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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Mario Benedetti, a poesia e o Mar

Mario Benedetti

El silencio del mar

El silencio del mar

brama un juicio infinito

más concentrado que el de un cántaro

más implacable que dos gotas



ya acerque el horizonte o nos entregue

la muerte azul de las medusas

nuestras sospechas no lo dejan



el mar escucha como un sordo

es insensible como un dios

y sobrevive a los sobrevivientes



nunca sabré que espero de él

ni que conjuro deja en mis tobillos

pero cuando estos ojos se hartan de baldosas

y esperan entre el llano y las colinas

o en calles que se cierran en más calles

entonces sí me siento náufrago y sólo el mar puede

salvarme

Lee todo en: El silencio del mar - Poemas de Mario Benedetti http://www.poemas-del-alma.com/mario-benedetti-el-silencio-del-mar.htm#ixzz49F7Z1APM

El Mar

Qual è l'incarnato dell`onda?
Valerio Magrelli

¿Qué es en definitiva el mar?
¿por qué seduce? ¿por qué tienta?
suele invadirnos como un dogma
y nos obliga a ser orilla

nadar es una forma de abrazarlo
de pedirle otra vez revelaciones
pero los golpes de agua no son magia
hay olas tenebrosas que anegan la osadía
y neblinas que todo lo confunden

el mar es una alianza o un sarcófago
del infinito trae mensajes ilegibles
y estampas ignoradas del abismo
trasmite a veces una turbadora
tensa y elemental melancolía

el mar no se avergüenza de sus náufragos
carece totalmente de conciencia
y sin embargo atrae tienta llama
lame los territorios del suicida
y cuenta historias de final oscuro

¿qué es en definitiva el mar?
¿Por qué fascina? ¿por qué tienta?
es menos que un azar / una zozobra /
un argumento contra dios / seduce
por ser tan extranjero y tan nosotros
tan hecho a la medida
de nuestra sinrazón y nuestro olvido

es probable que nunca haya respuesta
pero igual seguiremos preguntando
¿qué es por ventura el mar?
¿por qué fascina el mar? ¿qué significa
ese enigma que queda
más acá y más allá del horizonte?


Lee todo en: El mar - Poemas de Mario Benedetti http://www.poemas-del-alma.com/mario-benedetti-el-mar.htm#ixzz49F7mvDXS

domingo, 21 de junho de 2015

Mario Benedetti ~Não fujas (no te salves)

* Mario Benedetti

Não fiques parado
à beira da estrada,
não congeles a alegria,
não queiras sem ganas
                     de querer,
não  fujas agora
        nem nunca,        
não fujas!

Não te enchas de resignação,
não guardes, do mundo todo,
apenas um cantinho tranquilo,
não baixes os olhos ao chão
        pesados como chumbo,
não fiques de boca seca
                   de palavras,
não durmas sem sonhos
não medites sem côr
             sem sangue,
não te julgues fora do tempo!

Mas se,
apesar de tudo,
não conseguires vencer-te
e, parado à beira da estrada,
congelas a alegria,
queres sem ganas de querer
e foges de agora, de hoje,

Se te enches de resignação
e, do mundo todo,
guardas para ti
só um cantinho tranquilo
e se amarras os olhos ao chão,
sem os levantares
para outros olhos,
e se mastigas as palavras
                    na boca seca
e se dormes sem sonhos
e se meditas sem côr
              sem sangue
e se te julgas fora do tempo

Se, por tudo isso,
ficas parado à beira da estradas
e foges,
então…
não fico contigo!


Tradução de Sérgio Ribeiro in http://anonimosecxxi.blogspot.pt/2015/06/para-este-domingo-com-benedettti.html

quinta-feira, 5 de março de 2015

Mario Benedetti - Não te rendas

Mario Benedetti

Não te rendas , ainda é tempo 
De se ter objetivos e começar de novo,
Aceitar tuas sombras,
Enterrar teus medos
Soltar o lastro,
Retomar o vôo.

