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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Arte e Poesia em Modus Vivendi

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20 de novembro de 2009

Henry Bone

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Lady Hamilton, a de prodigiosa beleza...
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Retornos circulares

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São mágicos os dias de regresso
nos pássaros nas vestes na cartola
o riso presente
e o susto no final do número

o curto prazo em que se revelam
as paisagens
e os minutos quedam
no silêncio
com que escutam
as histórias

a bolha desfeita no espaço
ante o olhar do menino que cresce
pródigo em retornos circulares.

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Pedro Du Bois
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19 de novembro de 2009

Franz Xavier Winterhalter

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da inocência no olhar
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O Menino e o Arco

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O menino tem um arco.
É de plástico.
(Mas é de ouro
ou de ferro
ou de prata
- quem o sabe?)

E com ele
o menino colhe flores
e estrelas e algas
da funda claridade.
Nunca pássaros.

Esses, pousam no arco
enquanto o menino dorme
sob as árvores,
como um guerreiro cansado.

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Glória de Sant'Anna
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18 de novembro de 2009

Will there really be a "Morning"?

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Will there really be a "Morning"?
Is there such a thing as "Day"?
Could I see it from the mountains
If I were as tall as they?

Has it feet like Water lilies?
Has it feathers like a Bird?
Is it brought from famous countries
Of which I have never heard?

Oh some Scholar! Oh some Sailor!
Oh some Wise Men from the skies!
Please to tell a little Pilgrim
Where the place called "Morning" lies!

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Emily Dickinson
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Thomas Lawrence

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Mrs. Wolf em pose introspectiva
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Simplesmente no frio...

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(gentileza de Amélia Pais)
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Simplesmente no frio
de um dia aberto andarmos
depressa os dois

me dá vontade de gritar
Olha a gente aqui! – mas
percebo que

sabemos cada qual
no seu próprio silêncio
quanto cada qual sabe.

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Cid Corman 
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17 de novembro de 2009

Oscar Wilde

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If, with the literate, I am
Impelled to try an epigram,
I never seek to take the credit;
We all assume that Oscar said it.

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Dorothy Parker
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16 de novembro de 2009

Tissot

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porque o dia precisa de cor
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A música

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Arrasta-me por vezes como um mar, a música!
Rumo à minha estrela,
Sob o éter mais vasto ou um tecto de bruma,
Eu levanto a vela;

Com o peito prá frente e os pulmões inchados
Como rija tela,
Escalo a crista das ondas logo amontoadas
Que a noite me vela;

Sinto vibrar em mim as inúmeras paixões
De uma nau sofrendo;
O vento, a tempestade e as suas convulsões

Sobre o abismo imenso
Embalam-me. Outras vezes é a calma, esse espelho
Do meu desespero!

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Baudelaire
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15 de novembro de 2009

Diálogo

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necessário, como a compaixão
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Escurecer

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fecha a janela
e cerra as cortinas

apaga a luz
e dorme

(a escuridão engana os olhos
abertos)
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Pedro Du Bois



sábado, 14 de novembro de 2009

Arte e Poesia em Modus Vivendi



Gustave Jean Jacquet

Jaquet_Gustave_Jean_An_Elegant_Lady.jpg
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um olhar sonhador
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Amor

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Ele me amava, mas não tinha dote,
só os cabelos pretíssimos e uma beleza
de príncipe de histórias encantadas.
Não tem importância, falou meu pai,
se é só por isto, espere.
Foi-se com uma bandeira
e ajuntou ouro para me comprar três vezes.
Na volta me achou casada com D.Cristovão.
Estimo que sejam felizes, disse.
O melhor do amor é sua memória, disse meu pai.
Demoraste tanto, que...disse D.Cristovão.
Só eu não disse nada,
nem antes, nem depois.
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Adélia Prado
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13 de novembro de 2009

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Eugen von Blass

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um olhar do eterno feminino
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Monemvassiá, pátria de Yannos Ritsos

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O preço da beleza, nestas ruínas amorosamente
reerguidas, é sem preço. O calcário em pedra solta
e firmes angulares, a talha rasando rente
e os volumes que como harmónio em volta
um só concerto tangem. E a rocha em frente
à pedra impõem a pequenez, enorme nessa rota
que faz a baía tecer de azul fremente
o belo impoluto na mais pura nota.
Até os pássaros no vinhedo prestam o tributo
debicando os bagos, e o majestoso pinheiro
no silêncio ergue seu hino. Lazareto outrora,
hoje este canto do passado ao presente faz o luto,
a ele trazendo a exacta medida do dinheiro,
do que vale e não vale, e do que vale a Hora.
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Aurélio Porto
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12 de novembro de 2009

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Thomas Lawrence

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Margaret, Condessa de Blessington
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Por Ana Roque às 10:17 de 12 de novembro de 2009 |
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o segredo da espuma

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Só o fogo e o mar podem olhar-se
sem fim. Nem sequer o céu com as suas nuvens.
Só o teu rosto, só o mar e o fogo.
As chamas, e as ondas, e os teus olhos.
Serás de fogo e mar, olhos escuros.
De onda e chama serás, negros cabelos.
Conhecerás o desenlace da fogueira.
E saberás o segredo da espuma.
Coroada de azul como a onda.
Aguda e sideral como a chama.
Só o teu rosto interminavelmente.
Como o fogo e o mar. Como a morte.
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Eduardo Carranza
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Por Ana Roque às 09:17 de 12 de novembro de 2009 |
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