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segunda-feira, 10 de maio de 2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

D'Alegria - Gioconda do Porto

Assunto: Fim de Semana...
Data: 16/Abr 14:47
Olá, Bom Fim de Semana, com alegria, saúde e paz! Jinhos carinhosos.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Quase um poema de amor - Miguel Torga

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Quase um poema de amor
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Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.
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Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num intimo pudor,
- Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
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Coimbra, 7 de Fevereiro de 1950
Miguel Torga,
in "Antologia Poética", 1985
http://emgestaocorrente.blogs.sapo.pt/


Assunto: Fim de Semana...
Data: 12/Fev 12:23
Olá Bom Dia!
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Venho desejar uma Sexta-feira divertida e um fim de semana com muita brincadeira carnavalesca,,, sempre ajuda esquecer um pouco o horizonte sombrio que temos pela frente e partilhar um poema de amor (quase) de Miguel Torga, de que gosto e espero também apreciem pois acho que não devemos esquecer os nossos poetas Beijinhos de amizade!
Enviado por Gioconda do Porto (hi5)
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sábado, 30 de janeiro de 2010

Fim de Semana... - Cioconda do Porto

Assunto: Fim de Semana...
Data: 29/Jan 19:36
Olá, venho apenas desejar um Bom Fim de Semana e enviar beijinhos de amizade!







Br.Funscrape.Com | Mais Fim De Semana Recados

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Pensamento de Pepper Giardino

 
Para:
Victor
Assunto:
Boa Semana!
Data:
18/Jan 19:23

Olá, só passei para desejar uma excelente semana e enviar mil beijinhos!

Chuva...

"O tempo é uma grande metáfora para a vida - às vezes é bom, às vezes é mau, e não há nada que você possa fazer sobre isso, a não ser levar um guarda-chuva." ~ Pepper Giardino



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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Não sei. Falta-me um sentido, um tacto - Álvaro de Campos


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Olá Víctor! Vim deixar um poema de Álvaro de Campos, que tem muito a ver com o meu estado de alma neste fim de tarde outonal, triste e húmido, de Sábado...
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Beijinhos de pura amizade.
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Gioconda do Porto (hi5)
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Visão - Fernando Pessoa

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Há um país imenso mais real
Do que a vida que o mundo mostra Ter
Mais do que a Natureza natural
À verdade tremendo de viver.
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Sob um céu uno e plácido e normal
Onde nada se mostra haver ou ser
Onde nem vento geme, nem fatal
A idéia de uma nuvem se faz crer,
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Jaz - uma terra não - não há um solo
Mas estranha, gelando em desconsolo
À alma que vê esse país sem véu,
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Hirtamente silente nos espaços
Uma floresta de escarnados braços
Inutilmente erguidos para o céu.

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Fernando Pessoa
CANCIONEIRO
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Enviado por Gioconda do Porto (hi5)
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

POEMA XX - Pablo Neruda

Trouxe um poema de Pablo Neruda para embelezar a tua página,
beijinhos de terna amizade!

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Enviado por Gioconda do Porto

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POEMA XX

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Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
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Escrever, por exemplo: “A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros, ao longe”.
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O vento da noite gira no céu e canta.
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Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu a quis, e às vezes ela também me quis.
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Em noites como esta eu a tive entre os meus braços.
A beijei tantas vezes debaixo o céu infinito.
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Ela me quis, às vezes eu também a queria.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
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Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que a perdi.
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Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como na relva o orvalho.
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Que importa que meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.
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Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
Minha alma não se contenta com tê-la perdido.
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Como para aproximá-la meu olhar a procura.
Meu coração a procura, e ela não está comigo.
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A mesma noite que faz branquear as mesmas árvores.
Nós, os de então, já não somos os mesmos.
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Já não a quero, é verdade, mas quanto a quis.
Minha voz procurava o vento para tocar o seu ouvido.
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De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
Sua voz, seu corpo claro. Seus olhos infinitos.
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Já não a quero, é verdade, mas talvez a quero.
É tão curto o amor, e é tão longo o esquecimento.
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Porque em noites como esta eu a tive entre os meus braços,
minha alma não se contenta com tê-la perdido.
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Ainda que esta seja a última dor que ela me causa,
e estes, os últimos versos que lhe escrevo.

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Pablo Neruda, poeta chileno (1904-1973)

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http://www.jefferson.blog.br/2008/08/poema-20-de-pablo-neruda.html

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domingo, 30 de agosto de 2009

Um poema de Eugénio de Andrade

"Sê paciente; espera
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça."

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Eugénio de Andrade

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Enviado por Gioconda do Porto (hi5)

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domingo, 23 de agosto de 2009

A kiss is more than a touch of lips - Fernando Pessoa

Olá Víctor,
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Boa Tarde e beijinhos de amizade!
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"A kiss is more than a touch of lips -
it is a touch of two hearts,
of two souls,
of two glowing portions of the life spirit."

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"Un beso es más que un roce de labios -
Es el roce de dos corazones,
De dos almas,
De dos luminosas porciones del espíritu de la vida."

Fernando Pessoa

http://www.fpessoa.com.ar/

"Subway Kiss"


Marty Hatcher

Marty Hatcher is from Dallas, Texas where, she found acceptance and encouragement for her love of art.

http://martyhatcher.com/

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Enviado por Gioconda do Porto

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Que música escutas tão atentamente? - Eugénio de Andrade

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Que música escutas tão atentamente
que não dás por mim?
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti
que tudo canta ainda?
Queria falar contigo,
dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo,
medo que toda a música cesse
e tu não possas mais olhar as rosas.

