| Assunto: | PELO SONHO É QUE VAMOS... |
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| Data: | 19/Jun 11:22 |
| HOJE DOU-VOS UM POEMA QUE FOI MUITO IMPORTANTE PARA MIM - FOI O HINO DA MINHA ADOLESCÊNCIA E JUVENTUDE. GOSTO DE O LER AGORA E CONTINUAR A FAZER SENTIDO. OS SONHOS, SÃO REALMENTE AS PONTES E AS FLORES QUE LANÇAMOS PARA O FUTURO. GOSTARIA QUE TU NÃO OS TIVESSES PERDIDO, TAL COMO EU, MESMO TENDO ALGUMAS VEZES DE LUTAR COM A VIDA QUE TEIMAVA EM MOS ROUBAR....É INDISPENSÁVEL ACREDITAR PARA VIVER...EM ANEXO UM BEIJO! Distribuído por Moranguinho Pereira (hi5) . O SONHO | |
Textos e Obras Daqui e Dali, mais ou menos conhecidos ------ Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
O sonho - Sebastião da Gama
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sábado, 24 de abril de 2010
Espera - Sophia de Mello Breyner
| Assunto: | DESESPERO... |
|---|---|
| Data: | 22/Abr 20:45 |
LEVARAM AS LETRAS QUE FORMAVAM MINHAS PALAVRAS. FICARAM NA MEMÓRIA, É CERTO, MAS É IMPOSSÍVEL FAZÊ-LAS REALIDADE. A MAIOR TORTURA É SABÊ-LAS E NÃO AS PODER USAR. NEM POSSO PROCURAR QUEM AS LEVOU PORQUE FOI JUNTO COM ELAS.ESTÁ IMPUNE.SÓ PARA MIM ELAS TÊM IMPORTÂNCIA POIS NÃO SERVEM A MAIS NINGUÉM. TÊM TUDO O QUE ERA A MINHA VIDA.A MINHA PRISÃO NÃO TEM GRADES, TEM REVOLTA SEM SE PODER REVOLTAR....TODO O MUNDO Á MINHA ESPERA E EU SEM PODER AVANÇAR....AVISAR PARA ESPERAR UM POUCO, TALVEZ ELAS CONSIGAM FUGIR....MASTROS DE NAVIO AO LONGE SEGUINDO RUMO AO HORIZONTE...QUE ELAS NÃO ESTEJAM LÁ DENTRO...QUE O HOJE NÃO SEJA O SEMPRE...SEI O QUE QUERIA DIZER...SEI O QUE QUERIA FALAR....SEM NADA PODER FAZER SÓ ENCONTRO REFÚGIO NA EMOÇÃO...QUE MEU OLHAR SEJA FAROL E MEU CORAÇÃO MEU GUIA E, SOBRETUDO, QUE O SORRISO NÃO ESQUEÇA QUE É A CHAVE QUE ABRE TODAS AS PORTAS FECHADAS QUE EU POSSA ENCONTRAR...EM ANEXO UM BEIJO !
PS: DESCULPEM A MINHA AUSÊNCIA, AMIGOS E AMIGAS, NÃO SEI POR QUANTO TEMPO SERÁ, MAS ESTÃO TODOS COMIGO !
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Distribuído por Moranguinho Pereira (hi5)
ESPERA Dei-te a solidão do dia inteiro. Na praia deserta, brincando com a areia, No silêncio que apenas quebrava a maré cheia A gritar o seu eterno insulto, Longamente esperei que o teu vulto Rompesse o nevoeiro. SOPHIA DE MELLO BREYNER | |
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quinta-feira, 8 de abril de 2010
Querer - Madi
| Assunto: | DIÁLOGO COM A VIDA |
|---|---|
| Data: | 8/Abr 18:46 |
HOJE NÃO QUIS DEIXAR RECADO POR ESCRITO. APETECEU-ME E CONVIDEI A VIDA PARA TOMAR UM CAFÉ. ENTRE UM CIGARRO E UM COMENTÁRIO TOLO SOBRE O TEMPO, OLHEI-A DE FRENTE E PERGUNTEI O QUE SOU PARA ELA. NADA ME DIFERENCIA DE OUTROS, MAS, POR VEZES, TENHO A NÍTIDA SENSAÇÃO QUE SENTE NECESSIDADE DE AJUSTAR CONTAS COMIGO. NÃO ME ENVAIDECE A ESCOLHA....CLARO...NÃO TEM GRAÇA NOS VERMOS NO OLHO DO FURACÃO SEM SABER COMO FOMOS LÁ PARAR E NÃO PODENDO SAIR....FICAR PRESA ENQUANTO TUDO O QUE SOMOS RODOPIA PELO AR, SEM PIEDADE NEM PROPÓSITO. AO RESPONDER-ME ABRIU UM SORRISO...MELHOR DIZENDO, UM ESGAR. AFIRMOU QUE POR VEZES TEM DE CASTIGAR A MINHA REBELDIA E O MEU VÍCIO DE LIBERDADE. NÃO A RESPEITO. PRETENDO SEMPRE CONSTRUÍ-LA, QUANDO NA VERDADE SOU EU QUE ESTOU NAS SUAS MÃOS.IRREMEDIAVELMENTE.FOI A MINHA VEZ DE SORRIR, ALEGRE, FIRME E SEGURA. JULGA QUE É ASSIM QUE ME CURVA? MAIS E MAIS LHE FAREI FRENTE. AGRADEÇO-LHE. TUDO O QUE HOJE SOU....TODA ESTA FORÇA QUE ME ENLAÇA E O SENTIR-ME MAIOR, A ELA O AGRADEÇO. FIQUEMOS ENTÃO ASSIM. AMBAS FICÁMOS SABENDO O QUE DA OUTRA ESPERAR.JÁ HOJE A CHAMEI SEM MEDO, E AINDA QUE ELA NÃO GOSTASSE, TRATEI-A COMO MINHA IGUAL. ENTÃO, LEVE CONSIGO A IDEIA QUE, MESMO JULGANDO-SE MAIS FORTE E HABITUADA A VENCER, SE MIL VEZES ME ATIRAR AO CHÃO, MIL VEZES ME ERGUEREI...FERIDA, FRÁGIL, MAGOADA, TRAÍDA OU O QUE FÔR, DE MIM, OUVIRÁ SEMPRE A RESPOSTA QUE HOJE AQUI LHE DEI - NÃO ME VENCERÁS!!!!!...EM ANEXO UM BEIJO!