Não te rendas que a vida é isso,
Continuar a viagem,
Perseguir teus sonhos,
Destravar o tempo,
Correr os escombros
E destapar o céu.

Não te rendas , por favor, não cedas,
Ainda que o frio queime,
Ainda que o medo morda,
Ainda que o sol se esconda,
E o vento se cale,
Ainda existe fogo na tua alma.
Ainda existe vida nos teus sonhos.

Porque a vida é tua e teu também o desejo
Porque o tens querido e porque eu te quero
Porque existe o vinho e o amor, é certo.
Porque não existem feridas que o tempo não cure.

Abrir as portas,
Tirar as trancas,
Abandonar as muralhas que te protegeram,

Viver a vida e aceitar o desafio,
Recuperar o sorriso,
Ensaiar um canto,
Baixar a guarda e estender as mãos
Abrir as asas
E tentar de novo
Celebrar a vida e se apossar dos céus.

Não te rendas, por favor, não cedas,
Ainda que o frio te queime,
Ainda que o medo te morda,
Ainda que o sol ponha e se cale o vento,
Ainda existe fogo na tua alma,
Ainda existe vida nos teus sonhos
Porque cada dia é um novo começo,
Porque esta é a hora e o melhor momento
Porque não estás sozinho, porque eu te amo 


sábado, 18 de junho de 2011

Don't Give Up - Mario Benedetti -




Don't Give Up - Mario Benedetti

2:57
Don't give up, you still have time
to reach up and start anew,
Accept your shadows,
Bury your fears,
Free your burdens,
Fly again.

Don't give up, that's what life is
Continue the journey,
Follow your dreams,
Unstuck time,
Move the rubble,
And uncover the sky.

Don't give up, please don't give way,
Even if the cold burns,
Even if fear bites,
Even if the sun sets,
And the wind goes silent,
There is still fire in your soul
There is still life in your dreams.

Because life is yours and yours is the desire
Because you have loved it and because I love you
Because wine exists and love is true.
Because there are no wounds that time doesn't cure.

To open the doors,
Take away the locks,
Abandon the walls that have protected you,
To live life and accept the challenge
Get back laughter,
Practice a song,
Lower the guard and extend the hands
Open the wings
And try again,
Celebrate life and take back the skies.

Don't give up, please don't give way,
Even if the cold burns,
Even if fear bites,
Even if the sun sets,
And the wind goes silent,
There is still fire in your soul
There is still life in your dreams.

Because every day is a new beginning,
Because this is the hour and the best moment.
Because you are not alone, because I love you
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Adicionado há cerca de 7 meses 
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(...)
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Victor Nogueira Grato, Carmen pela tua presença presente. Repousante o concerto, belas as imagens e o poema. Que mais pode este Kant_O deixar-te senão um suave bjo ? :-)
6 de Novembro de 2010 às 0:26 · Gosto · 1 pessoa
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(...)
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Ana Simões Delicioso!!! Abraço terno, Carmen.

Assim eu vou....
Com olhos descalços
Espalhando-me ao vento.
Assim eu vou
Até descobrir a fonte
Onde nascem confessados gestos
Do coração aberto.

Piso leve os verdes campos
Onde meus Avós velhinhos
Dormem par´além do tempo.

Assim eu vou aos confins Azuis,
Do não sei onde.
Nas tuas crinas de paz
Vou contigo cavalinho.
Só, sem nome e nada mais.
Monta comigo o mundo
E a tristeza se desfaz.

ana
6 de Novembro de 2010 às 0:13 · Gosto · 2 pessoas
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(...)
.
Cynthia Libeth ‎"To open the doors,
Take away the locks,
Abandon the walls that have protected you,
To live life and accept the challenge
Get back laughter,
Practice a song,
Lower the guard and extend the hands
Open the wings
And try again,
Celebrate life and take back the skies."