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Medo de quebrar o fio
com que teces os dias sem memória.
Com que palavras ou beijos ou lágrimas
se acordam os mortos sem os ferir,
sem os trazer a esta espuma negra
onde corpos e corpos se repetem,
parcimoniosamente, no meio de sombras?

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Deixa-te estar assim,
ó cheia de doçura,
sentada, olhando as rosas,
e tão alheia
que nem dás por mim...

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Eugénio de Andrade

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ebs-santana.pt/biblioteca/aulasport.pdf

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Enviado por Gioconda do Porto (hi5)

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A uma cerejeira em flor - Eugénio de Andrade



Olá Víctor, vim deixar a minha despedida à Primavera e deixar-te mais beijinhos de amizade!

Adeus Primavera!...

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Imagem: http://2.bp.blogspot.com/

Poema: http://olhares.aeiou.pt/

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http://www.aphorticultura.pt/

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Enviado por Gioconda do Porto

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Camões e a língua portuguesa

Assunto: Lusofonia...
Data: 10/Jun 14:55
Em homenagem à língua de Camões, da qual me orgulho não só por representar a minha identidade, distinguindo-me dos outros povos e culturas, como constitui também um elo de ligação entre os povos dos "Países Lusófonos", resolvi partilhar um poema de Maximiano Augusto Gonçalves, poeta brasileiro, que encontrei neste endereço: http://www.ciberduvidas.com/antologia.php?subtype=Brasil e com o qual me identifico no dia de hoje, "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas"
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* Maximiano Augusto Gonçalves

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Ó língua de Camões, de estrofes sonorosas,
que Netuno aprendeu para encantar sereias,
idioma que ensinou às virgens amorosas
a ternura que vibra em trovas e epopeias!
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Língua de Bernardim, de lendas lacrimosas,
se cantas o furor das guerras, estrondeias,
mas, se falas de amor em xácaras saudosas,
qual meigo rouxinol, suavíssimo, gorjeias!
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Língua que fez chorar a França soberana,
com frases de paixão de Freira Lusitana,
que em teu altar queimou o coração febril:
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Língua do Amor, do Bem, da Paz e da Bondade,
sete-estrêlo a ligar por toda a eternidade
o heróico Portugal ao seu irmão – BRASIL!
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Espero que gostem tanto como eu.
Um beijinho de amizade
Gi

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Dai-me rosas e lírios - Álvaro de Campos

Assunto: Partilhar poesia...
Data: 8/Jun 17:03

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Dai-me rosas e lírios,
Dai-me flores, muitas flores

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Quaisquer flores, logo que sejam muitas...
Não, nem sequer muitas flores, falai-me apenas
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Em me dardes muitas flores,
Nem isso... Escutai-me apenas pacientemente quando vos peço
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Que me deis flores,
Sejam essas as flores que me deis...
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Ah, a minha tristeza dos barcos que passam no rio,
Sob o céu cheio de sol!
A minha agonia da realidade lúcida!
Desejo de chorar absolutamente como uma criança
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Com a cabeça encostada aos braços cruzados em cima da mesa,
E a vida sentida como uma brisa que me roçasse o pescoço,
Estando eu a chorar naquela posição.
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O homem que apara o lápis à janela do escritório
Chama pela minha atenção com as mãos do seu gesto banal.
Haver lápis e aparar lápis e gente que os apara à janela, é tão estranho!
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É tão fantástico que estas coisas sejam reais!
Olho para ele até esquecer o sol e o céu.
E a realidade do mundo faz-me dor de cabeça.
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A flor caída no chão.
A flor murcha (rosa branca amarelecendo)
Caída no chão...
Qual é o sentido da vida?
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[ÁLVARO DE CAMPOS]

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Fernando Pessoa
Obra poética III
Círculo de Leitores

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Enviado por Gioconda do Porto (hi5)

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

As Rosas - Machado de Assis

Olá amigo, hoje trago "Rosas" para embelezar o teu perfil Hi5, espero que gostes... Um beijo em cada face!
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As Rosas
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Rosas que desabrochais,
Como os primeiros amores,
Aos suaves resplendores
Matinais;
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Em vão ostentais, em vão,
A vossa graça suprema;
De pouco vale; é o diadema
Da ilusão.
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Em vão encheis de aroma o ar da tarde;
Em vão abris o seio úmido e fresco
Do sol nascente aos beijos amorosos;
Em vão ornais a fronte à meiga virgem;
Em vão, como penhor de puro afeto,
Como um elo das almas,
Passais do seio amante ao seio amante;
Lá bate a hora infausta
Em que é força morrer; as folhas lindas
Perdem o viço da manhã primeira,
As graças e o perfume.
Rosas que sois então? – Restos perdidos,
Folhas mortas que o tempo esquece, e espalha
Brisa do inverno ou mão indiferente.
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Tal é o vosso destino,
Ó filhas da natureza;
Em que vos pese à beleza,
Pereceis;
Mas, não... Se a mão de um poeta
Vos cultiva agora, ó rosas,
Mais vivas, mais jubilosas,
Floresceis.

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Machado de Assis, in 'Crisálidas'
(http://www.citador.pt/)


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Enviado Por Gioconda do Porto (hi5) - 3/Jun 15:48

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domingo, 24 de maio de 2009

No mal-estar em que vivo - Fernando Pessoa

No mal-estar em que vivo,
No mal pensar em que sinto,
Sou de mim mesmo cativo,
A mim mesmo minto.

Se fosse outro fora outro.
Se em mim houvesse certeza,
Não seria o fluido e neutro
Que ama a beleza.

Sim, que ama a beleza e a nega
Nesta vida sem bordão
Que contra si mesma alega,
Que tudo é vão.


Fernando Pessoa
OBRA POÉTICA I
Cancioneiro
Círculo de Leitores
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From Gioconda Porto (hi5)
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