Mostrar mensagens com a etiqueta Gravuras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gravuras. Mostrar todas as mensagens

domingo, 29 de maio de 2011

Setúbal - Feira dedicada à leitura


SETÚBAL - MUNICÍPIO PARTICIPADO
Livros 27 de Maio de 2011

Milhares de títulos estão disponíveis, a preços atrativos, na Feira do Livro de Setúbal, inaugurada no dia 27 de maio na placa central da Avenida Luísa, onde fica até 19 de junho.
O espaço, instalado numa tenda com 300 metros quadrados, em frente da 1.ª Esquadra da PSP, vai receber ainda mais obras nos próximos dias, vendidas, muitas delas, com descontos que podem variar entre os 10 e os 50 por cento, nalguns casos mesmo para as mais recentes. E há sempre um “livro do dia” a preços especiais.
.
Das histórias infantis e juvenis aos romances, passando pelos livros técnicos, principalmente de Direito e Psicologia, de tudo um pouco é possível encontrar neste certame, organizado numa parceria da Página a Página – Divulgação do Livro com a Câmara Municipal, a funcionar entre as 10h00 e as 22h00. Às sextas, sábados e vésperas de feriados, 
está aberto até as 23h00.
.
O público tem ainda a oportunidade de apreciar uma exposição documental sobre a vida e obra do escritor e antifascista Soeiro Pereira Gomes, autor de “Esteiros”.
.
“Temos uma boa expetativa. É importante que estas feiras estejam em locais de passagem porque normalmente são visitadas por pessoas que não frequentam livrarias. Não se vai à procura do livro, mas ‘choca-se’ com ele”, salienta Fátima Alves, da “Página a 
Ver também
.

Esteiros - Soeiro Pereira Gomes - ilustrações de Álvaro Cunhal

Página”.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Castro Maya - Colecionador De Debret


.
 
Sinopse

Castro Maya reuniu uma apreciável coleção de imagens do Brasil antigo, particularmente da cidade do Rio de Janeiro, autêntico laboratório da civilização na Colônia, no Império e na República e uma de suas maiores paixões. Este livro revisita o artista, apresentando abordagens inovadoras da obra de Debret e da coleção recuperada por Castro Maya, buscando compreender, de maneira original, o contexto histórico e social, o significado das representações imagéticas e o sentido da coleção no universo cultural de Castro Maya.
 
.
.
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=695753
.
.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A Setentrional - Cesário Verde





(Ilustrações de Bernardo Marques)




 


 

Coisas e Artefactos...



quarta-feira, 3 de junho de 2009


Poema Setentrional de Cesário Verde, e sua análise.

Talvez já te não lembres, triste Helena,
Dos passeios que dávamos sozinhos,
À tardinha, naquela terra amena,
No tempo da colheita dos bons vinhos.

Talvez já te não lembres, pesarosa,
Da casinha caiada em que moramos,
Nem do adro da ermida silenciosa,
Onde nós tantas vezes conversamos.

Talvez já te esquecesses, ó bonina,
Que viveste no campo só comigo,
Que te osculei a boca purpurina,
E que fui o teu sol e o teu abrigo.

Que fugiste comigo da Babel,
Mulher como não há nem na Circássia,
Que bebemos, nós dois, do mesmo fel,
E regamos com prantos uma acácia.

Talvez já te não lembres com desgosto
Daquelas brancas noites de mistério,
Em que a Lua sorria no teu rosto
E nas lajes campais do cemitério.

Talvez já se apagassem as miragens
Do tempo em que eu vivia nos teus seios,
Quando as aves cantando entre as ramagens
O teu nome diziam nos gorjeios.

Quando, à brisa outoniça, como um manto,
Os teus cabelos de âmbar, desmanchados,
Se prendiam nas folhas dum acanto,
Ou nos bicos agrestes dos silvados.

E eu ia desprendê-los, como um pajem
Que a cauda solevasse aos teus vestidos,
E ouvia murmurar à doce aragem
Uns delírios de amor, entristecidos.

Quando eu via, invejoso, mas sem queixas,
Pousarem 'borboletas doidejantes
Nas tuas formosíssimas madeixas,
Daquela cor das messes lourejantes.

E no pomar, nós dois, ombro com ombro,
Caminhávamos sós e de mãos dadas,
Beijando os nossos rostos sem assombro,
E colorindo as faces desbotadas.