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QUERER Querer Dê-me uma pista, dê-me um sinal, aponte-me o caminho ou então me ensine o que devo fazer pra você me querer MADI | |
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Que pode uma criatura - Carlos Drummond de Andrade,
| Assunto: | O Pintor da Noite |
|---|---|
| Data: | 7/Abr 19:02 |
Saíste ontem á noite pela cidade abraçando o silêncio e iluminando as ruas por onde passavas com o brilho lume do teu olhar. Desenhaste letras pelas paredes das casas adormecidas, pelas passadeiras onde o preto e branco comunicam, no chão dos jardins onde apenas estava alerta a dama da noite. Procuraste lembrar-te dos meus caminhos e percorreste-os pausadamentem achando o que de mim neles vou deixando. Assinaste o teu nome a seguir á última palavra que inventaste, saboreando o prazer que, sabias, eu sentiria ao lê-la, no momento em que o primeiro raio de sol acordou, e partiste para casa de alma lavada e coração leve.
Nessa manhã, que seria como todas as outras, o meu nome saudou-me, desenhado na calçada, dando-me os bons dias.Porque não me admirei?....porque de imediato vi que fôras tu a escrevê-lo. A tua ternura adornava cada letra, e tu és o homem que, estende o braço e me coloca uma estrela nos cabelos. Contigo tudo se torna simples e possível. Embrenhada em ti segui caminho, e depressa me rodeou uma exaltação estranha e diferente como se fosse o calor e a batida de um enorme coração pulsando.Procurei o porquê. As pessoas paravam em grupos, olhavam, algumas ficavam e outras partiam em frente com um leve sorriso desenhando-se no rosto. Foi então que comecei a descobrir a tua carta. Nosso amor único tinha assaltado a rotina, e ali estava, claro e belo, em frases que me inventavas, chamando-me de todos os lados. Nos enormes anúncios de néon a palavra 'amo-te' gritava em todas as cores....as paredes exibiam, vaidosas, as palavras lindas com que as tinhas decorado....até no perfume do ar se advinhava a transparência do teu amor. Transformaste o cenário. Ninguém conseguiu ficar indiferente a algo tão simples mas tão inusitado. Respira-se alegria, sorriem os olhares, pressentem-se novos planos, mil sonhos a nascer. Ao mostrares a todos que é sempre possível e desejável entregarmo-nos ao amor tocaste o coração da cidade. Cada um guardou para si uma côr, neste arco-íris de imenso afecto e sentimento, e nunca mais as suas vidas serão as mesmas....... tudo isto apenas porque me amas e numa noite decidiste dizer a toda a gente o que até então só eu sabia... em anexo um beijo!
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Distribuído por Moranguinho Pereira, (hi5)
QUE PODE UMA CRIATURA Que pode uma criatura senão, entre outras criaturas, amar? amar e esquecer, amar e malamar, amar, desamar, amar? sempre, e até de olhos vidrados, amar?
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CARLOS DRUMMOMND DE ANDRADE
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
O mosquito escreve - Cecília Meireles
| Assunto: | HOMEM NOVO |
|---|---|
| Data: | 6/Abr 12:53 |
EU VI O GRITO SE ERGUENDO EM ALVOROÇO, DAS PEDRAS DE UMA CALÇADA...INESPERADO...INSUSPEITO...ROMPENDO CAMINHO A EITO, ESTENDENDO OS BRAÇOS, E ESTREITANDO CONTRA SI UMA FIGURA CINZENTA, QUE ENCOSTADA ÁS PAREDES CAMINHAVA....CAMINHAR NÃO É O TERMO, POIS QUEM CAMINHA TEM TEMPO E LUGAR PARA CHEGAR...ELE, IA ENGOLINDO DISTÂNCIAS...CORPO ANDANDO, ALMA AUSENTE, QUE A ALMA SEMPRE SE PRENDE AO VENTO QUE A TOCOU, E COM ELE SEGUE A VIDA EM ALVOROÇO, MESMO EM TEMPO DE NORTADA....ABANDONA SUA MORADA, ESSE CORPO, TERRA DE PAZ, ARADA, FUTURA SEARA DE PÃO, DE SUAVE ONDULAR...E AÍ, LIVRE DO CORPO PRISÃO, COM O VENTO SOBE AO CÉU E ULTRAPASSA HORIZONTES. VIVE HISTÓRIAS DE ESPANTAR, CONHECE O ROSTO DA DÔR...CANTA, CHORA, RI, PERDE O QUE NÃO SOUBE GANHAR, ESPREITA AS TREVAS DESCONHECIDAS E POR AÍ DECIDE AVANÇAR, BRAÇO DADO COM A CERTEZA, SENTE QUE É O DESTINO....LÁ AO LONGE, BRILHA CALMA A LUZ DO SOL, E SOLITÁRIO SE ARRASTA UM HOMEM SEM CÔR NEM CHAMA. A ALMA ESTANCA....E NUM REPENTE ETERNO TUDO PASSA A TER SENTIDO...ESTÁ DE VOLTA...E DEMOROU DE CHEGAR, NÃO PODE PERDER MAIS TEMPO. FOI NESSE PRECISO MOMENTO QUE TESTEMUNHEI O GRITO QUE, DO CHÃO, INESPERADO SE ERGUEU, GRITANDO A PALAVRA VIDA, E CORRENDO, INUNDOU ESSA FIGURA... E UM HOMEM NOVO NASCEU!...EM ANEXO UM BEIJO!