....
6 de Novembro de 2010 às 2:37 · Gosto · 1 pessoa
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(...)
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Victor Nogueira - Fico sempre contente com a tua ""presença" e lembrança de mim :-)* http://www.youtube.com/watch?v=PfOpAH2dcEY
há 15 horas
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Carregado por  em 7 de Ago de 2009
Famoso excerto da 9ª sinfonia de Ludwig Van Beethoven. Está legendado em alemão para quem procura ouvir a pronúncia correta da letra associando à leitura. A legenda aparece apenas onde os solistas cantam, mas o coro repete o que os solistas cantam, então o que é preciso para estudar está completo. Aproveitem! Gravado em alta resolução com compressão dinâmica de alcance, que aumentou o volume dos trechos que estavam muito baixos na gravação. Interpretado pelo grande Cláudio Abbado (brasileiro).

domingo, 12 de setembro de 2010

Mario Benedetti: Muito mais grave


Textos

Vermelho - Prosa & Poesia - 17 de Julho de 2009 - 19h11

*

Todas as partes de minha vida têm algo teu
e isso na verdade não é nada de extraordinário
tu o sabes tão objectivamente como eu.
No entanto há algo que gostaria de esclarecer-te,
quando digo todas as partes,
não me refiro só a isto de agora,
a isto de esperar-te e aleluia encontrar-te,
e caramba perder-te,
e voltar a encontrar,
e oxalá nada mais.
Não me refiro só a que de pronto digas, vou chorar
e eu com um discreto nó na garganta, bom, chora.
E que um lindo aguaceiro invisível nos ampare
e quem sabe por isto saia de seguida o sol.
Nem me refiro só a que dia após dia
aumente o stock das nossas pequenas e decisivas cumplicidades,
ou que eu possa crer que possa converter os meus reveses
em vitórias,
ou me faças o terno presente do teu mais recente desespero.
Não.
A coisa é muitíssimo mais grave
quando digo todas as partes
quero dizer que além desse doce cataclisma,
também estás a reescrever a minha infância,
essa idade em que dizemos coisas adultas e solenes
e os solenes adultos comemoram-nas,
e tu ao contrário sabes que isso não serve.
Quero dizer que estás a rearmar a minha adolescência,
esse tempo em que fui um velho carregado de receios,
e tu sabes ao contrário extrair desse deserto
o meu gérmen de alegria e presenteá-lo olhando-o.
Quero dizer que estás a sacudir a minha juventude,
esse cântaro que ninguém nunca pegou nas suas mãos,
essa sombra que ninguém aproximou da sua sombra,
e tu ao contrário sabes estremecê-la
até que comecem a cair as folhas secas,
e fique a armação da minha verdade sem proezas.
Quero dizer que estás a abraçar a minha maturidade,
esta mistura de estupor e experiência,
este estranho confim de angústia e neve,
esta vela que ilumina a morte,
este precipício da pobre vida.
Como vês é mais grave.
Muitíssimo mais grave.
Porque com estas ou com outras palavras
quero dizer que não és tão só
a querida menina que és,
e também as esplêndidas ou cautelosas mulheres
que quis ou quero.


Porque graças a ti descubri,
(dirás já era hora e com razão),
que o amor é uma baía linda e generosa,
que se ilumina e se escurece,
de acordo com a vida,
uma baía onde os barcos chegam e se vão,
chegam com pássaros e augúrios,
e vão-se com sirenes e nuvens carregadas.
Uma baía linda e generosa,
onde os barcos chegam e se vão.
Mas tu,
por favor,
não te vás.

