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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

IKEA: enlouqueça você mesmo






Visao
| Boca do Inferno
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* Ricardo Araújo Pereira

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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

Opinião
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IKEA: enlouqueça você mesmo
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Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros.
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Os problemas dos clientes do IKEA começam no nome da loja. Diz-se «Iqueia» ou «I quê à»? E é «o» IKEA ou «a» IKEA»? São ambiguidades que me deixam indisposto. Não saber a pronúncia correcta do nome da loja em que me encontro inquieta-me. E desconhecer o género a que pertence gera em mim uma insegurança que me inferioriza perante os funcionários. Receio que eles percebam, pelo meu comportamento, que julgo estar no «I quê à», quando, para eles, é evidente que estou na «Iqueia».
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As dificuldades, porém, não são apenas semânticas mas também conceptuais. Toda a gente está convencida de que o IKEA vende móveis baratos, o que não é exactamente verdadeiro. O IKEA vende pilhas de tábuas e molhos de parafusos que, se tudo correr bem e Deus ajudar, depois de algum esforço hão-de transformar-se em móveis baratos. É uma espécie de Lego para adultos. Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros. Há dias, comprei no IKEA um móvel chamado Besta. Achei que combinava bem com a minha personalidade. Todo o material de que eu precisava e que tinha de levar até à caixa de pagamento pesava seiscentos quilos. Percebi melhor o nome do móvel. É preciso vir ao IKEA com uma besta de carga para carregar a tralha toda até à registadora. Este é um dos meus conselhos aos clientes do IKEA: não vá para lá sem duas ou três mulas. Eu alombei com a meia tonelada. O que poupei nos móveis, gastei no ortopedista. Neste momento, tenho doze estantes e três hérnias.

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É claro que há aspectos positivos: as tábuas já vêm cortadas, o que é melhor do que nada. O IKEA não obriga os clientes a irem para a floresta cortar as árvores, embora por vezes se sinta que não faltará muito para que isso aconteça. Num futuro próximo, é possível que, ao comprar um móvel, o cliente receba um machado, um serrote e um mapa de determinado bosque na Suécia onde o IKEA tem dois ou três carvalhos debaixo de olho que considera terem potencial para se transformarem numa mesa-de-cabeceira engraçada.

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Por outro lado, há problemas de solução difícil. Os móveis que comprei chegaram a casa em duas vezes. A equipa que trouxe a primeira parte já não estava lá para montar a segunda, e a equipa que trouxe a segunda recusou-se a mexer no trabalho que tinha sido iniciado pela primeira. Resultado: o cliente pagou dois transportes e duas montagens e ficou com um móvel incompleto. Se fosse um cliente qualquer, eu não me importaria. Mas como sou eu, aborrece--me um bocadinho. Numa loja que vende tudo às peças (que, por acaso, até encaixam bem umas nas outras) acaba por ser irónico que o serviço de transporte não encaixe bem no serviço de montagem. Idiossincrasias do comércio moderno.

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Que fazer, então? Cada cliente terá o seu modo de reagir. O meu é este: para a próxima, pago com um cheque todo cortado aos bocadinhos e junto um rolo de fita gomada e um livro de instruções. Entrego metade dos confetti num dia e a outra metade no outro.
E os suecos que montem tudo, se quiserem receber.

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in revista VISÃO

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Artigos do Autor (Ricardo Augusto Pereira)
I
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Imagens retiradas do site IKEA
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terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Revolução de Outubro


Turbilhão na história


O portal Vermelho comemora, aqui, os 90 anos da Revolução Russa.

Um acontecimento que marcou a história da humanidade e mostrou que a transformação da sociedade é possível com a luta de homens e mulheres. A superação da exploração, das desigualdades sociais, da miséria que caracterizam o capitalismo pode dar lugar a uma sociedade de novo tipo, a sociedade Socialista.




A Revolução de 1917 foi a mais profunda desde que existe a civilização. O estado socialista que nasceu em 1917, derrotou a agressão nazista, em 1945 e se consolidou como uma experiência avançada que prometia um futuro risonho para todos. A democracia, as conquistas sociais, a independência dos povos da África e da Ásia que ainda estavam sob o jugo colonial, foram conseqüências não só da existência da URSS, mas muitas vezes de seu apoio ativo às suas lutas.



Marx já havia assinalado, muitas décadas antes, que a revolução proletária é diferente das demais porque é movida por uma crítica implacável contra si própria e seus protagonistas. Ela ergue-se, cai para levantar-se novamente, poderá cair outra vez sob os golpes daquela crítica feroz, até finalmente conquistar a forma de estado adequada para a eliminação de toda dominação.



A Grande Revolução Russa de 1917 não fugiu a este vaticínio. Sua trajetória foi marcada por grandes avanços e também grandes contradições. Até finalmente ter um melancólico final sete décadas depois, entre os anos de 1980 e 1990.



Mas deixou seu exemplo luminoso e a certeza, para os que lutam pelo progresso social, que alcançar uma forma nova e superior de sociedade é necessário e possível.


ver materiais diversos em:

vermelho -90 anos da revolucao_russa


Cartaz - 1919 - 1º de Maio - os operários
só têm a perder os seus grilhões -

Vermelho - Dossiers

Bloco de Esquerda - Bloco parlamentar formado pelo PCdoB, PSB e PDT

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Dossiers



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150 anos Manifesto Partido Comunista
150º Aniversário do nascimento de Clara Zetkin
25 de Abril
3 º Congresso da Oposição Democrática (Aveiro - 4 a 8 de Abril de 1973)
30 anos da Constituição da República Portuguesa
45º aniversário da Crise Académica de 1962
50 anos-Declaração Universal dos Direitos do Homem
60 anos - assassinato de Alfredo Dinis (Alex)
60 anos - Derrota do Nazi-Fascismo
70 anos - Revolta dos Marinheiros
70 anos-Tarrafal «Campo da Morte Lenta» Nunca Mais
8 de Março - Dia Internacional da Mulher
90º aniversário da Revolução de Outubro 1917-2007
A UE e a presidência portuguesa
Campanha - Referendo IVG 2007
Centenário do nascimento de Bento Jesus Caraça
Combate à Precariedade no Trabalho
Conferência Nacional - O PCP e o Poder Local
Conferência Nacional do PCP-2002
Crise Académica - 1962-2002
Defesa do Sector Têxtil
Direito à Reforma, as pensões não podem baixar
Em defesa do Serviço Público de Televisão e Rádio
Em Movimento por um Portugal com Futuro
Encontro Internacional de Partidos Comunistas 2006
Encontro Nacional do PCP - 20 anos de adesão de Portugal à CEE/UE
Encontro Nacional do PCP sobre organização - 2002
Evocação a Bento Gonçalves - 2002
Evocação a Catarina Eufémia
Fuga de Caxias
Greve Geral - 10 Dezembro 2002
IVG - Interrrupção Voluntária da Gravidez
José Dias Coelho - Artista militante, militante revolucionário
Marcha Mundial das Mulheres 2000
Não ao Aumento da Idade da Reforma
O PCP e o Euro - Dossier
Portugal precisa, o PCP propõem
Revolta da Marinha Grande - 18 Janeiro de 1934
Segurança Social
Seminário - África - Dezembro de 2007
Sobre a «Reforma do Sistema Político»
Soeiro Pereira Gomes - 50 anos da sua morte
Todos Juntos contra a Guerra
Urânio, Kosovo, Balcãs