Distribuído por Moranguinho Pereira (hi5)
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O MOSQUITO ESCREVE . O Mosquito pernilongo trança as pernas, faz um M, depois, treme, treme, treme, faz um O bastante oblongo, faz um S. . O mosquito sobe e desce. Com artes que ninguém vê, faz um Q, faz um U e faz um I. . Esse mosquito esquisito cruza as patas, faz um T. . E aí, se arredonda e faz outro O, mais bonito. . Oh! já não é analfabeto, esse inseto, pois sabe escrever o seu nome. . Mas depois vai procurar alguém que possa picar, pois escrever cansa, não é, criança? . E ele está com muita fome. .
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CECÍLIA MEIRELES
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domingo, 4 de abril de 2010
Poema do alegre desespero - António Gedeão
| Assunto: | SOLIDÃO |
|---|---|
| Data: | 3/Abr 21:24 |
QUE ESTA SOLIDÃO NÃO TENHA O PODER DE TATUAR EM MIM A TRISTEZA. QUE AS ANDORINHAS VENHAM POUSAR NO BEIRAL DA JANELA, LEMBRANDO-ME QUE TROUXERAM A PRIMAVERA. E QUE ESSA NOTÍCIA ME FAÇA SORRIR. E QUE ME LEVE AO ARMÁRIO PARA PROCURAR AQUELE VESTIDO FLORIDO COM QUE EU IA DANÇAR. E QUE A RECORDAÇÃO DESSAS DANÇAS NÃO ME FAÇAM DOER O CORAÇÃO. E QUE DAÍ PARA CÁ TENHA ENCONTRADO ALGO QUE SUBSTITUA A MÚSICA, QUE ENTRE IGUALMENTE NAS VEIAS E ME FAÇA VIBRAR COMO CORDA DE VIOLINO. E QUE SE PERDI ALGUÉM NO CAMINHO, EM MIM CRESÇA A ESPERANÇA DE VOLTAREI A ESTAR JUNTO, E RIR, E BEIJAR, E ACREDITAR QUE A VIDA PULSA, VIBRANTE, NA PALMA DA MINHA MÃO. E QUE ACREDITE QUE PARA SEMPRE SERÁ ASSIM. E QUE O MEU OLHAR DE CRIANÇA SE ASSOMBRE PERANTE O BRILHO DO AZUL DO CÉU, A FRESCURA DO VERDE DAS ÁGUAS E A FORÇA QUE EMANA DO VERMELHO DA FLÔR. E QUE GUARDE EM MIM TUDO ISTO E MAIS AINDA - A BELEZA, A ESPERANÇA, A VOZ DO MAR, O BRILHO DAQUELA ESTRELA QUE É SÓ MINHA E NINGUÉM O SABE, O SABOR DE UM PASTEL DE NATA, O SOM DA MINHA GARGALHADA, A SUAVE SENSAÇÃO DA CERTEZA DE UM MUNDO MELHOR. QUE FAÇA CADA COISA COM PAIXÃO, COM ENTREGA TOTAL E DE TAL FORMA, QUE EU PASSE A SER A SOMA DE TUDO, E A PALAVRA SOLIDÃO NÃO SEJA MAIS DO QUE ISSO, UMA SIMPLES PALAVRA QUE SE SENTA A MEU LADO MAS NÃO CONSEGUE ENSOMBRAR MEU CORAÇÃO... EM ANEXO UM BEIJO!
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Distribuído por Moranguinho Pereira (hi5)
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. POEMA DO ALEGRE DESESPERO . . Compreende-se que lá para o ano três mil e tal ninguém se lembre de certo Fernão barbudo que plantava couves em Oliveira do Hospital, ou da minha virtuosa tia-avó Maria das Dores que tirou um retrato toda vestida de veludo sentada num canapé junto de um vaso com flores. Compreende-se. E até mesmo que já ninguém se lembre que houve três impérios no Egipto (o Alto Império, o Médio Império e o Baixo Império) com muitos faraós, todos a caminharem de lado e a fazerem tudo de perfil, e o Estrabão, o Artaxerpes, e o Xenofonte, e o Heraclito, e o desfiladeiro das Termópilas, e a mulher do Péricles, e a retirada dos dez mil, e os reis de barbas encaracoladas que eram senhores de muitas terras, que conquistavam o Lácio e perdiam o Épiro, e conquistavam o Épiro e perdiam o Lácio, e passavam a vida inteira a fazer guerras, e quando batiam com o pé no chão faziam tremer todo o palácio, e o resto tudo por aí fora, e a Guerra dos Cem Anos, e a Invencível Armada, e as campanhas de Napoleão, e a bomba de hidrogénio, e os poemas de António Gedeão. Compreende-se. Mais império menos império, mais faraó menos faraó, será tudo um vastíssimo cemitério, cacos, cinzas e pó. Compreende-se. Lá para o ano três mil e tal. E o nosso sofrimento para que serviu afinal? .
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ANTÓNIO GEDEÃO | |
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sábado, 20 de março de 2010
[ Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que se fechar os olhos ] - Vinícius de Morais
| Assunto: | ASAS DE SONHO... |
|---|---|
| Data: | 20/Mar 14:01 |
PARA QUE ME DEU O SONHO ASAS, SE A VIDA ME COLA AO CHÃO? PARA CHEGAR MAIS ALÉM SÓ POSSO ESTENDER O BRAÇO E ISSO É NADA, NÃO BASTA!...TENHO CÁ DENTRO DE MIM, IMAGENS DE ILHAS LONGÍNQUAS, DOÇURAS DE UM AMOR ETERNO, RAIO DE LUAR ILUMINANDO AS HORAS QUE MAIS RECEIO, A RESPIRAÇÃO PROFUNDA DE UM QUERER ALCANÇADO, UM SORRISO PERFUMADO E COM A LUZ DE MIL SÓIS, SOM DOCE DO MAR IMENSO,QUE A PRAIA BEIJA E ABRAÇA...E, PARA ALÉM DE TUDO ISTO, A MIM PRÓPRIA ME VISLUMBRO, SOLTA, SEM ALGEMAS NEM AMARRAS, COM AS ÁGUIAS NO ALTO VOANDO, LIVRE....LIVRE CORRENDO E ABRAÇANDO AS MADRUGADAS ONDE NASCEM OS POEMAS COM QUE ME CUBRO, CANTANDO. SONHO, PORQUE EM MIM NASCESTE E COM ASAS ME ENFEITASTE, SE A VIDA QUE TEREI SERÁ SEMPRE RENTE AO CHÃO? DÓI EM MIM O INFINITO, QUE ME ESPERA E EU NÃO GHEGO...BARCO ENCALHADO EM TERRA COM A VOZ DO MAR O CHAMANDO...EM ANEXO UM BEIJO!
