Textos e Obras Daqui e Dali, mais ou menos conhecidos ------ Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
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domingo, 3 de maio de 2015
Miguel Torga Mãe
* Miguel Torga
Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?
Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.
Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.
Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!
Miguel Torga, in 'Diário IV'
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?
Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.
Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.
Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!
Miguel Torga, in 'Diário IV'
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Poesia
Viíncius de Morais - poema do enjoadinho
Vinícius de Moraes
Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
O texto acima foi extraído do livro "Antologia Poética", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 195.
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domingo, 2 de maio de 2010
Dia da Mãe - Berta Brás
Os afectos na infância
De um livrinho para crianças, repousando como lhe compete, na gaveta das arrumações, livrinho a que pus o nome de “Festa no Colégio”, composto por breves dramatizações para as crianças da Irmã Leonor do Colégio “Amor de Deus” de Cascais, compus um dia o trecho que segue.
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Da gaveta o tirei hoje, Dia da Mãe, Domingo, 2 de Maio, em homenagem às Mães de todos os tempos e aos meninos pequenos, cuja ingenuidade as professoras de agora ajudam a manter nos trabalhinhos que com eles fazem para oferecerem às suas mães. Assim fez o Bruno, meu neto, que ofereceu à sua Mãe, além de uma caixinha de aparas de sabonetes perfumados, uma linda flor num vaso de papel por ele pintado, formado de uma coroa de rainha que a sua mamã teve que enfiar na cabeça, na festa da sua escola.
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Alguma vez as Mães foram rainhas para os seus filhos. É necessário manter.
DIA DA MÃE, 84
TODOS:
Vinte de Maio, Domingo,
É hoje o Dia da Mãe.
Festejemos este dia
Como sabemos tão bem.
MENINA: Mãe, aperta-me o vestido!
MENINO: Chega-me o sabão e a escova!
MENINO: Sinto-me meio perdido
Nesta barafunda toda!
MENINA: Ensina-me a tabuada!
MENINO: Não percebo este problema!
MENINA: Com tanta coisa a aprender
Não há ninguém que não trema!
UM GRUPO: E a Mãe tudo resolve:
Veste, calça, lava, lida
Ajuda-nos nos deveres
Dá confiança na Vida.
TODOS: E hoje, vinte de Maio,
É dia das nossas Mães:
Vamos dar-lhes um abraço,
Vamos cantar ”Parabéns”
MENINA: Eu não me limito a isso:
Vou dar à minha um desenho
Que pintei com muito amor
E todo o jeito que tenho.
MENINO: Um ovo feito em madeira
Gravei também muito bem,
Recordando este dia
Para o dar à minha Mãe.
MENINO: Com treze molas de roupa
Fiz moldura adequada
Onde colei o retrato
Da minha Mãe adorada.
MENINA: Num sabonete cheiroso
Alfinetes fui espetar
Entrelaçados com lã
P’r’ós seus lenços perfumar.
MENINA: Num papel que desenhei
Recortei um belo anjinho
Que colei p’r’à minha mãe
Que o pendurou com carinho.
MENINA: Eu fiz à minha uns versinhos
Cheios da minha afeição.
Ela já os leu e gostou
E apertou-me ao coração.
MENINA: Eu fiz um pano da louça
MENINA: E eu uma pega em croché.
MENINO: Eu, uma caixa p’r’ós fósforos
MENINO: Eu, um saco p’r’ó café.
TODOS: Dia da Mãe, dia grande,
Embalado de harmonia,
Cantemos à nossa Mãe
P’r’ó viver com alegria.
MENINO: A minha trabalha muito
E às vezes não tem paciência,
Ralha-me e até me bate
Quando faço um disparate
Desses de bradar ao Céu,
Mas depois fica bem triste
E quem tem pena sou eu.
MENINO: Em vez de apanhar tareia
No quarto sou enfiado,
Até me compenetrar
Do erro tão sem-razão.
Não concordo com o método
Pois sinto-me sempre humilhado,
Mas acabo por perdoar
Como é minha obrigação.
MENINA: A minha não me castiga:
Escuta-me atentamente.
Ela prefere o diálogo
Que pela nova ciência
Nos torna mais responsáveis
Segundo a norma corrente.
MENINA: A minha dá-me miminhos
Comigo às vezes quer brincar;
Conta-me histórias bonitas
P’ra eu depois recontar.
UM GRUPO: Mas há meninos sem Mãe
Lançados no mar da Vida,
Sem carinho de ninguém
Que lhes dê sentido à vida.
OUTRO GRUPO: Por isso demos valor
Ao bem que temos em sorte:
Sem esquecer nosso Pai,
Nosso guia e nosso norte,
Amemos a nossa Mãe
Que nos leva a ser alguém
Que às vezes nos dá castigos
Mas nos livra dos perigos,
Que a cada passo nos salva
Sempre cheia de carinho,
Sempre atenta aos nossos passos
Tal como um Anjo da Guarda
A iluminar o caminho.
TODOS: DIA DA MÃE este dia,
E os outros que o são também.
Agradeçamos a Deus
Por termos um Pai e uma Mãe
E o seu amor como guia.
DIA DA Mãe este dia
Todos os dias também.
Berta Brás
Do PortugalClub:
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O PortugalClub, perabeniza todas as Mães Portuguesas , neste dia a ela consagrado.
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Digo Mães Portuguesas, e todas as mães, por este mundo de Nosso DEUS, descoberto ou não pelas caravelas dos Heróis do Mar.
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No Brasil o DIA das Mães, será dia 09 de Maio, sempre 2º Domingo de Maio.
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dom 02-05-2010 15:39
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