Fonte: poesiaemartini.blogspot.com
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terça-feira, 23 de março de 2010

Alguien - Mario Benedetti

Alguien
.
Alguien limpia la celda
de la tortura
que no quede la sangre
ni la amargura
.
alguien pone en los muros
el nombre de ella
ya no cabe en la noche
ninguna estrella
.
alguien limpia su rabia
con un consejo
y la deja brillante
como un espejo
.
alguien piensa hasta cuando
alguien camina
suenan lejos las risas
una bocina
y un gallo que propone
su canto en hora
mientras sube la angustia
la voladora
.
alguien piensa en afuera
que allá no hay plazo
piensa en niños de vida
y en un abrazo
.
alguien quiso ser justo
no tuvo suerte
es difícil la lucha
contra la muerte
.
alguien limpia la celda
de la tortura
lava la sangre pero
no la amargura.
.
Mario Benedetti
.
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Carmen diz:
12/Mar/2010 13:38
COM UM BEIJINHO DE FIM DE SEMANA PARA O MEU AMIGO LIBERTÁRIO! TUDO DE BOM PARA SI, VICTOR ;)
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*****
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Olá :-)
Pk libertário? Humm, não me parece que seja nem libertário nem ...libertino :-)
Amante e Defensor da Liberdade, sim !
Bjo
Victor Manuel - 2010-03.23
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Poesia no CECAC

CeCAC - Literatura
Elogio da Dialética - Bertolt Brecht
Allende - Mario Benedetti
El nacedor - Eduardo Galeano
Perguntas de um operário que lê - Bertold Brecht
Dura Elegia - Pablo Neruda
O Manifesto - Bertolt Brecht
As cinco dificuldades para escrever a verdade - Bertolt Brecht
Meu último suspiro - Luís Buñuel
Operário em construção - Vinícius de Moraes
O Cobre e A Herança - Pablo Neruda
Carta a Stalingrado - Carlos Drumond de Andrade
António de Oliveira Salazar - Fernando Pessoa
Os Homens da Terra - Vinícius de Moraes
Cantar de mãe alemã - Bertolt Brecht
Quando o fascismo se tornava cada vez mais forte - Bertolt Brecht
Elogio do Aprendizado - Bertolt Brecht
Mãos Dadas - Carlos Drumond de Andrade
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Esta página encontra-se em www.cecac.org.br
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Pedro y el capitán de Mario Benedetti

Poemas del Alma



Pedro y el capitán de Mario Benedetti

Publicado por Julián Pérez Porto
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En 1979, algunos años después de haber lanzado obras como “La tregua” y “Gracias por el fuego”, el siempre bien recordado escritor uruguayo Mario Benedetti decidió alejarse por un momento del género de la novela y centró sus esfuerzos en elaborar un atractivo drama teatral.
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Pedro y el capitán Así nació “Pedro y el capitán”, un trabajo dividido en cuatro partes que le permitió a su autor abordar, desde el arte, la violencia promovida por los sistemas políticos represivos.
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En este material, la tensión que puede llegar a experimentar el lector está generada por el diálogo que se establece entre una víctima y su verdugo en una sala de interrogatorios.
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La idea, según intentó explicar en su momento Benedetti, no fue hacer en “Pedro y el capitán” una recreación del enfrentamiento entre un monstruo y un santo, sino una puesta en escena capaz de reflejar y demostrar las diferencias ideológicas y morales que separan a los protagonistas.
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Como no podía ser de otra manera al tratarse de una historia basada en problemáticas políticas, en esta obra que ha sido representada en varias ocasiones en diversos rincones del mundo, hay referencias al miedo, las intimidaciones, la humillación, la vulnerabilidad, la tortura y, por supuesto, al poder.
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Sin duda, este invento literario de Benedetti es un gran disparador de emociones y reflexiones ya que, por las características de su trama, no son pocas las personas que, tras conocer la historia, se ven desbordadas por un cúmulo de sensaciones. Muchas de ellas, incluso, no pueden limitar su reacción a un simple y momentáneo brote de sensibilidad, sino que continúan elaborando teorías y sacando conclusiones al respecto aún mucho tiempo después de haber disfrutado la obra.
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Claro que también existen aficionados a la lectura que no creen que “Pedro y el capitán” sea una propuesta que se destaque por sobre todos los trabajos de Benedetti pero, como en el mundo de las letras no existen las opiniones absolutas, sólo es cuestión de que cada uno de ustedes lea el material y lo juzgue como mejor lo considere.