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Distribuído por Moranguinho Pereira (hi5)
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( SEM TÍTULO )
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Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que se fechar os olhos Ao abri-los ela não estará mais presente Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber O fel da dúvida. Oh, sobretudo Que ela não perca nunca, não importa em que mundo Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave.
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VINICIUS DE MORAES
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Soneto do Orfeu - Vinícius de Morais
| Assunto: | PEGA DE CARAS |
|---|---|
| Data: | 19/Mar 17:29 |
NÃO FAZER SEGREDO DO QUE SOMOS PERANTE A VIDA...TIRAR MÁSCARAS E ARMADURAS...É UM DESAFIO QUE SÓ ALGUNS CONSEGUEM. BRAÇOS ABERTOS AO QUE VIER....OU SE É LOUCO, E A ESSES A VIDA POUPA, OU É UM ACTO PENSADO E INTERIORMENTE TRABALHADO...UMA PEGA DE CARAS - DE UM LADO A BESTA, A VIDA ARDILOSA E PLENA DE EXPERIÊNCIA NA DESTRUIÇÃO DE CRIATURAS DE OLHAR SUBMISSO E FRACO. ESPERANDO-A, UMA FORÇA DE MUITO QUERER, DE ALTO SONHAR, HABITUADA A VIVER DE DESAFIOS, QUE ATINGE, COM AQUELE GESTO, OS PÍNCAROS DO SABER DOLOROSAMENTE ARMAZENADO.GRAVADO NA ALMA E NO CORAÇÃO FICARAM AS MEMÓRIAS DE ARMADILHAS PRONTAS A EXPLODIR, RIOS CAUDALOSOS QUE ARRABATAM OS MAIS TEMEROSOS, TEMPESTADES FURIOSAS QUE SÓ SE SACIAM COM O SABOR DA DÔR E DA MORTE.GANHOU BATALHAS, ERGUEU OS SEUS ESTANDARTES, SORRIU Á SOLIDÃO E DESDENHOU DE AMORES FALHADOS. NA CAMINHADA FOI PERDENDO A POUCO E POUCO O MEDO DO INÍCIO, MAS TAMBÉM AS DEFESAS QUE PERECERAM NOS CONFRONTOS E CHEGOU AO MOMENTO FINAL, NU E DEPURADO, MAS SÁBIO E INTEIRO, PREPARADO PARA O DESAFIO. BASTOU UM OLHAR DIRECTO PARA A VIDA SE AFASTAR.É COBARDE, FOGE DAQUELES QUE LHE FAZEM FRENTE MESMO DEPOIS DELA PENSAR QUE OS TINHA ANIQUILADO.O SER HUMANO SÓ PRECISA DE NUNCA ESQUECER A SUA ASA DIVINA E SERÁ SEMPRE O VENCEDOR...EM ANEXO UM BEIJO!
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Distribuído por Moranguinho Pereira (hi5)
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SONETO DO ORFEU
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São demais os perigos dessa vida Para quem tem paixão, principalmente Quando uma lua surge de repente E se deixa no céu, como esquecida E se ao luar, que atua desvairado Vem unir-se uma música qualquer Aí então é preciso ter cuidado Porque deve andar perto uma mulher Uma mulher que é feita de música, Luar e sentimento, e que a vida Não quer, de tão perfeita Uma mulher que é como a própria lua:Tão linda que só espalha sofrimento,Tão cheia de pudor que vive nua. .
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VINICIUS DE MORAES
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quinta-feira, 18 de março de 2010
Os teus pés - Pablo Neruda
| Assunto: | AS ESTAÇÕES DO ANO |
|---|---|
| Data: | 17/Mar 13:28 |
SÃO QUATRO, AS ESTAÇÕES DO ANO....E MUITAS MAIS AS EMOÇÕES, ALEGRIAS, LUTAS E ANSEIOS QUE, EM CONCERTO AFINADO, DEFINEM AQUILO QUE SOU. NÃO É QUE NÃO CHORE LÁGRIMAS COMO A CHUVA DE INVERNO...E HÁ DIAS EM QUE TODO O MEU CORPO É UM LARGO SORRISO, LUMINOSO COMO O SOL DA PRIMAVERA. QUANDO MEUS OLHOS ENCONTRAM O OLHAR DO MEU AMOR, MEU CORAÇÃO GALOPA, MEU SANGUE FERVE E SOU UMA TARDE DE VERÃO...TAMBÉM DIAS EXISTEM, EM QUE A PAZ E A CALMA ME INUNDA, ME SINTO SINCRONIZADA COM TUDO EM MEU REDOR E CANTA EM MIM A BELEZA EXISTENTE NO MAIS PEQUENO DETALHE. AÍ SOU UM SUAVE OUTONO DE CORES RUBRAS E PROFUNDA QUIETUDE DOS DIAS. É NESSES MOMENTOS QUE APROVEITO PARA GUARDAR NO CORAÇÃO TODA ESSA BELEZA E ESSE ENCANTO...O INVERNO ESTÁ PARA CHEGAR. ENTRETANTO, ENTRE ESTAS SENSAÇÕES DEFINIDAS E NÍTIDAS, DESENROLA-SE TODA A COMPLEXIDADE DO MEU EU, E AÍ SOU UM CRISTAL ATRAVESSADO POR UM RAIO DE LUZ, E DENTRO DE MIM NASCE UM ARCO-ÍRIS QUE PROJECTO NA VIDA Á MINHA VOLTA...EM ANEXO UM BEIJO!
