suggest, has made a woman of him.
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The first three stanzas present a complete and chronological torrent of funerary images: chiming "belles"; weeping neighbours; Trentalls (prayers for souls in Purgatory); the mistress's "hart" itself transformed into a tomb. What's original here is the lavishness and gusto the poet brings to a conventional trope. The tone is invigorating in its lack of self-pity.
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And then comes the startling volte-face: "Alas, I lie: rage hath this errour bred,/ Love is not dead." Now the marble-hearted mistress is praised for her "unmatched mind" and her discretion in keeping Love's counsel. The refrain needs only a little alteration to suit its new context.
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What could have been merely a clever rhetorical device delivers a poetic charge, thanks to the consistent pace and flow of the rhythms, and the frankness of the tone. We trust the transformation to joy as much as the earlier rage, because of the absolute conviction the poem brings to both, epitomising the "all-or-nothing" moods of love. The logic has been revised, and the poet's attitude to his mistress reversed, by some off-stage flourish of erotic magic. How could he ever have called "such wit a franzie" – and only moments ago? It was evidently all just a lovers' tiff.

From Certain Sonnets, No 30, Ring Out Your Belles … 
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Ring out your belles, let mourning shewes be spread,
For love is dead:
All Love is dead, infected
With plague of deepe disdaine:
Worth as naught worth rejected,
And Faith faire scorne doth gaine.
From so ungratefull fancie,
From such a femall franzie,
From them that use men thus
Good Lord deliver us.
Weepe neighbours, weepe, do you not heare it said,
That Love is dead?
His death-bed peacock's folly,
His winding-sheet is shame,
His will false-seeming holie,
His sole exec'tour blame.
From so ungratefull fancie,
From such a femall franzie,
From them that use men thus
Good Lord deliver us.
Let Dirge be sung, and Trentalls rightly read,
For Love is dead:
Sir wrong his tomb ordaineth,
My mistresse Marble hart,
Which Epitaph containeth,
'Her eyes were once his dart'.
From so ungratefull fancie,
From such a femall franzie,
From them that use men thus
Good Lord deliver us.
Alas, I lie: rage hath this errour bred,
Love is not dead.
Love is not dead, but sleepeth
In her unmatched mind:
Where she his counsell keepeth,
Till due desert she find.
Therefore from so vile fancie,
To call such wit a franzie,
Who love can temper thus,
Good Lord deliver us.
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http://www.guardian.co.uk/books/booksblog/2010/may/17/poetry
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domingo, 16 de maio de 2010

Biografía de Mario Puzo y "El Padrino"

Poemas del Alma

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Aunque, a lo largo de su trayectoria, el autor estadounidense de raíces italianas Mario Gianluigi Puzo publicó una gran cantidad de obras, fue “El Padrino” el trabajo que lo consolidó como escritor a nivel mundial y le permitió quedar en la historia como uno de los exponentes más trascendentes de las letras norteamericanas.
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Mario PuzoGracias a esa novela que fue llevada a la gran pantalla en varias ocasiones, cientos de lectores comenzaron a interesarse por la figura de este hombre que nació en Manhattan el 15 de octubre de 1920.
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Hoy, a través de este texto, recordaremos algunos datos sobre su vida y citaremos los títulos más destacados de su valiosa producción literaria.
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Como recordará más de un apasionado por las letras, Puzo, una vez que su participación en la Segunda Guerra Mundial como integrante del Ejército del Aire llegó a su fin, comenzó a asistir a la New School for Social Research y, más tarde, continuó sus estudios en la Universidad de Columbia.
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Mientras se desempeñaba como crítico literario en medios como “Redbook”, “The New York Times” y “Book World”, este descendiente de un matrimonio de inmigrantes italianos consiguió publicar “La arena oscura”, un libro al que le seguirían “El peregrino afortunado” y “Las extrañas vacaciones de Davie Shaw”.
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Tras el éxito alcanzado con la ya mencionada propuesta bautizada como “El Padrino”, Puzo se involucró como guionista en las primeras adaptaciones cinematográficas que se hicieron de la novela (actividad que le permitió ganar dos premios Oscar) y continuó lanzando nuevas historias. Entre esos títulos que surgieron después de ese inolvidable relato se pueden citar a “Los tontos mueren de pie”, “El siciliano” y “El último Don”.
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Mario Puzo, quien después del fallecimiento de su esposa Erika Lina Broske (la madre de sus cinco hijos) formó pareja con Carol Gino, perdió la vida en Nueva York el 2 de julio de 1999.