 


domingo, 12 de julho de 2009

El Otro Yo - Mario Benedetti

Se trataba de un muchacho corriente: en los pantalones se le formaban rodilleras, leía historietas, hacía ruido cuando comía, se metía los dedos a la naríz, roncaba en la siesta, se llamaba Armando Corriente en todo menos en una cosa: tenía Otro Yo.
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El Otro Yo usaba cierta poesía en la mirada, se enamoraba de las actrices, mentía cautelosamente , se emocionaba en los atardeceres. Al muchacho le preocupaba mucho su Otro Yo y le hacía sentirse imcómodo frente a sus amigos. Por otra parte el Otro Yo era melancólico, y debido a ello, Armando no podía ser tan vulgar como era su deseo.
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Una tarde Armando llegó cansado del trabajo, se quitó los zapatos, movió lentamente los dedos de los pies y encendió la radio. En la radio estaba Mozart, pero el muchacho se durmió. Cuando despertó el Otro Yo lloraba con desconsuelo. En el primer momento, el muchacho no supo que hacer, pero después se rehizo e insultó concienzudamente al Otro Yo. Este no dijo nada, pero a la mañama siguiente se habia suicidado.
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Al principio la muerte del Otro Yo fue un rudo golpe para el pobre Armando, pero enseguida pensó que ahora sí podría ser enteramente vulgar. Ese pensamiento lo reconfortó.
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Sólo llevaba cinco días de luto, cuando salió a la calle con el propósito de lucir su nueva y completa vulgaridad. Desde lejos vio que se acercaban sus amigos. Eso le lleno de felicidad e inmediatamente estalló en risotadas.
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Sin embargo, cuando pasaron junto a él, ellos no notaron su presencia. Para peor de males, el muchacho alcanzó a escuchar que comentaban: «Pobre Armando. Y pensar que parecía tan fuerte y saludable».


El muchacho no tuvo más remedio que dejar de reír y, al mismo tiempo, sintió a la altura del esternón un ahogo que se parecía bastante a la nostalgia. Pero no pudo sentir auténtica melancolía, porque toda la melancolía se la había llevado el Otro Yo.
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22 Jul 2004

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Cuentos de Mario Benedetti

El 14 de diciembre de 1920, en Paso de los Toros, nació el escritor uruguayo Mario Benedetti. Instalado desde los cuatro años de edad en Montevideo, Benedetti terminó el colegio secundario en forma libre y tuvo que empezar a trabajar a los 14 años, obligado por los problemas económicos de su familia.

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Cuentos de Mario BenedettiEl periodismo fue su puerta de entrada al mundo de las letras: en 1945, ingresó al equipo de redacción del semanario “Marcha”. A partir de entonces, Benedetti se destacaría en diversos ámbitos de la literatura, en especial en el campo de la poesía.

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No es casual que el uruguayo haya sido considerado como el mayor poeta o el poeta total, tal como menciona la autora paraguaya Delfina Acosta en Poemas del Alma. Tal vez ésta sea su faceta más reconocida, aunque su talento excede ampliamente el mundo de la poesía.

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Con este pequeño artículo queremos referirnos a Benedetti, el cuentista. Su primer libro de cuentos se tituló “Esta mañana y otros cuentos” y lo publicó en 1949. Es decir, cuatro años más tarde que su primer poemario (“La víspera indeleble”) y un año antes de su segundo (“Sólo mientras tanto”). Su primera experiencia en el terreno del cuento le valió el Premio del Ministerio de Instrucción Pública.

