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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Arte e Poesia em Modus Vivendi


03 de dezembro de 2009

Paul Cesar Helleu

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de traços bem marcados, olhos abertos para um novo dia
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Chuva

Ela vem como quem não quer
Mas firma devagarinho
Com promessas de mais crescer.
Murmura umas distâncias remotas
E joga meu olhar distraído
Para bem longe daqui.
Lá onde pontos de luz no horizonte
Iluminam de prata o verde da grama
E pingam na minha vida
Uns lampejos que dançam irrequietos
Nos olhos, nos vidros, no coração
Na fantasia de um querer sem lógica.
Ribomba nostálgico das profundezas
O trovão do meu peito
Alcançando estas novas mágoas
Em águas que a ideia traz:
É ela, é ela, cabelos molhados
Súbito relâmpago de um corpo nu.
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Fábio Afonso de Almeida
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02 de dezembro de 2009

Albert Lynch

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ambição: ter vinte anos e saber tanto quanto meio século depois...
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01 de dezembro de 2009

Under A Hat Rim

While the hum and the hurry
Of passing footfalls
Beat in my ear like the restless surf
Of a wind-blown sea,
A soul came to me
Out of the look on a face.
Eyes like a lake
Where a storm-wind roams
Caught me from under
The rim of a hat.
I thought of a midsea wreck
and bruised fingers clinging
to a broken state-room door.
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Carl Sandburg

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num dia em que merece homenagem
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O silêncio: lugar habitado

(gentileza de Amélia Pais)
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Em litorais longínquos
as mulheres deitam-se sobre a areia
junto à rebentação das ondas.
Com os braços em cruz
afastam as embarcações costeiras
e aguardam que a lua inteira
inicie um inesperado bailado
perto de suas bocas.
E não há âncora nem cais
que emudeça o júbilo dos mastros.
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Graça Pires 
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30 de novembro de 2009

Paul Cesar Helleu

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requebro ao fim da tarde

Passado

Remexo o passado: amasso papéis
ao lixo. Desconsidero. Ocorro saber
sobre o nada. Esconder em histórias
a fantasia do homem em glórias.
Remexo instantes e receio séculos
de ignorâncias. Futuro atravessado
à passagem. Interrompo o andarilho
e o desconsidero como obstáculo.
Recrio o passado em inversões
necessárias à sobrevivência: sou
o personagem
e minha é a lástima.
Repasso atos reproduzidos
em cadáveres e me vejo
olhar aquém da importância.
Remexo o suficiente para me dizer perdido
em amizades: ouso esquecer a cena
dissolvida em homenagens.
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Pedro Du Bois
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quinta-feira, 14 de maio de 2009

No meio das palavras - Graça Pires

From Gioconda Porto (HI5)


No meio das palavras


Quando, nos lábios, começa um continente,

suspenso no apelo líquido dos beijos,

há um barco que cresce nos meus olhos

e, entre búzios verdes, escrevo água.



Nunca a brisa se demora entre as dunas,

onde os barcos navegam sobre a espuma.



Tudo é secreto, se maio se repete

nas marcas da pureza recusada.



Um rosto ou um rio me fascinam,

quando a raiva e o sossego

me revelam a nascente

e, no meio das palavras,

procuro apenas um gesto

ou uma sombra.


GRAÇA PIRES


http://boticelli.no.sapo.pt/graca_pires.htm
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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Nocturno - Graça Pires

click to comment

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À noite vou por aí,
ociosamente.
Percorro um ritual lilás
feito de violetas de pedra
e traço cada pausa
no retorno da lua inicial.
Aqui a memória é lenta
como as angústias.
Muitas vezes vejo árvores
com frutos azuis,
ou animais em nudez perfeita

respirando o vento.

A escuridão é o subterfúgio
inesperado do coração
quando o olhar aquece
e o orvalho é de cetim.
Há máscaras de búzios e limos
na cara de quem passa.
Nas suas vozes ouço o itinerário
das manhãs siderais
e nasce nos meus passos
o rumo da via láctea.
Ninguém me conhece.
Venho do arco-íris
e trago nos dedos
o ângulo transparente da noite.

Graça Pires

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http://boticelli.no.sapo.pt/graca_pires.htm

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Enviado por Gioconda do Porto (hi5)


Data: 16/Abr 12:50

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