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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

(53) Discurso de Barack Obama (Nashua, New Hampshire — 2008)

 * Barac

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* Barack Obama 

Discurso de Barack Obama (Nashua, New Hampshire — 8 de Janeiro de 2008)

Muito obrigado. Quero parabenizar a Senadora Clinton por uma vitória árdua aqui no New Hampshire. Ela fez um trabalho magnífico. Demos-lhe uma grande salva de palmas. Ela fez um trabalho maravilhoso e o mesmo se aplica ao Senador Edwards e a todos os outros candidatos que participaram nesta contenda.

Há uns meses, poucos teriam previsto o que realizámos esta noite. Durante muito tempo, disseram-nos que não podíamos fazer aquilo que fizemos hoje. Mas esta noite, neste número recorde de votos, ouvimos a voz que fala por momentos como este.

Uma voz que nos diz que há algo a acontecer na América; que algo de novo está a nascer; que a nossa união não pode ser dividida; que a nossa nação é perfeita quando nos unimos; e que o futuro da América é tão promissor quanto as pessoas que o constroem.

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Carlos Coutinho - [o Povo eleito por Deus]




* Carlos Coutinho

2024 10 03 
 
BARACK Obama é um providencial norte-americano cedo sentiu a necessidade de o demonstrar isso mesmo, a todo o momento, já que não é branco e, ainda por cima, nasceu em Honolulu, no Havai. 

   Caso contrário, nem candidato poderia ser e, se o fosse, estava sujeito a um fim semelhante ao de Luther King. E, se por qualquer confusão dentro do eleitorado, fosse para a Casa Branca, o que o podia esperar era um fim semelhante ao dos irmãos Kennedy.  Daí que uma das suas mais significativas cautelas enquanto presidente fosse uma arenga hipernacionalista na Academia de West Point, em 2014, enaltecendo o ”excecionalismo  americano” segundo o qual “os EUA têm direito de governar o mundo”, direito adquirido com a Guerra Fria.  

   Na sua versão, explicitada aos futuros oficiais das forças armadas do Tio Sam, “os EUA são e continuarão a ser a única nação indispensável”, que levou, anos depois, um coronel português notável enquanto escritor e historiador, Carlos Matos Gomes, a considerar (in Medium.com) que, na Palestina ocupada, essa política é uma continuada guerra de extermínio”, um “lento genocídio” que alimenta o projeto de Israel num estado judaico , um estado racialmente puro, só para os judeus, os arianos da região. 

   Como eu não podia estar mais de acordo, também não vejo diferenças na política norte-americana praticada no Médio Oriente e noutras partes de mundo, com ou sem a NATO servi-la.

A verdade, porém, é que o moreninho Barack, cristão protestante como tantos caçadores de índios de origem europeia, nem sempre se comportou como o mais nacionalista dos norte-americanos e até se dotou de um vice-presidente católico romano, Joe Biden, bem conhecido pela teia de interesses em que se meteu, sobretudo na Ucrânia, tal como Hunter, seu filho, encarregando-os de coordenar a política da Casa Branca para essas partes do planeta mergulhadas em guerras longas. 

   Confortado com esta realidade, o primeiro ministro Netanyahu, com a justiça à perna por vigarices várias e exibindo o seu desprezo pela ONU, a pontos de agora até declarar o seu secretário-geral, António Guterres, “persona non grata”, proibindo-o de entrar em Israel, e marimbando-se para o Direito Internacional, afirmou na cerimónia de posse do seu novo governo que “o povo de Israel tem o direito exclusivo e incondicional a todas partes das terras de Israel”  - incluindo os Montes Golã (da Síria), bem como a Judeia e a Samaria (territórios da Cisjordânia palestiniana) – e garantiu que continuaria a instalar colonatos e terra palestiniana.

