* Filinto Elísio
Estende o manto, estende, ó noite escura,
enluta de horror feio o alegre prado;
molda-o bem c’o pesar dum desgraçado
a quem nem feições lembram da ventura.
-
Nubla as estrelas, céu, que esta amargura
em que se agora ceva o meu cuidado,
gostará de ver tudo assim trajado
da negra cor da minha desventura.
-
Ronquem roucos trovões, rasguem-se os ares,
rebente o mar em vão n’ocos rochedos,
solte-se o céu em grossas lanças de água.
-
Consolar-me só podem já pesares;
quero nutrir-me de arriscados medos,
quero saciar de mágoa a minha mágoa!
Textos e Obras Daqui e Dali, mais ou menos conhecidos ------ Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
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quarta-feira, 20 de setembro de 2017
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Filinto Elísio - Tem a Virtude o Prémio
* Filinto Elísio
Tardio às vezes, sempre merecido,
Tem a Virtude o prémio aparelhado
Ao profícuo talento, ao peito honrado,
Que do dever o stádio tem corrido.
O Sábio, que dos louros esquecido
Só no obrar bem os olhos tem cravado
Inópino também se acha c'roado
Por mãos sob'ranas c'o laurel devido
Útil à Pátria seja, as paixões dome,
Seja piedoso, honesto, afável, justo;
Que no futuro o espera ínclito nome.»
Assim falou Minerva ao Coro augusto,
Pondo no Templo do imortal Renome,
De glória ornado, o teu prezado Busto.
Filinto Elísio, in "Sonetos"
Tem a Virtude o prémio aparelhado
Ao profícuo talento, ao peito honrado,
Que do dever o stádio tem corrido.
O Sábio, que dos louros esquecido
Só no obrar bem os olhos tem cravado
Inópino também se acha c'roado
Por mãos sob'ranas c'o laurel devido
Útil à Pátria seja, as paixões dome,
Seja piedoso, honesto, afável, justo;
Que no futuro o espera ínclito nome.»
Assim falou Minerva ao Coro augusto,
Pondo no Templo do imortal Renome,
De glória ornado, o teu prezado Busto.
Filinto Elísio, in "Sonetos"
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Soneto
Filinto Elísio - Ode ao Senhor Doutor António Ribeiro Sanches
* Filinto Elísio
Que importa, oh Sanches, que hajas escrutado
Do Numen de Epidauro altos segredos
Se has-de toccar (um pouco mais tardîo)
A meta inevitável?
Em vão, co'a luz do Hypocrates moderno
No sanctuario entraste da Natura;
A segadoura foice não se embota
Com morredoras hervas.
No sanctuario entraste da Natura;
A segadoura foice não se embota
Com morredoras hervas.
Sobre Ribeiro Sanches ver http://www.estudosjudaicos.ubi.pt/rs_biografia.html
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