| Assunto: | RE: Uma boa semanada ... |
|---|---|
| Data: | 16/Jun 22:26 - Lia |
Beijos, querido amigo :) Se me va de los dedos la caricia sin causa, se me va de los dedos... En el viento, al pasar, la caricia que vaga sin destino ni objeto, la caricia perdida ¿quién la recogerá? Pude amar esta noche con piedad infinita, pude amar al primero que acertara a llegar. Nadie llega. Están solos los floridos senderos. La caricia perdida, rodará... rodará... Si en los ojos te besan esta noche, viajero, si estremece las ramas un dulce suspirar, si te oprime los dedos una mano pequeña que te toma y te deja, que te logra y se va. Si no ves esa mano, ni esa boca que besa, si es el aire quien teje la ilusión de besar, oh, viajero, que tienes como el cielo los ojos, en el viento fundida, ¿me reconocerás? Poemas de Alfonsina Storni | |
Textos e Obras Daqui e Dali, mais ou menos conhecidos ------ Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
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quarta-feira, 16 de junho de 2010
Se me va de los dedos la caricia sin causa - Alfonsina Storni
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Urga - José Afonso
.
É para Urga
Que a gente vai
Para Urga caminho
Caminho para lá
Em Urga os bandidos
Não me hão-de apanhar
.
Eu hei-de vencer
Eu hei-de vencer
Entre mim e Urga
O Deserto que houver
.
Em Urga recebo
A maquia e então
Vou tirar proveito
Do meu ganha-pão
.
.
19/Dez 19:15
Lia diz:
.
Victor, e se fossemos para Urga?
.
Um grande beijinho para ti.
.
.
É para Urga
Que a gente vai
Para Urga caminho
Caminho para lá
Em Urga os bandidos
Não me hão-de apanhar
.
Eu hei-de vencer
Eu hei-de vencer
Entre mim e Urga
O Deserto que houver
.
Em Urga recebo
A maquia e então
Vou tirar proveito
Do meu ganha-pão
.
.
19/Dez 19:15
Lia diz:
.
Victor, e se fossemos para Urga?
.
Um grande beijinho para ti.
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Silêncio - Octavio Paz
OLÁ!
Uma boa semana também para ti e todos os amigos/amigas.
Beijos com amizade e ternura
Uma boa semana também para ti e todos os amigos/amigas.
Beijos com amizade e ternura
Lia (hi5)
OCTAVIO PAZ
.
SILÊNCIO
.
Assim como do fundo da música
brota uma nota
que enquanto vibra cresce e se adelgaça
até que noutra música emudece,
brota do fundo do silêncio
outro silêncio, aguda torre, espada,
e sobe e cresce e nos suspende
e enquanto sobe caem
recordações, esperanças,
as pequenas mentiras e as grandes,
e queremos gritar e na garganta
o grito se desvanece:
desembocamos no silêncio onde os silêncios se emudecem.
OCTAVIO PAZ
.
SILÊNCIO
.
Assim como do fundo da música
brota uma nota
que enquanto vibra cresce e se adelgaça
até que noutra música emudece,
brota do fundo do silêncio
outro silêncio, aguda torre, espada,
e sobe e cresce e nos suspende
e enquanto sobe caem
recordações, esperanças,
as pequenas mentiras e as grandes,
e queremos gritar e na garganta
o grito se desvanece:
desembocamos no silêncio onde os silêncios se emudecem.
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sábado, 28 de novembro de 2009
A Adulação na Amizade - Cícero
Pois que é próprio da verdadeira amizade dar e receber conselhos, dá-los com franqueza e sem azedume, recebamo-los com paciência e sem repugnância, persuadamo-nos bem de que não há defeito maior na amizade que a lisonja, a adulação, as baixas complacências. Com efeito, não se poderia dar bastantes nomes ao vício desses homens frívolos e enganadores, que falam sempre para agradar, e jamais para dizer a verdade. A dissimulação é funesta em todas as coisas (pois corrompe e altera em nós o sentimento da verdade) mas é, sobretudo, contrária à amizade. Destrói a sinceridade, sem a qual não subsiste mesmo o próprio nome da amizade.[…]
Cícero, 'Diálogo sobre a Amizade'
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enviado por Lia (hi5)
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Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
Pela branda melodia do rumor dos regatos,
.
Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,
Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,
deixa passar a Vida!
.
Natália Correia, in "Inéditos (1985/1990)"