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Distribuído por Moranguinho Pereira (hi5)
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OS TEUS PÉS .
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Quando não posso contemplar teu rosto, contemplo os teus pés. . Teus pés de osso arqueado, teus pequenos pés duros. . Eu sei que te sustentam e que teu doce peso sobre eles se ergue. . Tua cintura e teus seios, a duplicada purpura dos teus mamilos, a caixa dos teus olhos que há pouo levantaram voo, a larga boca de fruta, tua rubra cabeleira, pequena torre minha. . Mas se amo os teus pés é só porque andaram sobre a terra e sobre o vento e sobre a água, até me encontrarem. .
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PABLO NERUDA
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Eu sei mas não devia - Marina Colasanti
| Assunto: | EU SEI, MAS NÃO DEVIA |
|---|---|
| Data: | 16/Mar 17:10 |
EXISTEM MOMENTOS EM QUE NÃO EXISTEM MAIS PALAVRAS PARA DIZER....ESTÁ TUDO DITO. É O CASO DESTA POESIA. TEM TANTO DE MIM, DE NÓS QUE QUALQUER PALAVRA A MAIS SERIA SUPÉRFULA...EM ANEXO UM BEIJO!
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Distribuído por Moranguinho Pereira (hi5)
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EU SEI, MAS NÃO DEVIA .
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Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor. . E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz. E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. . A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá pra almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. . A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos. E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração. . A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. . E a ganhar menos do que precisa. E a fazer filas para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra. . A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes. A abrir as revistas e a ver anúncios. A ligar a televisão e a ver comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição. . As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. A luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. A contaminação da água do mar. A lenta morte dos rios. . Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. . Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. . Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado. . A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta, de tanto acostumar, se perde de si mesma. .
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MARINA COLASANTI
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Esta manhã encontrei o teu nome - Maria do Rosário Pedreira
Assunto: MANHÃ DE DOMINGO
| Data: | 15/Mar 19:26 |
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SOU UMA MULHER PRÁTICA, SEM TEMPO PARA GASTAR EM FUTILIDADES. A MAIOR PARTE DAS VEZES SÃO RIDÍCULAS. LER UM POEMA, POR EXEMPLO, COM QUE OBJECTIVO? NÃO EXISTE NENHUM. É COMO DESCREVER UM PÔR DO SOL...SE TIVER DE O FAZER, UTILIZO AS PALAVRAS EXACTAS, DECORRENTES DE, NA MINHA IDADE, JÁ TER ASSISTIDO A MUITOS. É COMO NA VIDA. PASSO NELA DE OLHOS ABERTOS, ATENTA, Á DEFESA, DESBRAVANDO O MEU CAMINHO...MAS SEMPRE DE PÉS NA TERRA. NÃO ENTENDO PORQUE PROCURAM PALAVRAS ESPECIAIS PARA DESCREVER ALGO TÃO BANAL. VIVER, FAZ-SE, NÃO SE DIZ, E TENHO A CERTEZA QUE, MESMO SEM PERGUNTAR, TODOS PENSAM COMO EU. QUE OUTRO CAMINHO PODE EXISTIR? NUM JARDIM OLHO OS CANTEIROS.HÁ QUANTO TEMPO O JARDINEIRO NÃO VEM. É ISTO QUE SALTA AOS OLHOS, MAIS NADA. SORRIRAM PARA MIM, PREOCUPO-ME. NÃO CONHEÇO. O QUE É QUE TENHO DE ERRADO? JÁ NÃO ME SINTO Á VONTADE. VOU ANTES PARA ONDE PENSO QUE HÁ POUCA GENTE, A MARGEM DO RIO. ENGANEI-ME. FAMÍLIAS INTEIRAS CAMINHAM. VOU VIRAR AS COSTAS E OLHAR A ÁGUA. QUE HORROR, COMO ESTÁ POLUÍDA, NEM CÔR TEM. QUE ESTOU AQUI A FAZER? QUE IDEIA A MINHA, SAIR DE CASA NESTA MANHÃ DE DOMINGO. TANTA GENTE SENTADA NA RELVA RALA E EMPOEIRADA.VÃO FICAR TODOS SUJOS. QUANTAS CRIANÇAS CORRENDO DE UM LADO PARA O OUTRO, GRITANDO, SEM PARAREM UM MOMENTO. NÃO AGUENTO. VOU-ME EMBORA. VOU DESCANSAR. QUE VOU FAZER QUANDO CHEGAR A CASA? NÃO INTERESSA, LOGO SE VÊ... EM ANEXO UM BEIJO!