   Também ao apresentar publicamente o último relatório submetido ao Conselho dos Direitos Humanos da ONU, reunido em Genebra, a relatora especial da ONU Francesca Albanese acusou Israel de haver “transformado os territórios palestinianos ocupados numa prisão a céu aberto, na qual os seus habitantes são permanentemente confinados, vigiados e punidos (…), considerados culpados de crimes não provados”, num processo de “encarceramento em massa”, além de submetidos a “bloqueios, muros, infraestruturas segregadas, postos de controlo e colonatos que cercam as suas cidades e vilas, centenas de autorizações burocráticas e uma teia de vigilância digital que empurram cada vez mais os palestinianos para uma continuidade carcerária, através de enclaves controlados”.

   O que eles aprenderam com Hitler…  E como gosram de o imitar!

   Talvez seja de recordar que os EUA de Obama estão na Europa, na América Latina, no Médio Oriente e na Ásia com bases militares que servem para impor as suas “regras”, sendo que os dois partidos alternantes no poder dependem dos fundos provenientes da indústria bélica para financiarem as suas campanas eleitorais. 

   E são pressionados pelos fabricantes de armamento, sabendo Obama, tal como os seus antecessores e sucessores, que desafiar o a economia de gurra permanente significa ser-se rotulado de antipatriota.
   Manda o tal “complexo militar industrial” e o resto são cantigas. 

Contou o monstruoso e insigne Brzezinski, um governante americano ex-polaco, que os EUA investiram cinco a seis milhões de dólares a empurrar a URSS para o Afeganistão, revelando que o grande democrata James Carter assinou a primeira diretiva para ajuda secreta aos oponentes do governo de esquerda do Afeganistão, organizando, armando, doutrinando e financiado os talibãs e outros grupos terroristas formados em diversos países. 

   O resultado foi mais de um milhão de mortos e o hediondo retrocesso civilizacional a que estamos a assistir. Neste momento as mulheres já são proibidas de aprender a ler e escrever.

   O prof. Daniel Bessener (Universidade da Washington) estudou os feitos mais marcantes do “século americano” e apurou que os EUA, durante a Guerra Fria, os EUA impuseram “modificações de regime no Irão, Guatemala, República Democrática do Congo, Guiana Britânica, Vietname do Sul, Bolívia, Brasil, Panamá, Indonésia, Síria e Chile, matando Lumumba e Allende.  

   Gabriel  Rockhill, por sua vez, afirma que os EUA são o único país que, nos tempos recentes, “se esforçou para derrubar mais de 50 governos estrangeiros; estabeleceu uma agência de inteligência que matou pelo menos 6 milhões de pessoas nos primeiros 40 anos a sua existência; desenvolveu uma draconiana rede policial-vigilante para destruir quaisquer movimentos políticos domésticos que desafiassem o deu domínio; construiu um sistema de encarceramento em massa que tem detida uma percentagem da população maior do que qualquer outro país do mundo e que está inserido numa rede global de prisões secretas e regime de tortura.”

   O historiador Paul Thomas Chamberlain calcula que pelo menos 20 milhões de indivíduos morreram em conflitos da Guerra Fria, o equivalente a 1 200 de mortes por dia, durante 45 anos”, cita o prof. António Avelãs Nunes em “Este É o Tempo dos Monstros”

Acho que cega de estatísticas v e notícias de necrotério. 

   Fiquemos por aqui.

“O Massacre dos Inocentes”, segundo Rubens. Ordenado por quem? Por Herodes, um rei judeu ao serviço do Império Romano. Hoje, o que era mais certo era que ele se chamasse Netanyahu, visto que é o Sacro Império Romano-Americano que o atual mostrengo judeu está a servir. Embora nem sempre pareça…

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quinta-feira, 17 de julho de 2008

Por que os humoristas não conseguem fazer piada com Obama

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16 DE JULHO DE 2008 - 20h49

O que Barack Obama tem de engraçado? Aparentemente, não muito, pelo menos por enquanto. Na segunda-feira, a revista The New Yorker tentou fazer uma sátira envolvendo o senador Obama, retratando em sua capa o candidato democrata e sua esposa, Michelle, como terroristas seguidores de Bin Laden no Salão Oval da Casa Branca. A reação, tanto de democratas quanto de republicanos, foi explosiva.

