Mostrar mensagens com a etiqueta Charles Bukowski. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Charles Bukowski. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Bucowski - All the Casualties…

All the Casualties…

eu disse então a ela na cama
depois de voar todo o caminho
até ali
eu disse a ela na cama
em seguida,
”não tem como voltar atrás,
você sabe, é danado
de ruim…”
e era
contudo eu fiquei 2 ou
3 dias
e então ela me levou
ao aeroporto
o cachorro no
banco de trás
aquele cachorro que tinha vivido
conosco
naqueles poucos
anos.
eu saí
disse a ela
”não entre”,
o cachorro pulou pra cima
e pra baixo,
ele sabia que eu estava indo embora,
assanhei seu pêlo,
ele lambeu em torno
do meu rosto.
que merda.
inclinei-me para dentro
segurando minha mala,
ela me deu um
beijinho de adeus,
então eu me virei e
caminhei para o
guichê do aeroporto
onde o controlador
destacou a
outra metade do meu bilhete de ida
e volta.
“fumante ou não-
fumante?”, o funcionário
perguntou.
“bebedor”, eu
respondi.
recebi meu bilhete de embarque
e caminhei até
o portão
me sentindo mal
por todos
que eu conhecia
que não conhecia
que ia
conhecer.

http://cronicadeumamorlouco.wordpress.com/2010/07/28/bukowski-2-poemas-sobre-mulheres/

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Modus Vivendi - Poesia e Pintura

09 de novembro de 2009

Gustave Jean Jacquet

Gustave%20Jean%20Jacquet.jpg
pura beleza, vinda de outro século para iluminar o dia
.

Escrita

Pergunto-me quanta gente nesta cidade
vive em apartamentos mobilados.
Altas horas da noite quando olho os outros prédios
juro que vejo um rosto em cada janela
que me olha também
e quando volto para dentro
pergunto-me quantos se sentam às suas escrivaninhas
a escreverem isto mesmo.

.

Leonard Cohen, Jorge Sousa Braga e Carlos Tê

08 de novembro de 2009

Teniers

0293-0045_wirtshausszeneteniers.jpg
quase no São Martinho
.

Sossego

Sentado sozinho
com um copo na mão
contemplo
os montes distantes

Nem que chegasse
a amada
sentiria
prazer maior

Mesmo que não falem nem riam
gosto mais
das montanhas

.

Yun Sondo

07 de novembro de 2009

Presença

(gentileza de Amélia Pais)
.

Não perguntes porque vim...
trazendo não-flores nos dedos,
falando línguas diferentes,
dizendo em risos-segredos,
todos os sonhos dementes...

Não perguntes porque vim...
Se pudesses entender
este pulsar sem medida
terias chegado ao fim....

Mas estou junto a ti,
irmão,
que mais te importa?

Não perguntes porque vim....
.

Alda Lara

Humano

Na sujeição a fraqueza
como relógio emociona.
O choro declarado repõe
a sensibilidade. Simplifica.
Dignifica. Democratiza.
A lágrima não derramada
inunda o sentido: desanda
a máscara. Amoldada.
A criança ressurgente
diz do tempo. Sujeito
objetado à história.
Desfeito efeito.
Dispostos versos
no marco do crescimento:
trajeto e obstáculo.
Desacompanhada sombra
em que o vulto se certifica
como humana forma.

.

Pedro Du Bois

Philip Alexius de László

Philip%20Alexius%20de%20L%C3%A1szl%C3%B3%20Elisabeth_von_Rum%C3%A4nien.jpg
um olhar aristocrático

06 de novembro de 2009

Ausência

Quando minha voz
se fizer
ausência, entenda o silêncio
como prova da verdade.

Arrume as palavras deixadas
entre folhas, faça frases
e desordene parágrafos.

Minha voz ausente
estará diante
do esforço. Concentre sua hora
na descoberta dos traços.

Risque as letras e deixe em branco
a parte inferior do silêncio.

.

Pedro Du Bois

Philip Alexius de László

Miss%20Gwen%20Ffrangcon-Davies%2C%201933%20Philipde%20L%C3%A1zl%C3%B3.jpg
Miss Gwen Frangcon-Davies em disfarce medieval
.

Amor & Fama & Morte

agora está sentada do outro lado da janela
como uma velha a caminho do mercado;
está sentada e observa-me,
transpira nervosa
pelos cabos eléctricos, nevoeiro, ladrar dos cães
até que de repente
eu bato no vidro com um jornal
como se matasse uma mosca
e podias ouvir o grito
por toda a cidade,
e depois partiu.

a melhor maneira de acabar um poema
como este
é ficar de súbito
em silêncio.

.

Charles Bukovski

05 de novembro de 2009

Arnold Bocklin

ArnoldBocklin-Odysseus-and-Calypso-1882.jpg
de costas voltadas
.

Diving into the Wreck

the thing I came for:
the wreck and not the story of the wreck
the thing itself and not the myth
the drowned face always staring
toward the sun
the evidence of damage
worn by salt and sway into this threadbare beauty
the ribs of the disaster
curving their assertion
among the tentative haunters.

.

Adrienne Rich
Por Ana Roque às 09:26 de 05 de novembro de 2009
.
.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

The Genius Of The Crowd: Charles Bukowski


The Genius Of The Crowd

.

there is enough treachery, hatred violence absurdity in the average
human being to supply any given army on any given day

.

and the best at murder are those who preach against it
and the best at hate are those who preach love
and the best at war finally are those who preach peace

.

those who preach god, need god
those who preach peace do not have peace
those who preach peace do not have love

.

beware the preachers
beware the knowers
beware those who are always reading books
beware those who either detest poverty
or are proud of it
beware those quick to praise
for they need praise in return
beware those who are quick to censor
they are afraid of what they do not know
beware those who seek constant crowds for
they are nothing alone
beware the average man the average woman
beware their love, their love is average
seeks average

.

but there is genius in their hatred
there is enough genius in their hatred to kill you
to kill anybody
not wanting solitude
not understanding solitude
they will attempt to destroy anything
that differs from their own
not being able to create art
they will not understand art
they will consider their failure as creators
only as a failure of the world
not being able to love fully
they will believe your love incomplete
and then they will hate you
and their hatred will be perfect

.

like a shining diamond
like a knife
like a mountain
like a tiger
like hemlock

.

their finest art


.

.

Charles Bukowski

.

.
ver declamação no Galeria & Photomaton
.

The Genius Of The Crowd: Charles Bukowski


.