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Distribuído por Moranguinho Pereira (hi5)
. . ESTA MANHÃ ENCONTREI O TEU NOME . . Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos e o teu perfume a transpirar na minha pele. E o corpo doeu-me onde antes os teus dedos foram aves de verão e a tua boca deixou um rasto de canções. . No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha camisola; e eu despi-a para ti, a dar-te um coração que era o resto da vida - como um peixe respira na rede mais exausta. Nem mesmo à despedida . foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti é um poema. Contudo, ao acordar, a solidão sulcara um vale nos cobertores e o meu corpo era de novo um trilho abandonado na paisagem. Sentei-me na cama e repeti devagar o teu nome, o nome dos meus sonhos, mas as sílabas caíam no fim das palavras, a dor esgota as forças, são frios os batentes nas portas da manhã. . . MARIA DO ROSÁRIO PEDREIRA . . | |
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Poesia
segunda-feira, 15 de março de 2010
Se me deixares, eu digo - António Botto
| Assunto: | A META... |
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| Data: | 14/Mar 18:52 |
ESCREVO PERGUNTAS NA AREIA MOLHADA, VISITADA PELO MAR. CADA ONDA QUE CHEGA, LÊ-AS E LEVA-AS CONSIGO...SÃO SINAIS DA MINHA VIDA QUE NUNCA CONTO A NINGUÉM COM MEDO DE SER ROUBADA...SÃO TÃO BELOS, OS MEUS SONHOS! NUNCA NINGUÉM OS SENTIU...NASCERAM DENTRO DE MIM...DESTA, QUE AS FADAS FADARAM QUE SEMPRE SERIA ASSIM....O QUE QUERO NÃO SE ENCONTRA A CADA CURVA DA ESTRADA...HÁ QUE MUITO PROCURAR, COM URGÊNCIA, E RECONHECER OS SINAIS QUE TÃO LEVES SÃO, E SEGUI-LOS POR ENTRE ENGANOS, NOITES ESCURAS, TEMPORAIS...AH! MAS QUANDO TENHO NA MÃO, MAIS UM SONHO,UMA CERTEZA,UM SEGREDO OU UM ESTANDARTE, TUDO VALEU A PENA. SINTO QUE FICO MAIS FORTE, MAIS CAPAZ DE CAMINHAR E DE OUSAR SER FELIZ, POIS SÃO JÁ MINHAS AS CHAVES QUE ABREM ALGUNS MISTÉRIOS. NINGUÉM, OLHANDO PARA MIM SABERÁ O QUE TRANSPORTO...PAREÇO IGUAL AOS DEMAIS...NO ENTANTO, EU SOU FEITA DE MAIS QUE SIMPLES QUIMERAS... SOU DESEJOS, SOU VONTADES, SOU REALIDADES, CERTEZAS DE CHEGAR LÁ. SÓ COM O MAR REPARTO AS MINHAS DÚVIDAS,SÓ DELE TENHO RESPOSTAS E AJUDAS E CONSELHOS,ÁS PERGUNTAS QUE LHE FAÇO...E É DE FORMA SINGELA,QUE ME RESPONDE BAIXINHO EM CADA ONDA QUE CHEGA, DEIXANDO ESCRITO NA AREIA AS TRILHAS QUE HEI-DE SEGUIR, PARA QUE A META DE QUE AS FADAS ME FALARAM, EU VENHA A ALCANÇAR...EM ANEXO UM BEIJO!
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Distribuído por Moranguinho Pereira (hi5)
. . SE ME DEIXARES, EU DIGO .
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Se me deixares, eu digo O contrario a toda a gente; E, n'este mundo de enganos, Falla verdade quem mente. Tu dizes que a minha boca Já não acorda desejos, Já não aquece outra boca, Já não merece os teus beijos; Mas, tem cuidado commigo, Não procures ser ausente: - Se me deixares, eu digo O contrario a toda a gente. . ANTÓNIO BOTTO
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domingo, 14 de março de 2010
Poema da Amante - Adalgisa Nery
| Assunto: | SOLIDÃO... |
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| Data: | 13/Mar 16:29 |
DIZEM QUE A SOLIDÃO É TRISTE...QUAL QUÊ!PODERÁ SER ALEGRE E PROVEITOSAMENTE VIVIDA!... HAVERÁ MELHOR MANEIRA DE OLHARMOS PARA NÓS PRÓPRIOS COM OS NOSSOS OLHOS QUE NÃO DE OUTROS? ESTAR SÓ IMPEDE QUE A MALDADE DA VIDA NOS TOQUE, DESEQUILIBRANDO O NOSSO SER E OBRIGANDO A LUTAR POR ELE, QUASE MOMENTO A MOMENTO SE INSISTIRMOS A CAMINHAR FORA DO CAMINHO DOS 'NORMAIS'....LUTAR?!...NÃO QUERO AGORA!DEIXEM-ME LAMBER AS FERIDAS, CICATRIZAR-ME... CHEGA DE AMARFANHAR A ALMA, DE TRAVAR O SONHO,DE SACUDIR A POEIRA COM QUE INSISTEM COBRIR-ME...DEIXEM-ME FICAR EM CASA...ACOLHER O SOL E RECORDAR O MAR. DE NOITE FALAR COM AS ESTRELAS, QUE ESTÃO SEMPRE LÁ...NUNCA ME DESAPONTARAM NEM FALTARAM AO ENCONTRO. QUANTO A TUDO O RESTO, É ALIMENTAR A IMAGINAÇÃO E PRESERVAR ALGUNS MOMENTOS, VIVER DE OLHOS FECHADOS, DEIXANDO O FILME PASSAR...EM SUMA, POSSO PERDER ALGUMAS COISAS, MAS GANHO MUITAS MAIS...DEIXEM-ME COM A VOZ DO SILÊNCIO....COMEÇO DE TODAS AS COISAS...PRESSINTO QUE SÓ ELA ME PODERÁ CONVENCER A REGRESSAR ....E NÃO TENHAM PENA, ANTES APRENDAM COMIGO A DOMAR A TEMPESTADE DA VIDA...EM ANEXO UM BEIJO!