Por Bill Carter, no The New York Times



Charge da ''New Yorker'': mal vista

Fazer humor não tem sido fácil para a turma dos apresentadores de programas noturnos que precisam tirar sarro de líderes políticos para apimentar os seus monólogos. Jay Leno, David Letterman, Conan O'Brien, entre outros têm feito uma série de piadas sobre o candidato republicano — todas elas variantes do mesmo tema: John McCain é velho.

Mas muito pouco humor é feito sobre Obama: sua idade, sua oratória, sua inteligência, sua família, seu físico. E em um cenário de programas noturnos dominado por apresentadores brancos, roteiristas brancos e público eminentemente branco, quase não há piadas sobre a raça do candidato democrata.

''Tiramos sarro de pessoas relacionadas a ele, mas não dele propriamente.'' disse Mike Sweeney, roteirista-chefe do programa Late Night do apresentador O'Brien. As piadas sobre Obama virão, disseram os representantes dos programas noturnos, assim que Obama fizer ou disser algo que o defina — em termos humorísticos.

''Somos como urubus,'' disse Jon Stewart, apresentador do The Daily Show, produzido pelo canal Comedy Central. ''Ficamos na espreita nos perguntando 'Ele parece fraco? Já está desidratado? Então, vamos atacar.'''

Mas até agora, nenhuma piada foi feita. Por quê? A razão citada pela maioria dos envolvidos nos programas noturnos é que falta em Obama um fator fundamental: não há ''brecha'' para o humor, nada que seja fácil de gerar riso, como a suposta disposição para mulherengo de Bill Clinton, ou o jeito pateta do presidente Bush, ou a personalidade robótica de Al Gore.

''A questão é que ele não é um bufão em nenhum sentido,'' disse Mike Barry, que começou a escrever piadas políticas para os monólogos de Johnny Carson durante o governo de Johnson, e desde então tem satirizado todos os candidatos à presidência, tendo trabalhado recentemente para Letterman. ''Ele não é uma figura cômica,'' disse Barry.

Piadas foram feitas sobre a verdadeira opinião que Hillary Clinton tinha de Obama durante as primárias e sobre os comentários vulgares que o reverendo Jesse Jackson fez sobre o democrata na semana passada. Mas qualquer coisa que tenha chegado mais próximo de uma piada sobre Obama não deu certo.

Recentemente, quando Stewart do The Daily Show tentou fazer uma piada a respeito da mudança de postura de Obama sobre o financiamento de sua campanha, a platéia ficou obviamente incomodada, a ponto do apresentador dizer, ''Sabe, vocês podem rir dele.'' Stewart afirmou em uma entrevista telefônica na segunda-feira, ''As pessoas têm a tendência de reagir dentro dos limites de suas ideologias.''

Não há dúvida, segundo diversos representantes de programas noturnos, de que a audiência (e pelo menos uma parte dos roteiristas) sente empatia por Obama, o que a deixa menos confortável em relação a piadas sobre ele do que sobre a maioria dos candidatos do passado. ''Muitos estão entusiasmados com a sua candidatura,'' Sweeney disse. ''É quase como se dissessem 'Ei, não mexam com esse cara. Ele é um rosto novo; peguem leve.'''

Justin Stangel, roteirista-chefe do The Late Show With David Letterman, contestou a afirmação, dizendo: ''sempre temos que fazer piadas sobre todo mundo. Não damos desconto para o novato.'' Mas Barry disse ainda: ''acho que alguns de nós caricaturamos Al Gore e John Kerry muito precocemente e agora parece haver uma relutância em fazer o mesmo com Obama.''

Claro, a questão racial também é mencionada como um fator que dificulta satirizar Obama. ''Qualquer piada que tenha a mínima relação com racismo não terá graça para ninguém,'' disse Rob Burnett, produtor executivo do programa de Letterman. ''O público não vai permitir que ninguém faça uma coisa dessas.''

Nesta semana, a revista The New Yorker enfrentou uma hostilidade diferente por sua capa, duramente criticada pelos membros da campanha de Obama. O porta-voz da campanha, Bill Burton, declarou que ''a maioria dos leitores considera a brincadeira de mau gosto e ofensiva -- e nós concordamos.''

