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sábado, 3 de dezembro de 2022

José Emilio Pacheco - Presencia

* José Emilio Pacheco

¿Qué va a quedar de mí cuando me muera
sino esta llave ilesa de agonía,
estas pocas palabras con que el día,
dejó cenizas de su sombra fiera?

¿Qué va a quedar de mí cuando me hiera
esa daga final? Acaso mía
será la noche fúnebre y vacía
que vuelva a ser de pronto primavera.

No quedará el trabajo, ni la pena
de creer y de amar. El tiempo abierto,
semejante a los mares y al desierto,

ha de borrar de la confusa arena
todo lo que me salva o encadena.
Más si alguien vive yo estaré despierto.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

José Emílio Pacheco vence o Prémio Cervantes

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Correio da Manhã
 
01 Dezembro 2009 - 00h30

Opinião

Blog

O Prémio Cervantes, espécie de Nobel das letras hispânicas, foi atribuído ao mexicano José Emilio Pacheco.
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Poeta, ficcionista, ensaísta, professor, Pacheco não é um patriarca das letras, nem está na primeira linha da ‘diplomacia literária’ muito em voga, e onde se misturam política, esquecimento e glória terrena – a sua "resistência contra a barbárie" é uma espécie de dogma contra a mediocridade dos políticos. Acontece que Pacheco é um dos maiores escritores do espaço ibero-americano (e ao qual é dedicada a cimeira insolúvel que decorre em Cascais) e um poeta que se aproxima do irrepetível. Curiosamente, em Portugal, é publicado (pela Oficina do Livro, e graças à insistência de Marcelo Teixeira) na coleção ‘Ovelha Negra’.
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Francisco José Viegas, escritor 
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Alta traición - José Emilio Pacheco


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Alta traición

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No amo mi patria.
Su fulgor abstracto
es inasible.
Pero (aunque suene mal)
daría la vida
por diez lugares suyos,
cierta gente,
puertos, bosques de pinos,
fortalezas,
una ciudad deshecha,
gris, monstruosa,
varias figuras de su historia,
montañas
-- y tres o cuatro ríos.
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José Emilio Pacheco
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Por Ana Roque às 08:51 de 27 de outubro de 2009
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