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Distribuído por Moranguinho Pereira ( hi5)
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.POEMA DA AMANTE
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Eu te amo Antes e depois de todos os acontecimentos, Na profunda imensidade do vazio E a cada lágrima dos meus pensamentos. Eu te amo Em todos os ventos que cantam, Em todas as sombras que choram, Na extensão infinita dos tempos Até a região onde os silêncios moram. Eu te amo Em todas as transformações da vida, Em todos os caminhos do medo, Na angústia da vontade perdida E na dor que se veste em segredo. Eu te amo Em tudo que estás presente, No olhar dos astros que te alcançam E em tudo que ainda estás ausente. Eu te amo Desde a criação das águas, desde a idéia do fogo E antes do primeiro riso e da primeira mágoa. Eu te amo perdidamente Desde a grande nebulosa Até depois que o universo cair sobre mim Suavemente. . ADALGISA NERY
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sábado, 13 de março de 2010
No mistério do sem fim - Cecília Meireles
| Assunto: | A TUA CASA... |
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| Data: | 12/Mar 20:01 |
AO TE AMAR, MESMO TU NÃO OLHANDO PARA MIM, SINTO A VIDA PULSANDO NO MEU CORAÇÃO...É LÁ A TUA MORADA, AINDA QUE O NÃO SAIBAS. FAZEM-TE COMPANHIA OS SONHOS MAIS LOUCOS PORQUE BELOS, AS MEMÓRIAS VIVAS DESTA MINHA VIDA VIVIDA....UMAS DE LUZ, OUTRAS DE SOMBRA, MAS, DEFINITIVAMENTE, TODAS ELAS EU. PELO CHÃO FLORES....MUITAS FLORES TRATADAS COM CUIDADO E CARINHO QUER SEJAM TESTEMUNHAS DE AMORES ANTIGOS MAS NÃO ESQUECIDOS, QUER AS TENHA COLHIDO NUM VALE LONGÍNQUO PARA CONSTRUIR UMA GRINALDA, COLOCADO NOS CABELOS E BRINCADO DE PRINCESA...TAMBÉM LÁ PERMANECEM MINHAS BANDEIRAS, MINHAS VITÓRIAS CELEBRADAS OU MINHAS DERROTAS ACEITES. É DE LÁ QUE DIRIJO A MINHA VIDA...QUE ME IMPORTA QUE DIGAM QUE SOU SENTIMENTAL...É VERDADE...E COM ESSE SENTIMENTO VOU LIMANDO AS ARESTAS DOS CAMINHOS QUE PERCORRO...POR VEZES AGRESTES, MAS QUE EU ESCOLHI. PASSO POR TI A CADA MOMENTO E TU NÃO ME VÊS...QUE PENA...DESFAZES A VIDA EM MIL PEDAÇOS E NÃO TE ENCONTRAS EM NENHUM...SENTE A MINHA BRISA PASSANDO DE LEVE...OLHA...SORRI PARA MIM...ESPANTA-TE AO SENTIRES QUE É COMO SE ME CONHECESSES DE OUTROS TEMPOS...OUTRAS VIDAS?...PEGA EM TODAS AS PERGUNTAS...DEIXA AÍ O QUE ESTÁ A MAIS, O DORIDO, O ESQUECIDO, TUAS FERIDAS E TEMORES...ANDA, DÁ-ME A MÃO...VAMOS PARA CASA...EM ANEXO UM BEIJO!
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Distribuído por Moranguinho Pereira (hi5)
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NO MISTÉRIO DO SEM-FIM . No mistério do sem-fim equilibra-se um planeta. . E, no planeta, um jardim, e, no jardim, um canteiro; no canteiro uma violeta, e, sobre ela, o dia inteiro, . entre o planeta e o sem-fim, a asa de uma borboleta .
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CECÍLIA MEIRELES
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sexta-feira, 12 de março de 2010
Há-de flutuar uma cidade - Al Berto
| Assunto: | O LAGO |
|---|---|
| Data: | 10/Mar 18:03 |
TENHO O MEU BARCO BALOUÇANDO LEVEMENTE NO LAGO QUE EU MESMA INVENTEI...ÁGUAS MANSAS, AZUIS OU VERDES CONFORME O OLHAR, A HORA DO DIA, A VONTADE DA BRISA OU O CALOR DO RAIO DE SOL. EM VOLTA, FRONDOSAS ÁRVORES, ENTRE AS QUAIS O VENTO BRINCA CANTANDO BAIXINHO. SIMPLES E COLORIDAS FLORES SILVESTRES SALPICAM A RELVA FÔFA, QUE CONVIDA A DEITAR E ADMIRAR A DELICADA DANÇA DAS NUVENS BRANCAS NUM CÉU TÃO AZUL QUE ENTRA PELO OLHAR E SEGUE ATÉ AO CORAÇÃO. UMA HARMONIOSA SINFONIA COMPOSTA PELAS NOTAS MUSICAIS DE BANDOS DE PÁSSAROS QUE PASSAM EM REVOADAS TRANSPORTA-NOS PARA OUTRAS ESFERAS. A PAZ MORA ALI. O MUNDO, A VIDA... FIQUE LÁ FORA, BEM LONGE....E EU AQUI, NO MEIO DO SONHO QUE CONSTRUI....TUDO O QUE SEJA DIFERENTE ME MATA...E EU QUERO VIVER!!!...EM ANEXO UM BEIJO!
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Distribuído por Moranguinho Pereira (hi5)
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HÁ-DE FLUTUAR UMA CIDADE .
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há-de flutuar uma cidade no crepúscolo da vida pensava eu... como seriam felizes as mulheres à beira mar debruçadas para a luz caiada remendando o pano das velas espiando o mar e a longitude do amor embarcado . por vezes uma gaivota pousava nas águas outras era o sol que cegava e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite os dias lentíssimos... sem ninguém . e nunca me disseram o nome daquele oceano esperei sentada à porta... dantes escrevia cartas punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar se espantasse com a minha solidão . (anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.) . um dia houve que nunca mais avistei cidades crepusculares e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta inclino-me de novo para o pano deste século recomeço a bordar ou a dormir tanto faz sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade . . AL BERTO | |
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Depois do jantar - Carlos Drummond de Andrade
| Assunto: | DEPOIS DO JANTAR |
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| Data: | 9/Mar 12:15 |
Bom Dia!
Vamos quebrar a rotina....hoje é dia de Prosa! Espero que gostem!...em anexo um beijo!!!