Quando perguntado sobre a capa em uma coletiva de imprensa na segunda-feira, McCain disse que ela é ''totalmente inapropriada e que entendia o motivo pelo qual o senador Obama e seus aliados ficaram ofendidos.''

A capa foi desenhada por Barry Blitt, que também faz ilustrações para o editorial do The New York Times. David Remnick, editor do The New Yorker, disse em uma mensagem de e-mail: ''a capa usa várias distorções, mentiras e idéias equivocadas sobre o casal Obama e as coloca na frente de um espelho, desmascarando o que de fato elas são. Isso lembra muito a espirituosidade de Stephen Colbert -- ao exagerar e satirizar algo, ele revela o seu absurdo, que é o propósito da sátira.'' Mas Colbert não tem conseguido fazer de Obama objeto de seu humor.

Stewart, que também é produtor executivo do The Colbert Report, disse que a reação dos membros da campanha de Obama à capa da The New Yorker lembra algo que se tornou quase de praxe em campanhas políticas. ''Nada acontece sem que haja uma resposta do candidato,'' ele disse. ''Colocamos as pessoas em uma situação maluca. Elas podem se ofender profundamente, mas a reação é parte do processo normal de digestão.''

Bill Maher, que apresenta um programa noturno sobre política na HBO, disse ''Se não é permitido usar ironia na capa da The New Yorker, onde então isso é possível?'' Uma particularidade que claramente teve impacto nas piadas sobre Obama pode ser vista nos mais populares programas noturnos. Não só os apresentadores, como também a vasta maioria das platéias é branca. ''Acho que platéias brancas têm mais receio com questões de raça'', afirmou Sweeney do programa de O'Brien.

As coisas poderiam ser diferentes se pelo menos um apresentador de programas noturnos fosse negro. Comediantes negros não têm problema algum em fazer piadas sobre Obama, disse David Alan Grier, um comediante que, a partir de outubro, terá um programa de notícias satíricas, chamado Chocolate News, no canal Comedy Central.

''Faço piadas de Obama em minhas apresentações'', disse Grier, citando algumas piadas que nunca seriam usadas em programas noturnos (nem no The New York Times).

Porém, ele afirma a respeito dos apresentadores noturnos: ''realmente, esses caras não podem fazer esse tipo de piada. É como piada de gay, que só os comediantes gays podem fazer. Faz parte do território''. Mesmo assim, ele disse não ter pena dos apresentadores: ''de jeito nenhum. Eles já tiveram 200 anos de piadas presidenciais. Agora é a nossa vez.''

Jimmy Kimmel, apresentador do Jimmy Kimmel Live, programa de entrevistas noturno da ABC, disse a respeito de Obama que ''agora está acontecendo um estranho racismo inverso. Não se pode fazer piada dele porque ele é metade branco. É tolice. Acho que a situação é ainda mais problemática porque Obama é muito educado, não parece ter nenhum defeito.''

Maher disse que ser mais cuidadoso ao falar de Obama não interfere em seus comentários, embora ele tenha mais liberdade para falar de certos assuntos na HBO do que outros comediantes. ''Existe essa questão sobre ele ser ou não negro o suficiente'', disse Maher. ''Tenho uma piada: O que ele precisa fazer? Enterrar uma bola? Ele é péssimo no boliche - para mim, isso é negro o suficiente.''

''Acho que podíamos fazer piada sobre as orelhas dele'', disse Kimmel. A maioria dos apresentadores noturnos parece ter a mesma opinião. ''Estamos só esperando,'' disse Eric Stangel que, como o seu irmão, é roteirista-chefe do Letterman Show. ''Ainda não há muitas referências sobre Obama, não como Hillary ou McCain. Mas haverá.''

O produtor do programa, Burnett, afirmou ''Não podemos fabricar uma percepção. Se ela não é real, ninguém vai rir sobre isso.'' Sweeney encerrou dizendo, ''Tomara que ele escolha um idiota como vice-presidente.''

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in Vermelho

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