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Una década más tarde, o sea en 1959, Benedetti presenta “Montevideanos”. Allí se destaca con cuentos relacionados con el realismo y el costumbrismo, realizando precisos retratos de los sectores humildes en la capital uruguaya.

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“Datos para el viudo”, “La muerte y otras sorpresas”, “Con y sin nostalgia”, “Recuerdos olvidados” y “El porvenir de mi pasado” son otros de los libros de cuentos publicados por Benedetti, quien también ha escrito novelas (como “La tregua”) y ensayos.

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A continuación, algunos cuentos de Mario Benedetti:

- “Pacto de Sangre”

- “El Otro Yo”

- “Sábado de gloria”

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in Poemas del Alma

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Mario Beneditti - Poesia


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Gravura retirada de

Marca-Dor

* Mario Benedetti

TE QUIERO

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Tus manos son mi caricia
mis acordes cotidianos
te quiero porque tus manos
trabajan por la justicia

si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos

tus ojos son mi conjuro
contra la mala jornada
te quiero por tu mirada
que mira y siembra futuro

tu boca que es tuya y mía
tu boca no se equivoca
te quiero porque tu boca
sabe gritar rebeldía

si te quiero es porque sos
mi amor mi ccómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos

y por tu rostro sincero
y tu paso vagabundo
y tu llanto por el mundo
porque sos pueblo te quiero

y porque amor no es aureola
ni cándida moraleja
y porque somos pareja
que sabe que no está sola

te quiero en mi paraíso
es decir que en mi país
la gente vive feliz
aunque no tenga permiso

si te quiero es porque sos
mi amor mi ccómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho mas que dos.

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Rostro de vos

Tengo una soledad
tan concurrida
tan llena de nostalgias
y de rostros de vos
de adioses hace tiempo
y besos bienvenidos
de primeras de cambio
y de último vagón.

Tengo una soledad
tan concurrida
que puedo organizarla
como una procesión
por colores
tamaños
y promesas
por época
por tacto
y por sabor.

Sin temblor de más
me abrazo a tus ausencias
que asisten y me asisten
con mi rostro de vos.

Estoy lleno de sombras
de noches y deseos
de risas y de alguna
maldición.

Mis huéspedes concurren
concurren como sueños
con sus rencores nuevos
su falta de candor
yo les pongo una escoba
tras la puerta
porque quiero estar solo
con mi rostro de vos.

Pero el rostro de vos
mira a otra parte
con sus ojos de amor
que ya no aman
como víveres
que buscan su hambre
miran y miran
y apagan mi jornada.

Las paredes se van
queda la noche
las nostalgias se van
no queda nada.

Ya mi rostro de vos
cierra los ojos
y es una soledad
tan desolada.

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Todavía


No lo creo todavía
estás llegando a mi lado
y la noche es un puñado
de estrellas y de alegría

palpo gusto escucho y veo
tu rostro tu paso largo
tus manos y sin embargo
todavía no lo creo

tu regreso tiene tanto
que ver contigo y conmigo
que por cábala lo digo
y por las dudas lo canto

nadie nunca te remplaza
y las cosas más triviales
se vuelven fundamentales
porque estás llegando a casa

sin embargo todavía
dudo de esta buena suerte
proqu el cielo de tenerte
me parece fantasía

pero venís y es seguro
y venís con tu mirada
y por eso tu llegada
hace mágico el futuro

y aunque no siempre he entendido
mis culpas y mis fracasos
en cambio se que en tus brazos
el mundo tiene sentido

y si beso la osadía
y el milagro de tus labios
no habrá dudas ni resabios
te querré más
todavía

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Mario Benedetti, uruguayo, es de los más importantes poetas hispanoamericanos de este siglo y posiblemente el más popular de todos, porque habla en términos del pueblo y es entendido por él.

Poemas retirados de:

poesia de Mario Beneditti

poesia de Mario Beneditti

poesia de Mario Beneditti