Quando Helena, bebíamos, curvados,
As águas nos ribeiros remansosos,
E, nas sombras, olhando os céus amados
Contávamos os astros luminosos.

Quando, uma noite, em êxtases caímos
Ao sentir o chorar dalgumas fontes,
E os cânticos das rãs que sobre os limos
Quebravam a solidão dos altos montes.

E assentados nos rudes escabelos,
Sob os arcos de murta e sobre as relvas,
Longamente sonhamos sonhos belos,
Sentindo a fresquidão das verdes selvas.

Quando ao nascer da aurora, unidos ambos
Num amor grande como um mar sem praias
Ouvíamos os meigos ditirambos
Que os rouxinóis teciam nas olaias.

E, afastados da aldeia e dos casais,
Eu contigo, abraçado como as heras,
Escondidos nas ondas dos trigais.
Devolvia-te os beijos que me deras.

Quando, se havia lama no caminho,
Eu te levava ao colo sobre a greda,
E o teu corpo nevado como arminho
Pesava menos que um papel de seda.

Talvez já te esquecesses dos poemetos,
Revoltos como os bailes do Cassino,
E daqueles byrônicos sonetos
Que eu gravei no teu peito alabastrino.

De tudo certamente te esqueceste,
Porque tudo no mundo morre e muda,
E agora és triste e só como um cipreste,
E como a campa jazes fria e muda.

Esqueceste-te, sim, meu sonho querido,
Que o nosso belo e lúcido passado
Foi um único abraço comprimido,
Foi um beijo, por meses, prolongado.

E foste sepultar-te, ó serafim,
No claustro das Fiéis emparedadas,
Escondeste o teu rosto de marfim
No véu negro das freiras resignadas.

E eu passo tão calado como a Morte
Nesta velha cidade tão sombria,
Chorando aflitamente a minha sorte
E prelibando o cálix da agonia,

E, tristíssima Helena, com verdade,
Se pudera na terra achar suplícios,
Eu também me faria gordo frade
E cobriria a carne de cilícios.

Análise


O tema deste poema pertence á primeira fase poética de Cesário verde, ou seja, a crise romanesca, que se estabelece no sujeito poético. O sujeito lírico começa por se dirigir a um "tu", á mulher amada por que se sente apaixonado e feliz quando o seu amor tem por cenário o campo. Alterando-se quando a cidade faz parte da realidade, dando origem á tristeza e á infelicidade. O campo é, com efeito, símbolo do amor e da infelicidade do passado entre o "eu" e o "tu", sendo visível no poema até á estrofe 10. Contudo, a partir da 11ª estrofe até á 13ª as palavras do poeta revelam-nos tristeza e infelicidade. A cidade é agora o cenário de fundo e o símbolo da infelicidade existente. Existe uma dicotomia entre a cidade e o campo, pois a cidade para o poeta significa a morte e para a mulher amada o convento. É a sepultura, enquanto que o campo se revelou a alegria de viver deste casal.
.


http://fabiogil92.blogspot.com/2009/06/poema-setentrional-de-cesario-verde-e.html

Coisas e Artefactos...: Poema Setentrional de Cesário Verde, e sua análise

.

Ilustrações de Bernardo Marques em http://www.jayrus.art.br/Apostilas/LiteraturaPortuguesa/Realismo/Cesario_Verde.htm

.



sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Tudo sobre Shakespeare




Quer saber mais? Entre pela hiperligação a seguir:

- > absoluteshakespeare

Pode deambular também por

William Shakespeare - Wikipedia, the free encyclopedia

William Shakespeare - Wikipédia - PT

William Shakespeare - Wikipedia, la enciclopedia libre - ES


_____________

(1) - imagem retirada de e ver também: ->

A imagem representa o interior dum teatro inglês no tempo de Isabel I - [Juguete que representa el Globo y el doble escenario y los actores]
.
"El escenario constaba de una parte trasera que se usaba como camerinos y “entre cajas” para la entrada y salida de los comediantes, una parte baja, que en el caso de “El Globo” era redonda, y un segundo nivel, o segundo piso, en que se llevaban a cabo algunas escenas simultáneas o alternadas (como la escena del balcón de “Romeo y Julieta”, o la muerte de Falstaff en “Enrique V”)."