Publicado por Verónica Gudiña el 20 de Enero de 2010
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El Padrino (novela)

De Wikipedia, la enciclopedia libre

 
Para otros usos de este término, véase El Padrino.
El Padrino
Autor Mario Puzo
Género Saga familiar
Idioma Inglés
Título original The Godfather
País Bandera 
de los Estados Unidos Estados Unidos
Fecha de publicación 1969
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El Padrino es una novela de género criminal escrita por el escritor italoamericano Mario Puzo que originalmente publicó una de las mayores editoriales del país conocida como G. P. Putnam's Sons en 1969. Detalla la historia ficticia de una familia de la mafia siciliana asentada en Nueva York y que está encabezada por Don Vito Corleone, El gran jefe, la cual se convirtió en sinónima de la mafia italiana. La trama transcurre entre los años 1945 y 1955, y también proporciona el trasfondo de Vito desde su niñez, hasta su madurez.
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El libro introdujo términos italianos tales como consigliere, caporegime, Cosa Nostra, y omertà a la audiencia de habla inglesa. Formó las bases de una película homónima que se rodó en 1972. En 1974 y 1990 se rodaron dos nuevas secuelas, con nuevas contribuciones de Puzo. Tanto la primera como la segunda película están ampliamente consideradas como unas de las mejores filmaciones cinematográficas de todos los tiempos.

Enlaces externos 

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sábado, 15 de maio de 2010

Cacao - Jorge Amado

Poemas del Alma


14
May

 

Publicado por Julián Pérez Porto
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Dos años después de haber lanzado “El país del carnaval”, el escritor brasileño Jorge Amado amplió su producción literaria a través de “Cacao”, una novela que ya consigue atraer desde su título.
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CacaoEse material que fue publicado en 1933 (año de nacimiento de Lila, su primera hija) es capaz de conmover, aún en los tiempos que corren, a quienes se interesan por él. Al conocer su trama, poco importa la antigüedad de la obra ya que su contenido bien puede compararse con la realidad actual.
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“Cacao” es, por sus características, un libro promotor de reflexiones que no pasa de moda porque, desde una bien narrada historia de ficción, aborda cuestiones como la solidaridad, la justicia, el despotismo, el poder y el sacrificio. En él, el protagonista es José Cordeiro, un hombre que, al igual que muchos de nosotros, sueña con una realidad más justa en medio de un panorama autoritario.
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En esta propuesta del también creador de relatos como “Capitanes de la arena”, “Los pastores de la noche”, “Tienda de los milagros” y “La desaparición de la santa”, el foco argumental está puesto en la vida cotidiana de quienes se ganan la vida en la hacienda del coronel Mané Frajelo, el llamado “rey del cacao”. En ese escenario, la rigidez y la tiranía de los jefes harán que los trabajadores comiencen a dar muestras de solidaridad.
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Si la temática abordada por Amado en “Cacao” les resulta intere.sante o sienten curiosidad por conocer el contenido de una de las primeras novelas elaboradas por el autor nacido en Bahía el 10 de agosto de 1912, no dejen de buscar en las librerías de su ciudad un ejemplar de este libro que, además de entretener, invita al lector a cuestionarse diferentes situaciones que, para bien o para mal, todavía pueden descubrirse en el plano real.
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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Cuentos de Canterbury - Geoffrey Chaucer


Poemas del Alma


 Publicado por Verónica Gudiña el 16 de Julio de 2008
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Aunque a lo largo de su trayectoria el poeta Geoffrey Chaucer escribió una gran cantidad de obras, fue sin duda “Cuentos de Canterbury” la que le permitió convertirse en un importante referente de la literatura inglesa.
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Cuentos de CanterburyInspirado en el “Decamerón” de Giovanni Boccaccio, Chaucer comenzó a trabajar sobre esta colección literaria compuesta por más de veinte cuentos en 1387, tras sufrir la muerte de su esposa. Pese a que quedaron incompletos, los cuentos fueron editados por primera vez en 1478 y, con el tiempo, se convirtieron en un importante material literario gracias a su idioma, ya que fue la primera obra literaria escrita en inglés. Según los datos históricos, la primera traducción al español que se hizo de este material que se divide en diez tramos e incluye varios prólogos y epílogos, data de 1920.
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En “Cuentos de Canterbury” la mayor parte de los relatos está escrita en forma de verso y tiene como protagonistas a un grupo de peregrinos que se dirige con mucha fe a la catedral de Canterbury (donde se encuentra la tumba del santo Tomás Becket) y que, mientras dura el trayecto, intenta quebrar la monotonía del viaje. A lo largo de estas historias, el lector podrá revivir ciertos aspectos de la Edad Media a través de personajes de diferente escala social que, sin duda, ofrecen un amplio panorama acerca de la sociedad del siglo XIV. 
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A modo de información complementaria, es interesante señalar que los “Cuentos de Canterbury” no han quedado sólo como un testimonio de gran valor literario, sino que también han inspirado un museo (ubicado en la ciudad inglesa que da nombre a la colección) y han sido llevados a la gran pantalla en 1972 bajo la dirección del cineasta italiano Pier Paolo Pasolini y adaptados al ámbito teatral por la Royal Shakespeare Company.