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Distribuído por Moranguinho Pereira (hi5)
. . DEPOIS DO JANTAR . . Também, que idéia a sua: andar a pé, margeando a Lagoa Rodrigo de Freitas, depois do jantar. . O vulto caminhava em sua direção, chegou bem perto, estacou à sua frente. Decerto ia pedir-lhe um auxílio. . — Não tenho trocado. Mas tenho cigarros. Quer um? . — Não fumo, respondeu o outro. . Então ele queria é saber as horas. Levantou o antebraço esquerdo, consultou o relógio: — 9 e 17... 9 e 20, talvez. Andaram mexendo nele lá em casa. . — Não estou querendo saber quantas horas são. Prefiro o relógio. . — Como? . — Já disse. Vai passando o relógio. . — Mas ... . — Quer que eu mesmo tire? Pode machucar. . — Não. Eu tiro sozinho. Quer dizer... Estou meio sem jeito. Essa fivelinha enguiça quando menos se espera. Por favor, me ajude. . O outro ajudou, a pulseira não era mesmo fácil de desatar. Afinal, o relógio mudou de dono. . — Agora posso continuar? . — Continuar o quê? . — O passeio. Eu estava passeando, não viu? . — Vi, sim. Espera um pouco. . — Esperar o quê? . — Passa a carteira. . — Mas... — Quer que eu também ajude a tirar? Você não faz nada sozinho, nessa idade? . — Não é isso. Eu pensava que o relógio fosse bastante. Não é um relógio qualquer, veja bem. Coisa fina. Ainda não acabei de pagar... . — E eu com isso? Então vou deixar o serviço pela metade? . — Bom, eu tiro a carteira. Mas vamos fazer um trato. . — Diga. . — Tou com dois mil cruzeiros. Lhe dou mil e fico com mil. . — Engraçadinho, hem? Desde quando o assaltante reparte com o assaltado o produto do assalto? . — Mas você não se identificou como assaltante. Como é que eu podia saber? . — É que eu não gosto de assustar. Sou contra isso de encostar o metal na testa do cara. Sou civilizado, manja? . — Por isso mesmo que é civilizado, você podia rachar comigo o dinheiro. Ele me faz falta, palavra de honra. . — Pera aí. Se você acha que é preciso mostrar revólver, eu mostro. . — Não precisa, não precisa. . — Essa de rachar o legume... Pensa um pouco, amizade. Você está querendo me assaltar, e diz isso com a maior cara-de-pau. . — Eu, assaltar?! Se o dinheiro é meu, então estou assaltando a mim mesmo. . — Calma. Não baralha mais as coisas. Sou eu o assaltante, não sou? . — Claro. . — Você, o assaltado. Certo? . — Confere. . — Então deixa de poesia e passa pra cá os dois mil. Se é que são só dois mil. — Acha que eu minto? Olha aqui as quatro notas de quinhentos. Veja se tem mais dinheiro na carteira. Se achar uma nota de 10, de cinco cruzeiros, de um, tudo é seu. Quando eu confundi você com um, mendigo (desculpe, não reparei bem) e disse que não tinha trocado, é porque não tinha trocado mesmo. . — Tá bom, não se discute. . — Vamos, procure nos... nos escaninhos. . — Sei lá o que é isso. Também não gosto de mexer nos guardados dos outros. Você me passa a carteira, ela fica sendo minha, aí eu mexo nela à vontade. . — Deixe ao menos tirar os documentos? . — Deixo. Pode até ficar com a carteira. Eu não coleciono. Mas rachar com você, isso de jeito nenhum. É contra as regras. . — Nem uma de quinhentos? Uma só. . — Nada. O mais que eu posso fazer é dar dinheiro pro ônibus. Mas nem isso você precisa. Pela pinta se vê que mora perto. . — Nem eu ia aceitar dinheiro de você. . — Orgulhoso, hem? Fique sabendo que tenho ajudado muita gente neste mundo. Bom, tudo legal. Até outra vez. Mas antes, uma lembrancinha. . Sacou da arma e deu-lhe um tiro no pé. .
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CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
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terça-feira, 9 de março de 2010
Para viver um grande amor - Vinícius de Morais
| Assunto: | MULHER |
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| Data: | 8/Mar 16:56 |
MULHER - TERRA-MÃE DE TODA A HUMANIDADE;
MULHER - RAÍZ DO FUTURO; MULHER - ETERNO MITO; MULHER - REFERÊNCIA DO HOMEM; MULHER - RAZÃO DE UM GRANDE AMOR; MULHER - DÔR DO ABANDONO; MULHER - FONTE DE TERNURA; MULHER - REGAÇO DE PENAS; MULHER - O MUNDO NUM SÓ SORRISO; MULHER - ...DE GUERRA, SE FÔR PRECISO; MULHER - ABRAÇO DE PAZ; MULHER - DE MÃOS DADAS COM O HOMEM...EM ANEXO UM BEIJO!
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Distribuído por Moranguinho Pereira (hi5)
. . PARA VIVER UM GRANDE AMOR . Eu não ando só Só ando em boa companhia Com meu violão Minha canção e a poesia . Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso. Muita seriedade e pouco riso. Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher Pois ser de muitas, poxa, é pra quem quer, nem tem nenhum valor. Pra viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar se cavalheiro E ser de sua dama por inteiro, seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure se a mulher amada E portar se de fora com uma espada, Para viver um grande amor . Para viver um grande amor direito, não basta apenas ser um bom sujeito. É preciso também ter muito peito, Peito de remador. É sempre necessário ter em vista um crédito de rosas no florista, Muito mais, muito mais que na modista! Para viver um grande amor Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas Molho, filés com fritas - comidinhas Para depois do amor. E o que há de melhor que ir para a cozinha e preparar com amor uma galinha Com uma rica e gostosa farofinha Para o seu grande amor? Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto, E até ser, se possível, um só defunto Pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo, mas também com a mente, Pois qualquer baixo seu a amada sente e esfria Um pouco o amor Há que ser bem cortês sem cortesia, doce e conciliador sem covardia. Saber ganhar dinheiro com poesia, Não ser um ganhador. .
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VINICIUS DE MORAES
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